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29 de jun de 2013

Cruzeiro pelo Alasca: a escala em Ketchikán

 A última escala do cruzeiro pelo Alasca (antes dos últimas 40h de full navegação até o Canadá) foi na pequena Ketchikán, considerada a "capital mundial do salmão". A escala foi das mais curtas do cruzeiro, mas o dia estava lindo: céu azul na maior parte do tempo e temperatura beirando os 20 graus (verãozaço para os moradores locais, que andavam de shorts, minissaia e até sem camiseta pela cidade :D)
O Silver Shadow ancorado em Ketchikán
 O portinho onde param os navios - éram três naquele dia - fica em pleno centrinho, facinho, facinho, para explorar a cidade por conta própria. Desburocratizado, mais parecia uma sequência de piers que um porto; a gente saía do navio e já estava na cidade. O escritório de turismo fica bem na área de desembarque dos navios e tem mapas bem legais para quem vai passear por conta própria.
 A escala curta não foi um problema porque a cidade é muito fácil de percorrer (dá pra fazer quase tudo andando, a bem da verdade) e bem auto-explicativa (cartazes, placas e banners estão espalhados por todo canto, indicando atrações e explicando detalhes históricos)
 Entre o mar e as montanhas, literalmente, Ketchikán fica ainda mais bonita com as casas pré-fabricadas coloridas típicas do Alasca e o mundaréu de barquinhos de família ancorados na marina que fica depois do porto.
 Uma grande passarela de madeira e concreto contorna toda a "orla", entre uma estátua e outra. Do outro lado, uma infinidade de lojinhas de souvenirs, roupas de frio (bastante baratas), pipocas "gourmet" (sim, de novo!!!) e semi-jóias se enfileiram.
 Ketchikán, além de ter sido a primeira cidade do Alasca e ser a tal "capital mundial do salmão", ficou mesmo mundialmente conhecida por seus inúmeros totens. Além dos vários totens espalhados pelo centrinho (alguns originais, outros fakes nas lojinhas), o Totem Heritage Center (um pouquinho mais afastado) reúne vários exemplares originais e conta um pouco de sua história (mas achei o museu bem menor e menos interessante do que supunha, para dizer a verdade; o Totem Bight State Historical Park e o Saxman Totem Pole Park, já fora da cidade - precisa de carro ou tour pra chegar lá - são mais legais).

 São menos de 13 mil habitantes que vêm sua população quase dobrar diariamente durante a temporada de cruzeiros. O centrinho gira em torno da muvuca turística da beira-porto e da fofa, fofa, fofa Creek Street - que, em outros tempos, era o Red Light District da cidade.




 A Creek Street está toda construída sobre palafitas e a gente circula entre as lojinhas e atrações andando sobre passarelas de madeira que me lembraram muito a linda Tortel, da Patagonia Aysén, no Chile.


Cascatinha em pleno centrinho onde havia uma foca dando sopa no dia da minha visita

Funicular "elevador" para subir as íngrimes ladeiras da cidade
 Como a região é bastante montanhosa, parte da cidade é "morro acima" e tanto moradores quanto turistas se valem de funiculares para circular entre elas (você paga US$2 para um dia inteiro de andanças pra cima e pra baixo - e ganha um carimbo na mão :P )




 É na Creek Street que fica o bizarrinho museu Dolly´s House, que, teoricamente, mantém os aposentos originais do antigo bordel da cafetina Dolly que funcionava por ali.

 A vida em Ketchikán é pacata, tranquila e quieta como na maioria das cidades do Alasca que visitei. Quase não há fluxo de veículos e o silêncio só é quebrado por um ou outro dando uma canjinha musical aqui e ali ;)

 O Tongass Historical Museum reúne artefatos nativos e relíquias dos primeiros exploradores da região, contando um pouco da história da mineração e da pesca que colocaram a cidade no mapa.
Melhor sinalização de ruas e atrações de toda a viagem
 Para quem não quiser andar até o museu dos Totens, que fica mesmo mais longinho, tem um ônibus show de bola, gratuito, que circula pelas principais atrações da cidade o dia todo, num trajeto total de cerca de 20 minutos (pra vocês verem como tudo é pertinho). Ao lado do museu dos totens, tem também um centro de preservação de águias e cervos que é legal para quem viaja com crianças.
 Quem quiser visitar as atrações mais distantes, fora da cidade, e não quiser contratar um tour, conta esporadicamente com outras linhas de ônibus, a US$1 e US$2 a viagem.
Além de caiaque, pesca esportiva e trilhas pelas montanhas que rodeiam Ketchikán, um dos tours mais vendidos por ali é o Misty Fiords National Monument, geralmente em hidro-aviões. 

17 de jun de 2013

Cruzeiro pelo Alasca: como foi

Já comecei achando o Alasca um arraso ainda do avião, antes de chegar a Anchorage
 No começo do mês, vocês viram que voei até Anchorage, no Alasca, EUA. E passei a maior parte do tempo desde então à bordo do navio Silver Shadow, num cruzeiro pela região. Sonhava em conhecer o Alasca há muito tempo e, pesquisando, encontrei recomendações mil de que um cruzeiro era a melhor forma de reconhecer esse estado norte-americano.
Sossego e muita luz em Anchorage
 Tirando o fato de que praticamente não fez frio (na minha imaginação o Alasca seria sempre geladinho :D), a viagem foi tudo aquilo que eu esperava: paisagens lindíssimas desfilando o tempo  todo na minha frente (fiordes, glaciares, lagos, campos de gelo, picos nevados, desfiladeiros), assim como abundante vida animal também (águias, baleias, ursos, focas, lontras).
A viagem de trem encantadora de Anchorage a Seward
 Anchorage é a maior cidade (e o principal aeroporto) do Alasca, mas tem um jeitinho de cidade pequena. Em 15minutos desde o aeroporto a gente já está no centro da cidade e, ali, dá pra fazer tudinho à pé (só precisa de táxi quem quer fazer os outlets e quetais).  Há um interessante museu e o escritório de turismo, que fica bem no miolinho da cidade, tem infos e vendas de outros passeios pelos arredores. Além do museu, o centrinho é constituído basicamente de hotéis, lojinhas de souvenirs aos montes, restaurantes, lanchonetes e até um mall. Peguei dois dias extremamente ensolarados ali, céu azul, perfeitos para bater perna (e com luminosidade o tempo todo; nem vi o céu ficar escuro de verdade por ali).
De Anchorage, tomei o Grandview Train até Seward, o mais importante porto do norte do Alasca. O Grandview é um trem que funciona somente durante a temporada de cruzeiros, ligando Anchorage ao porto (no caso do meu cruzeiro, o trajeto em trem já estava incluído no preço). Foram 4h30 de viagem (com cerca de 1h de atraso para saída) num desfile de lindezas pelas imensas janelas de vidro do trem. Vimos até um urso (beeeem ao longe) e porcos-espinho (bem pertinho) em meio à paisagem até chegarmos a Seward (tirando uma taça de espumante na chegada, o serviço na viagem era todo cobrado à parte, e fraquinho).
A cabine-delícia do Silver Shadow
 Em Seward, descemos do trem diretamente para embarcar no Silver Shadow e zarpamos logo em seguida, já com delay da programação inicial. E todo mundo se aboletou nos decks externos para ver os fiordes e picos nevados que nos acompanharam dali em diante por todo o cruzeiro.
 A primeira noite à bordo foi dura: pegamos um mar bravo (atípico para a região, segundo o capitão) e chacoalhamos bastante até a tarde seguinte - muita gente se sentiu mal e a maioria dos hóspedes aproveitou o room service incluído por 24h e sequer saiu de suas cabines nesse dia (por outro lado, foi ótimo ter restaurantes, palestras e demais atividades quase privativas :D)
 Depois o cruzeiro desenrolou que foi uma maravilha. Atravessamos beeeem pertinho dos glaciares Hubbard e Valerie, passamos pelo glaciar Sawyer, navegamos por um mar coberto de pedaços de gelo, com o navio rodeado por fiordes incríveis, focas e baleias. Tivemos dias incríveis na sequência, de céu muito azul, sol e temperaturas muito amenas (quentes, até), e fizemos escalas divinas em Sitka, Juneau, Skagway e Ketchikan, com direito a passeios incríveis em cada uma delas, de passeio de trem pela White Pass até o Canadá a sobrevoo de glaciares. Em outros posts vou contar com mais detalhes sobre os atrativos e passeios de cada uma das escalas.
Focas nadando bem ao lado do navio
O Silver Shadow chegando ao encontro dos glaciares Hubbard e Valerie
Fiordes e picos nevados do começo ao final da viagem
O mergulho da baleia










 Entre uma escala e outra compareci a palestras sobre o destino, atividades recreativas (de trívia a cooking class), tive refeições memoráveis, ri muito (o senão foi que a maioria esmagadora dos passageiros era norte-americana, mas sobrevivi :D  e fiz novos amigos também).  Para quem andou perguntando, sim, o Alasca é também um destino super kids-friendly também; e a grande maioria dos passageiros do meu navio (casais, famílias, grupos enormes de amigos, solo travelers), contrariando o que vi nos outros cruzeiros que fiz com a Silversea, era marinheiro de primeira viagem e encarava ali seu primeiro cruzeiro.

A viagem terminou somente em Vancouver, já no Canadá, numa linda manhã de quase verão, contrariando todas as previsões de chuva, uma delícia.
Tremenda viagem. Nos próximos posts eu conto mais ;)