20 de mai de 2013

Marrakech: Guéliz e a rue de la Liberté

A praça principal do comércio de grandes lojas de Guéliz e o McDonald´s q virou ponto de referência para taxistas :P
Guéliz é como é conhecida uma das mais populares áreas da "cidade nova" de Marrakech (a Medina é a "cidade antiga", para quem não lembra). Também chamada pelos próprios marroquinos (em francês) de "ville moderne" ou "quartier européen", a região (que quem já visitou Marrakech geralmente lembra como "aquela parte pros lados do McDonald´s), o bairro do francês Henri Prost se estende da avenidona Mohamed V até a Medina e é famoso pelo aglomerado de lojas que vão de pequenas portinhas vendendo artesanato a boutiques de luxo e lojas de fast-fashion européias. E pela grande quantidade de bancos, atms e casas de câmbio que, mais cedo ou mais tarde, acabam sendo visitados pela maioria dos turistas ;)
 Mas o mais bacana da região são suas pequenas ruas perpendiculares à avenida, repletas de charmosos cafés, galerias de arte e lojinhas cheias de bossa, como algumas com objetos de design para casa. A área também é quadrilátero seguro para quem acha as negociações e barganhas no souk mais extenuantes que divertidas, com tantas lojas "comuns" por ali.
A Rue de la Liberté é o grande tesouro da área, com ótimas lojas para comprar mercadorias em couro (de verdade) e diversas galerias de arte tipicamente local - e cafés tipicamente franceses, com as cadeiras todas viradas para a rua e tudo.  Para consumidores de plantão, vale xeretear os sapatos originais (para homens e mulheres), feitos à mão, da Atika Chaussures no número 34; as adoráveis coisinhas para casa (de copos de chá marroquinos a tapetes) da L´Orientaliste no número 15; as toalhas, capas de almofada etc da Scènes de Lin no número 70;  as bolsas e casacos de couro da Place Vendome (entrada pelo número 141 da Mohammed V); os objetos africanos da Darkoum no número 15. Recomendo muito a parada de todos - consumistas e fãs de arte ou não - na Gallery 21, no número 36, para ver os lindos trabalhos em pintura e fotografia hiper-realista do inglês Alan Keohane; e a Galeria 127 (já na Mohammed V), a mais antiga galeria fotográfica do Magreb. E, é claro, terminar o rolê com os docinhos e biscoitos da a-do-rá-vel pastisserie Al Jawda no número 11 e os chocolates artesanais da Jeff de Bruges no número 17.







 As demais ruas perpendiculares à Mohammed também estão repletas de lojinhas, boutiques e cafés perfeitas para uma deliciosa tarde de caminhada (se você for bem no finalzinho da tarde, vai acompanhar a mudança de cenário quando as luzes começam a se acender e os cafés a encher; mas não vá muito tarde porque as lojas fecham cedo).
Vale lembrar que essa área mais jovem e vibrante (por ali você vê marroquinas em roupas tão ocidentais como as nossas, sobretudo na vida noturna) também ficam o belíssimo Teatro Real de Marrakech e o mercado coberto (com stands de souvenirs, açougues, quitandinhas etc), que valem a paradinha.
A cúpula do belo Teatro Real...
... e a fachada da novíssima (e lindona) estação de trens de Marrakech

Em tempo: em táxi ou no ônibus do citysighseeing, é facinho; o táxi pode te deixar já na esquina com a avenida Mohammed V (Vous pouvez me prendre au Rue de la Liberté dans Gueliz, si vous plait?) e o ônibus tem uma parada a duas quadras, na própria avenida. 

Um comentário:

VIAJAR E COMER BEM disse...

Adorei, viajei junto com vc! vc me deu mais coragem para a mudança que estou planejando na minha vida, obrigada Eleni Alvejan