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6 de jun. de 2012

"3 cuevas" e a "cueva del Milodón"

 Na primeira vez que fui pra Patagônia chilena, fiz o passeio à "cueva del Milodón", um dos mais importantes lugares de pesquisa científica da América do Sul. Ali, na dita cuja da caverna, teria vivido bem abrigadinho o Milodón, um animal pré-histórico muito parecido com um urso no porte - mas com carona de camelo.
 Fizeram até uma estátua (!) com o dito cujo dentro da caverna para simbolizar - e algumas partes estão vira e mexe cercadas e com passagem proibida lá dentro justamente porque estão sendo objetos de pesquisa.
Tudo branquinho o tempo todo
 Para chegar lá, a gente faz um trekking, em princípio, bem light, observando a flora e, com sorte, a fauna da região numa área linda nos arredores de Puerto Natales.
 Recentemente, o pessoal deu um "improvement" no passeio e ele passou a se chamar na maioria dos hotéis e agências de "trekking a 3 cuevas" - assim, na mesma área, todo mundo visita não só a caverna do Milodón como também outras duas cavernas que guardam não só importantes referências para o estudo dos animais originários da região como também pinturas rupestres.
Estalactites de gelo por toda parte
 Mas, para mim, a grande diferença em fazer agora esse passeio com os guias do Remota foi a época do ano: com o tanto de neve que caía em Natales naqueles dias, o trekking na neve foi muuuuucho mais emocionante - e demorado.
A trilha é light: não se escala pedras; só contorna 
 E, quer saber?, mesmo sem conseguir ver toda a beleza da região por estar tudo branquinho e coberto de neve, fomos brindados com quedas d´agua congeladas e a água da chuva formando estalactites divinas nas árvores e nos tetos das cavernas. Uma lindeza só.
As botas cheinhas de neve já no começo do passeio
No pasar: área protegida para pesquisa
Pedras curiosíssimas
Aguita começando a congelar
Ponto para observação de condor <3

Árvore de gelo :-))))))
Galhos cobertinhos de estalactites de gelo
A cueva del milodón...
...e a fuça do Milodón

Seja em qual estação for, trekking super recomendado, mesmo para sedentários e crianças (aliás, as crianças costumam amar esse passeio pela vibe milodón da coisa): fora da temporada de neve é muito, muito fácil e tranquilo; e, com a neve, não tem grandes dificuldades, não - é só tomar um pouquinho mais de cuidado nas descidas. E, claro, proteger bem os pés e pernas, já que em alguns pontinhos a gente afundava o pé até a metade das canelas.

14 de jan. de 2012

Sarmiento Secreto: o passeio mais lindo da última viagem à Patagônia Chilena

Quando eu estive na patagônia chilena pela 4a. vez, agora no finzinho de dezembro passado, eu refiz um dos meus passeios prediletos pelo parque Torres del Paine, mas também, claro, quis experimentar passeios novos. E um deles, que ainda é oferecido com exclusividade pelo hotel Tierra Patagonia (foram eles que abriram a trilha e receberam autorização do CONAF pra passear por lá), foi simplesmente o mais lindo de toda a viagem. E o segundo mais lindo que eu já fiz no parque.
 Batizado de Sarmiento Secreto, consiste num trekking até uma das margens do gigante lago Sarmiento praticamente inexplorada. Chegar ali é tranquilo: a gente faz uma trilha de cerca de uma hora e meia cada perna - baixada na ida, subida na volta - e são só dois os trechos mais chatos pra medrosos como eu (na ida, em duas ocasiões a gente tem que descer uma paredinha só de pedra). Mas é bem tranquilo mesmo.



Depois de caminhar entre flores selvagens e esqueletos de guanacos (aos montes) e parar em mirantes lindos, não vimos puma nenhum - a probabilidade era grande - mas chegamos às margens do Sarmiento formadas por trombolitos.
Ali, essas rochas brancas tão curiosas contrastam de maneira alucinante com a cor azul intenso das águas do lago, uma loucura. Eu tinha a sensação de estar na Grécia e não no sul do Chile :-))))


O lago Sarmiento é um sitio geológico que há algum tempo é estudado pela Sociedade Geológica internacional justamente por causa dessas formações raras, que só foram registradas em outros 3 lugares do Globo. São rochas muito brancas, formadas por areia, conchas e bactérias, em grumos, como uma esponja toda furadinha.

Ali, a gente para pra fazer um lanchinho e ficar contemplando a natureza maravilhosa. Os mais corajosos também podem nadar nas águas limpinhas - e geladíssimas - antes de voltar.



Fenomenal. Mesmo.