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8 de jul. de 2012

Cannes e a Croisette

 Cheguei a Cannes em pleno Leão de Ouro. Aliás, no dia que voei de Paris para Nice, um domingo, meu voo era quase full Brasil, cheinho de publicitários a caminho do festival (e também Felipe Massa e a família, embora isso não tenha nada a ver com a história :P ).
 Mas eu visitei Cannes durante o dia, num bate-e-volta de Nice, o que achei um belo programa. A viagem até lá é rapidinha (coisa de uma hora de carro) e linda, margeando a costa. 
 Ali, nas imediações do tapete vermelho, a movimentação era intensa, o fluxo de gente imenso e ainda tinha um monte de stands de patrocinadores do lado de fora do salão para aumentar o zumzumzum- aliás,  ali o português era ouvido o tempo todo. 
Mãozão do Depardieu, hein?! :-)))
O fofo trenzinho que faz o "circuito cinematográfico" em Cannes
Como não me convidaram pra festa :P, o meu interesse maior não estava ali, não; estava logo adiante, na Croisette, a famosa avenida beira-mar de Cannes que tem direito a "calçada da fama" e tudo. Com jeitão cinquentinha, parada no tempo. 
De um lado do belo calçadão (bem largo e aberto nuns pontos, mais estreito e arborizado em outros), estava o Mediterrâneo, abertão e lindo, refletindo o sol; do outro, as grifes high-end de toda sorte em prédios com jeitão art-déco. 
Na praia, não resisti; como assim eu ia para Cannes e não ia me banhar naquelas águas, né? Então lá fui eu com minhas chinelas e a temperatura da água estava mesmo incrível; e clima bacanão, silencioso, tranquilo, na calhetinha mais próxima do palácio dos festivais, entre crianças brincando de baldinho e bonitonas em topless, vendo navios e iates no horizonte.
 No calçadão, clima mais low profile, impossível - publicitários comentando bafões da festa da noite anterior, turistas fotografando um detalhe aqui e outro acolá, moradores e veranistas tomando sorvete e café, aquele cheiro bom de praia no ar. 
Lá no alto, a "Cannes antiga", com direito a fortaleza e tudo
Se eu me arrependi de não ter ficado pra ver a noite em Cannes? Não me arrependi, não; o dia foi lindo e suficiente, bem no frills. Mas, tudo bem, se quiserem me convidar para cobrir o próximo festival de cinema, eu aceito de bom grado :-)))))

5 de jul. de 2012

Moyenne Corniche: a bela estrada que liga Nice a Menton

Não dá vontade de ficar sentado só olhando o dia inteiro a paisagem? Essa é Franche-sur-Mer
E essa cor de mar, hein?
  Todo mundo sabe que eu curto uma boa road trip. E, na falta de um carro alugado, vale até um busão de excursão, a julgar pela última viagem :-))))

 Pois se eu tivesse que, agora, indicar para alguém as "cinco mais belas estradas do mundo" ou algo do gênero, eu certamente incluiria a Moyenne Corniche entre elas (na minha humilde opinião e do mundo que eu conheço, ofcoursemente).

Olha a pontinha de Cap Ferrat
 Trata-se da estrada panorâmica que liga a cidade de Nice à cidade de Menton, na Riviera Francesa (ou Côte d´Azur), sempre margeando o Mediterrâneo. No caminho, lindezas como Frenche-sur-mer, Cap Ferrat e até Eze se enfileirando (Eze fica num desvio da rota, mas é tão lindinha que eu resolvi contar junto :D).

O mar é tão cristalino que a gente vê, mesmo de longe, longe, os corpos dos banhistas dentro d´agua

  A vontade que dá é parar o carro a cada 100 metros para fotografar, fotografar e fotografar. Como eu estava de busão (naquela excursão da Biarritz, lembra?), não dava pra fazer isso, obviamente; mas fizemos paradinhas lindas só para apreciar o visual e registrar. 
Tá vendo a estrada "recortando" a montanha? É ela!

Eze, uma fofurinha-bônus no roteiro
Adoro as estradinhas francesas em geral mas, serião, se você estiver pensando numa viagem romântica pelo sul do país, nem cogite deixar essa belezura toda de fora. 

30 de jun. de 2012

Nem só de glamour vive a Riviera Francesa

As paredes pintadas por Cocteau en Santo Sospir
 Quando a gente pensa na riviera francesa, na côte d´azur, normalmente as primeiras coisas que vêm à nossa mente estão relacionadas à Grace Kelly e família Rainier, os festivais de Cannes e aquele sem fim de iates gigantescos disputando espaços nas marinas da cidades desse recortado litoral, não é? Por isso mesmo foi deliciosa surpresa ver que sim, dos ícones ligados aos Rainier aos imensos iates, está tudo lá, é claro; mas a região  vai muito além disso. A Riviera Francesa também respira arte. E muita.
A arquitetura impressionante do novo Museu Cocteau em Menton
 Nice, por exemplo, que tem um centro antigo (Vieux Nice) incrivelmente lindo e gostoso de bater perna, com ruelas à la Toscana e um adorável mercado de flores no Cours Saleya. Também tem uma biblioteca ubber contemporânea e o excelente MAMAC (Museu de Arte Moderna e Contemporânea). Isso sem falar do apaixonante Museu Chagall (quem é que não curte Chagall, me diz?) e da divina Villa Arson, a escola de arte à moda antiga na qual seus alunos/artistas literalmente vivem de arte. E, para os fãzaços, ainda tem os igualmente muito bons Museu Matisse, Museu de Arqueologia, Museu Massena e  Museu de Belas Artes que, entre uma taça de champagne e um mergulho, também são programaços para quem ficar bastante tempo na cidade. 
Picasso no meio da rua...
... e Picasso sobre o mar na Riviera
 Saint Paul de Vence, que foi o lugarzinho pelo qual mais me apaioxonei nessa viagem, tem o vilarejo medieval todo construído sobre a montanha, como um borgo italiano, simplesmente adorável. E caí de amores pela Fundação Maeght que, além dos murais de Chagall e das muitas obras expostas na parte interna, ainda mantém o gigante jardim que guarda o Labirinto de Miró, imperdível. Na parte baixa de Vence fica a Capela do Rosário, pintada por Matisse, e o ótimo Museu de Arte Moderna e Contemporânea que abriga Mirós, Calders, Giacomettis etc.  
O Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Nice por fora...
... e por dentro
Nice tem arte até na fachada da Prefeitura...
... no meio da rua...
... e na genial biblioteca
 A Moyenne Corniche, a linda estrada que liga Nice a Menton, não bastasse ser uma das estradas mais panoramicamente lindas pelas quais viajei, com vistas-desbunde em Franche Sur-Mer e Cap Ferrat, ainda guarda a ge-ni-al Santo Sospir, a casa debruçada sobre o mar de Cap Ferrat que virou museu com suas paredes e móveis pintados por Cocteau, e o novíssimo Museu Cocteau Collection Wunderman, em Menton, que faz arquitetos pirarem já com sua fachada frente ao mar. 
Chagall nas paredes...
... e nos Vitrais
 Vallarius, pertinho de Cannes, guarda a escura e escondida - e, ao mesmo tempo, absolutamente genial e impactante, Capela Guerra e Paz, cujas paredes e teto foram tomados pelas pinceladas do Picasso. Sair dali e rumar para o gigante Museu Picasso na linda Antibes é programaço imperdível. 
Artista em plena função nos ateliês da Villa Arson
A entradinha da tocante capela pintada por Matisse em Vence
Nos próximos posts, diquinhas e fotinhos das cidades e atrações um a um. 

29 de jun. de 2012

Excursão na Europa

O roteirinho detalhado da viagem, no material enviado pela operadora antes do embarque
Não, você não leu o título desse post equivocadamente, não; eu, que sempre fui fãzaça de uma viagem independente, resolvi me arriscar mais uma vez numa excursão, e pela primeira vez em terras européias. Entrei no roteiro "Arte Moderna e Contemporânea na França", da Biarritz; e não é que eu gostei?
O roteiro tinha tudo para dar certo mesmo: fazer a Côte d´Azur (Nice, Cannes, Mônaco, Cap Ferrat, Eze e várias outras), Paris e Metz, tudinho atrás do melhor da arte contemporânea e moderna nas regiões; e acompanhados de um professor especialista em História da Arte, o que tornou cada visita simplesmente genial - nada como a arte mediada ;-)
Santo Sospir, a genial casa de Cocteau em Cap Ferrat
A Biarritz é uma operadora gaúcha - dá pra comprar diretamente com eles pelo site mas também através de qualquer agência de turismo - especializada em roteiros temáticos pela França e tem sempre umas propostas diferentonas do velho esquema "excursão da Europa", incluindo não apenas viagens culturais como essa, como também roteiros para fãs de esporte e gastronomia, bem legais. Assim, a heterogeneidade do grupo fica muito menor, o que é uma baita vantagem; salvo raras exceções, todo mundo acaba tendo interesses similares. E com grupos pequenos, que é o que acho mais importante - no meu, éramos apenas 17 no total. 
Claro que viajar em grupo tem seus ônus: o que mais me incomodou foram os atrasos, muito desmensurados nos dois primeiros dias. Depois da bronca da guia, o povo se tocou nos dias seguintes; mas, ainda assim, estávamos sempre à espera de alguém o tempo todo, mesmo sendo tão poucos os passageiros. 
A bela marina de Cannes
Mas, no saldo final, gostei muito mais do que esperava. Tirando 3 pessoas do grupo, eramos todos viajados e interessadíssimos em arte, o que tornou não apenas os passeios como os bate-papos fora de hora bem interessantes e animados. E em nenhum dos dias fomos levados a qualquer loja, "ponto de apoio" ou restaurante determinado pela guia - tirando os passeios já programados (visitas a museus, em suma), cada um comia, comprava e zanzava por onde bem entendesse. Foi a primeira vez que vi isso numa excursão e fiquei genuinamente feliz. 
Fizemos toda a Côte d´Azur em ônibus - porque eram vários deslocamentos por dia, mas sempre curtinhos - e em Paris fizemos tudinho em metrô, bem prático e rápido. Em todos os museus tinhamos visitas guiadas já programadas e os dias não eram tão puxados - pouquíssimas vezes saímos antes das 9h do hotel ou retornamos depois das 18h. E a guia era prática, zero frescuras, paciente e bem atenciosa com todo mundo (alguns passageiros tinham bastante idade e ficavam bem dependentes da opinião/orientação dela para tudo).
Quem me segue no twitter, facebook e instagram, acompanhou os relatos e fotinhos diárias da viagem, que durou um pouco menos de duas semanas - incluindo a aventura da volta, com o mega delay do voo da Air France ;-P Nos próximos dias, você confere aqui o relato detalhadinho dos passeios lindíssimos da viagem, tintim por tintim.

18 de jun. de 2012

Agora corta para a... França!

Depois da correria das viagens à Patagônia Chilena e ao Beach Park, em Fortaleza, sobre as quais contei aqui no blog nas duas últimas semanas, chegou a hora de eu sair para umas férias por aí de um jeito totalmente inusitado para o meu estilo de viajar dos últimos anos.
Embarquei no último sábado numa excursão à França. Não, você não leu errado, não. Embarquei num tour montadinho da Biarritz, com programação fixa pré-definida, num grupo de brasileiros, atrás de arte Moderna e Contemporanea na França.
Nessa viagem-bem-pouco-eu, rola um roteiro bacaninha que passa por Nice, Cannes, Metz e minha amada Paris (oui! oui! oui!), entre vários outros lugares significativos para a arte do período, como St Paul de Vence, Eze, Antibes etc - e tem tudo para, against all odds, ser bem, bem legal.
Como sempre, vou contando o day by day pra vocês via twitter, Facebook e Instagram. E, na volta, recheio aqui as páginas do Pelo Mundo com os relatos mais detalhadinhos sobre a odisséia dessas duas semanas de excursionista :-P
É só se ajeitar na poltrona aí que tem mais #ohlalafeelings pela frente.
Allons!