22/02/2012

Você cuida das suas milhas?

Essa semana mesmo eu contei como tinha sido meu voo em classe executiva pela SAA, emitido com milhas do TAM Fidelidade. E reafirmei minha máxima absoluta em se tratando de milhas: milha boa é milha gasta. Cada compra que eu faço com meu cartão de crédito - e eu tento usar o dito cujo para pagar praticamente TUDO - tem um único objetivo: juntar milhas.
Por isso mesmo, eu simplesmente não me conformo com o levantamento feito pelo Banco Central e divulgado semana passada que diz que os brasileiros perderam mais de 101 BILHÕES de pontos em programas de recompensa dos cartões de crédito no ano de 2010. 101 bilhões de pontos. Uma quantia que, na média, seria suficiente para emitir pelo menos 5 MILHÕES de passagens aéreas em classe econômica entre o Brasil e qualquer destino da América do Sul - pra dizer o mínimo.
Ok, se você não é um viajante fanático, você não precisa necessariamente transformar seus pontos em milhas. Mas você pode, sei lá, resgatar esses pontos em assinaturas de jornais e revistas, cafeteiras, bicicletas, whatever. São seus. Você, de uma maneira, paga por todos eles quando usa seu cartão de crédito.
Por que perderam? Não tem como saber a causa individual, é claro; mas acredita-se que muitos clientes estejam perdendo esses BILHÕES de pontos simplesmente por não terem informação sobre seus programas de benefícios.
Eu tenho pleno controle de quantas milhas ou pontos eu possue em cada programa de fidelidade de companhia aérea do qual sou afiliada e de quantos pontos tenho no meu programa de recompensas do cartão de crédito. Tintim por tintim. Então eu deixo esse post aqui mais como um alerta para, se você ainda não estiver ligado nisso, checar agorinha, já, nesse minuto, quantos pontinhos você tem e como funciona, na prática, o programa de recompensas do seu cartão de crédito.
Por favor, cuide bem das suas milhas, cuide bem dos seus pontos. Faça bom uso deles. Ou, pelo menos, doe seus pontinhos para quem vai saber fazer ótimo uso deles - afinal, viajante inveterado nessa blogosfera é que não falta ;-))))

20/02/2012

Vai pra Miami? Então passa antes no blog da Eveliny!

A Eveliny e seu sorriso-marca-registrada

Minha amiga Eveliny Bastos-Klein, que vive em Miami há mais de 15 anos, virou 2012 com um novo projeto muito bacaninha: escrever um blog em português, focado para brasileiros, todinho sobre Miami. Afinal, talvez não haja nos States cidade mais "abrasileirada" que essa, certo? ;-)
Mas não se trata daquilo sobre a cidade que a gente está careca de ler em qualquer lugar, não. O blog Miami do Meu Jeito dá dicas excelentes para quem busca aquela coisa mais insider, pessoal, fora do basicão turístico. “Eu criei o blog pois, morando em Miami há anos, sempre servi de referência para os amigos. Agora posso compartilhar a minha  Miami com um público ainda maior. Quero mostrar que a cidade tem varias facetas e que oferece muito mais do que shoppings, diz ela
De restaurantes a museus, Eveliny sugere até que produtinhos vale a pena comprar em farmácias tipo CVS, ou quais são os mais atenciosos vendedores de Bal HarbourNo quesito agenda cultural, ela também é super eclética: de Cleveland Orchestra à Art Miami, tem de tudo - o último post é justamente sobre a Art Wynwood, a feira de arte contemporânea recém inaugurada em Miami.  
Mas é claro que, num blog direcionado para brasileiros, as compras não vão ficar de fora - só não vale ser óbvio.  Eveliny sugere, por exemplo, a multimarcas The Webster, localizada em um simpático prédio Art Deco, que vende Lanvin, Balenciaga, Stella McCartney e Tom Ford além de peças de designers novos a preços interessantes. A En Avance e a Tomas Maier (do designer da Bottega Venetta) também estão lá. 
Se você tem viagem marcada pra lá, passa antes no blog da Eveliny ;-)

19/02/2012

South African Airways (SAA): como é a executiva deles

O café da manhã servido no trecho Cape Town-Johannesburg
 Penso em milhas cada vez que passo meu cartão de crédito para pagar whatever it is. E tenho uma regra básica e imutável no quesito milhas e pontos de programas de fidelidade, muito bem aprendida via Rodrigo Purisch, e que vocês já estão carecas de saber: milha boa é milha gasta. Ou seja: junto milhas com objetivos palpáveis, específicos, e emito as passagens prêmio assim que meu objetivo é atingido - nada de ficar juntando milhas ao Deus-dará.
Belo espaço entre poltronas no trecho Johannesburg-São Paulo (só  apoio de copo, dividido com o passageiro do lado, não foi muito bem pensado)
 E tenho uma vice-regra, que costumo colocar em prática sempre que possível: melhor se puder ser de executiva. Afinal, o custoXbenefício de uma passagem emita com milhas/pontos na classe executiva é bastante mais interessante que o custoXbenefício de efetivamente pagar por esse bilhete.
As revistas distribuídas pela tripulação no início do voo têm que ser devolvidas no desembarque! #naocurtinadinha
 Pra viagem agora de janeiro/fevereiro, eu só precisava de um único trecho aéreo: como eu fui de navio até a África do Sul, eu só precisava da perna Cape Town-São Paulo. E fiquei CHOCADA com os preços cobrados por esse único trecho em classe econômica - pela própria SAA, saía BEM mais caro só o trecho de volta que a passagem ida e volta desde o Brasil (o voo mais barato era com a Emirates, mas eu teria que voar da Cidade do Cabo até Dubai pra depois voar até São Paulo!)
Menu super bem feitinho, inclusive com carta de vinhos à parte
 Então não pensei duas vezes sobre emitir esse trecho com meus pontos do fidelidade TAM. Com a TAM integra a Star Alliance, dava pra emitir bonitinho com a SAA, que é o trajeto mais óbvio, curto e prático possível (via Joanesburgo) - eu tinha gostado muito dos voos que fiz com eles em 2010 (como vocês podem lembrar aqui). E,  por 40 mil pontos (que era exatamente o que eu usaria por um trecho na econômica para a Europa na mesma época), emitir a passagem prêmio na Executiva me pareceu um baita negócio. E foi mesmo.
Canapés e champagne servidos antes do almoço
Check in rápido na Cidade do Cabo, bons lounges ali e em Joanesburgo e serviço bem bacana à bordo. Na verdade, curti menos os comissários que me atenderam esse ano na business que os da econômica há dois anos; mas em termos de conforto, espaço, entretenimento à bordo e, sobretudo, qualidade das refeições, não tenho mesmo do que me queixar.
A entradinha ultra caprichada do almoço
Curiosidade: sabia que nos filmes do entretenimento à bordo as cenas de sexo são cortadas e faz "piiiiii" cada vez que algum personagem fala algum palavrão? Jupurdeus.

Hotel review: JW Marriott, Rio de Janeiro

Antes de eu embarcar no Silver Whisper, que saiu do Rio de Janeiro rumo à Cidade do Cabo, na África do Sul, no final de janeiro, recebi um convite bacanérrimo do pessoal da Marriott: me hospedar por uma noite no JW Marriott Rio de Janeiro para embarcar no navio no dia seguinte.  E aceitei, claro :-D
O hotel fica em plena avenida Atlântica, no cruzamento com a Santa Clara, bem na muvuca de Copacabana.   Os quartos não são tão grandes mas são bem confortáveis - e a cama é excelente.
 E a vista dos quartos ocean view é essa, indo até o forte de Copacabana.
 Os banheiros são pequenos, com a ducha dentro da banheira, mas são bem funcionais.
 Da cobertura, onde ficam a piscina, o solário e a academia, a vista é linda de morrer.
E tem gente de tudo quanto é lugar hospedada lá, de americanos a indianos, inclusive em grupos de excursão (durante a semana tem muito business, mas eu fiquei hospedada de domingo para segunda).
Uma coisa legal é optar pelo acesso ao Club Lounge/Executive Floor ao fazer a reserva. Ali funciona um espaço dia e noite, com internet grátis (wifi e nos computadores instalados ali), café, frutas e água o dia inteiro, café da manhã completo (estilo buffet) até 10h e happy hour todos os dias, com coquetéis e petiscos das 18 às 19h - sempre incluídos. E o lounge todo tem vista panorâmica pra praia.
O hotel ainda conta com um restaurante mediterrâneo bem legal (comi uma ótima salada logo depois do check out, antes de rumar para o porto), um japonês e um bar para lanches rápidos e petiscos que acompanham os drinks.

17/02/2012

Viaje pelo Brasil!

Os brasileiros estão viajando como nunca: não importa para onde você vá, é fato consumado que você encontrará brasileiros, e muitos, zanzando pelas mesmas redondezas que você. Felizmente, nesse turbilhão de passeios e destinos, estamos também retomando as viagens pelo nosso belo país: em 2011, além dos mais de 9 milhões de turistas estrangeiros, tivemos mais de 50 milhões de brasileiros viajando por nossas terras.
Antes de colocar meus pés em outro país pela primeira vez, eu viajei muito pelas nossas cinco regiões; com uma predileção óbvia pelo nosso nordeste, eu confesso: além das nossas praias divinas, continuo achando os lençóis maranhenses, por exemplo, um dos lugares mais lindos de todo o planeta (tive o grande prazer de voltar ali em 2011). E isso tudo sem falar da Amazônia, dos cânions do sul, das cidades históricas de Minas, das chapadas...
Vai dizer que você não fica ligado para aproveitar as promoções de passagens aéreas e escapar para um destino querido ou sonhado no próximo feriado? Apesar de nosso vasto território, fica mais que fácil explorar nossas belezas e atrações mesmo com pouco tempo disponível, num final de semana prolongado, por exemplo. E, mais que conhecer melhor seu próprio país, quem anda desbravando o Brasil em suas viagens está também ajudando a desenvolvê-lo – e esse é exatamente o conceito da nova campanha publicitária do Ministério do Turismo (dá pra conferir o novo comercial da campanha aqui). Afinal,  viajar pelo Brasil e investir no nosso mercado do turismo também é sinônimo de desenvolvimento nacional - para se ter uma ideia da importância do setor do turismo para o Brasil, hoje ele é responsável pela geração de 2 milhões e 500 mil postos de trabalho e já representa 3,6% do Produto Interno Bruto.
Quem nunca viu num comercial de TV ou anúncio publicitário uma baiana vendendo acarajé, um jangadeiro empurrando sua jangada pro mar, um pescador em plena atividade ou um vendedor de chapéus todo sorridente nas areias de uma bela praia? O mais legal é que, com nossa economia estável há tanto tempo e tudo quanto é brasileiro viajando tanto, e pra todo canto, esses mesmos “personagens” tão reais estão eles mesmos se aventurando Brasil afora como turistas.
Quem se interessar, pode saber mais sobre a nova campanha via Twitter e Facebook 
(Post Patrocinado)

16/02/2012

Travessia Brasil-Africa: um resumão

Desde o dia 23 de janeiro, eu comecei a postar aqui sobre a deliciosa travessia Brasil-África que eu fiz a bordo do navio Silver Whisper, da Silversea. Mas, depois de tanto tempo, embora ainda tenha coisinhas da viagem por contar, tá na hora de virar o disco, né?
Então se você perdeu algum capítulo dessa epopéia transatlântica, é só clicar aqui ou no ícone Travessia Brasil-Africa do menu da direita, lá no final, pra ler todos os posts da viagem reunidos.
Para encerrar essa série - ao menos por enquanto :-D - deixo aqui um videozito ultra mega super hiper amador que eu fiz da minha cabine do navio, com direito ao marzão quebrando nos decks inferiores.
Brigadão pela companhia fofa de vcs em mais essa viagem ;-)
video

Swakopmund Museum: a história da Namíbia todinha num mesmo lugar

A fachada acanhada e sem graça
 De Walvis Bay é muito fácil chegar a Swakopmund: além das excursões oferecidas e do aluguel de carros (vale lembrar que a mão é inglesa), do próprio porto saem também ao longo do dia ônibus com destino à essa cidade de colonização alemã por cerca de US$35. Do aeroporto também rolam ônibus semelhantes, por praticamente o mesmo preço.
Acervo pouco protegido e mal conservado, mas muito vasto
 Uma vez em Swakopmund, as distâncias não são assim tão grandes e dá pra fazer tudo a pé, ainda mais se a ideia for como a minha: só um bate-e-volta. Entre praia, uma infinidade de lojas e cafés, restaurantes, vendedores de rua e casas de inspiração alemã por todo canto, uma das coisas mais legais pra se fazer na cidade é visitar o Swakopmund Museum.
O ser humano que aparece nessa foto não faz parte do acervo ;-)
 Apesar de bem pouco tentador por fora e mal organizado por dentro, reúne um acervo precioso: um pouquinho de toda a história da Namíbia, desde a pré-colonização, está guardada lá. E tem de tudo mesmo: plantas, animais empalhados, cerâmicas com séculos de história, objetos dos primeiros povos do país, um maquinário impressionante (de máquinas do campo até impressoras do começo do séc XX) e até cômodos fielmente reproduzidos, como um interessante consultório odontológico de meados do século passado. Miniaturas tipo "General Custer" contam as histórias de disputas de terra e colonização.
O consultório é um dos quase dez cômodos reproduzidos no museu
Objetos tribais estão por toda a parte
Animais empalhados aos montes
Fica bem à beira-mar, numa prainha fofa, e são apenas 2,5 euros para entrar.

Plantation House: a casa do governo em Santa Helena

 Quando eu desembarquei em Santa Helena, eu comprei um tour para conhecer toda a ilha. Afinal, a ilha é composta de várias vilas e cidades e só Jamestown dá pra gente conhecer a pé; o resto da ilha é ultra montanhoso e as distâncias são muito longas para caminhar.
A fachada da Plantation House vista dos Gardens
 A maior parte dos visitantes só chega até os Plantation House Gardens e não à casa em si. É no jardim que estão as gigantes tartarugas que vivem na ilha, incluindo Jonathan, a maior delas, considerado o mais antigo habitante vivo da ilha (estima-se que ele tenha mais de 200 anos).
Um dos cantinhos da biblioteca
 Uma das coisas que me fez escolher o meu tour especificamente, embora mais caro, foi que ele incluía uma visita pelo interior da Plantation House, que é a residência oficial e sede do governo de Santa Helena. Veja bem:  eu pisei em Santa Helena ultra emocionada de estar ali, mas é o tipo de destino que a gente tem um feeling que não deve retornar no futuro. Então melhor ver tudo que pode de uma vez, certo? ;-P
A cadeira vira escadinha para alcançar os livros no alto
 Só 15 pessoas, divididas em dois grupos, são admitidas no interior da casa quando eles abrem para visitantes. O que é ótimo, porque o grupo fica bem pequenininho - o meu tinha 8 pessoas no total - e todo mundo se locomove junto, sem tropeços, pela casa, e ouve bem as explicações.





 Como Santa Helena é uma ilha britânica, o governante da ilha é o representante local da Rainha Elizabeth II (hoje ela é representada por Mr. Mark Capes). A casa, construída em 1792, é a residência oficial do governador desde então e também a sede oficial do governo - aka "local de despachos" :-D
O tema das navegações é recorrente no mobiliário e nos objetos
Brasão até na prataria
Mobiliário colonial
 A casa não é museu, não; dá pra ver em cada cômodo apresentado (só pudemos conhecer o andar de baixo, social; o de cima, com os quartos, nos foi vetado, claro) que as coisas e móveis estão sendo usados de verdade. Mas renderia, sim, um bom museu, a julgar pelo acervo da bibilioteca e pelas divinas obras de arte, incluindo quadros e uma escultura que têm Napoleão como tema.
O ressabiado Jonathan
Não foi imperdível a visita, não; mas curti.

15/02/2012

Longwood House: a casa de Napoleão em Santa Helena

O anúncio logo na entrada
 Napoleão Bonaparte viveu exilado na ilhota de Santa Helena, bem longe de casa, por quase seis anos, de 1815 a 1821. Exceto pelos meses iniciais na prisão Briars Pavillion, foi em Longwood House que ele viveu seus últimos anos de vida e faleceu.
A casa despretensiosa e aparentemente pequena (só aparentemente)
 Então lá fui eu visitar sua casa como uma das muitas coisas que – felizmente – consegui fazer na ilha durante a curta escala do Silver Whisper por ali.
Bandeira francesa hasteada
 A casa fica na região hoje batizada também de Longwood, uma área bem tranquila e quietinha da ilha, com apenas 3 ou 4 casas nas redondezas. A propriedade, bem discreta para os padrões da época  mas beeeeem confortável para um exilado, é composta de uma casa principal, duas menorzinhas e rodeada por um jardim ultra florido e bem cuidado.
O globo de Napoleão, onde ele fazia seu próprio joguinho de War 
 O imperador francês viveu ali com um bando de oficiais, generais e empregados em geral e a casa hoje funciona como um museu com parte de sua mobília, pertences, objetos, livros etc – vale lembrar que muitas de suas coisas foram levadas para a França depois que seu corpo foi trasladado pra lá (porque sim, o sepultamento original foi em Santa Helena e a antiga tumba de Napoleão continua lá para o turista que quiser ver ou tirar uma fotinha – eu, particularmente, achei absolutamente descartável o local).
O piano machucadinho

Vários dos objetos estão expostos assim, em galeriazinhas de vidro

Montes de cartas e manuscritos do próprio Napoleão fazem parte do acervo
O chapéu, claro!
 Cada cômodo tenta reproduzir como era sua disposição na época napoleônica – salas, salões, quarto, banheiros, cozinha etc. Estão ali sua cama, vários manuscritos, cartas, algumas roupas, seu piano, vários quadros e esculturas e, claro, até um exemplar de seu famoso e inconfundível chapéu.
O livreto do funeral

O jardim que cirunda a casa

A cama napoleônica
 Medalhas, moedas e até o folder de seu funeral têm seu espaço.  Além da casa principal, do próprio dito cujo, há também a ala dos empregados e uma casa para os generais e oficiais que o acompanharam durante todo seu exílio.
A mesa principal, que deve ter testemunhado muitas conversas  reveladoras

Um barquinho que foi presente
 O passeio é gostoso, tranquilo, cada um no seu ritmo, com moradores-monitores à disposição em vários dos cômodos para explicar o que é isso ou aquilo. E pode fotografar normal, desde que não se utilize o flash.
O quintalzinho interno

A ala dos generais e o tampo original da sepultura de Napoleão
Dizem os especialistas que trata-se do mais icônico e fiel museu dedicado a Napoleão do mundo, pelo próprio acervo que conserva. Eu curti. E muito.
Visitaça.