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5 de mai. de 2012

A velha e boa Buenos Aires


O prato principal do almoço no Mott

 Fui para Buenos Aires dessa vez sob o pretexto de participar da #BUE2012 (ou #Vibaniadas2012), que rolaria durante os dias do feriado prolongado. Fui antes, pra fazer umas pesquisitas de cunho profissional/editorial mas infelizmente também acabei voltando antes por outros compromissos pessoais.
O prato principal no jantar no Crizia
 Ainda assim, foram cinco dias adoráveis nessa cidade que eu tanto gosto – e que eu não visitava desde o segundo semestre de 2010. Como eu contei num post lá no Saia Pelo Mundo, Buenos Aires, infelizmente, está bem mais cara. Mais cara em tudo: para comer, andar de táxi, comprar, sair – em algumas coisas, chega a estar até mais cara que no Brasil.
A melhor sobremesa da viagem: o trio de choco e dulce de leche do Le Mistral
  Mas, por outro lado, a cena cultural da cidade continua indo de vento em popa e seus cafés estão cada vez melhores e mais charmosos – vou fazer um postzinho sobre os que mais curti dessa vez. E várias coisas muito gostosas por ali são de graça, como passar uma tarde nos Bosques de Palermo ou andar sem rumo e sem pressa pela Recoleta, por Palermo, Belgrano ou Villa Crespo, checando as novidades e se fazendo de voyeur da vida cotidiana porteña.
A "carta de vinhos" da Cave Jufré
 Minha melhor refeição dessa vez, pelo conjunto da obra (ambiente+comida+serviço+amigos) foi no Crizia, sempre ótimo; mas o almoço executivo do Le Mistral, o restaurante do Four Seasons que vai ficar fechado nos próximos meses devido a uma big reforma do hotel, perdeu por bem pouquinho, que também estava divino, e pelos mesmos motivos.  E a melhor surpresa gastronômica foi o fofinho Mott, que fica dentro do Esplendor Buenos Aires, no mesmo prédio ocupado pelas Galerias Pacífico, em pleno centro: delícia de almoço executivo, serviço bem simpático, preço excelente (à noite parece que rolam uns showzinhos de tango modernetes também). Ah! E enfim testei o Fuudis, que também fica prum outro post ;-)
Mojito+tapas show de bola no 878
 De entretenimento noturno, curti muito a milonga La Viruta, em Palermo, me diverti horrores; a entrada custa menos de 15 reais com direito a aulas – tem aula desde o período da tarde, mas é lá pelas 22h que a coisa esquenta. Eu não consegui ir dessa vez, mas meus amigos que foram no domingo à noite no La Glorieta adoraram a experiência – que é grátis, btw (o Ricardo Freire fez um post ótimo aqui).
A fachada do Malvón, um dos muitos cafés incríveis da Villa Crespo
Gostei também, apesar do serviço ruinzinho, da Cave Jufré, na rua de mesmo nome, em Villa Crespo: excelentes vinhos por taça ou garrafa e umas tapas sensacionais, saborosíssimas. E amei tanto, mas taaanto, o 878, que fui pra lá em 3 noites; ambiente excelente (na última noite, um sábado, casa lotaaaada, ainda descobri que o bar tem um terceiro ambiente, lá no fundão, com outra barra de bar e tudo, que eu nem conhecia), ótima música, ótimos drinks (mojito divino).

4 de dez. de 2011

El Milongón: pra conhecer o candombe

 Tango não é patrimônio exclusivamente argentino, não; até porque Gardel, garantem vários estudiosos, teria nascido no Uruguai. Talvez por isso mesmo, um dos passeios mais vendidos pelos receptivos de Montevidéu aos turistas brasileiros é justamente o show noturno da casa El Milongón.

 A casa fica no centro antigo da cidade e funciona todas as noites para jantar e show. O show é simples, nada de superproduções; mas é bem feitinho e bem dividido: na primeira parte, são apresentadas danças folclóricas uruguaias; depois, tango, com performances caprichadinhas (incluindo dos "cantantes"); e, como tudo sempre vira um grande Carnaval no final :-D, o encerramento é todo feito numa sequência de candombe, o ritmo uruguaio por excelência, que acaba convidando todo mundo pra dançar no final.


Pra quem viu grandes shows de tango em Buenos Aires, por exemplo, não traz nada de surpresa; mas, se não houver outra oportunidade de conhecer o interessantíssimo candombe (vou falar disso mais pra frente), é uma opção a se considerar. Conselho da titia Mari: acho que vale a pena ir só para o show+drink (desde US$29), que o jantar é fraquinho.

31 de ago. de 2010

O tango da vez: Tango Porteño

Tem gente que não concebe uma ida a Buenos Aires sem assistir um show de tango, ainda mais se for a primeira visita; todos os meses recebo emails de leitores pedindo dicas de qual show assistir, o que esse tem de bom, o que aquele tem de melhor... Então sempre que conheço algum show novo, posto aqui, pra servir de referência.
O tango dessa vez foi o Tango Porteño, onde acabei indo parar por causa de trabalho (as fotos estão ruins, eu sei; mas estava só com o celular - já que nunca se pode mesmo fotografar os shows - e ele não é grandes coisas pra fotografar à noite... patience, please). A casa fica bem na Cerrito, na quadra ao lado do Colón, e de fora parece mais um teatro da Corrientes que uma casa de Tango - mas por dentro é um belo teatro e estava lo-ta-do de brasileiros.
O show é bom e pontual, sem nada de cavalos, evitas e musica andina, tks God - é tango-tango do começo ao fim, com uma orquestra que foi das que mais gostei até hoje.
O jantar também é bom, apesar do vinho San Felipe - o menu muda conforme a "ala" que se ecolhe (platéia - a minha - ou vip) e todos os pratos têm nomes de canções de tango. No menu platéia, eram 3 opções de prato para cada passo do jantar.
De entrada, fui nos rolls de mussarela de búfala com presunto cru e ruculas, bem fresco
Prato principal, o único bife de chorizo da viagem (pra não dizer que não falei das flores rs), e estava muito bom
e de sobremesa um mix de sobremesas típicas argentinas - divino o sorvete de doce de leite.

Pra quem curte shows de tango, taí uma boa nova opção.