Edfu, que também aparece em alguns livros antigos de história como Behedet, fica na margem ocidental do Nilo e é ali que fica o imenso Templo de Edfu, dedicado a Hórus. É considerado hoje o maior e mais bem preservado templo faraônico de todo o Egito, já que Edfu estabeleceu-se numa posição geográfica estratégica que acabou salvando a cidade da maioria das inundações do Nilo.
Desembarcamos do navio no píer particular e fomos levados ao templo numa verdadeira procissão de charretes, como conto nesse post aqui. Foi curioso ver o templo aparecendo ao nosso lado esquerdo enquanto do lado direito das ruas as casas são super contemporâneas.
Estima-se que tenha sido construído entre 237 e 57 a.C e, durante o período greco-romano, era chamado também de Apollonopolis Magna (Horus/Apolo). As inscrições impressas em suas paredes acabaram fornecendo informações importantes sobre a linguagem, os mitos e a religião durante esse período no Egito.
Reliquias de um pequeno templo que existia anteriormente no local ainda podem ser vistas e o Ehad, nosso guia no cruzeiro, nos deu longas explicações sobre processo de construção, adoração etc, enquanto o céu do final de tarde virava noite e as luzes no templo se acendiam mais e mais (a visita noturna funciona desde 2006).
Ao longo dos séculos, o templo chegou a ficar enterrado por doze metros pelas areias do deserto e camadas de sedimentação depositadas pelo Nilo e algumas casas chegaram a ser construídas exatamente em cima dos antigos níveis do templo (o templo só foi identificado por uma expedição científica quase em 1800 e, então, "retirado" das areais quase intacto).
Dizem que o Templo de Edfu (entrada = 50 libras egípcias) deixou profundas influências na arquitetura britânica e que suas colunas serviram de inspiração para templos e outras construções em Leeds, por exemplo.
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28 de fev. de 2013
22 de fev. de 2013
Chariot ride em Edfu
Quando desci do Sun Boat IV (o navio em que fiz o cruzeiro pelo Nilo) em Edfu fomos todos avisados que o caminho do píer até o templo de Horus seria feito nas típicas "carruagens egípcias" que circulam pela cidade.
Cada carruagem (ou carroça, como vocês preferirem :P) leva até 3 pessoas e foi determinado que cada "cabine" do navio viajaria numa. Como eu estava sozinha, a carruagem era BEM velhinha e o condutor abriu um sorriso gigante quando viu que levaria uma mulher desacompanhada, pedi pro (excelente) guia Ehad, que nos acompanhou durante todo o cruzeiro, ir comigo - segurança, né, sabe cumé?
Então lá fomos nós em menos de 15 minutinhos de viagem no que mais parecia uma corrida de bigas com as carruagens se esgueirando enfileiradas entre o trânsito local da cidade e depois ultrapassando umas as outras.
De vez em quando eles se xingavam entre eles, outras vezes cumprimentavam as pessoas na rua.
Quando chegamos ao souk, ficou meio hora do rush (e era mesmo fim de tarde já):
No caminho ao templo ainda cruzamos com trocentas carrocinhas de vendedores e - oh-oh - um trator:
Até chegarmos ao "estacionamento de carruagens" à entrada do templo, onde as carruagens foram todas estacionadas enfileiradinhas (e nós praticamente sufocados pelos vendedores das lojinhas do local).
Na volta, já de noitão, o guia teve que ficar por último para esperar uma família que não aparecia no ponto de encontro e eu tive que tomar minha "carruagem" sozinha mesmo.
O condutor foi simpático, me encheu de perguntas sobre o Brasil, me explicou o que era cada lugar por onde passavamos e perguntou, é claro, se podia tirar foto comigo (algo super comum por lá, btw). Já estava muito escuro mas foi super interessante ver as pessoas na rua, a maioria passando pelo mercado antes de voltar para casa (fora do Cairo, as cidades são muito mais tradicionais e mulheres totalmente cobertas e homens usando suas galabeyas são muito mais comuns).
Só deu medinho porque, na metade da corrida, ele me pediu para esperar "1 minute, miss, 1 minute, miss, please" e me deixou montadinha na carruagem esperando, sem prender o cavalo nem nada, enquanto ele desceu e andou uma quadra para buscar um... saco com pão! ha ha ha ha
Cheguei sã e salva, é claro ;)
p.s.: a corrida, assim como os demais passeios ao longo da viagem, já estava incluída no valor pago pelo cruzeiro; só nos foi recomendado que, ao final, se tudo corresse bem, dessemos alguma gratificação (o famoso bakshish, a gorjeta que os egípcios esperam dos turistas o tempo todo) simples ao condutor.
Cada carruagem (ou carroça, como vocês preferirem :P) leva até 3 pessoas e foi determinado que cada "cabine" do navio viajaria numa. Como eu estava sozinha, a carruagem era BEM velhinha e o condutor abriu um sorriso gigante quando viu que levaria uma mulher desacompanhada, pedi pro (excelente) guia Ehad, que nos acompanhou durante todo o cruzeiro, ir comigo - segurança, né, sabe cumé?
Então lá fomos nós em menos de 15 minutinhos de viagem no que mais parecia uma corrida de bigas com as carruagens se esgueirando enfileiradas entre o trânsito local da cidade e depois ultrapassando umas as outras.
Quando chegamos ao souk, ficou meio hora do rush (e era mesmo fim de tarde já):
No caminho ao templo ainda cruzamos com trocentas carrocinhas de vendedores e - oh-oh - um trator:
Até chegarmos ao "estacionamento de carruagens" à entrada do templo, onde as carruagens foram todas estacionadas enfileiradinhas (e nós praticamente sufocados pelos vendedores das lojinhas do local).
Na volta, já de noitão, o guia teve que ficar por último para esperar uma família que não aparecia no ponto de encontro e eu tive que tomar minha "carruagem" sozinha mesmo.
O condutor foi simpático, me encheu de perguntas sobre o Brasil, me explicou o que era cada lugar por onde passavamos e perguntou, é claro, se podia tirar foto comigo (algo super comum por lá, btw). Já estava muito escuro mas foi super interessante ver as pessoas na rua, a maioria passando pelo mercado antes de voltar para casa (fora do Cairo, as cidades são muito mais tradicionais e mulheres totalmente cobertas e homens usando suas galabeyas são muito mais comuns).
Só deu medinho porque, na metade da corrida, ele me pediu para esperar "1 minute, miss, 1 minute, miss, please" e me deixou montadinha na carruagem esperando, sem prender o cavalo nem nada, enquanto ele desceu e andou uma quadra para buscar um... saco com pão! ha ha ha ha
Cheguei sã e salva, é claro ;)
p.s.: a corrida, assim como os demais passeios ao longo da viagem, já estava incluída no valor pago pelo cruzeiro; só nos foi recomendado que, ao final, se tudo corresse bem, dessemos alguma gratificação (o famoso bakshish, a gorjeta que os egípcios esperam dos turistas o tempo todo) simples ao condutor.
Postado por
Mari Campos - Pelo Mundo
às
8:44 PM
Um comentário:
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