Tá, tooooda a Jordânia é muito ambicioso :-) O que eu quero dizer é que vão ficar linkadinhos aqui todos os posts da minha viagem à Jordânia, para facilitar as pesquisas de todo mundo que anda dizendo que se empolgou super e que colocou o país no seu mapinha das próximas férias.
Então vamos lá:
- Dicas gerais para quando você for à Jordânia
- Amã
- Citadel (Amã Antiga)
- A comprinha mais perfeita da viagem
- Jerash
- Madaba
- Mount Nebo
- Petra by night
- Petra
- Wadi Rum
- Aqaba e o Mar Vermelho
- Aventura no deserto: tempestades de areia
- Mar Morto
- Ma´in
- Baptism Site
E mais as reviews dos hotéis nos quais me hospedei em:
- Amã
- Petra
- Aqaba
- Mar Morto
- Ma´in
Ótimas viagens pra vocês ;-)
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18 de mar. de 2012
Toda a Jordânia
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Mari Campos - Pelo Mundo
às
9:27 PM
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17 de mar. de 2012
Hotel review: Four Seasons Amman
O Four Seasons Amman chama atenção no skyline da cidade quando a gente vai se aproximando do 5th Circle, com seu enorme prédio branco bem em frente à rotatória. Localizado na área nobre da hotelaria da capital jordaniana, fica perto de várias boutiques e restaurantes legais e chegar dali a outras atrações de Amã é rapidíssimo em carro ou táxi.
Como sempre acontece nos hotéis da rede, os quartos são ultra espaçosos e muito elegantes. Acho que em Amã o Four Seasons caprichou no decor, com cores bem sóbrias e elegantes, unissex, e uns móveis bem modernos, além do janelão com vista para a cidade.
Dessa vez, o tradicional mimo de boas vindas não poderia ter sido mais fofo: me deixaram uma sacolinha de tecido hand made com protetor solar, balm labial, água, álcool-gel e lencinhos, acompanhada de um cartãozinho que dizia "survival kit" e algo como "aqui está seu kit para explorar a Jordânia com conforto". Uma fofura!
O lobby é ultra amplo mas discreto, com pouquíssimos móveis e bem tranquilo. O café ao lado da simpática recepção está sempre lotado de moradores locais em breves meetings. Já o primeiro andar é o andar, digamos, gastronômico: ali ficam os restaurantes signature do hotel, um italiano e um (jantei lá numa das noites, excelente!) asiático, e o disputado bar do hotel, verdadeiro hot spot (bem sexy, pouco iluminado, tava lotadíssimo nas noites que fiquei no hotel). No subsolo ainda há outro restaurante, o Seasons, onde é servido diariamente o café da manhã, numa mescla de imenso buffet e a la carte.
Como sempre acontece nos hotéis da rede, os quartos são ultra espaçosos e muito elegantes. Acho que em Amã o Four Seasons caprichou no decor, com cores bem sóbrias e elegantes, unissex, e uns móveis bem modernos, além do janelão com vista para a cidade.
| Parte da vista da janela, incluindo a piscinona fechada durante o inverno |
| O fofíssimo kit de boas vindas |
| O elegante hall do elevador do meu andar |
| O lobby do hotel visto do alto, com os indefectíveis arranjos florais da rede |
| A entradinha estupenda do Asia |
O segundo andar é o endereço do fitness center e do belo spa - nos meses de primavera e verão, conta também com piscina ao ar livre e uma espécie de beach club ao redor. O hotel tem ainda, no primeiro andar, uma espécie de promenade com lojinhas, cabeleiro e até agência de banco - e uma providencial ATM.
Belo serviço, belíssimo hotel.
Postado por
Mari Campos - Pelo Mundo
às
12:11 PM
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9 de mar. de 2012
Madaba: a cidade dos mosaicos
Outra opção de bate-e-volta a partir de Amã é a fofa cidade de Madaba, também a 40, 45 minutos distante de carro. Madaba ficou conhecida como "a cidade dos mosaicos" sobretudo por causa do gigantesco mosaico bizantino do século VI que existe no piso da igreja ortodoxa de St. George.
O mosaico mostra não apenas a Jordânia como diversos pontos da Terra Sagrada em outros domínios, como Jerusalém, por exemplo. São mais de dois milhões de pecinhas de pedra colorida numa área original de 25x5 metros - mas nem tudo dá pra ser visto ainda hoje em dia, com os estragos do tempo - que mostra vales, colinas, cidades e rios importantes da região.
Além da "masterpiece", existem vários outros mosaicos menores originários do período entre os séculos V e VII no subsolo das casas e igrejas mais antigas de Madaba. E, claro, como todo o apelo dos mosaicos, criou-se ali a Escola de Mosaicos de Madaba, sob proteção do Ministério do Turismo local, e uma infinidade de lojas e galerias produz e vende reproduções dos mosaicos originais e novas imagens em micropecinhas coloridas.
Das muitas lojinhas e lojonas, seja para comprar ou só para dar uma olhadinha nos belos trabalhos (há mosaicos dos menorzinhos aos mais gigantescos, de caixinhas a tampos de mesa enormes), eu sugiro a Nebo´s Pearl, cujos funcionários são todos de uma cooperativa formada por mulheres locais e deficientes físicos - e as peças são mesmo bem caprichadas (aproveite e peça para ver ao lado da loja como elas são feitas).
A cidade é pequena e bem gostosinha para uma caminhada descompromissada e tem também um museu, que guarda a Madaba Tree original: a árvore que virou símbolo da fertilidade da terra dali.
Diz a lenda que a árvore batizada de Madaba originalmente produzia cachos de uva tão gigantescos que eram necessários dois homens para carregar cada um deles ;-)
O mosaico mostra não apenas a Jordânia como diversos pontos da Terra Sagrada em outros domínios, como Jerusalém, por exemplo. São mais de dois milhões de pecinhas de pedra colorida numa área original de 25x5 metros - mas nem tudo dá pra ser visto ainda hoje em dia, com os estragos do tempo - que mostra vales, colinas, cidades e rios importantes da região.
Além da "masterpiece", existem vários outros mosaicos menores originários do período entre os séculos V e VII no subsolo das casas e igrejas mais antigas de Madaba. E, claro, como todo o apelo dos mosaicos, criou-se ali a Escola de Mosaicos de Madaba, sob proteção do Ministério do Turismo local, e uma infinidade de lojas e galerias produz e vende reproduções dos mosaicos originais e novas imagens em micropecinhas coloridas.
Das muitas lojinhas e lojonas, seja para comprar ou só para dar uma olhadinha nos belos trabalhos (há mosaicos dos menorzinhos aos mais gigantescos, de caixinhas a tampos de mesa enormes), eu sugiro a Nebo´s Pearl, cujos funcionários são todos de uma cooperativa formada por mulheres locais e deficientes físicos - e as peças são mesmo bem caprichadas (aproveite e peça para ver ao lado da loja como elas são feitas).
A cidade é pequena e bem gostosinha para uma caminhada descompromissada e tem também um museu, que guarda a Madaba Tree original: a árvore que virou símbolo da fertilidade da terra dali.
Diz a lenda que a árvore batizada de Madaba originalmente produzia cachos de uva tão gigantescos que eram necessários dois homens para carregar cada um deles ;-)
Jerash: a Pompéia do Oriente
Jerash foi uma das maiores e melhores surpresas da viagem. Eu já tinha lido sobre a cidade - que costuma ser apontada como a segunda maior atração da Jordânia, perdendo só pra Petra - mas eu não tinha ideia que suas ruínas fossem tão lindas e bem conservadas nem que sua área fosse tão extensa.
Localizada a 40 minutinhos de Amã, é o bate-e-volta mais perfeito e essencial para quem visita a capital jordaniana. Passei uma manhã inteirinha caminhando por entre templos, ruas, igrejas e anfiteatros, num local realmente emocionante. Chovia fininho e estava frio, com as nuvens bem baixinhas, por isso as fotos ficaram assim meio nhé; mas nada disso tirou, pra mim, a beleza ao vivo e a cores.
A ocupação humana em Jerash tem vestígios de mais de seis mil anos mas foi na época do Império Romano que Jerash (Jarash, para eles) viveu sua golden age - hoje segue sendo uma das mais bem preservadas cidades romanas do mundo, num exemplo precioso do engenhoso urbanismo romano.
Ruas pavimentadas (com o chão impiedosamente marcado pelas bigas e tudo), templos, praças, fontes, banhos públicos, muralhas, anfiteatros, arcos gigantes e as maravilhosas 1001 colunas de Jerash estão todos ali, e podemos caminhar livremente entre eles.
O antigo hipódromo (acima) funciona no verão como palco para encenações de corridas de bigas, em espetáculos pagos à parte (o que eu acredito que deva ser bem discutível...). E os anfiteatros, sobretudo o maior e principal, abrigam o Jerash Festival, um dos mais importantes festivais culturais de toda Jordânia, em julho, com óperas, balé, concertos etc.
A área ainda conta com um museu bem legal (acima) que reproduz em uma maquete como deveria ser a área original da Jerash antiga e mantém uma exposição auto-explicativa curtinha mas bem interessante.
De longe, uma das coisas que eu mais curti de toda a viagem. Absolutamente IMPERDÍVEL (assim mesmo, com letras garrafais!) na minha opinião. Mas vá com tempo: é muita coisa bacana pra ver por lá.
Divino, maravilhoso.
Localizada a 40 minutinhos de Amã, é o bate-e-volta mais perfeito e essencial para quem visita a capital jordaniana. Passei uma manhã inteirinha caminhando por entre templos, ruas, igrejas e anfiteatros, num local realmente emocionante. Chovia fininho e estava frio, com as nuvens bem baixinhas, por isso as fotos ficaram assim meio nhé; mas nada disso tirou, pra mim, a beleza ao vivo e a cores.
A ocupação humana em Jerash tem vestígios de mais de seis mil anos mas foi na época do Império Romano que Jerash (Jarash, para eles) viveu sua golden age - hoje segue sendo uma das mais bem preservadas cidades romanas do mundo, num exemplo precioso do engenhoso urbanismo romano.
| Repare nas inscrições nas pedras |
O antigo hipódromo (acima) funciona no verão como palco para encenações de corridas de bigas, em espetáculos pagos à parte (o que eu acredito que deva ser bem discutível...). E os anfiteatros, sobretudo o maior e principal, abrigam o Jerash Festival, um dos mais importantes festivais culturais de toda Jordânia, em julho, com óperas, balé, concertos etc.
De longe, uma das coisas que eu mais curti de toda a viagem. Absolutamente IMPERDÍVEL (assim mesmo, com letras garrafais!) na minha opinião. Mas vá com tempo: é muita coisa bacana pra ver por lá.
Divino, maravilhoso.
8 de mar. de 2012
Abu Mohasen Workshop (ou: o clã das adagas voadoras na Jordânia :-D)
Estava eu visitando o belo anfiteatro romano do centrão de Amã quando me deparei, mais uma vez, com as fotos do Rei, seu pai e seu filho (elas estão por toda parte, que os jordanianos realmente idolatram o Rei e boa parte da família real). Nas fotos oficiais, o Rei carrega consigo uma adaga na cintura e, naquele momento, eu lembrei de ter lido em algum lugar que era uma família jordaniana que fazia as adagas artesanalmente e que as ditas cujas tinham ficado tão famosas que inúmeros órgãos oficiais e militares do mundo inteiro encomendavam a eles alguns, digamos, exemplares - incluindo os EUA. Comentei isso com o guia e Mohammad me disse: "você gostaria de ver como são feitas? a oficina é aqui pertinho". Eu disse um ÓBVIO QUE SIM animadaça e lá fomos nós.
E era pertinho mesmo: bastou sair do anfiteatro e contornar a quadra pela direita que chegamos a uma tímida portinha, do lado de uma lojinha de souvenirs. Pronto: estávamos na Abu Mohasen Workshop. Ali, há mais de 100 anos, as habilidades de confecção manual de adagas de todo tipo e tamanho passa de pai para filho e não sai da família de jeito nenhum. Os filhos mais novos estavam ali, em pleno trabalho, e foi justamente um deles que muito muito muito gentilmente, falando um ótimo inglês, parou o que estava fazendo e me apresentou a oficina.
É pequena, apertadinha, em dois cômodos mais um mezzanino. E é ali que eles fazem mesmo tudinho, das adagas pequeninas como a do Rei às espadas gigantonas que o povo pendura na parede. São vários os materiais utilizados (as capas, por exemplo, são feitas de madeira e revestidas com alumínio), mas o processo é super minucioso e realmente todinho manual, impressionante. Acho que eu lancei um olhar meio duvidoso porque ele tascou: "ok, peraí que eu vou te mostrar uma adaga sendo feita no passo-a-passo". E lá fomos nós.
O mais legal? Eu assisti o passo a passo, desde o comecinho, da confecção da MINHA adaga. Linda, maravilhosa, exclusiva, com direito a nome gravado em duas línguas :-))))
Não preciso nem dizer que AMEI, né? De longe, o souvenir mais legal da viagem (shukran, Mohammad!)
Tá, você não curte adagas? Não tem problema: passa lá que eles também fazem, com o mesmo tipo de artesanato, umas caixas de chá, bandejas e porta-retratos divinos nas horas vagas. O que não pode é deixar de visitar. Imperdível mesmo.
P.S.: Eles podem personalizar também as capas das adagas e espadas, como costumam fazer para FBI e outras organizações internacionais, com o badge ou logo que você quiser. Aposto que vai ter muito brasileiro aparecendo lá pedindo pra personalizar a sua com o escudo do seu time :-))))))
| O anfiteatro romano fica bem no centro |
É pequena, apertadinha, em dois cômodos mais um mezzanino. E é ali que eles fazem mesmo tudinho, das adagas pequeninas como a do Rei às espadas gigantonas que o povo pendura na parede. São vários os materiais utilizados (as capas, por exemplo, são feitas de madeira e revestidas com alumínio), mas o processo é super minucioso e realmente todinho manual, impressionante. Acho que eu lancei um olhar meio duvidoso porque ele tascou: "ok, peraí que eu vou te mostrar uma adaga sendo feita no passo-a-passo". E lá fomos nós.
| A capa da adaga começa a ganhar decoração |
| Decorando e limpando, decorando e limpando |
| Com uma espécie de estilete na mão, ele vai "desenhando" na capa da adaga de maneira surpreendentemente rápida |
| Em cinco minutos - cinco!!!! - ele decorou toda a capa |
| O patriarca que começou tudinho e passou o talento geração por geração |
| Aqui ele parou um minutinho só pra desenhar uma capa de espada que pediram |
| O modelinho mais pedido já fica semi-pronto, para poupar tempo na hora H (tá vendo como o miolo da capa é de madeira?) |
| Uma mistura de sal e ácido é usada para gravar o que se quer na lâmina (reparem na tranquilidade com que ele mexe com o ácido, sem luvas e fumando seu cigarrito) |
| A lâmina é polida, afiada e afiada de novo |
| Depois de "desenhar" no alumínio, decorar e polir, fica lindona |
| Tá vendo a adaga do Rei? Igual-que-nem à minha ;-) |
Não preciso nem dizer que AMEI, né? De longe, o souvenir mais legal da viagem (shukran, Mohammad!)
Tá, você não curte adagas? Não tem problema: passa lá que eles também fazem, com o mesmo tipo de artesanato, umas caixas de chá, bandejas e porta-retratos divinos nas horas vagas. O que não pode é deixar de visitar. Imperdível mesmo.
P.S.: Eles podem personalizar também as capas das adagas e espadas, como costumam fazer para FBI e outras organizações internacionais, com o badge ou logo que você quiser. Aposto que vai ter muito brasileiro aparecendo lá pedindo pra personalizar a sua com o escudo do seu time :-))))))
7 de mar. de 2012
Citadel: a Amã antiga
A parte antiga de Amã é chamada de Citadel e fica numa das mais altas colinas sobre as quais a cidade se espalha.
O local originalmente era chamado de Rabbath-Ammon e as escavações do século passado revelaram inúmeras reminiscências romanas, bizantinas e islâmicas.
Do alto da Citadel, a gente não tem apenas uma bela noção da história de Amã como uma das vistas mais bonitas da cidade.
Das ruínas da Palácio Umayyad ao interessante (ainda que mal cuidado) museu arqueológico, taí uma passeio bem, bem bacana para uma tarde todinha.
No interior do museu, entre vários objetos, cerâmicas e afins, a gente encontra as estátuas mais antigas do mundo, que datam de pelo menos 6.500 anos antes de Cristo.
Programaço.
Entrada: 2JD (aprox. US$3)
O local originalmente era chamado de Rabbath-Ammon e as escavações do século passado revelaram inúmeras reminiscências romanas, bizantinas e islâmicas.
Do alto da Citadel, a gente não tem apenas uma bela noção da história de Amã como uma das vistas mais bonitas da cidade.
Das ruínas da Palácio Umayyad ao interessante (ainda que mal cuidado) museu arqueológico, taí uma passeio bem, bem bacana para uma tarde todinha.
No interior do museu, entre vários objetos, cerâmicas e afins, a gente encontra as estátuas mais antigas do mundo, que datam de pelo menos 6.500 anos antes de Cristo.
Programaço.
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