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18 de ago de 2012

Quiet zones em meios de transporte: será tendência?


A companhia aérea Air Asia anunciou recentemente que, a partir de fevereiro do ano que vem, as sete primeiras fileiras de suas aeronaves serão denominadas “quiet zone” – uma área livre de barulho no avião, nas quais não será permitido fazer barulho, falar alto ou emitir qualquer ruído que perturbe os demais passageiros dessa zona (que, por sinal, cobrará 7 euros de taxa para reserva do assento). E, por isso mesmo, nessas sete fileiras, crianças menores de 12 anos ficam proibidas.
Foi só minha vizinha de blog lá no Viaje Aqui, a querida Dri Setti, publicar sobre a notícia – que, vejam bem, na Europa vem sendo comemorada tanto por quem tem como por quem não tem filhos – que uma chuva de comentários ofensivos invadiu seu post. Nazismo, segregação, preconceito, amargura e até ameaças de processos contra ela apareceram ali, uma loucura. Sem falar de gente que não lê direito e chegou ao cúmulo de entender que a Air Asia iria PROIBIR crianças nos seus voos, uó.
Vale ressaltar que a inciativa não é isolada, não. A Eurostar vai introduzir agora, a partir de setembro próximo, dois vagões por trem batizados de quiet cars nos quais também a regra será o silêncio absoluto – e no próprio site da companhia eles avisam que seus funcionários evitarão reservas de famílias com crianças nesses vagões e deslocarão as mesmas para outros vagões caso aconteça de serem alocadas ali. E a própria Amtrak, nos EUA, também já tem esse esquema dos quiet cars desde o final da década de 90.
Ninguém quer segregar crianças ou famílias com filhos pequenos; muito menos uma questão de ter ou não filhos, de gostar ou não de crianças. A iniciativa, aliás, nem tem nada específico relacionado a criança nela: é em prol do silêncio; do bem estar de quem quer viajar tranquilo, tirar uma sonequinha ou aproveitar as horas em trânsito para trabalhar – o que é cada vez mais comum. É uma medida muito mais contra falações em excesso, rádios, música e, sobretudo, celulares que qualquer outra coisa (quando peguei o BoltBus de Nova York para Boston ano passado, por exemplo, um cara ousou atender seu celular e emplacar uma conversa e, no mesmo ato, uma sequência de “shhhh” invadiu o ônibus e uma menina de uns 15 anos, muito seriamente, apontou pra ele a placa de silêncio no painel do motorista).
Nem todo mundo consegue trabalhar com música; nem todo mundo consegue dormir com a televisão ligada; nem todo mundo consegue ler com falação ao lado, não é? Respeito ao outro é importante. A Ana Oliveira vira e mexe fala justamente sobre essa questão do excesso de ruídos hoje em dia no seu Psiulândia.  Imagina a hora que celular ficar mesmo liberado em todos os voos que trash que pode virar a viagem com tanto bla bla bla? Será que essa coisa das quiet zones vai mesmo virar tendência nos meios de transporte?

23 de abr de 2012

De Paris a Londres no Eurostar

Embarque tranquilo e ultra organizado na Gare du Nord
 Fiz de novo a viagem Paris-Londres-Paris a bordo do Eurostar, como em 2009. Como já contei lá no Saia pelo Mundo, continuo achando que não existe jeito melhor nem mais prático de se deslocar entre as duas cidades que esse: embarque e desembarque super organizado e descomplicado (a gente pode chegar meia horinha antes), postos de imigração rapidíssimos, pouco mais de duas horas de viagem em assentos muito mais confortáveis que os dos aviões e a gente ainda chega e sai do centro das duas cidades (Gare du Nord em Paris e St Pancras/Kings Cross em Londres), ganhando mais tempo ainda.  Poupa todo aquele stress e chatice dos aeroportos e, sejamos francos, viajar de trem na Europa é sempre legal - ainda mais atravessando o Canal da Mancha ;-)
Na Gare du Nord, o Eurostar tem um embarque separadinho de todos os outros, no piso superior
 Pra quem ainda não sabe, o Eurostar tem 3 classes de viagem: Standard, Standard Premier e Business Premier - no site dá pra conferir direitinho as diferenças de serviços e preços entre as três.
O vagão da Standard Premier
 Em 2009, eu aproveitei uma oferta da classe Standard; agora, eu viajei na Standard Premier e recomendo. A bem da verdade, eu recomendo a Standard comum (trechos desde 44 euros) também, é claro; o assento é espaçoso e bem confortável, com bom espaço entre as fileiras, e a viagem rola super bem. Não tem serviço de bordo mas você pode comprar bebidas e lanches no vagão restaurante.
Serviço de imprensa na entrada do vagão
 Mas a Standard Premier, que nos dias e horários de pico pode custar só um pouquinho a mais que a comum, tem poltronas um pouquinho melhores, tomadas em todos os assentos e serviço de bordo, incluindo revistas e jornais do dia e refeição (café da manhã nos trajetos até 11h e almoço/jantar nas demais, com bebidas incluídas).
O café da manhã servido no meu trecho Paris-Londres
Passageiros embarcam no Eurostar em St. Pancras
 O serviço é bem atencioso, em inglês e francês, em qualquer uma das classes.
O vagão da Standard Premier na volta
 Pra quem tem mais bala na agulha, a Business Premier tem poltronas que reclinam ainda mais, serviço de bordo mais caprichado, deixa você chegar praticamente na hora do trem, dá direito à sala vip nas duas estações e também dá acesso à internet wifi free no trem.
Meu jantar servido no trecho Londres-Paris
Vou repetir aqui o conselho que dei lá no SPM: ainda que viajar na Standard Premier não esteja originalmente nos seu budget, cheque sempre as opções do site, porque a diferença tarifária pode ser mesmo pequenininha.  Os preços em qualquer uma delas na segunda feira de manhã e na sexta final de tarde e à noite costumam ser os mais caros.