Mostrando postagens com marcador Africa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Africa. Mostrar todas as postagens

3 de jul. de 2013

Ethiopian Airlines agora tem Dreamliner no Brasil


O 787 Dreamliner da Ethiopian recém-chegado ao aeroporto do Galeão antes de voar para Guarulhos, São Paulo
 Nessa última segunda-feira, o Brasil recebeu, enfim, o primeiro voo de um Dreamliner (Boeing 787). Para quem curte e/ou acompanha notícias da aviação, sabe que esse foi um grande feito: apesar de recentes controvérsias, o Dreamliner está no dream team (oops, sorry pelo trocadilho :D) da aviação contemporânea, entre os grandes e revolucionários aviões que andam mudando a cara do mercado.
Enquanto ouvíamos promessas de outras companhias que já operam por aqui trazerem seus novíssimos Dreamliners para operar nas rotas envolvendo o Brasil (inclusive a LAN), qual não foi a surpresa geral ao tomarmos conhecimento de que a Ethiopian Airlines, que começa agora a voar para São Paulo e Rio, seria a primeira (enfim!) a trazer a aeronave para cá.
Aceitei o convite da Ethiopian, feito pela AVIAREPS, para participar da primeira coletiva a bordo do Boeing 787 Dreamliner como parte das atividades de divulgação do voo inaugural da Rota Addis Ababa (ou Adis Abeba) para Rio de Janeiro e São Paulo. Infelizmente, não voamos até a Etiópia, mas bem que gostaríamos :D
A coletiva aconteceu no voo inaugural, mas só no trechinho entre Rio de Janeiro (Galeão) e São Paulo (Guarullhos) - o voo vinha de Addis Ababa, Etiópia (com escala técnica em Lomé, no Togo) e seguiria para Addis Ababa novamente.
A classe executiva...
... e a classe econômica da Ethiopian Airlines
 Batizado debaixo de muita chuva ao chegar ao aeroporto do Galeão, o avião já atrai as atenções por fora mesmo, grandão quando comparado às aeronaves que estão ao lado nos outros fingers. Por dentro, ele não parece grande; apenas comprido, longo. E estava novinho, é claro, tinindo. Desenho bonito dos compartimentos de bagagem e composto de materiais que mesclam substâncias como fibra de carbono e plástico na estrutura principal (a Boeing garante, segundo Donna Hrinak, presidente da empresa no Brasil, que ele consome 20% menos combustível que outras aeronaves do mesmo porte e maior umidade do ar a bordo).
Janelinhas com redução gradual de luminiosidade por acionamento eletrônico em todas as classes
Chamam a atenção de cara suas janelinhas (que são as maiores da aviação comercial mundial atualmente) que não se abrem e fecham com os flips de sempre - são acionadas eletronicamente por botões na parte inferior de cada uma delas que escurecem o vidro através da redução gradual de passagem de luz.
Design bonitón para os compartimentos de bagagem
 Durante o voo Rio-São Paulo que fizemos (na classe econômica, bien compris), a decolagem silenciosa e sem trancos foi o que mais chamou minha atenção. O 787 Dreamliner da Ethiopian que fica nessa rota Etiópia-Brasil (a companhia possui cinco aeronaves desse modelo no total) tem 24 assentos na classe executiva e 246 na econômica (na econômica, o espaço entre os assentos é o mesmo da maioria das demais aeronaves que fazem voos intercontinentais). Na executiva as comissárias usam uniforme diferente, inspirado nos trajes típicos etíopes (e comissários brasileiros devem integrar o staff da rota a curto prazo) e os voos de e para o Brasil contarão também com opção de prato típico etíope dentre as opções de menu disponíveis.
A comissária Hilena com o traje especial de serviço da classe executiva
 Os 787 Dreamliner tiveram que permanecer em solo de janeiro a abril por dois incidentes consecutivos com suas baterias de íon-lítio. "Mas nós nunca tivemos quaisquer problemas com essa aeronave e a companhia foi a primeira a estar pronta para voltar a utilizá-lo no final desse período", frisou Tewolde Gebremariam, CEO da Ethiopian que veio no voo inaugural.
 A coletiva da Ethiopian à bordo do Dreamliner
O simpático Gebremariam, aliás, fez questão de cumprimentar os brasileiros pela conquista da Copa das Confederações (disse que viu o jogo no aeroporto etíope, e torceu ;D) e frisou que a nova rota não quer apenas ligar Addis Ababa ao Rio e SP mas sim conectar a África Oriental com a América do Sul como um todo, e mais rapidamente - além de promover o turismo etíope, é claro, e conectar os BRICS.  "É importante destacar também que somos atualmente a única companhia aérea africana rentável", completou.
A lindona cabine do 787...
... e detalhe do sistema de entretenimento da econômica (com entradinha USB)
De Addis Ababa é possível fazer conexão para diversos destinos da África, Oriente Médio e Ásia.  Num ano em que a Etiópia apareceu nas hot lists de destinos a se visitar das mais influentes publicações de turismo do planeta, taí um grande feito. 

23 de mai. de 2013

Pra lá de Marrakech: sugestões de escapadas para quem tem tempo na cidade

A cadeia do Atlas ao fundo
 Quem tem mais tempo em Marrakech (tem muita gente indo em lua-de-mel para lá e também existem pacotes ba-ra-tér-ri-mos saindo de Madri para uma semana na cidade), pode - e deve - programar também umas escapadas da cidade para ver lugares lindos e diferentes. Sendo assim, duas escapadinhas desde Marrakech que eu continuo achando imperdíveis são a linda, linda Essaouira, já na costa, e o adorável vale de Ourika.
 Os passeios a Ourika geralmente incluem, além da linda paisagem da viagem pelo vale (na primavera, as árvores do caminho estão lotadinhas de roas, amêndoas e até cerejas), com vistas para as montanhas do Atlas (o que, na minha opinião, por si só já valeria o passeio), paradinhas em jardins de especiarias, produtores de azeite e cooperativas femininas que produzem cositas à base de Argan. Na metade do passeio, na "base" (a.k.a. restaurante) escolhida para almoço, costumam oferecer um opcional de hiking em Setti Fatma para ver as três cachoeiras mais famosas dali. Ter um tempinho para explorar um pouco a vila onde fizerem a parada de almoço é essencial: são sempre lugares bem pequenos, pouco turísticos e bem tradicionalistas - é interessante observar até a própria reação aos turistas.
Um dos jardins de especiarias do vale
O começo da trilha para as cachoeiras
O clima sossegado das vilas do caminho
Muita água, verde e montanhas durante todo o programa em Ourika
Marroquina simpática dando duro para produzir óleo de argan
  No caso de Essaouira eu recomendo muito que se durma ali por uma noite ao menos porque a cidade tem aquela vibe francesa que todo mundo adora mas mantém mais a essência árabe que Marrakech, até porque tem menos turistas. O centro histórico é pequeno, dá bem para explorar em pouco tempo, e tem ótimos restaurantes e excelentes hotéis, de riads econômicos cheios de charme a hotelaços cinco estrelas - tem um Sofitel incrível na Medina que vale a visita mesmo para quem não está hospedado (um café, um chá, almoço, um relax no hamman). O souk da Medina é mais barato que o de Marrakech e ainda mais agradável, já que pega sombra em boa parte do dia mas é todo ao ar livre.
As muralhas da Medina de Essaouira
A vibe hitchcockiana ("oooooos pássaros!) que sempre rola no cais
Detalhe do cais
Os cafés de herança francesa
As casas da Medina, ao contrário de Marrakech, são quase todas branquinhas, branquinhas
Essaouira dá praia!
O souq ao ar livre
O bom é que tanto o vale de Ourika quanto Essaouira estão bem próximos de Marrakech e dá também para fazer um bate-e-volta de um dia para qualquer um dos dois destinos. Os passeios de um dia são amplamente vendidos em todas as recepções de hotel e até em alguns restaurantes (incluindo aquele terraço da Praça Djeema el-Fna em todo mundo vai para tirar fotos da praça lá de cima).
Outro passeio bastante vendido é o que vai Oukaimeden - mas esse é um day trip comum durante o inverno, já que a cidade é famosa por seu centro de ski. 

21 de mai. de 2013

Marrakech: mimos à la sultão mesmo para os orçamentos mais reduzidos


Um dos ambientes gracinha do Private Room do Four Seasons 
 Marrakech vive um boom do mercado de luxo nos últimos anos: da hotelaria de luxo que não para de inaugurar novas propriedades na cidade aos profissionais que estão desenvolvendo tours privativos de todo tipo, acho que Marrakech nunca viveu dias tão "sultanescos" como esses.
É claro que na cidade existe acomodação de todo tipo, de albergues a palácios, passando por riads fofíssimos. O que a maioria deles tem em comum é que eles custam bem menos do que uma propriedade similar custaria em algumas outras partes do mundo (Brasil inclusive). Tanto que, na minha fila da imigração na chegada (ficamos ali quase duas horas, então deu tempo de rolar papo loooongo), 90% das pessoas com as quais conversei ia ficar em hotelaços (tinha gente ali que tinha pego promo no Travelzoo e ia ficar cinco dias num cinco estrelas na cidade por 300 libras, voos incluídos). Vale pesquisar sempre mesmo que, em princípio, seu budget geralmente se encaixe em hotéis econômicos.
Quem não bebe álcool pode sempre pedir um delicioso chá marroquino em qualquer lugar
 Mas, independente de onde você se hospede, já vale saber que as atrações mais legais da cidade são grátis ou custam muito pouco - da Djeema El-Fna e souq aos jardins de Menara, Majorelle e museus. Até as comprinhas custam pouco por lá.
Além disso, Marrakech tem várias outras experiências sultão-style para você se mimar, mesmo que esteja hospedado num hotel mais econômico. Curtir a nightlife, por exemplo. No bar mais legal da cidade na minha opinião, o Bô-zin, você não paga para entrar, só o que consumir; e conta com DJ, performances ao vivo e gente interessante do mundo inteiro para papear. Os bares dos hotelões também são super recomendáveis: bons ambientes, drinks confiáveis e bem preparados, bom serviço e preços que não são nenhum fim do mundo (e táxis de confiança na hora de ir embora, o que é muito importante, sobretudo para mulheres sozinhas).

Um dos cantinhos escuros do bar principal do Bô-zin
 O Four Seasons Marrakech, por exemplo,  investiu no conceito de pop up bars e cada hora tem um bar 100% diferente em um dos prédios (atualmente, rola o Private Room, um bar francês do decor aos drinks); e tem sempre o bar principal e o rooftop bar, com vista 360 graus para Marrakech funcionando o ano inteiro, e cheios de moradores locais também (no rooftop bar, por exemplo, um drink caprichado custa em média 9 euros).
O novíssimo Delano tem um terrace bar perfeito para os mais jovens (de idade ou espírito :P), num clima suuuuper Miami Beach (ou seria patricinhas de Beverly Hills??), mas ocupando um Riad marroquino absolutamente clássico. Música mais eletrônica e pop, meninas com saias curtíssimas e mais garrafas de champagne circulando que drinks. Para quem gosta do estilo...
Vibe fexxxtinha no So Sofitel
 O La Mamounia, que ainda é o mais icônico hotel de Marrakech, não tem perfil de nightlife, até porque os bares fecham cedo; mas é lugar bom para fazer uma happy hour ao final de um dia de andanças. Localizado dentro da Medina, e pertinho da Djeema El-Fna, é ótimo para se refrescar com calma e tranquilidade depois de bater perna no souq, por exemplo. O mítico Churchill´s Bar, escurão e com casais de meia-idade, vale a visita, nem que seja só para ver; pessoalmente, curti mais o Italian Bar, mais colorido  e bem mais movimentado.
E o descolado So Sofitel, que fica dentro do Sofitel Marrakech, também vale a visita. As noites de sábado, no ambiente interno, pegam fogo mas SÓ valem para quem curte Michel Teló, Gustavo Lima e afins que, sim, é isso mesmo que toca lá dentro. No mais, o ambiente externo, tipo lounge, iluminado por luminárias, com música agradável e com ar fresquinho, é um lugar delicioso para passar umas horinhas.

Além disso, há inúmeros restaurantes bacanudos na cidade que você pode curtir nessa mesma linha. Um dia um lanchinho fumacento típico no entardecer da Djeema El-Fna por 1 euro, no outro um jantarzinho caprichado por muito menos do que você pagaria num jantar legal na sua cidade (em Marrakech, vale a mesma regra européia: os menus de almoço costumam ser super econômicos, com ótimo custoXbenefício, geralmente  incluindo entrada, prato e sobremesa, pelo preço de um prato no jantar).
Ah, quer outra coisa, que não tenha nada a ver com bebidinhas e comidinhas? Pois o hamman mais tradicional e bacaninha da cidade, o Les Bains de Marrakech, tem tratamentos bem legais, feitos mesmo conforme manda a tradição marroquina, por preços desde 16 euros por 45 minutos - perfeitinhos também para descansar depois de dias puxados, de muita caminhada e saracoteio.


P.S.: se você vai sozinha a Marrakech, talvez seja legal antes dar uma lidinha aqui

20 de mai. de 2013

Marrakech: Guéliz e a rue de la Liberté

A praça principal do comércio de grandes lojas de Guéliz e o McDonald´s q virou ponto de referência para taxistas :P
Guéliz é como é conhecida uma das mais populares áreas da "cidade nova" de Marrakech (a Medina é a "cidade antiga", para quem não lembra). Também chamada pelos próprios marroquinos (em francês) de "ville moderne" ou "quartier européen", a região (que quem já visitou Marrakech geralmente lembra como "aquela parte pros lados do McDonald´s), o bairro do francês Henri Prost se estende da avenidona Mohamed V até a Medina e é famoso pelo aglomerado de lojas que vão de pequenas portinhas vendendo artesanato a boutiques de luxo e lojas de fast-fashion européias. E pela grande quantidade de bancos, atms e casas de câmbio que, mais cedo ou mais tarde, acabam sendo visitados pela maioria dos turistas ;)
 Mas o mais bacana da região são suas pequenas ruas perpendiculares à avenida, repletas de charmosos cafés, galerias de arte e lojinhas cheias de bossa, como algumas com objetos de design para casa. A área também é quadrilátero seguro para quem acha as negociações e barganhas no souk mais extenuantes que divertidas, com tantas lojas "comuns" por ali.
A Rue de la Liberté é o grande tesouro da área, com ótimas lojas para comprar mercadorias em couro (de verdade) e diversas galerias de arte tipicamente local - e cafés tipicamente franceses, com as cadeiras todas viradas para a rua e tudo.  Para consumidores de plantão, vale xeretear os sapatos originais (para homens e mulheres), feitos à mão, da Atika Chaussures no número 34; as adoráveis coisinhas para casa (de copos de chá marroquinos a tapetes) da L´Orientaliste no número 15; as toalhas, capas de almofada etc da Scènes de Lin no número 70;  as bolsas e casacos de couro da Place Vendome (entrada pelo número 141 da Mohammed V); os objetos africanos da Darkoum no número 15. Recomendo muito a parada de todos - consumistas e fãs de arte ou não - na Gallery 21, no número 36, para ver os lindos trabalhos em pintura e fotografia hiper-realista do inglês Alan Keohane; e a Galeria 127 (já na Mohammed V), a mais antiga galeria fotográfica do Magreb. E, é claro, terminar o rolê com os docinhos e biscoitos da a-do-rá-vel pastisserie Al Jawda no número 11 e os chocolates artesanais da Jeff de Bruges no número 17.







 As demais ruas perpendiculares à Mohammed também estão repletas de lojinhas, boutiques e cafés perfeitas para uma deliciosa tarde de caminhada (se você for bem no finalzinho da tarde, vai acompanhar a mudança de cenário quando as luzes começam a se acender e os cafés a encher; mas não vá muito tarde porque as lojas fecham cedo).
Vale lembrar que essa área mais jovem e vibrante (por ali você vê marroquinas em roupas tão ocidentais como as nossas, sobretudo na vida noturna) também ficam o belíssimo Teatro Real de Marrakech e o mercado coberto (com stands de souvenirs, açougues, quitandinhas etc), que valem a paradinha.
A cúpula do belo Teatro Real...
... e a fachada da novíssima (e lindona) estação de trens de Marrakech

Em tempo: em táxi ou no ônibus do citysighseeing, é facinho; o táxi pode te deixar já na esquina com a avenida Mohammed V (Vous pouvez me prendre au Rue de la Liberté dans Gueliz, si vous plait?) e o ônibus tem uma parada a duas quadras, na própria avenida. 

21 de abr. de 2013

Marrakech


Esse ritmo maluquete de viagens que estou fazendo desde que entrou março, somado aos deadlines vencendo o tempo todo, deixou muita coisa atrasada para contar aqui no blog, eu sei. Ainda tem mais África, Alpes Franceses, Panamá e Canadá na fila. Logo, logo, Milão. Então, para agradar o povo "desredesocializado" (:P) que andou "reclamando" que não consegue acompanhar minhas andanças via twitterfacebook e instagram, aproveito para blogar "ao vivo" daqui de Marrakech, no Marrocos. 
Fiz as pazes com Marrakech. Como já tinha acontecido com Milão em outros tempos, foi preciso uma segunda visita à cidade para entendê-la. No fundo, com tantos expatriados de tudo quanto é canto vivendo na cidade, o clima aqui hoje parece ser "cada um no seu quadrado" - bem como nessa foto no abre do post, em que um marroquino vestido muito contemporaneamente espera ganhar um dindim com turistas em frente aos jardins de Menara com seus dromedários raquíticos e, ao fundo, desfocado, um senhorzinho vestido todo tradicionalmente se concentra em suas orações alheio a tudo que o rodeia. E vale dizer também que acho que Marrakech mudou muito nesses quatro anos entre as duas visitas; parece que o atentado de 2011 mexeu com todo mundo, em vários sentidos. 

No souk, infelizmente, tem mais made in China na zona comercial que artesanato autêntico e a típica pechincha árabe perdeu muito sua força; mas há bem mais segurança (ao menos no feeling), com mais policiamento em várias partes e montes de câmeras de vigilância espalhadas pela medina. O assédio masculino, descobri, vai rolar com qualquer tipo de roupa que você vista, por mais coberta que esteja - somos ocidentais e ponto, franguinhos rodando na TV de cachorro (aliás, nessas noites que saí pra ver a night local, toda marroquina que encontrei levava muito menos roupa posta que eu). Paciência. O negócio é escolher bem seus caminhos, sempre andar por ruas movimentadas, só tomar táxi chamado pelo hotel ou restaurante de confiança e bola pra frente.
Ver o tempo todo o contemporâneo e o tradiconal se confrontando, o clima de little village na medina e o jeitão jetsetter na cidade nova, ver como os marroquinos sabem muito mais sobre o Brasil (tem música brasileira, da melhor e da pior, na trilha sonora de quase todo lugar), sentir tantos perfumes e ver tantas cores ao mesmo tempo, a cidade rosada no final da tarde, o chá, o boom de gastronomia e vida noturna que os hotelaços trouxeram, o chamado sempre emocionante para oração nas mesquitas, os novos amigos feitos em tão pouco tempo... tudo tem sido muito, muito bom. E ainda dizem a toda voz por aqui que até o final do ano sai, sim, voo direto de São Paulo pra cá. Inshallah.

19 de abr. de 2013

Hotel review: Royal Malewane, Great Kruger, África do Sul

Os fofos do staff sempre à nossa espera no retorno dos safáris
 Publiquei ontem um postzinho com dicas gerais para quem pretende visitar o Kruger Park - o que, obviamente, eu recomendo muito, muito, muito, depois de duas experiências absolutamente inesquecíveis por ali.
Nessa última visita, voando ao continente africano a convite da SAA e com apoio logístico providencial da ótima Journey Beyond (que se encarregou, entre outras cositas maravilhosas, de fazer as reservas do táxi aéreo da Federal Air para o Kruger), fiquei hospedada no excelente Royal Malewane, do grupo Royal Portfolio de hotéis.
A mesa posta para o almoço...
... o quarto modernex, sem abrir mão da vibe "out of Africa"...
... e o banheiro show de bola
 O Royal Malewane., que fica, na verdade, na área externa aos limites do Kurger Park, chamada de Great Kruger, entrou na wish list viajante de muita gente após ter aparecido em publicações mil como o queridinho para safáris de um monte de celebridades, de Oprah Winfrey a Elton John (que costumam, por sinal, fechar o hotel todinho para suas famílias e convidados quando vão o.O).
Sou só elogios ao hotel depois de me hospedar por lá. Eu já tinha tido uma experiência maravilhosa em 2010 ao me hospedar, em férias, no ótimo Sabi Sabi. Mas o Royal Malewane conseguiu superar todas as minhas expectativas.
O hotel tem uma vibe mais relax, tranquila, bem boa para quem está mesmo em férias num dos lugares mais excitantes do planeta (na minha opinião). Para começar, o primeiro safári não começa entre 4h30 e 5h obrigatoriamente como na maioria dos lodges; dependendo da época do ano, pode começar até entre 7 e 7h30, o que garante uma noite de sono mais tranquila e descansada e um bom papo regado a vinho sul-africano na noite anterior com os outros hóspedes. Os horários das refeições também são menos britânicos, com opções de menu bem variadas até para os paladares mais restritos.

A piscina, bem no meio do spa...
... funcionários mostrando seus talentos artísticos durante o jantar Boma...
... e impalas fofissimos sempre no nosso caminho
 O rigor na locomoção existe, é claro - você não pode se mover por longas distâncias (por exemplo, de uma das villas ao spa) sem acompanhamento de alguém do staff, por questões óbvias de segurança; afinal, não há muros ou cercas e os animais podem circular livremente por lá. Por outro lado, os diferentes ambientes do lodge são mais próximos uns dos outros, geralmente ligados por passarelas de madeira, e a gente é livre para percorrê-los caminhando entre kudus, impalas e outras fofurices do reino animal.
As acomodações são puro charme: dos quartos standard no prédio principal do lodge às  encantadoras vilas (que acomodam até 12 pessoas), um festival de cores, obras de arte e artesanato tipicamente sul-africano estão por toda parte, com máximo conforto. Espaço e infra-estrutura em cada um deles perfeitinho para qualquer viajante que esteja ali, de casais em lua-de-mel à famílias com crianças pequenas.


Eu acho que vi um gatinho :D
O carro parado no meio do nada, com mesinha posta e tudo, para o "sundowner cocktail" no final do dia
 Os safáris são a grande cereja do bolo, é claro, acontecendo todo dia pela manhã, antes do café, e ao finalzinho da tarde, com duração média de 2h30 cada. Os animais ali ao lado do carro  todas as vezes, uma delícia. O trekker e o ranger foram mega didáticos e pacientes, dando montes de informações sobre os hábitos e características de cada animal ou ave avistandos o tempo todo (providenciais binóculos no carro para vermos com nitidez as aves ou animais que não se aproximam muito dos veículos, como os ariscos leopardos).

Foto péssima, mas se liga no elefante bem ao lado do carro
A mesa posta para o café da manhã no lodge principal
Hammam à disposição dos hóspedes gratuitamente
 Serviço mega personalizado (dá pra pedir um chazinho no quarto no meio da noite, que tal?, e o staff está sempre te esperando com toalhinhas frescas e um suquinho ou bebidinha quando voltar dos safáris), refeições caprichadíssimas (incluindo a adorável noite ao ar livre, Boma, no meio da savana, jantando à luz de velas e fogueiras, com aquele friozinho na barriga por saber estar rodeado de animais por todo canto) e um spa divino mezzo ao ar livre (fiz uma massagem relaxante express, de meros 30 minutos, que está entre as melhores da minha vida).
Ranger e trekker mais queridos - e mega pacientes!
Como todo lodge de luxo na África do Sul, não sai barato; mas definitivamente vale o quanto pesa. Saímos de lá todos planejando voltar com família e amigos. Inesquecível.