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26 de jan. de 2013

Turismo HiLo: como encontrar barbadas de viagem em transporte local


Essa série de barbadas no turismo HiLo começou nesse post aqui. Para ler todos os posts da série, clique AQUI)

Antes de viajar, a gente costuma passar muito tempo pesquisando preços de transporte para chegar o local em questão e muita gente acaba esquecendo de pesquisar como encontrar boas opções – na linha pouco perrengue, preço baixo -  em transportes local na viagem.
Para começar, volto a falar do transfer aeroporto-hotel-aeroporto. Já listei aqui no blog e no Saia pelo Mundo opções baratas e com pouco perrengue para quem quer economizar nesse trajeto. E recomendo que se faça opções que não sejam door-to-door só na ida; afinal, na volta, todo mundo costuma estar mais cansado e com a mala mais pesada. 
Utilizar o transporte público localmente é uma mão na roda. Na verdade, acho bacana não só por custar menos mas, sobretudo, por dar uma noção muito melhor de como vivem/se comportam as pessoas que vivem ali. Nem sempre o transporte público cobre toda a cidade e em várias cidades à noite não é recomendado fazer uso deles; mas uma boa viagem HiLo, na minha opinião, consegue equilibrar bem os usos de transporte público e privado. Em Buenos Aires, por exemplo, a maioria dos brasileiros só anda de táxi porque é “muito barato” (e já nem é mais tanto, com a bandeirada a 9,10 pesos) e perde de ver a verdadeira vida porteña no metrô que custa apenas 3 pesos; de dia, recomendo muito.
E também fica muito mais barato se você utilizar passes de transporte locais; em Londres, o excelente Oyster Card, é um deles, super prático e beeeeeem mais econômico que comprar bilhetes avulsos (e em Londres o metrô e os night buses te levam MESMO para todo canto). O Viva de Lisboa também – e nos passes diários ainda dá direito a usar elevadores, funiculares e elétricos junto. Bilhetes em múltiplos de 10 também podem sair mais barato em vários destinos, como Paris e Madri.
Para comprar passagens de trem, em geral, antecedência é importante. A maioria das empresas não permite que se compre os tickets com mais de 60 dias de antecedência mas, passado esse prazo, quem compra antes costuma conseguir descontos muito bons, que chegam a 50% do valor integral – como na Trenitália, para quem viaja à Itália. E comprar direto nos sites das companhias costuma ser mais barato e desburocratizado.
Aliás, mesmo em se tratando de Europa, com toda essa cultura de “fazer a Europa em trem” que se instaurou no Brasil desde os anos 80, é um desperdício deixar de lado os ônibus. Há ótimas companhias de bus que fazem viagens no continente, muitas vezes com preços até menores. E ainda há ofertaças de empresas como Megabus, que têm assentos promocionais por 1 libra ou 1 euro vira e mexe – como também acontece com BoltBus e outras do gênero nos EUA.
Para quem aluga carro, também é possível pegar ótimos veículos pagando menos, se fazendo valer de bons sites para pesquisa de tarifas, como os grandes consolidadores de hotéis. Localmente também podem aparecer surpresas; para quem vai a NY, por exemplo, o AutoSlash.com pode ser uma mão na roda na hora das cotações.
Tem outras dicas legais para viajar muito bem mas fazendo boas economias aqui e ali? Põe na roda, plisssss. 

21 de jan. de 2013

Transfer do aeroporto com a Savoya: testei e gostei


Chegar num aeroporto e encontrar alguém segurando uma plaquinha com seu nome logo ao deixar o desembarque é sempre um alívio. Os viajantes de negócios estão super acostumados com isso mas também para nós, turistas, esse é um mercado que não para de crescer. E especialmente útil quando chegamos num destino que (erroneamente ou não) nos deixa apreensivos (fiz isso em diversas ocasiões, como ao desembarcar sozinha em Joanesburgo, por exemplo, num final de tarde) ou, mais frequentemente ainda, quando nossos voos têm horários mais complicados de chegada e saída nos quais não conseguimos fazer uso dos shuttles e afins (como meu voo de Buenos Aires que chegou em Guarulhos às 3h45 da manhã).
Por isso mesmo fiquei especialmente feliz quando o pessoal da Savoya me convidou para testar o serviço deles, que chegou recentemente ao Brasil. Foi reconfortante sair do desembarque em Guarulhos cansada (e, ainda por cima, no meu caso, doente) e encontrar o motorista me esperando em plena madrugada e me levando rapidinho pra casa. Gostei muito do serviço: bom carro, motorista super pontual e discreto, eficiente e, melhor de tudo, sem o papinho antropológico dos taxistas :D
A empresa americana de transporte de executivos, que já atende em mais de 60 países, começou agora a funcionar também em 14 cidades brasileiras.  A tecnologia é 100% online – fui avisada por email o tempo todo,  da confirmação da reserva ao nome exato do chofer que me esperava do lado de fora – e o serviço funciona 24h, o ano todinho. Com Copa do Mundo e Olimpíadas aí adiante no calendário nacional, bela sacada - até porque os motoristas falam também inglês.
Preços sob consulta - dependem de data, itinerários e número de passageiros no veículo. 

2 de jan. de 2013

Transporte barato para o aeroporto: Roma, Madri, Paris, Londres e Lisboa

Terravision Fiumicino-Termini: se comprar ida e volta de uma vez, sai 8 euros ;) 
Quer dicas de transportes de baixo custo e sem perrengues para fazer o trajeto aeroporto-hotel-aeroporto nas cinco capitais européias mais visitadas pelos brasileiros? Então espia lá o post que eu fiz no Saia pelo Mundo: tem dicas de como gastar pouco nos transfers em Roma, Madri, Paris, Londres e Lisboa com um mínimo de conforto. 
As dicas são boas para quem viaja sozinho e não quer arcar com o valor todo de um táxi mas também boas para os viajantes HiLo, que constituem a maioria do público daqui do Pelo Mundo: em alguns dos destinos (sobretudo aqueles nos quais o aeroporto fica muito distante das zonas hoteleiras), economizar nesse tipo de transfer pode significar sobrar um dindim a mais para investir em outra coisa durante a viagem (hospedagem mais bacana, restaurante estrelado, comprinhas, spa etc). Espia lá.

16 de ago. de 2011

O tal aeroporto de Bergamo, na Itália: é furada?

Falando em transfers... Que eu voei de Ryanair pela primeira vez esse ano, todo mundo que lê o blog e me segue no twitter já sabe. E, desde que eu encarei um voo com a companhia para Milão na Itália, tenho recebido muitos mails e tuites de gente me perguntando se voar para o aeroporto de Bergamo é furada ou não. Sim, porque os voos da Ryanair não chegam em nenhum dos dois aeroportos de Milão propriamente, Malpensa e Linate: chegam numa cidade vizinha, Bergamo, num aeroporto que tem 90% de supremacia da própria Ryanair.
Eu, na verdade, não estava nem cogitando voar de Ryanair pra lá, justamente por essa história do aeroporto em outra cidade; estava careca de ver o povo reclamando horrores de Beauvais, que é o aeroporto de “Paris” da companhia. Foi meu irmão, que tinha voado de e para lá no ano passado, que me tranquilizou, dizendo que o transporte pra Milão era muito fácil e confiável, apesar da distância. E, com a imensa diferença tarifária da Ryanair pras outras companhias nesse trecho, eu resolvi encarar. E, quer saber? Recomendo.
O aeroporto é uma piada. Feio, desorganizado, confuso visto da entrada, parece mais uma rodoviária. Mas funciona. Dentro é ajeitadinho, tem free shop, praça de alimentação (um McDonald´s que vive LOTADO) e até duas salas vip filiadas ao Diners Club. Mas não tem finger nenhum: todo mundo desce na pista mesmo (thanks God a chuva só começou DEPOIS que eu cheguei, porque ia encharcar mesmo).

Mas o que todo mundo mais me pergunta é sobre o tal trajeto entre o aeroporto e Milão. Olha, achei dos males o menor. Não, não tomei táxi porque cobram uma fortuna; tomei um dos muitos shuttle que fazem a linha, como a Autostradale. Você pode comprar seu ticket antes, pelo site, na hora H, ali na bilheteria ou até na porta do bus, ou, o que eu achei mais legal, em pleno voo (já que a Ryanair vende mesmo Deus e a mãe à bordo :-D).
O trajeto durou 45 minutos, os ônibus eram super confortável e só há uma parada, na Stazione Centrale, de onde todo mundo segue pro seu hotel em táxi ou metrô, super fácil. No fundo, esse é exatamente a mesma duração do trajeto do shuttle que vem de Malpensa e de Linate; ninguém “perde” tempo da viagem por embarcar ou desembarcar em Bergamo. E os ônibus saem das 4h30 até meia-noite a cada 20 minutos, bom pra todo mundo.
Esse é o tipo de economia que não me parece perrengue, não. Tudo correto, direitinho, funcional. E se viajar de Ryanair e descer em Bergamo significa uma economia de dindim grande o suficiente pra eu curtir mais minha estadia em Milão (ficando num hotel bacana, por exemplo), eu acho super “topável” : - )))))))))))

15 de ago. de 2011

O transfer aerporto-hotel

O transfer aeroporto-hotel-aeroporto é assunto sério em viagem, sim. Afinal, é assim que você, no fundo, começa e termina sua viagem. E ninguém quer começar ou terminar suas férias com um baita perrengue, confusão ou atraso; por isso informação é tudo. Eu já tomei ônibus de linha (uma única vez, e jurei não repetir a dose), já peguei muito metrô nas primeiras viagens e hoje fico entre os serviços de shuttle (maioria das vezes) e os táxis autorizados. 
Em muitas cidades, você pode ir, sim, de metrô do aeroporto até o seu destino; costuma ser a opção mais barata. Mas, se você está cogitando essa possibilidade, lembre-se sempre de se informar antes sobre as linhas do metrô local para checar a quantidade de baldeações e a duração total do trajeto pra ver se vale mesmo a pena. Até porque tem muita estação de metrô que não tem nem elevador, nem escada rolante, dificultando muito a vida de quem leva bagagem (eu, particularmente, só topo essa forma de “transfer” se não houver baldeação nenhuma e só se eu tiver levando bagagem bem pequena e levinha, de bordo).

Ônibus de linha também costumam estar disponíveis em quase 100% dos destinos. Mas costumam, em geral, apesar de baratos, serem a forma mais demorada de se locomover até o seu hotel.  Quando a gente tá chegando, muito tempo nesse trajeto pode significar tempo perdido das suas preciosas férias; quando a gente tá saindo, um erro de cálculo e você pode colocar seu voo a perder. É preciso cuidado e muita informação antes de escolher.

Ônibus tipo shuttle e vans são minha forma de transfer predileta. Em qualquer lugar que vou, primeiro me informo sobre quais as opções disponíveis dessa modalidade de transfer, que pra mim quase sempre é mais vantajosa. O preço é sempre por pessoa (uma baita mão na roda pra quem viaja sozinho!) e vira e mexe o valor individual diminui se você viaja em grupos de duas ou mais pessoas. Os transportes tipo shuttle operam com hora marcada (de x em x minutos, geralmente), em trajeto pré-definido, o que costuma nos poupar tempo. Alguns param em determinados hotéis da cidade e podem demorar um pouco mais. Costumam ser uma alternativa bem mais cômoda (as bagagens vão bonitinho no compartimento próprio, vc nem tchuns pra elas) e mais barata (principalmente pra quem viaja sozinho ou em par) que um táxi. Você pode sempre checar quais as opções de shuttle disponíveis no seu destino como uma simples busca no google tipo “shuttle blubbers airport” ou algo do gênero. Vale.
Táxis são, óbvio, a forma mais prática de se fazer o trajeto aeroporto-hotel; rápido, ponto a ponto, descomplicado. Mas é bom lembrar que é o tipo mais caro de transfer e o taxímetro é sempre recomendável, embora nem sempre esteja disponível. Ainda assim, em alguns destinos funcionam táxis tipo “remis”, em que o preço da corrida já é fechado antes do carro partir, o que também pode ser uma boa ideia. Saber o valor aproximado de uma corrida aeroporto-bairro X também costuma ser facilmente encontrado dando uma busca no Google ou em blogs de viagem.

E, claro, você ainda pode entrar em contato com uma empresa específica de transporte de executivos e agendar seu transfer privativo diretamente com eles. Apesar dos preços em geral superiores a um táxi, você normalmente conta com motoristas ultra pontuais e carros impecáveis. Mas, claro, nunca contrate uma empresa sem ter referências prévias sobre ela.

Por fim, como bem lembrou o Gabe Britto no primeiro comment, você também pode reservar o transfer direto com o seu hotel. Nesse caso, a grande maioria trabalha com transfers privativos, em carros em geral de boa qualidade. Mas cheque sempre os valores antes, pra ver se vale a pena ou não. Se você for reservar para a volta, peça no hotel para ver qual o veículo utilizado, por via das dúvidas. 

O que eu não recomendo como transfer? Comprar transfer antecipadamente em agências de viagem. Geralmente as agências cobram comissão, claro, pelo serviço, e os preços costumam ser bem inflacionados em relação aos valores cobrados in loco – principalmente se você reservar transfer privativo, que pode chegar a 100 dólares, por exemplo, num trajeto que um táxi faria por 30.

E você, qual é sua modalidade de transfer predileta?