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8 de mar. de 2013

Mulheres

São muitos, muitos mesmo, felizmente, os leitores masculinos desse blog. Mas, como a maioria do público do Pelo Mundo, desde o princípio, sempre foi composta por mulheres, e falamos vira e mexe nessas páginas sobre mulheres saracoteando por aí sozinhas, nada mais justo que deixar uma mensagenzinha aqui parabenizando todas vocês pelo dia de hoje, dia internacional da mulher.
Que a liberdade e o respeito sejam garantias essenciais em toda parte para podermos também continuar viajando por aí, felizes e contentes, com ou sem companhia. 
Feliz dia para todas vcs, chicas

P.s.1: a foto que ilustra esse post foi tirada hoje mesmo na Grand Bassin, no lago sagrado de Maurício, durante o maior festival religioso que acontece por aqui; uma experiência bacaníssima que vivi há poucas horas, como mulher, como ser humano, como viajante. 

P.s.2: para aquelas que ainda precisam de um empurrãozinho para se aventurarem solo por aí, aqui vai mais uma "pílula" de incentivo ;)

22 de fev. de 2013

Chariot ride em Edfu

 Quando desci do Sun Boat IV (o navio em que fiz o cruzeiro pelo Nilo) em Edfu fomos todos avisados que o caminho do píer até o templo de Horus seria feito nas típicas "carruagens egípcias" que circulam pela cidade.
 Cada carruagem (ou carroça, como vocês preferirem :P) leva até 3 pessoas e foi determinado que cada "cabine" do navio viajaria numa. Como eu estava sozinha, a carruagem era BEM velhinha e o condutor abriu um sorriso gigante quando viu que levaria uma mulher desacompanhada, pedi pro (excelente) guia Ehad, que nos acompanhou durante todo o cruzeiro, ir comigo - segurança, né, sabe cumé?
 Então lá fomos nós em menos de 15 minutinhos de viagem no que mais parecia uma corrida de bigas com as carruagens se esgueirando enfileiradas entre o trânsito local da cidade e depois ultrapassando umas as outras.

 De vez em quando eles se xingavam entre eles, outras vezes cumprimentavam as pessoas na rua.
Quando chegamos ao souk, ficou meio hora do rush (e era mesmo fim de tarde já):





No caminho ao templo ainda cruzamos com trocentas carrocinhas de vendedores e - oh-oh - um trator:
 Até chegarmos ao "estacionamento de carruagens" à entrada do templo, onde as carruagens foram todas estacionadas enfileiradinhas (e nós praticamente sufocados pelos vendedores das lojinhas do local).
 Na volta, já de noitão, o guia teve que ficar por último para esperar uma família que não aparecia no ponto de encontro e eu tive que tomar minha "carruagem" sozinha mesmo.
 O condutor foi simpático, me encheu de perguntas sobre o Brasil, me explicou o que era cada lugar por onde passavamos e perguntou, é claro, se podia tirar foto comigo (algo super comum por lá, btw). Já estava muito escuro mas foi super interessante ver as pessoas na rua, a maioria passando pelo mercado antes de voltar para casa (fora do Cairo, as cidades são muito mais tradicionais e mulheres totalmente cobertas e homens usando suas galabeyas são muito mais comuns).

Só deu medinho porque, na metade da corrida, ele me pediu para esperar "1 minute, miss, 1 minute, miss, please" e me deixou montadinha na carruagem esperando, sem prender o cavalo nem nada, enquanto ele desceu e andou uma quadra para buscar um... saco com pão! ha ha ha ha
Cheguei sã e salva, é claro ;)

p.s.: a corrida, assim como os demais passeios ao longo da viagem, já estava incluída no valor pago pelo cruzeiro; só nos foi recomendado que, ao final, se tudo corresse bem, dessemos alguma gratificação (o famoso bakshish, a gorjeta que os egípcios esperam dos turistas o tempo todo) simples ao condutor.

21 de fev. de 2013

Viajar ao Egito agora: dá pé?


 Quando eu comentei no twitter que tinha decidido ir para o Egito agora, muita gente me enviou replies e DMs dizendo que eu estava “louca”, que não aceitariam ir “nem de graça”, que era “muito perigoso”, que o país estava “em guerra”.  Amigos e familiares também ficaram super apreensivos e me encheram de mensagens preocupadas, inclusive durante os primeiros dias da viagem.
 Adiei minha ida ao Egito por muitos anos porque, face aos relatos tristes de algumas solo travelers que já tinha ouvido e lido, não queria ir sozinha; e nesses anos todos ninguém se animou muito a ir comigo. A decisão de ir agora teve um motivo determinante: os preços.  Com a crise generalizada no turismo nacional frente à bad reputation que a mídia está dando ao Egito ultimamente, os preços ali simplesmente despencaram: o que já era barato ficou muito barato e os hotelaços de luxo e os melhores cruzeiros pelo Nilo baixaram seus preços a valores antes inimagináveis (só a parte aérea que continua carinha, sobretudo se comprada de última hora, como foi a minha).
 Minha maior preocupação em ir agora era a questão de ser uma mulher viajando sozinha por lá e não a famigerada primavera árabe.  Quanto às manifestações político-sociais na cidade, é claro que eu pesquisei muito e troquei zilhões de emails sobre o assunto com a operadora local e até com o hotel em Cairo, que pesquisa nunca é demais. Todos me tranquilizaram muito, explicando em detalhes porque achavam que os piores dias tinham ficado para trás e que a situação atual não afetava o turista (acho que poderíamos fazer aqui um paralelo com a má reputação que o Rio de Janeiro vira e mexe recebe da mídia estrangeira, mas isso seria assunto para outro post ;D).
  Então, como contei no post do Saia pelo Mundo, vim para cá numa viagem da excelente AbercrombieKent, a maior operadora de turismo local e que me foi muitíssimo bem recomendada (tenho amigos que já viajaram com eles tanto no Egito quanto em outras partes do mundo) para estar de alguma maneira bem acompanhada durante a maior parte da viagem. E deu certo, muito certo. A viagem foi linda, conheci gente bacana o tempo inteiro, meu cruzeiro pelo Nilo foi muito curto mas maravilhoso, me apaixonei pelo caos vibrante do Cairo. Estou deixando o país agora e já estou com saudades.
Se o Cairo está perigoso? Não está. É claro que eu não dei bobeira zanzando sozinha por lugares ermos. Mas passei pela praça Tahrir, fui ao maravilhoso Museu ali mesmo, fiquei hospedada na mesma região e até saí sozinha à noite (sabendo exatamente onde ia, é claro, e com as devidas precauções). Em todos os dias que fiquei na cidade, não vi nem sinal de manifestações – elas acontecem agora de maneira mezzo organizada às sextas-feiras na praça, e sexta cedinho eu já estava a caminho do aeroporto para pegar meu voo a Aswan. O único incômodo que senti na cidade foi o trânsito maluco e sempre congestionando - muito semelhante ao de São Paulo, btw :D  
 Ao sul do país, durante o cruzeiro, a gente só se dá conta da crise politica em seu triste efeito econômico: o desespero dos vendedores, as atrações/locais/barcos todos com pouquíssimos turistas (meu barco tinha apenas dezesseis passageiros, dá pra imaginar?), várias lojas fechadas, os animais esqueléticos.
 O que acontece ali agora é que todo mundo fala de política o tempo todo; “Mubarak” ainda é pronunciado com a voz meio baixa, mas “revolução”, “mudanças”, "novo governo" e palavras afins estão no cardápio o tempo todo nos restaurantes, nos hotéis, nas rodas de amigos e até nas conversas dos guias com seus turistas (me questionaram várias vezes, em vários locais, sobre o que eu pensava da situação atual do Egito, como avaliava a revolução, o que via para o futuro etc). 
 Para as mulheres, o assédio é grande, incisivo e constante como na maioria dos países árabes; a gente sente menos no Cairo e muito mais conforme vai entrando em cidades menores, mais interioranas (farei outros posts especificamente sobre isso, que várias meninas já andaram pedindo). Mas tomando as devidas precauções foi tudo muito bem, obrigada, em todos os lugares - às vezes eles são tão bem humorados que a gente até ri ao invés de se sentir ofendida. 
 A melhor parte de estar com uma operadora foi essa: como me sentia segura, pude ser eu mesma, despreocupadamente, e conversar, rir e conhecer a parte festeira, amistosa e divertida dos egípcios – que, por sinal, adoram o Brasil e os brasileiros, do “Ronaldo” ao “Lula da Silva”.  Assim entendi bem os limites que deveriam ser estabelecidos e pude aproveitar minha viagem, sem estresse, também nas vezes que saí sozinha no Cairo (aliás, me arrependi muito de não ter entrado num tour assim quando fui com minha irmã ao Marrocos).
 Então, resumindo: dá para ir ao Egito agora? Sim, sim, sim. O país é tão genial e fascinante quanto as aulas de História sempre nos mostraram, os egípcios são amistosos e, mais do que nunca, eles PRECISAM de turistas agora. O país vive majoritariamente disso e estão todos, comerciantes, guias e empresas do ramo turístico, perdendo muito com toda essa situação.
  Viajar ao Egito com uma operadora acho recomendável, para nos dar a confortável sensação de segurança todo o tempo – no meu caso, só tenho elogios à Abercrombie e a todos da equipe que me atenderam em diferentes pontos do país (com menção especial aos dedicados Mahmoud e Sayed, que me cobriram de atenções, e ainda falam português).
Ir agorinha ainda trará o maravilhoso benefício adicional de belíssimas hospedagens e grande serviço muito mais baratos e as atrações vazias, tranquilas, com aquele jeitinho de “só suas” nas fotos - inclusive nas pirâmides ;)
P.S.1: as viagens longas por terra me foram desaconselhadas nesse momento, então tirei do roteiro que eu originalmente queria fazer Alexandria e a península do Sinai. Mas acabei me arrependendo porque encontrei vários turistas que tinham ido à Alexandria super tranquilamente e amaram a cidade. De qualquer maneira, viajantes independentes estão sendo constantemente aconselhados, no país todo, a se juntarem a tours em grupo (mesmo que somente day tours e não necessariamente pacotes/excursões) por enquanto.

P.S.2: sorry pela proporção farônica do tamanho desse post :P

19 de jan. de 2013

Turismo HiLo: como encontrar barbadas em cruzeiros

Meu sonho de chegar à britânica Santa Helena, na costa africana: só de navio foi possível ;)

Essa série de barbadas no turismo HiLo começou nesse post aqui. Para ler todos os posts da série, clique AQUI. No capítulo de hoje da novelinha, como encontrar promos e barbadas em cruzeiros bacanudos no Brasil e no mundo.

Todo mundo sabe aqui que eu sou fã de cruzeiros (apesar de pessoalmente não curtir o estilo dos cruzeiros feitos aqui na costa brasileira) e para comprar viagens desse tipo, das companhias tradicionais às de luxo, em roteiros por várias partes do planeta, também há caminhos mais fáceis para encontrar tarifas mais tentadoras. 

Como fã dos cruzeiros, eu assino as newsletters das companhias que mais gosto, assim fico sempre sabendo das promoções especiais e de última hora, novos itinerários, promos 2x1, single supplemente waves etc. E também sigo os perfis das armadoras no twitter pelo mesmo motivo – assim a gente fica sempre sabendo das novidadades rapidinho.

Vira e mexe aparecem promoções ótimas, com os descontos para solo travelers da Silversea, as cabines 2x1 das travessias atlânticas da Costa e umas last minute para Caribe da Royal Caribbean que são impressionantes (coisa de US$159 por uma semana, sabe?). Para quem tem flexibilidade nas férias, essas ofertas são excelentes – dá pra fazer cruzeiros bem bons, de companhias legais, por literalmente menos da metade do preço (lembrando, é claro, que em se tratando de cruzeiros, em geral, ainda há q somar as salgadas taxas portuárias; os cruzeiros de luxo costumam já incluir as taxas nos valores finais divulgados).

Para quem não tem flexibilidade e precisa planejar com antecedência, pesquisa continua sendo, como sempre, o melhor negócio. Gastar um tempo em sites consolidadores de ofertas como cruisecritic.com, cruisedirect.com, crucerosnet.com etc faz toda a diferença. Uso muito também o Kayak, que não é bom só pra voos, não; assim aparecem armadoras que às vezes a gente nem conhecia, porque não fazem publicidade para o mercado brasileiro mas operam nos destinos em que estamos interessados.

Para quem já viajou em cruzeiro e gostou da experiência, assim como no caso da hotelaria e das companhias aéreas, investir nos programas de fidelidade das armadoras também é muito importante. Eu tenho só dois, das armadoras com as quais mais viajei – igualzinho para voos e hotéis, não adianta eu fazer de todas se pretendo concentrar minhas viagens só em uma parte. Esses programas vira e mexe concedem mimos (champagne de boas-vindas, upgrade de categoria de cabine, lavanderia for free etc) como também concedem benefícios econômicos automáticos (como os 5% de desconto automáticos do Costa Club da Costa e do Venetian Society da Silversea, que são os dois programas que uso).

Sazonalidade também é importante na hora de buscar promoções: cruzeiros à destinos extremamente sazonais (como Antártida, Ártico, Terra do Fogo, Alaska e outros do gênero) costumam ter as primeiras e as últimas saídas de cada temporada com preços consideravelmente mais baixos que as demais.

Para quem quer fazer cruzeirões estilosos aproveitando promos bacanudas, ficar de olho no mercado, sempre, é a regrinha básica.

22 de dez. de 2012

Antártida: almoço ao ar livre

O buffet à frente e a churrasqueira ao fundo
 É comum a gente associar época de muito frio com época de ficar preso dentro de casa, né? Até quando viajamos, se é inverno, acabamos passando mais tempo dentro de museus, cafés e outros ambientes fechados (lojas e shoppings, pra muitos turistas), que passeando ao ar livre. E o frio que a gente espera sentir na Antártida parece ser tãaaaaao intenso que deveríamos passar a maior parte do tempo fechadinhos em nossas cabines. Mas, felizmente, ledo engano.
Já contei aqui em outros posts como, durante a viagem, desenvolvemos o hábito de passar grande parte dos dias nos decks externos e na proa do Polar Pioneer para não perder nadica da paisagem sempre embobadora de tão linda que nos acompanhou durante todo o cruzeiro. Até porque é só estar bem agasalhado, com o casaco certo para cada temperatura, que a gente não passa frio nunca (vou falar sobre roupitchas pra essa viagem mais pra frente).
 Então achamos especialmente legal quando soubemos que o almoço naquele quarto dia antártico, sétimo dia total do cruzeiro, ia ser ao ar livre, na popa do navio. Ao chegarmos do passeio da manhã, descobrimos que o menu era churrasco. Well, churrasco assim-assim, né? Numa vibe churrasqueira australiana: eram linguiças e legumes que estavam na churrasqueira, sendo grelhados, para acompanhar saladas, batatas e outras cositas servidas numa mesa entre os zodiacs guardados :)
Leu direitinho???
 Ganhamos todos refris geladinhos (geralmente, eram cobrados à parte) para acompanhar os comes e frio, no fundo, ali ninguém tinha. Estava tão gostoso que, enquanto as refeições costumavam ser rapidérrimas nos refeitórios (a maioria das pessoas levava 20 minutos entre sentar, comer, conversar e tchau), o almoço ali durou quase duas horas.
 A essa altura, já estavamos todos muito enturmados no navio - com passageiros e staff em número tão reduzido fica mesmo bem mais fácil a aproximação. Com vários casais, duas famílias mas também muitos solo travelers a bordo, várias "turminhas" tinham se formado ao longo dos dias de cruzeiro, é claro. Então o papo rolou mais animado ainda.


Hong Kong, Malasia, Japão, Brasil, Cingapura, Nova Zelândia, Australia: praticamente uma gangue-ONU :)
Maggie, a assistente de expedição, e Terry, diretor de hotel do cruzeiro (ele não é A CARA do Dominc Monagham??? :D)
Almocinho cool. Literalmente ;)

10 de set. de 2012

Num hostel depois de milênios - sã e salva :)

Nunca fui mochileira ou the hostel type of girl nem quando eu era novinha. A ideia de dividir quarto e banheiro com pessoas desconhecidas nunca me pareceu ok, nem eventualmente. Mas embora eu tenha buscado sempre hotéis com quartos e banheiros privativos desde o princípio da minha vida viajante, isso não quer dizer que eu nunca tenha ficado num hostel, hostal ou albergue. Na Espanha, por exemplo, fiquei em 3 ocasiões diferentes – mas sempre com quarto e banheiro privativos; foi ok, mas nã é meu tipo de ambiente: muita garotadinha, gente de toalhano corredor, muito barulho à noite etc. Daí em Buenos Aires, numa ocasião em que minha irmã queria me mostrar “como era bom o jeito simples de viajar”, fiquei exatas nove horas num hostel sujo, sem banheiro no quarto, dentre outras cositas, para ter certeza que esse não era meu estilo de viajar MESMO.
Mas o mundo dá voltinhas e a gente deve sempre reconsiderar uma coisinha aqui, porque o mundo muda e nos, sobretudo, também mudamos muito ao longo dos anos. Fiquei muito mais exigente com hotelaria nos últimos anos; mas meu irmão mais novo é um grande mochileiro e faz seu budget de viagem render horrores ficando sempre em hostels e quartos coletivos. E agora, para passar uma semana com ele na Toscana, baseados em Florença e com os preços normalmente inflacionados da hotelaria italiana, acabei indo parar num hostel com ele.
A grande diferença: um hostel que eu já tinha visitado para uma matéria, de uma grande rede européia, a PLUS Hostels, e já sabia exatamente  que ia encontrar. A estrutura deles é sempre bem bolada, tanto que indiquei a rede numa matéria sobre Europa barata que fiz há algunm tempo. E foi bem boa a estadia, viu? Tirando os mimos que encontramos nos bons hotéis, ali, como me disse meu irmão mesmo, não havia nada do básico de um hotel categoria turística que não estivesse presente ali. Estávamos num quarto duplo só nosso (25 euros por pessoa no quarto duplo), com até bastante espaço, mesinha de trabalho, banheiro privativo, tv de LCD pequena, wifi grátis etc (depois posto uma review completinha aqui também) - as únicas diferenças é que nossas toalhas levamos nós mesmos e ninguém fazia nossa cama de manhã.
Para quem tem mais dificuldade de se entosar numa viagem solo, o ambiente é super favorecedor, com lounge e outdoor bar sempre cheios de gente. Sem contar que, alem da garotadinha óbvia, tinha também muita gente mais velha, incluindo sessentinhas, e algumas famílias, incluindo uma com duas crianças. E para quem procura algo com mais cara de hotel mas preço bem camarada, é uma bela opção.
Experiência interessante. Agora já passei no teste e estou prontinha para um upgrade :-))))))

2 de ago. de 2012

Amigos de viagem

Vocês sabem que eu gosto mesmo de viajar sozinha e vivo estimulando (ou encorajando, sei lá) quem ainda tem receios de sair desacompanhado por aí - devo falar tanto sobre isso que tem muita gente que me associa muito mais com essa coisa do solo travel que com o mundo das viagens e turismo em geral ;-)
Mas, por mais que eu realmente goste e me sinta confortável rodando o mundo sem companhia várias vezes ao ano, eu também gosto, e muito, de viajar bem acompanhada de vez em quando. Bem acompanhada a gente vai a qualquer lugar, pela própria companhia, não é?
Afinal, viajar sozinho, eu sempre defendi, não tem nada a ver (ao menos não necessariamente) com virar ermitão e fazer um isolamento espiritual por aí. Acho que o mundo só é um lugar incrível porque tem GENTE nele. Por isso mesmo, dentre as coisas mais bacanas e importantes das minhas viagens, esteja eu sozinha ou acompanhada, estão os amigos que eu fiz na estrada - dos amigos que conheci ao acaso por aí às amizades que se estreitaram de fato ao dividir a jornada com alguém. Não tem uma célebre frase que diz "se quiser conhecer alguém de verdade, viaje com ele"?  Pois então.

Há algum tempo, fiz um post exatamente sobre isso lá no Saia pelo Mundo. Falei lá como sou sortuda em voltar de quase toda viagem com um bom amigo na mala - uns mais amigos, outros menos, é claro, mas é raríssimo eu voltar de um destino sem um novo. E isso não quer dizer só colocar um contatinho a mais no meu Facebook, não! É ter um laço com alguém, cultivar o contato frequente, bater papo, trocar ideias, planejar outras viagens, visitar se moram em outra cidade/país.
Aliás, até das viagens a trabalho eu volto com novos amigos; amigos jornalistas, em geral, que deliciosamente eu acabo reencontrando em eventos da área ou, com muita sorte, em outras viagens. Essa última, a Santiago, por exemplo, éramos quatro jornalistas que só nos conhecíamos de nome. E foi praticamente amor à primeira vista o que rolou entre nós todos - na verdade, amor à primeira taça de Malbec na longa conexão que tivemos em Buenos Aires na ida. Já chegamos a Santiago como BFFs (é que foram várias taças de vinho, porque a conexão era MUITO longa mesmo, gentche :P  ), rimos como velhos conhecidos do colégio em todos os cinco dias que passamos juntos (com óbvia menção honrosa para um membro específico do quarteto nesse quesito :D ), descobrimos mil afinidades (e outras mil diferenças entre nós, é claro) e trouxemos a amizade para o dia-a-dia em São Paulo mesmo (desculpaê, mas somos tão afinados que já estamos conhecidos por aí como FabFour)
Se estamos abertos para o novo, a gente pode fazer um novo amigo de viagem no lounge do hotel/hostel, na paradinha para o café, na fila do museu, na espera no aeroporto, no assento ao lado no avião. Tem gente que encontra até o amor da sua vida em viagem, não é mesmo? Porque, sim, as melhores coisas de se viajar são as pessoas que conhecemos pelo caminho, as histórias que ouvimos, as experiências que vivemos e os amigos que trazemos.
Então, se você é daquele tipo que vive receoso em sair por aí desacompanhado com medo de se sentir sozinho, esse post é pra você: pode ir sem medo que a vida on the road é sempre cheia de pessoas incríveis. "Ficar sozinho" a gente só fica numa viagem (e antes e depois dela também) como, quando, onde e SE a gente quiser.

26 de abr. de 2012

Promo Querido+Sozinha Mundo Afora: ainda dá tempo

Pausinha nos relatos parisienses que o mundo já rodou e eu já voei pra Argentina :-D Tô feliz e contente em Buenos Aires, devidamente instalada no sempre adorável Hotel Querido. E aproveito para lembrar quem tem viagem marcada pra lá ou quer aproveitar essas ótimas promos de voos que andam rolando nos finais de semana que ainda dá para aproveitar a promo-fofa do Querido para as solo travelers brasileiras


Pra quem não lembra, eu refresco a memória: as leitoras (sorry, boys, mas é just for girls :-P) do meu último livro, o Sozinha Mundo Afora, ganham nada mais, nada menos, que 15% de desconto - assim, na lata - ao se hospedarem sozinhas por pelo menos duas noites no Querido em maio desse ano, a contar a partir do dia 3. Isso mesmo. Sem sorteio, sem pegadinhas, sem nada. 15% de desconto e ponto final, pra sobrar mais dindim pra você gastar com alfajores, empanadas e outras delícias argentinas, sejam elas gastronômicas ou não ;-)


Vale lembrar que maio é um excelente mês pra curtir a cidade, com o friozinho característico do outono portenho e a programação cultural da cidade bombando.  


Bora? ;-)

24 de abr. de 2012

Programa #brioches: uma tarde no spa do George V

A decoração vai mudando...
 No twitter, uma das tags mais divertidas é justamente a #brioches, que a gente usa pra designar esses mimos e cuidados que a gente adora ter com a gente mesma, de cosméticos a spa (quem lançou a moda foi a Flávia Penido, aka @ladyrasta). É por isso mesmo que #brioches aparece aqui no título desse post; e também porque brioches lembram França, França lembra Paris, Paris lembra delícias e assim por diante. Então nada mais apropriado, estando eu solita em Paris, que tirar um tempinho da última visita à cidade-luz para cuidar de mim mesma comme il fault: com uma bela tarde de massagem no spa do George V.
... dos vestiários...
 O spa é lindo, lindo, lindo. Mulherzinha até. Inspirado em Maria Antonieta, tem o toque das flores, frufrus e cores pastéis geralmente associados a ela nos móveis, nos papéis de parede e até na pintura que reproduz o Petit Trianon na área da piscina.
...aos corredores
A minha sala prontinha pra me receber para o meu tratamento
 O menu de tratamentos é bem legal e completo e tem desde tratamentos expressos, de meia horinha, até tardes inteiras de mimos ou day use. Banheiros super bem organizados, massagista delicada e paciente e copeiras gente finíssima - num silêncio adorável, com as músicas que Maria Antonieta ouvia servindo de levíssimo pano de fundo.
O relax pós-tratamento acontece assim, como num salão de chá, com o bufezinho de petiscos à esquerda
Pra mim, chazinho de gengibre e macarrons
Na saída do tratamento, você tem à sua disposição água, chás, sucos, frutas frescas e secas. E, dependendo do tratamento, deliciosos macarrons pra fechar sua tarde de mimos com chave de ouro. <3 <3 <3

(em tempo: tem uma série de tratamentos também para homens, tá, meninos?)