Mostrando postagens com marcador Europa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Europa. Mostrar todas as postagens

25 de mai de 2013

Milão: arte, moda, compras e hotéis boutique para ninguém botar defeito

Os quartos modernosos do gra-ci-nha UpTown Palace
 Já contei aqui como meu caso de amor com Milão aconteceu só na segunda visita. Se na primeira vez na cidade eu fiquei meio decepcionada, comparando-a o tempo todo com Roma, na segunda vez eu finalmente entendi a cidade (não tem como comparar; é tipo ficar comparando São Paulo com Rio, Madri com Barcelona – são muito diferentes) e me apaixonei por ela. E, vocês sabem, quando eu caio de amores por um destino, dou sempre um jeitinho de voltar pra ele.
O título de "melhor risoto milanês da Itália" pertence ao restaurante do hotel Villa Torretta
 Pois estive agora em abril passado mais uma vez na queridinha Milão e fui – além de comer um belíssimo risoto à milanesa! – checar o que há de novo na cidade em termos de moda, hotelaria, gastronomia, compras. Claro que fiz meu passeio pelo Duomo (passei por aquela construção estonteante, aliás, todos os dias), atravessei a Vittorio Emmanuele até o Scala, bati perna na Montenapoleone. Mas também pela primeira vez à ENCANTADORA Pinacoteca (recomendo muito!), visitei hotéis novos e até me rendi ao consumo.
Ah, o Duomo!
 Da hotelaria, me chamaram a atenção as novas aquisições da bandeira MGallery, o braço de hotéis boutique cheios de bossa da Accor: o adorável e modernoso UpTown Palace e o Grand Visconti Palace, recém-reinaugurado e remodelado.  No Gran Visconti, os quartos que ainda não foram reformados são grandes mas a decoração está bem caidinha; os novos ficaram bem legais, elegantes, com cores sóbrias mas decór bem contemporâneo. Ocupando um antigo palácio (que já foi até moinho em outras épocas!), quer criar uma proposta de mix entre o clássico e o contemporâneo; acho que faltam ainda alguns ajustes, mas tem tudo para dar certo (ainda conta com restaurante bacanudo no último andar, academia, piscina e uns jardins gracinha bem no centro de Milão).
Visita privativa a um ateliê de moda em Milão: para deixar qualquer fashionista maluca
 Já o UpTown Palace virou meu queridinho. Bem ao lado da Corso di Porta Romana (ótima e bem mais tranquila para quem gosta de comprinhas, e  a menos de 10 minutos de caminhada até o Duomo), é a perfeita tradução de um hotel boutique contemporâneo, cheio de bossa e design nos ambientes, ocupando um altíssimo edifício que já foi um banco – e vários dos quartos têm vista para o Duomo. Só falta ali um restaurante legal.  E, seguindo a proposta de “momento memorável”, como é regra em todos os hotéis MGallery, sua experiência única disponível exclusivamente a seus hóspedes é uma visita privativa ao ateliê de um jovem estilista italiano para acompanhar seu processo de produção – puro deleite para fashionistas (e experiência interessante até para quem nem curte esse mundinho).
A genial Pinacoteca: quase sem turistas e imperdível
 Também fui às compras, é claro. Além dos endereços tradicionais de shopping à milanesa (da ubber Montenapoleone à popular Corso Vittorio Emanuele), fiz também um programete pela primeira vez em Milão: me aventurei por um de seus famosos outlets. Escolhi de cara o maior e mais interessante deles, o  Serravalle Design Outlet.
Versace e Prada: dois dos outlets mais disputados no Serravalle
O Serravalle não fica em Milão – fica já na metade do caminho à Gênova, a 50 minutos do centro da cidade; mas a parte boa é que você pode chegar lá tanto em carro alugado como, super convenientemente, nos ônibus (servizio navetta) que fazem diariamente o trajeto do Foro Bonaparte, em Milão, às portas do shopping.  Para quem curte compras, a escapada vale: são 300 lojas outlet, das mais diferentes marcas, que prometem descontos de até 70% (a loja da Prada é simplesmente sensacional e, com peças desde 20 euros, conquista até quem nunca comprou nadica da marca).  Térreo, todinho ao ar livre, como se fosse mesmo uma vila, o shopping é uma graça, gostoso de andar – e com fartas opções para a pausa para lanchinho ou almoço, de Burger King a restaurantes à la carte.
Surpresas e novidades nessa cidade nunca faltam.



CONEXÃO EM MILÃO

Desde que a TAM começou a operar esse voo direto de São Paulo a Milão, muitos brasileiros começaram a usar a cidade como ponto de conexão para outros destinos; e, nem sempre, a conexão que queremos - depende mesmo do destino - consegue ser imediata e às vezes um pernoite é necessário. Ou a conexão é longa demais e o viajante quer tomar um banho e descansar um pouco antes do novo voo. Tem ainda quem vai de Milão a outros destinos e não incluiu o destino final no mesmo ticket aéreo saindo do Brasil; e daí precisa mesmo contar com um pernoite na cidade, por garantia (e esse era o meu caso dessa vez).
Então resolvi testar também um dos hotéis do aeroporto de Malpensa, do mesmo jeito que já testei vários dos que ficam em Barajas, em Madri. E foi mesmo uma maravilha, em pleno pós feira do design, com praticamente todos os hotéis lotados ou hiper inflacionados, encontrar o Ibis Malpensa a 52 euros no booking.com.
Como em qualquer Ibis, a oferta (o preço do booking.com era o mesmo do site do hotel) não incluía nadica além de quarto e internet wifi. Café da manhã, jantar e lanches rápidos eram vendidos a preços bem razoáveis (e, vale dizer, funcionários pouco simpáticos ou prestativos). Mas incluía também os providencialíssimos transfers de e para o aeroporto a cada meia hora - pude usa-los mais de uma vez (ou seja, não apenas para ir e voltar do aeroporto para voar como também, durante a conexão, para ir e voltar até Malpensa e pegar um transporte ao centro, dar um volta, jantar etc - vale saber que os ônibus tipo fretadinho de Malpensa à Stazione Centrale demoram no mínimo 45 minutos no trajeto e custam desde 6 euros cada trecho).
No mais, quartos bons e ambiente bastante gostoso (embora a internet pegasse bem no quarto também, o lounge era o lugar onde ao longo do dia muitíssima gente descia com seus notebooks, tablets e celulares para usar internet enquanto batia papo com outros viajantes e tomava alguma coisinha do bar), a dez minutos do aeroporto. Para uma noitezinha de conexão, bem legal. 

7 de mai de 2013

Hotel review: Mandarin Oriental Geneva, Genebra, Suíça

 Fui recebida no meu quarto do Mandarin Oriental Geneva com chocolates suíços; isso já contou alguns pontinhos de primeira impressão :))))  Além da fofura da amenidade de boas-vindas, diposta lindamente como um "varal de gostosuras", o quarto estava novinho em folha, e delicadíssimo, já que o hotel deixou a ubber Sybille de Margerie (responsável pelo decor ultra feminino do lindo Mandarin Oriental Paris) a cargo da reformulação.
 Com a cama voltada para as paredes envidraçadas, a gente já acorda ali dando de cara para a linda vista de Genebra se descortinando lá fora. Espaçoso, ainda conta com saleta, mesa de trabalho e o banheiro dividido em dois ambientes distintos muito bem bolados. E com tons e estilo que mudam de um quarto para outro (o meu tinha toques magenta, bem feminino, uma graça).


A vista desbunde da janela
 Por fora, o hotel parece antigão mas está todo remodelado por dentro. O café da manhã é servido em estilo buffet (com uma profusão de queijos que deixaria alguns amigos meus maluquinhos) no gostoso Le Sud.

Mimo de cabeceira para ajudar a dormir com o jet lag
 Para quem quer só fazer uma socialzinha, o MO Bar, de ambiente bem setentinha, fica concorrido dia e noite - e lotadinho no final da tarde/começo da noite (o drink MO Spice, além de lindo, é uma delícia, com toques de gengibre).
 Mas foi no Rasoi by Vineet que tive uma das mais interessantes experiências gastronômicas dos últimos tempos: um jantar degustação fielmente indiano mas capaz de agradar até mesmo os paladares mais receosos a aventuras (e ali comi o melhor naam da minha vida!).
O jantar-orgia DIVINO do Rasoi by Vineet
 O concierge foi craque em me indicar outros lugares para curtir um pouquinho da noite da cidade (além de me dar um itinerário perfeitinho para fazer as feiras e mercados no domingo de manhã, merci beaucoup).
A localização achei excelente: são apenas cinco minutos de caminhada até as duas principais ruas do comércio da cidade e dez minutinhos até a estação de trens, de um lado, ou o coração da cidade antiga, de outro - e o lago fica logo ao lado (ops, deu travalíngua! :P). Só faz falta mesmo ali um spa, que é sempre uma big atração num Mandarin Oriental; mas dizem que ele deve vir no próximo ano.

2 de jan de 2013

Transporte barato para o aeroporto: Roma, Madri, Paris, Londres e Lisboa

Terravision Fiumicino-Termini: se comprar ida e volta de uma vez, sai 8 euros ;) 
Quer dicas de transportes de baixo custo e sem perrengues para fazer o trajeto aeroporto-hotel-aeroporto nas cinco capitais européias mais visitadas pelos brasileiros? Então espia lá o post que eu fiz no Saia pelo Mundo: tem dicas de como gastar pouco nos transfers em Roma, Madri, Paris, Londres e Lisboa com um mínimo de conforto. 
As dicas são boas para quem viaja sozinho e não quer arcar com o valor todo de um táxi mas também boas para os viajantes HiLo, que constituem a maioria do público daqui do Pelo Mundo: em alguns dos destinos (sobretudo aqueles nos quais o aeroporto fica muito distante das zonas hoteleiras), economizar nesse tipo de transfer pode significar sobrar um dindim a mais para investir em outra coisa durante a viagem (hospedagem mais bacana, restaurante estrelado, comprinhas, spa etc). Espia lá.

2 de dez de 2012

Europa para jovens: Biarritz lança novo roteiro

Lembram que em junho passado eu entrei numa excursão para a França, com foco em arte moderna e contemporânea, da qual gostei muito? Pois a operadora daquele tour tinha sido a Biarritz Turismo e eu volto aqui para falar novamente sobre eles porque eles acabaram de lançar um tour europeu exclusivo para jovens.
A ideia é reunir jovens que amam viajar com a segurança de ter um grupo bacana e adultos supervisioando a aventura. A saída é em 13 de julho e as reservas já estão rolando para jovens com 14 anos ou mais. O tour inclui passeios turísticos e culturais por Londres, Barcelona e vários cantinhos da França, incluindo Paris e ainda outros destinos no Vale do Loire (com direito a caiaque!) e a região chamada de Midi-Pyrénées.  A diversão vai ficar por conta dos dias na Eurodisney e no parque Asterix.
O grupo terá no máximo 36 pessoas e os valores da parte terrestre, incluindo seguro, começam em 2,790 euros por pessoa em quarto duplo, com guia full time, desde a saída do Brasil.

14 de nov de 2012

Primeira vez na Europa; só que não ;)


Pegando dias lindos de outono em Madri
 Quem acompanhou minhas últimas viagens sabe que essa, é claro, não é minha primeira vez na Europa. Nem na vida, nem no ano e nem sequer no semestre. Mas estou de novo no velho continente desde o final de semana passada fazendo, mais ou menos, o roteiro mais comum de quem viaja para a Europa pela primeira vez: Lisboa, Madri e Roma.  É claro que muita gente substitui Roma por Paris mas, ainda assim, a tríade é suuuuper vendida pelas operadoras e muito, muito fácil também para quem quer aproveitar uma promo de passagem e montar o roteirinho todo por sua conta.
De tapas y copas todas las noches
Foi isso que eu fiz: aproveitei uma promoção de passagem aérea da Lufthansa que rolou em junho desse ano, somei com outros trechos aéreos internos comprados em promoção e voilá: os dias (lindos!!!) em Madri já estão chegando ao fim, os dias em Roma estão prestes a começar e ainda tem pela frente nossa amada Lisboa - além de escapadas à Úmbria, na Itália, e à Salamanca, na Espanha.
Viagem com aventura: hoje foi dia de greve geral na Espanha (e em boa parte da Europa tb)
  E isso com direito a dias de autênticas férias com irmã e amigos mas também boas batidas de perna nos destinos à trabalho, em busca de novidades para matérias e, claro, aqui para o blog ;)  Já tenho montes de coisas anotadinhas para dividir com vocês, de locais perfeitos para degustar as maravilhosas tapas espanholas a dicas de compras e hotelaria por aqui.
Refeições geniais (e baratas!) em lugares como el Mercado de San Antón
Os postzinhos vão subindo aqui conforme tiver uma brechinha na programação diária. Mas as fotinhos no Instagram e atualizações no twitter estão subindo váaaaarias vezes ao dia, todo santo dia, pra quem gosta de acompanhar "ao vivo" as viagens. Passa lá também ;)

16 de out de 2012

Para comer bem em Edimburgo

 Comer bem em Edimburgo é tarefa fácil: são muitas, mas muitas mesmo as boas opções para café, lanchinho, almoço e jantar na cidade. E comer bem e barato também não; afinal, são vários os restaurantes com menus de almoço e jantar por preços desde inacreditáveis 6,95 libras por dois pratos (e pratos únicos desde 4,50 libras) - isso sem falar dos lanches da vida.
 Na curtíssima e curvilínea rua Victoria, que vai de Grassmarket para a Royal Mile, na Old Town, há vários lugares bacanas e bem baratinhos: ambiente fofinho, boa comida, serviço ok e menus de dois passos por no máximo 10 libras, como a Maison Bleue.
Para refeições de preço médio, na Old Town, ficam o excelente The Witchery, às portas do Castelo, e o bem bom Ondine, na George IV Bridge, vizinho à Royal Mile.
 O Ondine (acima) é maior, mais moderno e barulhento, mas também bem gostoso. Como a casa lota sempre, o balcão oval do bar também é posto com serviço de mesa e fica cheio igual - boa para quem vai sozinho. Bons drinks e pratos (sobretudo fruto do mar), serviço médio. E tem menu promocional de almoço ou early dinner.
 No fofo The Witchery (acima), há dois ambientes: um, oficial, mais escurinho e pequeno, próprio para um jantar romântico, e um chamado de "garden", cheio de luz natural, maior, pé direito bem alto, perfeito para o almoço. Ótimo serviço, excelente comida - menu de 3 pratos por 30 libras (tem opções mais baratas com opções de 2 passos).

Na New Town, o restô do fofíssimo hotel Tigerlily (acima) foi das melhores surpresas da viagem: vieiras maravilhosas, serviço fofíssimo, com staff ultra simpático, ambiente de-li-ci-o-so, drinks ótimos. Gostei MUITO. E tem menu ali por 15 libras.
E tem também várias outras opções com preços bem acessíveis, como o italiano de Jaimie Oliver na Rose Street.
 Para comer investindo mais, vale o badalado Cucina, dentro do Hotel Missoni, na Old City, de cozinha italianíssima, e o estrelado 21212, de Paul Kitching.
Os preços no Cucina (acima; repara só nas louças e na toalha ;D) não são absurdos, não; mas espere gastar umas 50 libras por pessoa para jantar com uma taça de vinho. Os pratos são muito bons, bem italianos mesmo; o ambiente é bem informal e o serviço é bom também.
Já a casa de Kitching (acima), estrelado no Michelin mas absolutamente no frills, é uma delícia: pequenininha, com open kitchen para o salão (a gente vê o próprio Kitching trabalhando e brincando com o resto da equipe), tem staff super jovem e serviço muito, muito bom mesmo, ultra atencioso. Mas o jantar do 21212, ainda que genial (foi minha melhor refeição da viagem), é caro: o menu de cinco passos custa 68 libras por pessoa, sem bebidas (os vinhos têm preços bem razoáveis, btw). Meu conselho? Vá na hora do almoço, quando o menu de três passos vale bem mais convidativas 28 libras ;)

2 de jul de 2012

Nice: do MAMAC à Villa Arson

Uma das laterais do bacanudo prédio do MAMAC
 Quando eu pensava em Nice, pensava mais nas praias, na Promenade, no Negresco e na Place Masséna que em qualquer outra coisa. Muito mais. Mas ali, do ótimo MAMAC (Museu de Arte Moderna e Arte Contemporânea) ao também incontornável Museu Chagall, descobri uma cidade de veia muito mais artística do que imaginava. 
Arte bem contemporânea em vários cantos do MAMAC
 São vários os museus na cidade, do Belas Artes ao de História Natural (que é o queridinho das crianças, por exemplo). O Museu Matisse e de Arqueologia também são campeões de visita, embora fiquem bem mais afastados da zona hoteleira - mas ficam rodeados por jardins imensos e lindos e valem muito o desvio, principalmente para conhecer (e entender) melhor a fase de "colagens" do Matisse (e as ruínas romanas ali também são incríveis) - e ambos têm entrada franca. 

 Sou fã de Chagall e não poderia nunca achar menos que bom um museu dedicado a ele - e é muito bom mesmo. Se puder, entre numa das visitas guiadas oferecidas - no fundo, arte moderna e contemporânea com mediação é sempre muito mais interessante para quem curte arte ou quer aprender mais sobre isso. A nossa visita foi excelente, com um guia do museu ultra didático, que soube responder das perguntas mais básicas aos questionamentos dos mais entendidos em história da arte.
O guia do Musée Chagall media a visita para o nosso grupo, destacando as obras mais importantes expostas ali
Sabia que o peixe nas obras do Chagall mais que uma referência religiosa é uma homenagem ao seu próprio pai?
 A grande surpresa em Nice foi a qualidade do MAMAC - não bastasse a big infra, com montes de funcionários espalhados pelos andares e salas do edifício, o acervo é mesmo impressionante e o itinerário é muito bem bolado. Sem contar que no último andar rolam uns jardins suspensos no melhor estilo babilônico, com vista para toda a cidade antiga. 
A fachada lindona do Museu Matisse...
... e um detalhezinho do interior 
Um tequinho do Museu de Arqueologia
 Mas não houve visita mais marcante para o nosso grupo que o tour pela Villa Arson. A Villa, que é uma das principais escolas de arte de toda a França, não aceita visitas regularmente; mas abriu uma exceção justamente pelo tema da viagem do nosso grupo da Biarritz ser exatamente seu foco: "arte moderna e contemporânea". Assim, nos guiaram e nos permitiram ver de pertinho não só os alunos em plena execução de seus trabalhos de final de semestre (para entrar ali, a concorrência é de mais ou menos 60 candidatos por vaga e 20% delas são destinadas a alunos extrangeiros que vivem também ali) como também ver a montagem da exposição de verão que seria inaugurada no dia 30 de junho e conhecer a genial arquitetura do lugar, totalmente pensada e planejada com foco na sustentabilidade.  
O clima universitário cool da entrada da Villa Arson...
... o genial "boxe de palavras" da nova exposição de verão...
... paredes cobertas de arte...
... arquitetura sustentável...
... e alunos-artistas em plena execução de suas obras.
Arte pura. 

29 de jun de 2012

Excursão na Europa

O roteirinho detalhado da viagem, no material enviado pela operadora antes do embarque
Não, você não leu o título desse post equivocadamente, não; eu, que sempre fui fãzaça de uma viagem independente, resolvi me arriscar mais uma vez numa excursão, e pela primeira vez em terras européias. Entrei no roteiro "Arte Moderna e Contemporânea na França", da Biarritz; e não é que eu gostei?
O roteiro tinha tudo para dar certo mesmo: fazer a Côte d´Azur (Nice, Cannes, Mônaco, Cap Ferrat, Eze e várias outras), Paris e Metz, tudinho atrás do melhor da arte contemporânea e moderna nas regiões; e acompanhados de um professor especialista em História da Arte, o que tornou cada visita simplesmente genial - nada como a arte mediada ;-)
Santo Sospir, a genial casa de Cocteau em Cap Ferrat
A Biarritz é uma operadora gaúcha - dá pra comprar diretamente com eles pelo site mas também através de qualquer agência de turismo - especializada em roteiros temáticos pela França e tem sempre umas propostas diferentonas do velho esquema "excursão da Europa", incluindo não apenas viagens culturais como essa, como também roteiros para fãs de esporte e gastronomia, bem legais. Assim, a heterogeneidade do grupo fica muito menor, o que é uma baita vantagem; salvo raras exceções, todo mundo acaba tendo interesses similares. E com grupos pequenos, que é o que acho mais importante - no meu, éramos apenas 17 no total. 
Claro que viajar em grupo tem seus ônus: o que mais me incomodou foram os atrasos, muito desmensurados nos dois primeiros dias. Depois da bronca da guia, o povo se tocou nos dias seguintes; mas, ainda assim, estávamos sempre à espera de alguém o tempo todo, mesmo sendo tão poucos os passageiros. 
A bela marina de Cannes
Mas, no saldo final, gostei muito mais do que esperava. Tirando 3 pessoas do grupo, eramos todos viajados e interessadíssimos em arte, o que tornou não apenas os passeios como os bate-papos fora de hora bem interessantes e animados. E em nenhum dos dias fomos levados a qualquer loja, "ponto de apoio" ou restaurante determinado pela guia - tirando os passeios já programados (visitas a museus, em suma), cada um comia, comprava e zanzava por onde bem entendesse. Foi a primeira vez que vi isso numa excursão e fiquei genuinamente feliz. 
Fizemos toda a Côte d´Azur em ônibus - porque eram vários deslocamentos por dia, mas sempre curtinhos - e em Paris fizemos tudinho em metrô, bem prático e rápido. Em todos os museus tinhamos visitas guiadas já programadas e os dias não eram tão puxados - pouquíssimas vezes saímos antes das 9h do hotel ou retornamos depois das 18h. E a guia era prática, zero frescuras, paciente e bem atenciosa com todo mundo (alguns passageiros tinham bastante idade e ficavam bem dependentes da opinião/orientação dela para tudo).
Quem me segue no twitter, facebook e instagram, acompanhou os relatos e fotinhos diárias da viagem, que durou um pouco menos de duas semanas - incluindo a aventura da volta, com o mega delay do voo da Air France ;-P Nos próximos dias, você confere aqui o relato detalhadinho dos passeios lindíssimos da viagem, tintim por tintim.

3 de abr de 2012

Agora em Londres :-)

Enquanto o iPad continua nao ajudando na blogagem via blogger, as notícias continuam rolando diariamente via twitter, instagram e facebook - caso algum desavisado ainda nao esteja sabendo. Hoje cedinho, cedinho deixei Paris num dia divinamente azul de primavera e vim parar em Londres, num dia divinamente cinza de primavera ;-). Fiz novamente a adorável viagem no Eurostar, que continuo achando de longe a melhor forma de se locomover entre as duas cidades - dessa vez, testei a classe intermediária, a standard premier, e achei excelente (vai virar post logo,logo, eh claro). Bom, e Londres continua INCRÍVEL como sempre, vibrante como nunca e lotadissima as usual - numa febre de keep calm em todo canto que nem eu suspeitaria ;-). Ja tem varias fotinhos instagramadas e tuitadas daqui, ja viram? Ah! E antes que eu me esqueca: Pro pessoal que perguntou sobre o American Express Global Travel Card, sobre o qual postei outro dia, sim, eu tenho um e estou usando esses dias tanto em Paris como aqui em Londres (já fiz a festa dos cosméticos na Boots, por exemplo :-D), sem nenhum problema. Keep calm and... Keep tunned ;-)

28 de mar de 2012

Agora na França ;-)

Pipols, cheguei na França, que feliz :-)
Nos próximos dias, muito território para cobrir em pouco tempo, montes de sabores para provar, montes de vinhos para degustar, alguns lugares para conhecer e outros tantos lugares para rever e revisitar. Tô empolgadaça, pra variar. Ainda mais que programei uns diazinhos também na minha cidade favorita no mundo <3 <3 Vai ter até escapada olímpica para Londres! (olímpica porque eu vou atrás das novidades para os jogos e porque vai ser uma maratona danada dar conta de tudo que eu coloquei na minha agenda em poucos dias :-D)
Vim só com o iPad justamente para tentar não passar tanto tempo conectada que quero mesmo aproveitar os dias ao máximo - ainda mais com o início do horário de verão europeu - para ir atrás de novidades e dar conta de encontrar também amigos queridos que moram por essas bandas (cumpri todos os meus deadlines antes de embarcar para conseguir, enfim, fazer uma viagem com menos noites trabalhando no computer). E, vocês sabem, o iPad e o blogger ainda não se dão muito bem na minha presença. Então, se os posts aqui entrarem menos frequentemente, lembrem-se que as fotinhos via Instagram (@maricampos) e as novidades, futilidades e curiosidades via twitter e Facebook vão continuar de vento em popa, as usual ;-)
Bisous!

19 de out de 2011

Da Europa à Ásia em menos de 20 minutos

Você vê de longe o Golden Horn explicando porque foi batizado de "golden"
Lembra da linda música Aquarela, do Toquinho? "De uma América a outra/ Eu consigo passar num segundo"? Pois eu pensei nela de novo ao cruzar outra vez o Bósforo, em Istambul, para passar da parte européia à parte asiática da cidade :-)
Kabatas é o melhor ponto de partida
 Continuo achando esse um dos mais gostosinhos passeios pra se fazer ali. Afinal, não é todo dia que a gente está numa cidade que ostenta esse chavão tão poético de "estar na Europa e na Ásia ao mesmo tempo".
A maioria das pessoas toma o barco todos os dias, como se fosse ônibus, pra ir e voltar do trabalho
 Posição estratégica nos tempos de Constantinopla, hoje essa bi-continentalidade (!!) de Istambul politicamente não faz mais diferença, é claro; mas acho que todo mundo deveria fazer esse percurso tão simbólico e tão rapidinho para ver como, na prática, a diferença da cidade europeia pra cidade asiática realmente existe e salta aos olhos.
A linda Bosphorus Bridge, imponentona, unindo dois continentes
 Eu fiz o mesmo roteirinho do ano passado: tomei o ferry no portinho de Kabatas, que fica bem pertinho do lindo Palácio Dolmabahçe. Custa 2 liras turcas pra ir, outras duas pra voltar (o que dá menos de quatro reais no total nesse câmbio agora de outubro/11).
Dos minaretes em riste passamos para arranha céus bem modernex
  De Kabatas, às margens do Bósforo, mas ainda no lado europeu, o barco vai parar direto em Uskudar, já do lado asiático, num trajeto que, no total, entre entrar e sair do barco, não chega a vinte minutos.
Prédios baixinhos, mas bem mais modernos, são comuns no lado asiático
 Do lado asiático, as ruas são igualmente movimentadas em trânsito, mas um pouquinho mais quietas; tudo parece um pouquinho mais ordenado. As construções são bem, beeeem diferentes em comparação ao lado europeu.
O portinho de Uskudar, asiático, anuncia os destinos: Besiktas e Kabatas, do lado europeu
 

E o novo e o velho mundo se encontram ;-)
 São pouquíssimos os turistas que você vê por lá. Em compensação, mais lenços cobrindo cabeças e mais hijabs e xadores cobrindo o corpo inteiro das mulheres que andam atrás de seus maridos.
Vai um kebab aí?
E o mais curioso: os preços são menores por lá, em tudo - a começar pelo duo básico da cidade, kebab+ayran, que custa pouco mais da metade do que vale mesmo nos negócios mais camaradas do lado europeu.


  Da primeira vez que cruzei, em 2009, eu andei uma tarde inteira do lado asiático, entre muitas lojas de luminárias e bares e cafés esmagadoramente masculinos.
 Dessa vez eu só queria mesmo brincar da música do Toquinho (versão do lado de lá do Greenwich :-D) e curtir a beleza do fim de tarde no Bósforo. Lindíssimo passeio.
 Minha recomendação: se você não tiver planos de andar muito do lado asiático, faça esse passeio no finzinho da tarde, para testemunhar o fabuloso por do sol que deixa o céu rosado e as águas do Bósforo ainda mais cintilantes. Se você for pra passear, programe a volta para o final da tarde, por esse mesmo motivo.
E, se for aproveitar a noite no lado asiático - algo que começa a estar na moda por lá entre os turistas mais descoladex - faça a travessia de ida na hora do por-do-sol e termine de acompanhar esse belíssimo espetáculo já na happy hour. Na volta, de noite, dá pra ver, lá longe, a Haya Sofia e a Mesquita Azul iluminadas, lindíssimas.