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22 de ago. de 2012

Extremos do Chile: Patagônia e Atacama em expo bacanuda em São Paulo

Imagem: Johnny Mazzilli
 Vocês sabem que eu sou apaixonada pelo Chile (ok, vocês sabem que eu sou apaixonada pelo MUNDO, mas que Chile, Toscana e Paris, por exemplo, têm lugarzinho especialíssimo no meu coração viajante :D). Pois o post de hoje é um convite para paulistanos, paulistas e visitantes em geral da cidade de São Paulo que também, como eu, babam pela Patagônia Chilena e pelo Deserto do Atacama.
Imagem: Johnny Mazzilli
Meu amigo amalucado Johnny Mazzilli, em parceria com os hotelões da rede Tierra Hotels (Tierra Atacama e Tierra Patagônia , que também moram no meu coração) , abre no próximo dia 31 de agosto a mostra Extremos do Chile no Reserva Cultural (Av. Paulista, 900, Térreo Baixo). Estarão expostas ali algumas imagens-desbunde que o Johnny, globetrotter de carteirinha, fez em suas andanças por lá; baita revival para quem é doido pela patagônia e pelo deserto e tremenda fonte de inspiração para quem ainda não deu as caras por lá.A mostra fica em cartaz até dia 30 de setembro das 10 às 22h de domingo a 6a. feira e das 10h à meia-noite aos sábados. Programaço GRATUITO.

28 de nov. de 2011

Atacama: para quando você for

Para chegar lá:
Calama é o aeroporto mais perto de San Pedro de Atacama. Do aeroporto a San Pedro, a viagem de carro/van/ônibus dura cerca de 1h30. Vários hotéis incluem os transfers ida e volta nas estadias all inclusive. Do contrário, durante todo o dia partem vans de e para o aeroporto por 10.000 pesos por pessoa (aprox. 40 reais) o trecho.
A LAN tem uma média de sete voos diários de Santiago a Calama. A viagem São Paulo/Calama/São Paulo custa desde US$555 até 15 de dezembro e desde US$799 de 16 de dezembro a 24 de janeiro, sempre com conexão em Santiago. Já a viagem Rio de Janeiro/Calama/Rio de Janeiro custa desde US$574 até 15 de  dezembro e desde US$810 de 16 de dezembro a 24 de janeiro, também sempre com conexão na capital chilena. O tempo de conexão pode variar dependendo dos horários dos voos internacionais.

Hospedagem:
São Pedro de Atacama tem de tudo: quartinhos alugados em casas, abundantes hostais e albergues, vários hotéis tipo 3 estrelas e ótimos hotéis 4 ou 5 estrelas, que costumam já vir com passeios e refeições incluídos. Nas duas viagens que fiz, me hospedei em hotéis dessa última categoria: os ótimos Tierra Atacama e Kunza e honestamente recomendo os dois: transfers, passeios e refeições incluídos (o Tierra Atacama ainda conta com open bar para não alcóolicos e vinhos e drinks da casa).

Passeios:
Quem compra uma hospedagem assim, all inclusive, geralmente tem duas opções de passeio por período, por dia, para escolher dentro do próprio hotel. Quem viaja sem passeios programados, encontra zilhões de opções no pueblo. Só na Calle Caracoles, são dezenas de agências de viagem vendendo passeios diários para vários locais do deserto - e também para Bolívia. Os passeios vendidos são sempre os mesmos e os valores variam muito pouco de uma agência para outra; é questão de fazer uma pesquisa rápida para encontrar o que mais te interessa.  Vários hotéis abrem também seus passeios para não-hóspedes, mediante reserva prévia, como é o caso do próprio Kunza. Os passeios mais comuns e imperdíveis você encontra aqui.

Alimentação:
Também a mesma coisa: quem tem hospedagem all inclusive, já tem refeições incluídas; do contrário, opções não faltam. Calle Caracoles e adjacências são repletas de lanchonetes e restaurantes, dos mais simples até alguns bem bacaninhas e interessantes, contemplando toda faixa de preços e toda sorte de paladar. À noite, todos são disputadíssimos. Para o almoço, cheque antes com sua agência, porque vários passeios incluem também box lunch.

Segurança:
A região é bem segura; são raríssimos os relatos de qualquer distúrbio por lá. Ainda assim, os cuidados básicos de segurança com os quais nós estamos acostumados são sempre bem vindos, claro. Só vale ter cuidado se estiver alojado muito distante do centro: vários caminhos secundários não contam com iluminação à noite.

Transporte:
Ali você não precisa de transporte, porque tudo é perto. Você só precisa mesmo dos transfers para o aeroporto e dos passeios, claro.  Mas alugar uma bike para chegar às ruínas, por exemplo, é uma boa ideia, já que longas caminhadas sob o incólume sol do Atacama costumam ser puxadas.

Dinheiro:
Os "negócios" não são muito abertos a aceitar reais, não. Aceitam dólares, mas geralmente com cotação bem desfavorável. Melhor mesmo sacar pesos chilenos de sua própria conta no Brasil na ATM da Calle Caracoles ou trocar seus reais/dólares numa das muitas casas de câmbio ali do centrinho.

Cuidados:
- Protetor solar com FPS alto SEMPRE. Os níveis de radiação no Atacama estão sempre classificados como "extremos" e estão entre os mais duros e perigosos do mundo; não dá pra descuidar nem um minuto. Mesmo de manhã cedo, tem que já sair com proteção. Chapéus e bonés são muito recomendados também.
- Óculos de sol também é item obrigatório, mesmo que você não curta; pela mesma razão do protetor solar. Não dá pra descuidar.
- Beber muita água, o tempo todo, é essencial. Mesmo que você não seja um grande beberrão, como eu, vai perceber que seu corpo pede água lá todo o tempo.
- Leve somente roupas de tecidos próprios para esportes ou então roupas de algodão, para minimizar os efeitos do calor e do sol na sua pele. Cores claras são muito indicadas, sobretudo o cáqui. Calças tipo "cargo" são perfeitas mas moletons e calças de ginástica também são bem-vindos  - os guias costumam comentar, entre risadas, que turistas que saem em calça jeans para os passeios são sempre brasileiros; e estão cobertos de razão. Calças são sempre mais recomendáveis que bermudas para a própria proteção da pele; mas todo mundo pode usar seu shortinho, se quiser.
- Faz calor, MUITO calor, durante o dia; mas as noites e finais de tarde são frescos. É legal sair para o passeio da tarde com um moletom ou suéter fininho na mochila ou na cintura, pra se sentir frio no final. Da pra usar a mesma coisa para o jantar, quando a temperatura cai um pouquinho. Mas se você pretende fazer o passeio dos gêisers del Tatio, daí deve levar jaqueta ou parka quentinha, luva e gorro - mas só pra isso mesmo.
- Os guias nunca recomendam havaianas nos passeios, e estão certos, porque não são apropriadas para as caminhadas. Mas leve as suas na mochila para, por exemplo, entrar na salgadíssima Laguna Cejar. Para o dia a dia, tênis ou botas de trekking, sempre - inclusive à noite, já que tudo por ali é terra e poeira.
- Hidratantes e balms para lábios (ou a velha e boa manteiga de cacau) não são frescuras femininas lá, não; a pele e os lábios sofrem muito com a secura e o calor atacamenhos. O legal é sempre aplicar o hidrante depois do banho e antes de dormir e aplicar o balm nos lábios várias, várias, várias vezes ao dia. Meninos também devem tomar esses cuidados, viu?

26 de nov. de 2011

Atacama: las cuevas de sal

 Uma das coisas novas que fiz nessa viagem ao Atacama foi o passeio "Cuevas de Sal", no Valle de la Luna. Da outra vez, eu tinha entrado em apenas uma cueva, e bem grande, no Valle de la Muerte, onde o guia tinha nos mostrado e explicado todo o processo de cristalinização do sal no deserto e tal.
  Mas, dessa vez, nosso guia maluquete do hotel Kunza, no meio da caminhada pelo vale, lançou a pergunta: "Alguém tem claustrofobia aqui?", emendando: "que eu quero leva-los para as cuevas".
Sempre há tempo para uma paradinha pra fotos nas subidas e nas descidas
 E lá fomos nós para a rota mais ou menos sinalizada das cavernas de sal que se formam no vale. No começo, estávamos apenas caminhando por passagens estreitas em meio aos cânions que se formam ali; logo começamos a entrar nas cuevas propriamente ditas.
Não é lindo de morrer? Mas subir e descer por aí não é tão simples assim...
 A maioria delas, bem baixinha e apertada, exigia que entrássemos e "caminhássemos" agachados o tempo todo. Eram bem escuras e só o guia tinha uma lanterna pequena, e lááááá na frente; então vira e mexe alguém gemia que tinha batido as costas, o joelho ou a cabeça.
Uma espremidinha aqui...
 Nos lugares mais apertados (não teve como fotografar nenhum deles, que tava trash, sorry), o negócio era gritar pro guia vir em nosso socorro "Migueeeel, la luuuuuuuzzzzz".
... uma agachadinha ali...
 Interessantíssimo ver de pertinho esses recortes do deserto; às vezes altos, às vezes profundos, impressionantes mesmo. Mas o mais trash fica da metade pro fim do passeio, quando a gente começa um sem fim de subidas e descidas em meio às "pedras" que se formam.
Uma fotinho antes de entrar nas trevas...

... e a alegria de ver a fresta de luz, enfim. 
Não há uma rota pré-definida, não; o guia vai na hora vendo onde "dá mais pé" e a gente segue - entre um gemido e um xingamento, é claro :-))))
Esse foi o lugar mais complicado de descer, pra mim; mas lindo de tudo
 O caminho não é fácil-fácil, não, e claustrofóbicos devem mesmo ficar de fora - tem horas que a gente não vê absolutamente nada e fica meio "preso", agachado, enquanto o grupo não se move.
Fila indiana na entrada das cavernas pra ninguém se perder
Quando as cavernas terminam, começa o sobe e desce nos cânions do vale
 Mas até os mais sedentários como eu podem enfrentar de boa, que é bem razoável. Nas horas mais trash, precisei mesmo da ajuda dos universitários; ainda mais com a câmera e o medão de bater a lente na subida ou descida.
E na descida final...
...vale fazer a fotinho da superação :-)))))))
Passeio lindo, viu?

Dust devils no Atacama: um espetáculo à parte

 A gente já consegue ver os primeiros do avião, antes de chegar, naqueles 15 minutos antes de pousar em Calama, enquanto estamos entregando nossa alma 1200 vezes por causa dos solavancos do avião (pra quem não sabe, pousar em Calama, com tantas massas quentes e ventos, é tipo montanha russa).
 Eu tô me referindo aos dust devils (ou cola del diablo, como dizem os atacameños), como são chamados esses redemoinhos de vento e areia cuja formação no deserto do Atacama é impressionante.
 Pra onde você olha, eles estão lá.
 Durante todos os dias dos passeios, é comum vê-los aqui e ali, sobretudo enquanto estamos cruzando o deserto pela estrada.
 Dos mais discretinhos aos mais corpulentos ou mais altos, eles são uma constante.
 Se formam em segundos.
Mais um baita espetáculo da natureza no deserto.

25 de nov. de 2011

Hotel review: Kunza, Atacama

A geral do quarto: todos com o mesmo tamanho e as mesmas facilities
 Nessa viagem ao Atacama num grupo de jornalistas+Bóia (:-D), fomos convidados pelo Hotel Kunza, um dos hotéis de San Pedro que opera no sistema all-inclusive.  São vários os hotéis por ali que operam nesse sistema, incluindo todos os tours, refeições caprichadas e bastante conforto no roteiro (alguns incluem também open bar).
 O Kunza, na verdade, funciona em duas modalidades, com preços bem distintos: estilo bed&breakfast, pra quem quer fazer tudo por conta própria, e o modelo hospedagem+refeições com vinho da casa (Casillero)+passeios incluídos, que oferece o melhor custoXbenefício.
A preciosa varandinha externa que cada quarto possui
Banheiro legal...
... e a dupla de duchas, interna e externa
 Apesar de contar com 60 quartos, tem ares de hotel pequeno: a gente nunca percebe que o hotel está cheio (e olha que anda com cerca de 90% de ocupação). Os quartos estão divididos em módulos, de 3 em 3, em áreas distintas (a propriedade é gigante e as áreas comuns ficam no centro) e todos têm a mesma metragem e as mesmas facilidades - só mudam mesmo os padrões da decoração. Bem espaçosos e confortáveis, todos contam com varanda privativa e, além do belo banheiro, a ducha externa que virou marca registrada dos melhores hotéis da região. Só peca nas amenities mais básicas, de marca própria, e na falta da aguinha de cortesia todas as noites na abertura das camas.
Um dos "corredores" de quartos
 A internet é grátis (wifi nas áreas comuns e cabo nos quartos), o café da manhã é bem variado e almoço e jantar são bem caprichados, com ótimos pratos mesclando a culinária atacameña com a culinária internacional.
O quadro marca as excursões do dia e dá detalhes do tempo e dos índices de radiação
A belíssima (e gigante!) porta dos quartos
 O Spa cobra os tratamentos à parte, é claro, mas o uso da mini academia, das saunas, jacuzzis e piscinas está sempre incluído - com direito à linda vista para o vulcão Licancabur.
A área comum, ao fundo, vista da entrada dos quartos
Uma das fogueirinhas da varanda do restaurante, prontinha pra ser acesa no final da tarde

O aconchegante lobby-bar
 Para quem opta pelo all-inclusive, há passeios diários, pela manhã e pela tarde (ou um passeio mais longo), para os principais atrativos do Atacama. Os passeios saem em geral em vans bem confortáveis (alguns saem em bike ou cavalo), com direito a água engarrafada individual e snacks e bebidas no final de cada passeio (sempre em mesinhas montadas na hora, bem simpáticas), e os guias são bastante atenciosos, ultra acostumados com os brasileiros, que são maioria entre os hóspedes (vários deles falam portunhol ou um pouco de português).
Pratos sempre caprichados (esse ceviche, por exemplo, estava divino)
A mesa posta para o almoço no passeio às Lagunas Altiplânicas
O snack do passeio à Laguna Cejar
 Um serviço bacanérrimo: das 10 da manhã às 19h, a cada 40 minutos, saem vans do hotel ao centrinho de San Pedro, ida e volta - uma mão na roda na hora de xeretear a Calle Caracoles e adjacências, tendo tudo incluído ou não.
Uma das cinco piscinas do spa
O delicioso cantinho do spa com vista para o Licancabur, perfeito para o fim de tarde
Em tempo: o spa, o restaurante e todos os passeios/excursões são sempre abertos também para não hóspedes.
Belo hotel.

Atacama: os passeios mais tradicionais

 "Dust in the wind/ All we are is dust in the wind"

Quem viaja ao Atacama, acaba encontrando na oferta geral a mesma gama de passeios oferecidos tanto pelas agências locais como pelos hotéis que operam em sistema all-inclusive. Difícil elencar os "melhores", porque todos são muito, muito interessantes mesmo - vale a pena experimentar o máximo possível. Mas é claro que eu tenho meus favoritos, como todo mundo. Alguns nomes podem mudar um tiquinho aqui e ali, e a duração total do dito cujo também, mas os passeios mais comuns por lá são:
O Anfiteatro, contemplado nos passeios pelos vales de La Luna e de La Muerte
O por-do-sol no Valle de la Luna
 - Valle de la Luna
Acho um dos dois top-passeios-imperdíveis pra quem viaja ao deserto do Atacama. É impossível esquecer o que se vê ali, caminhando por entre as falésias e recortes desse vale impressionante. Pode ser oferecido tanto pela manhã cedo, junto com o Valle de la Muerte (como fiz na primeira visita), como no finzinho da tarde, para ficar até a hora do divino por-do-sol (como fiz agora). Esse passeio que fiz agora ao Valle de la Luna incluiu também o passeio às Cuevas de la Sal, que entra literalmente nas cavernas de sal de vale - proibitivo para claustrofóbicos (a gente fica no escuro, caminhando agachado em vários pontos), mas lindíssimo.

Valle de la Muerte
Costuma ser oferecido tanto como caminhada como quanto cavalgada. Algumas vezes é oferecido junto com o Valle de la Luna. A caminhada é longa mas é fácil, do tipo que qualquer tipo sedentário pode fazer sem o menor problema. A cavalgada é mais puxada: em geral, são 3h em cima do lombo do cavalo, subindo e descendo pelo vale. O visual é impressionante: a gente acha MESMO que está em Marte ou em algum outro canto inóspito da nossa galáxia.
A lindona Laguna Cejar, pra boiar feito patinho de plástico
 - Laguna Cejar 
Recomendo sempre esse passeio também. Pode ser oferecido em van ou em bikes, com retorno em van - a pedalada é longa mas é bem agradável, lindo passeio. O complexo da Laguna Cejar (ou Cejas) é composto, na verdade, por duas lagoas com alta concentração de sal, no estilo Mar Morto. Os arredores costumam estar cheios de flamingos; e fica tudo parecendo uma mini prainha. Afinal, os hotéis levam cadeirinhas (e algumas das agências locais também), colocadas às margens da lagoa mais salinizada, e aí entramos e boiamos, boiamos, boiamos, por mais que tentemos mandar em nossos próprios movimentos. Esse ano, como choveu muito mais do que costuma na região, a lagoa estava bem mais cheia (e gelada!) do que quando fui na primeira vez. Mas passeio interessante igual.
O fumacê do amanhecer no Tatio
 - Gêiseres del Tatio
Eis o passeio madrugador da região. E é o passeio mais duro para os viajantes mais comuns, que não encaram as subidas aos vulcões: a estradinha para o Tatio é bem, beeeem sinuosa, e muita gente estranha também os efeitos da altitude no próprio corpo (fica mais de 4200 metros de altitude). Os tours para lá costumam sair antes das cinco da manhã, porque quanto antes se alcança o Tatio, melhor; porque quanto mais fria a temperatura, mais visíveis e intensos são os gêiseres. Mas, por mais dura que seja a viagem para alguns, é altamente recomendável que se faça: o espetáculo natural proporcionado pelos jatos de água fervente é mesmo algo singular. E os mais corajosos ainda podem encarar as baixas temperaturas externas para curtir as águas quentinhas de pequenas lagoas que se formam ali. A grande maioria das excursões ao Tatio inclui também o café da manhã servido na montanha, após percorrer a área, e a visita ao peculiar pueblo de Machuca, o menor da região (apenas 4 moradores). É oferecido pela maioria como tour de dia inteiro pela duração total do passeio, embora costume terminar na hora do almoço.
A lagoa Miñirque, do passeio às altiplânicas, a 4mil metros de altitude
 - Lagunas Altiplanicas
Pode ser oferecido com ou sem almoço, mas oferece um dos visuais mais arrebatadores do Atacama. A viagem é longa (pelo menos 1h40) para chegar ao parque (reserva nacional Los Flamencos) onde estão as lagoas Miñirque e Miscanti, rodeadas pelos vulcões de mesmo nome. A cor da água e o contraste com as cores das montanhas ao redor é mesmo impressionante. E o lugar é simplesmente perfeito para observação de pássaros. Além disso, lhamas e alpacas costumam também dar as caras por ali para beber água. Se puder, escolha o passeio com almoço e almoce dentro da reserva, de frente para as maravilhosas lagoas.O passeio costuma incluir também o tour pelo pueblo de Soconaire.


Termas de Puritama
Para quem curte água, passeio imperdível. As piscinas de água quente no alto de montanhas, com todo o deserto se descortinando na paisagem em frente, é daqueles lugares dos quais a gente acha difícil sair. Belíssima paisagem. Alguns lugares incluem também um pequeno trekking no passeio. Costuma ser oferecido como tour de meio dia, mas em alguns lugares se inclui almoço tipo box lunch.

Salar de Tara
Minha grande frustração: não consegui fazer esse passeio em nenhuma das duas visitas ao Atacama :-(  Não foi oferecido pelos meus hotéis em nenhuma das duas oportunidades. Tentei comprar numa das agências de San Pedro, mas nenhuma tinha saída confirmada para o dia que eu tinha livre, uma pena. É oferecido sempre como passeio de dia inteiro, porque está distante e boa parte do tempo se gasta em van indo e vindo. Mas quem já fez garante que é um dos passeios mais lindos do Atacama, por entre trekkings pela cordilheira, lagoas de azul muito intenso e falésias impressionantes.
Ao fundo, turistas caminhando, literalmente, no deserto de sal

Salar de Atacama (Laguna Chaxa)
Pra mim, eis aí o passeio mais lindo de todos os que se oferece no Atacama. Acho absolutamente indescritível a beleza do Salar, cortado na região que se pode visitar pela imensa Laguna Chaxa. A gente literalmente caminha por entre crostas e crostas de sal cristalizado, numa paisagem diferente de tudo que já se viu, com o salar rodeado pelas cordilheiras. A lagoa fica tomada de flamingos chilenos e flamingos andinos, lindissimos. Meu conselho? Vá no fim da tarde, que são os passeios que ficam por lá até o por-do-sol - simplesmente o mais lindo da região.




Outros passeios
Pertinho de San Pedro, dá pra ir em bike - ou à pé, para os mais bem dispostos - às lindas ruínas de Pukara,  que valem muito a pena.
Alguns passeios diferentes também entram na roda, oferecidos por apenas alguns lugares, como a caminhada com lhamas que fiz no último dia ou a observação estelar em estilo atacameño, dos quais vou falar mais adiante.
Fãs de trekkings mais ousados também podem apostar nas subidas aos vulcões da região, encontrados em várias das agências da calle Caracoles, en San Pedro, e em alguns dos hotéis.

Atacama de novo!

 É isso mesmo que vocês estão suspeitando: lá fui eu de novo para o deserto do Atacama, cerca de dois anos depois da primeira visita. A viagem tinha me marcado muito, muito mesmo: acho o Atacama literalmente uma coisa de outro mundo, inesquecível, indescritível; e também tinha feito ótimos amigos na ocasião, com os quais mantenho contato até hoje.


 Se da primeira vez eu estive lá para uma deliciosa semana de férias, em viagem solo, dessa vez acabei indo parar lá numa viagem a trabalho, com um grupo de jornalistas (e mais a Bóia do VnV! ;-D). E agora posso dizer com propriedade o que eu já suspeitava: pra mim, o Atacama é como a Patagônia Chilena - posso voltar pra essas bandas mil vezes que elas me arrebatam de novo, como se fosse a primeira visita.


 Refiz belíssimos passeios que já tinha feito da primeira vez, fiz novos e adoráveis passeios, curti de novo o centrinho fofo de San Pedro, adorei tudo. Então agora, nos posts seguintes, vou contando detalhadamente sobre os passeios, as novidades, o hotel em que ficamos hospedados (o belo Kunza), como chegar, todo o be-a-bá. Que eis aí uma viagem pra fazer e refazer. E baita destino também para solo travelers, btw.



Stay tunned, que a saga Atacama II: a missão tá só começando ;-)