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25 de jun. de 2011

São Luiz do Paraitinga: para quando você for

O entorno da pracinha na semana de Corpus Christi: sossego maravilhoso
Sobre o que fazer em São Luiz do Paraitinga, eu já falei nos posts anteriores, certo? Então esse aqui traz os detalhes mais práticos para você planejar sua visita.

Como chegar: as estradas para chegar lá estão boas. Quem vai de São Paulo, por exemplo, pega trechos ok da Dutra e da Oswaldo Cruz, com R$17,50 de pedágio no total, ida e volta (aprox. 2h30 de viagem em cada sentido)
A bela Igreja do Rosário, em pleno centro
Quando ir: se quiser muvuca, olhe no site de São Luiz e escolha uma das muitas festas que acontecem por lá religiosamente todos os meses. Se quiser sossego, olhe no mesmo calendário para fugir dessas datas ;-)
O filé no arado (soterrado pelas batatas) em foto surrupiada de Rafael Lopes
Onde comer: eu fiquei pouco tempo, então testei poucos restaurantes. E, há que se reconhecer, a cidade carece mesmo de lugares bons, bons, bons de verdade para comer. Mas é possível encontrar comida caseira e típica bem saborosa e com preços razoáveis no restaurante Sol Nascente - comi ali um boi embriagado delicioso. Mais com cara de restaurantão de grupo de excursão mas também bem gostoso é o Cantinho dos amigos - minha sugestão é o boi no arado. Para um self service honesto e rapidinho, tente o Restaurante Santa Therezinha (peça ali o suco de juçara, divino). Todos estão ali no centrinho, a passos da praça.
O quarto simples mais eficiente e espaçoso da Vila Verde
Onde ficar: eu me hospedei na Vila Verde. É, de longe, a melhor opção para quem faz questão de se hospedar no centrinho. Bonitinha, a fachada imita o casario de São Luiz, com a casa rodeada por um jardim lindo, caprichadíssimo.
A fachada super criativa da Vila Verde
Os quartos têm decoração bem simples e básica, mas são espaçosos e os banheiros novinhos. Bom café da manhã.
Mas se você quiser um lugar sem chance de erro, vá direto à super romântica e confortável Quinta das Amoreiras
Parte do quarto fofo, fofo da Quinta das Amoreiras
Mais afastada, é toda exclusiva, com apenas quatro suítes (e planos de aumentar somente até oito no total). Ali, o casal de donos chama os hóspedes pelos nomes e cobrem todo mundo de cuidados. Tem quartos lindos, no melhor estilo pousada de charme, com banheira, lareira e cantinhos fofos, numa área imensa, com direito a pomar, laguinho, fonte etc. Fui conhecer, espiar como era, e fiquei encantada, pensando já em me hospedar lá na próxima vez ;-)
Olha o close no naco de requeijão luizense (servido com bolo nesse caso)
O que trazer: eis aí algo importante. Vale trazer a cachaça, é claro; eu mesma trouxe a minha. Tem também doces e biscoitinhos típicos do Vale do Paraíba, claro. Mas, muito mais importante - e eis aí algo que eu não sabia - leve consigo uma daquelas sacolinhas térmicas para trazer pra casa o famoso requeijão luizense. Trata-se de um queijo baixinho, um pouco mais firme que um cream cheese, com um sabor especialíssimo - sofri horrores por não ter como trazer um. Imperdível.

24 de jun. de 2011

Paraitinga: terra também da cachaça!

Olha aí o seu Nelson (Nerso) do Mato Dentro todo vaidoso ao lado da cachaça que produz
 Dizem em São Luis do Paraitinga que uma visita à cidade não está completa sem provar, provar e provar de novo suas cachaças. Todo restaurante já vai logo perguntando enquanto você olha o cardápio se deseja uma cachacinha :-))))
 Mas um passeio que agrada qualquer um, seja fã da marvada ou não, é visitar um alambique. O mais conhecido - e maior, e fiscalizado, vale dizer - é o da Cachaçaria Mato Dentro, que fica a um pulinho do centro, quase voltando pra estrada.
 As visitas são curtinhas, simples, mas gratuitas - a gente fica sabendo direitinho o processo de produção da cachaça. O seu Nelson (Nerso) do Mato Dentro recebe os visitantes cheio de causos pra contar - diz, por exemplo, que tem um povo pinguiço que fica indo lá querendo os 10% de cachaça que eles costumam "jogar fora" na primeira destilação, dizendo que essas sim são "da boa" :-D
 A Mato Dentro andou aparecendo em vários rankings e revistas porque ganhou muito mercado ultimamente, sobretudo lá fora. A cachaça tipo exportação tem embalagem mais bonita, toda tchans, em versão branquinha, amarelinha e cambuci.
 E sabe que até eu, que não consigo tomar cachaça pura, gostei dessa de cambuci? Leva uma misturinha de cambuci, mel e limão que deixa a dita cuja licorosa, bem gostosinha. Voltei pra casa com uma ;-)
Vale o passeio.
(e também a diferença de preços, já que a cachaça tipo exportação, que lá custa R$30, costuma ser vendida em supermercados pelo dobro...)

Os "anjos do remo"

Ontem postei sobre o rafting que eu fiz em São Luis do Paraitinga e acabei esquecendo de contar uma historinha legal que fiquei sabendo por lá.
Dizem que o pessoal do rafting - tanto das empresas que ofereciam o passeio quanto os meninos que praticavam frequentemente - nunca foram muito bem vistos na cidade, com fama de desocupados, vagabundos etc. Só que quando houve a enchente do reveillon 2009/2010, foi justamente esse pessoal que acabou sendo das principais ferramentas para salvar tanto pessoas quanto bens - num total de quase quarenta voluntários, saíram em botes e caiaques transportando moradores, pertences e até bombeiros que não conseguiam chegar a determinadas áreas. Tiveram um papel tão fundamental no sucesso da operação que hoje são vistos como queridinhos - a prefeitura até mandou fazer, na ocasião,  ficaram conhecidos como "anjos do remo" e até fizeram camisetas como essa da foto para o último reveillon.
Bacaninha, né?

23 de jun. de 2011

São Luis do Paraitinga: terra da juçara

 Eu nunca tinha provado juçara. Aliás, eu achava que juçara era a mesma coisa que açaí; mas foi agora em São Luis do Paraitinga que descobri que não, é apenas uma prima ;-)
A cidade tem em seus arredores uma baita produção de juçara, que rende montes de palmito do caule e quilos e quilos de polpa da frutinha para ser utilizada em delícias que fazem por lá.
 Foi assim que eu provei o suco (delicioso!), a geléia e o bolo de juçara (com nozes). As iguarias são vendidas em vários cantos de São Luis, mas eu só posso recomendar oficialmente os quitutes do micro restaurante Santa Therezinha, que foi onde provei (eles fazem lanches completinhos assim, à base da fruta, sob encomenda e agendamento antecipado)
 Muito menos gordurosa e pesadona que o açaí, a juçara me agradou (ao contrário do primo, do qual não sou muito fã mesmo). E é ótima pra repor as energias pós-rafting ;-)
Pra quem se interessar, o Projeto Juçara cuida da preservação das palmeirinhas de juçara na Serra do Mar, vale ver.

Rafting em Paraitinga? Oh, yeah!

Acompanhamento das técnicas e instruções antes de colocar o bote n´agua
 Vou ser muito honesta: eu simplesmente não tinha noção que São Luis do Paraitinga andava investindo tanto no turismo de aventura até essa viagem. Foi uma grata surpresa, pra dar uma variada, ainda mais no quesito rafting, pra sair do eixo paulista Socorro-Brotas.
Entramos no passeio da Cia de Rafting, que é a única na região credenciada pela Abeta, que regula o turismo de aventura no Brasil. E também os únicos que oferecem um rafting de SEIS horas de duração, praticamente um passeio de dia inteiro de duração em pleno Parque Nacional Estadual da Serra do Mar.
Logo de cara, já tem uma das quedas mais legais, o Saltinho

Uhuuu
 O passeio não é barato, não; são 35 reais de taxa obrigatória para o parque e 165 reais pelo rafting, incluindo transporte ida e volta e uma belo lanche no meio do passeio.
 Alguns pontos são mais calminhos e a gente se sente num daqueles passeios de voadeira pela Amazonia, só contemplando a bela paisagem de Mata Altântica que nos rodeia o tempo todo.
 Sem parar de remar, é claro :-)))))))))
 Mas a gente não tem sossego muito tempo, não; bota correnteza nisso - e olha que o nível do rio Paraibuna tava bem baixinho.
Repare como o "caldo" vai totalmente direcionado a essa blogueira que vos escreve

 E essas são as melhores partes: quando o instrutor grita "piso" e a gente para de remar porque sabe que vem friozinho na barriga pela frente ;-)

 O passeio saiu com dois botes e com esse caiaque que cuidou de tudo o tempo todo - ele sempre descia as corredeiras antes e apitava pra dar o sinal de que estava seguro e podiamos mandar brasa.
Olhaí o nosso bote fazendo sucesso na descida com os espectadores ;-))))




Tem horas que NINGUÉM escapa de levar um caldaço
 Uma delícia mesmo. Sinceramente, foi o rafting mais gostoso que eu já fiz; nunca tinha feito um por tantas horas, e com tantas quedas e saltos legais.
Recomendadíssimo!
Mas, como eu sou sincera, não posso esconder o momento-micão: apesar de eu AMAR as descidas DENTRO do bote, nos 3 momentos em que tivemos que descer do bote e descer as pedras a pé por segurança, por serem quedas de nível 6, mais perigosas, precisei SUPER da ajuda dos universitários, com o maior medão :-(


(agradecimentos especialíssimos ao Rafael Lopes, pelas lindas fotos do passeio)

São Luis do Paraitinga: fotolog gracinha ;-)

A Igreja Matriz é uma das pouquíssimas coisas que ainda não foram reerguidaas ou restauradas
Tudo calmo, pacato, tranquilo

Com essa arquitetura linda, agora mais colorida do que nunca

O sino da Matriz, que toca religiosamente às seis da manhã e às seis da tarde

O piso lindo da Matriz, que ficou firme e forte
O padroeiro São Luis de Tolosa (de Tolouse)

O saci está, literalmente, em todo canto
Corredeiras prum baita rafting não faltam por ali