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18 de mar. de 2012

Toda a Jordânia

Tá, tooooda a Jordânia é muito ambicioso :-)  O que eu quero dizer é que vão ficar linkadinhos aqui todos os posts da minha viagem à Jordânia, para facilitar as pesquisas de todo mundo que anda dizendo que se empolgou super e que colocou o país no seu mapinha das próximas férias.

Então vamos lá:

- Dicas gerais para quando você for à Jordânia

- Amã

- Citadel (Amã Antiga)

- A comprinha mais perfeita da viagem

- Jerash

- Madaba

- Mount Nebo

- Petra by night

- Petra

- Wadi Rum

- Aqaba e o Mar Vermelho

- Aventura no deserto: tempestades de areia

- Mar Morto

- Ma´in

- Baptism Site


E mais as reviews dos hotéis nos quais me hospedei em:

- Amã

- Petra

- Aqaba

- Mar Morto

- Ma´in 


Ótimas viagens pra vocês ;-)

13 de mar. de 2012

Deserto com emoção: tinha uma tempestade de areia no meio do caminho

Nadica na nossa vista adiante
 Depois de ter parte do passeio de 4x4 em Wadi Rum comprometida e meu mergulho no Mar Vermelho cancelado por causa da repentina mudança climática que rolou na Jordânia mais ou menos na metade da minha viagem, ainda tinha mais emoção por vir :-)
Ao passarmos pelo checkpoint da saída de Aqaba, enquanto seguíamos para o Mar Morto, meu motorista foi avisado pelo policial que as tempestades de areia já tinham começado e que íamos passar por elas de qualquer jeito nas boas horinhas (foram quase 4, no total) até nosso destino.
Quase nadica na nossa vista lateral
 Já falei pra vcs que meu motorista era show de bola e repito aqui. Thanks God eu tinha alguém dirigindo pra mim, porque em uns pontinhos a coisa ficou feia, de não vermos um palmo diante do nariz de tanta areia jogada contra o carro. Em dois desses momentos, entrou tanta areia que chegou no motor e o carro parou; e lá ia o pobre Rami, em plena tempestade, solucionar o negócio pra seguirmos viagem.
O valente Rami limpando o motor tomado por areia
Mas chegamos ilesos, sãos e salvos, graças a ele. E, cá entre nós, foi interessantíssimo ver por tanto tempo como rolam as tempestades de areia e seus efeitos nas árvores, na estrada, nos carros. O trânsito não para e ninguém diminui muito a velocidade, não, tão acostumados que estão. Vez ou outra viamos um carro no estacionamento que tinha parado pra tirar a areia do motor e só :-S
No comecinho da tempestade, enquanto eu tava feliz e contente de estar no olho do furacão, fiz uns videozinhos bizarros, se alguém quiser assistir.
Mas fica o alerta: em destinos assim, por mais que a gente ame road trips e dirigir, é legal ter alguém acostumado a enfrentar intempéries climáticas dirigindo pra gente.

12 de mar. de 2012

Wadi Rum: o incrível deserto jordaniano

Os paredões que encantam alpinistas
 Tudo que eu lia sobre a Jordânia antes de embarcar incluía o "fascinante deserto de Wadi Rum". Então é claro que eu incluí o dito cujo no roteiro. Eu só não fazia ideia do quão fascinante ele era de verdade.
 Quem acompanha o blog sabe o quanto eu adoro desertos. Não hesito em apontar o Atacama como um dos lugares mais lindos do planeta (ao menos da parte do planeta que eu já conheço :-D) e tenho lembranças inesquecíveis de desertos na Tunísia (ah, o Saara!), no Marrocos, na Namíbia e em outros cantinhos.  Não foi diferente em Wadi Rum. Aliás, eu fiquei tão impressionada com o deserto jordaniano que cheguei a questionar a primazia do Atacama no meu coração ;-))))
Lawrence da Arabia esculpidinho na pedra
 Como agora é inverno na Jordãnia, os acampamentos no deserto para pernoite não estavam funcionando - só funcionam no verão. E também, honestamente, nem sei se eu ia topar, que são esquemas assim, digamos, bem rústicos; sei lá. Não tem nada no esquema glamping, mas a maioria das pessoas que experimentou a dormidinha no deserto achou bacana.
 Anyway, atividade diurna no deserto é que não falta: caminhadas, cavalgadas, cameladas, tours em 4x4, sobrevoos em parapente, balão (os dois últimos não rolam no inverno). Tem de tudo. Eu fiquei com o tradicional: o tour em 4x4 de tarde, terminando só depois do por-do-sol (dica: peça sempre pelo tour que começa após 15h30, assim dá pra vc ver não só o por-do-sol no meio do deserto como o céu se encheeeeeeeendo de estrelas quando vc retornar à base).
A tenda de beduínos que recebe turistas 
 A base em Wadi Rum é bem estruturadinha, com pontos de reunião para grupos, quiosques para venda de tours e infos, banheiros etc. O tour é cobrado por veículo; então quanto mais gente no mesmo veículo, mais barato sai, é claro - você pode contratar privativo ou, como faz a maioria, se oferecer pra se juntar a um outro passeio que tá saindo.
Chá com beduínos - e com viajantes do mundo inteiro
 Os carros são bem antiguinhos (umas toyotas lá dos anos 90), mas funcionam bem. Durante 3 ou 4 horas (depende do tour comprado) a gente faz um rallyzinho adorável pelas areias de Wadi Rum, com a paisagem mudando de longos descampados para dunas super altas e de dunas super altas para rochedos impressionantes que se erguem no meio do deserto, chegando a quase dois mil metros de altura. E isso tudo com um grupo de trekkers passando aqui, uma turma em camelos ali, outra em cavalos acolá.
 Os motoristas são todos beduínos que vivem no deserto. O meu era gente boíssima, embora falasse muito pouco inglês - mas o suficiente pra gente se comunicar no esquema me-like-desert. E era super bom motorista também, mesmo nas subidonas mais puxadas.
 O tour foi em parte prejudicado porque pegamos um trecho com tempestadica de areia e não podia abrir vidro nenhum nem descer; mas a paisagem continuava divina. Depois, quando alcançamos áreas de calmaria, ele parava pra gente descer, mostrava os paredões que alpinistas profissionais escalam como treinamento, as pedras coloridas que as beduínas usam para fazer maquiagem para o rosto e outras coisinhas.
Os 4x4 que fazem o tour, com os sete pilares da sabedoria do Lawrence ao fundo
 No meio do passeio, a gente para numa tenda de beduínos - montada pra isso, obviamente - e alguns deles recebem os turistas (paramos 3 carros simultaneamente na mesma barraca) pra tomar um chazinho free e bater um papinho tambem no esquema me-like-tea. Enquanto o papo vai rolando - éramos jordanianos, argentinos, espanhóis, franceses, uma alemã e eu de brazuca - fica uma barraca montada com produtos que eles vendem, de lenços para turbantes à la Lawrence da Arabia a kajal para os olhos e chá.
Os sete pilares da sabedoria do Lawrence da Arabia

O beduíno motorista super chapa e o nosso carro



As "pontes" que se formam nas pedras podem ser atravessadas nos trekkings mais puxadinhos



 Depois de mais uma zanzada linda entre pontes de pedra que se formaram naturalmente e rochas com formatos mega curiosos, esculpidos pela chuva e pelo vento, a gente para numa duninha divina para ver o por-do-sol de camarote.
Lindo, lindo, lindo.

10 de fev. de 2012

O deserto da Namíbia

O cenário é assim, desolador, durante grande parte do passeio...

 Quase um quinto da Namíbia é deserto - isso a gente vê de bem longe, quando o navio ainda nem alcançou a costa, numa imensidão sem fim de areia e dunas. Especialistas garantem que trata-se do deserto mais antigo do mundo.
... e igualmente fascinante.
 Por isso mesmo, uma das coisas que eu mais queria ver na Namíbia era seu deserto, e bem de pertinho. Então no nosso segundo dia aportados em Walvis Bay, eu saí bem cedinho num passeio de 4x4 pelo deserto.
As Moon Mountains
 Tomamos - yes! - parte da Calahari Highway, a gigante estrada que atravessa vários países africanos, e alcançamos o Parque Nacional Naukluft. A estrada toda é tomada por avisos em forma de ponto de exclamação para alertar o motorista sobre o perigo de tempestades de areia na área (mais comuns de maio a julho).

As plantinhas disfarçadas de musgo...

... e começando a ficar verdinhas enquanto caem gotinhas de água nelas
 Entre muitas andanças ao longo do dia, vimos de pertinho a Wilwitschia, uma planta gigante que pode viver até 1500 anos bem no meio do deserto, longe de tudo;  cervos, kudus e outros animais comuns à região; e as plantas Lichen que, de cor preta, ao receberem um pouquinho de água, ficam verdonas de imediato.
A gigante Wilwitschia em close...

... e servindo de referência proporcional ;-)

Não é o bichinho mais curioso ever??? #momentoNatGeomodeon
 Mas nada foi tão legal quanto atravessar as Moon Mountains que, obviamente, realmente fazem a gente se sentir numa paisagem lunar - nenhum verde, nenhum movimento, nem uma gota, nem um som além do sacolejar do carro.
Outro bichinho curiosíssimo

Um veadinho aqui...

... umas eminhas ali.

 E deserto que é deserto tem que ter oásis, né? Por isso mesmo, antes de terminar o passeio, demos uma passadinha básica pelo Goanikontes, um dos principais da região.
Show.

28 de nov. de 2011

Atacama: para quando você for

Para chegar lá:
Calama é o aeroporto mais perto de San Pedro de Atacama. Do aeroporto a San Pedro, a viagem de carro/van/ônibus dura cerca de 1h30. Vários hotéis incluem os transfers ida e volta nas estadias all inclusive. Do contrário, durante todo o dia partem vans de e para o aeroporto por 10.000 pesos por pessoa (aprox. 40 reais) o trecho.
A LAN tem uma média de sete voos diários de Santiago a Calama. A viagem São Paulo/Calama/São Paulo custa desde US$555 até 15 de dezembro e desde US$799 de 16 de dezembro a 24 de janeiro, sempre com conexão em Santiago. Já a viagem Rio de Janeiro/Calama/Rio de Janeiro custa desde US$574 até 15 de  dezembro e desde US$810 de 16 de dezembro a 24 de janeiro, também sempre com conexão na capital chilena. O tempo de conexão pode variar dependendo dos horários dos voos internacionais.

Hospedagem:
São Pedro de Atacama tem de tudo: quartinhos alugados em casas, abundantes hostais e albergues, vários hotéis tipo 3 estrelas e ótimos hotéis 4 ou 5 estrelas, que costumam já vir com passeios e refeições incluídos. Nas duas viagens que fiz, me hospedei em hotéis dessa última categoria: os ótimos Tierra Atacama e Kunza e honestamente recomendo os dois: transfers, passeios e refeições incluídos (o Tierra Atacama ainda conta com open bar para não alcóolicos e vinhos e drinks da casa).

Passeios:
Quem compra uma hospedagem assim, all inclusive, geralmente tem duas opções de passeio por período, por dia, para escolher dentro do próprio hotel. Quem viaja sem passeios programados, encontra zilhões de opções no pueblo. Só na Calle Caracoles, são dezenas de agências de viagem vendendo passeios diários para vários locais do deserto - e também para Bolívia. Os passeios vendidos são sempre os mesmos e os valores variam muito pouco de uma agência para outra; é questão de fazer uma pesquisa rápida para encontrar o que mais te interessa.  Vários hotéis abrem também seus passeios para não-hóspedes, mediante reserva prévia, como é o caso do próprio Kunza. Os passeios mais comuns e imperdíveis você encontra aqui.

Alimentação:
Também a mesma coisa: quem tem hospedagem all inclusive, já tem refeições incluídas; do contrário, opções não faltam. Calle Caracoles e adjacências são repletas de lanchonetes e restaurantes, dos mais simples até alguns bem bacaninhas e interessantes, contemplando toda faixa de preços e toda sorte de paladar. À noite, todos são disputadíssimos. Para o almoço, cheque antes com sua agência, porque vários passeios incluem também box lunch.

Segurança:
A região é bem segura; são raríssimos os relatos de qualquer distúrbio por lá. Ainda assim, os cuidados básicos de segurança com os quais nós estamos acostumados são sempre bem vindos, claro. Só vale ter cuidado se estiver alojado muito distante do centro: vários caminhos secundários não contam com iluminação à noite.

Transporte:
Ali você não precisa de transporte, porque tudo é perto. Você só precisa mesmo dos transfers para o aeroporto e dos passeios, claro.  Mas alugar uma bike para chegar às ruínas, por exemplo, é uma boa ideia, já que longas caminhadas sob o incólume sol do Atacama costumam ser puxadas.

Dinheiro:
Os "negócios" não são muito abertos a aceitar reais, não. Aceitam dólares, mas geralmente com cotação bem desfavorável. Melhor mesmo sacar pesos chilenos de sua própria conta no Brasil na ATM da Calle Caracoles ou trocar seus reais/dólares numa das muitas casas de câmbio ali do centrinho.

Cuidados:
- Protetor solar com FPS alto SEMPRE. Os níveis de radiação no Atacama estão sempre classificados como "extremos" e estão entre os mais duros e perigosos do mundo; não dá pra descuidar nem um minuto. Mesmo de manhã cedo, tem que já sair com proteção. Chapéus e bonés são muito recomendados também.
- Óculos de sol também é item obrigatório, mesmo que você não curta; pela mesma razão do protetor solar. Não dá pra descuidar.
- Beber muita água, o tempo todo, é essencial. Mesmo que você não seja um grande beberrão, como eu, vai perceber que seu corpo pede água lá todo o tempo.
- Leve somente roupas de tecidos próprios para esportes ou então roupas de algodão, para minimizar os efeitos do calor e do sol na sua pele. Cores claras são muito indicadas, sobretudo o cáqui. Calças tipo "cargo" são perfeitas mas moletons e calças de ginástica também são bem-vindos  - os guias costumam comentar, entre risadas, que turistas que saem em calça jeans para os passeios são sempre brasileiros; e estão cobertos de razão. Calças são sempre mais recomendáveis que bermudas para a própria proteção da pele; mas todo mundo pode usar seu shortinho, se quiser.
- Faz calor, MUITO calor, durante o dia; mas as noites e finais de tarde são frescos. É legal sair para o passeio da tarde com um moletom ou suéter fininho na mochila ou na cintura, pra se sentir frio no final. Da pra usar a mesma coisa para o jantar, quando a temperatura cai um pouquinho. Mas se você pretende fazer o passeio dos gêisers del Tatio, daí deve levar jaqueta ou parka quentinha, luva e gorro - mas só pra isso mesmo.
- Os guias nunca recomendam havaianas nos passeios, e estão certos, porque não são apropriadas para as caminhadas. Mas leve as suas na mochila para, por exemplo, entrar na salgadíssima Laguna Cejar. Para o dia a dia, tênis ou botas de trekking, sempre - inclusive à noite, já que tudo por ali é terra e poeira.
- Hidratantes e balms para lábios (ou a velha e boa manteiga de cacau) não são frescuras femininas lá, não; a pele e os lábios sofrem muito com a secura e o calor atacamenhos. O legal é sempre aplicar o hidrante depois do banho e antes de dormir e aplicar o balm nos lábios várias, várias, várias vezes ao dia. Meninos também devem tomar esses cuidados, viu?

26 de nov. de 2011

Atacama: las cuevas de sal

 Uma das coisas novas que fiz nessa viagem ao Atacama foi o passeio "Cuevas de Sal", no Valle de la Luna. Da outra vez, eu tinha entrado em apenas uma cueva, e bem grande, no Valle de la Muerte, onde o guia tinha nos mostrado e explicado todo o processo de cristalinização do sal no deserto e tal.
  Mas, dessa vez, nosso guia maluquete do hotel Kunza, no meio da caminhada pelo vale, lançou a pergunta: "Alguém tem claustrofobia aqui?", emendando: "que eu quero leva-los para as cuevas".
Sempre há tempo para uma paradinha pra fotos nas subidas e nas descidas
 E lá fomos nós para a rota mais ou menos sinalizada das cavernas de sal que se formam no vale. No começo, estávamos apenas caminhando por passagens estreitas em meio aos cânions que se formam ali; logo começamos a entrar nas cuevas propriamente ditas.
Não é lindo de morrer? Mas subir e descer por aí não é tão simples assim...
 A maioria delas, bem baixinha e apertada, exigia que entrássemos e "caminhássemos" agachados o tempo todo. Eram bem escuras e só o guia tinha uma lanterna pequena, e lááááá na frente; então vira e mexe alguém gemia que tinha batido as costas, o joelho ou a cabeça.
Uma espremidinha aqui...
 Nos lugares mais apertados (não teve como fotografar nenhum deles, que tava trash, sorry), o negócio era gritar pro guia vir em nosso socorro "Migueeeel, la luuuuuuuzzzzz".
... uma agachadinha ali...
 Interessantíssimo ver de pertinho esses recortes do deserto; às vezes altos, às vezes profundos, impressionantes mesmo. Mas o mais trash fica da metade pro fim do passeio, quando a gente começa um sem fim de subidas e descidas em meio às "pedras" que se formam.
Uma fotinho antes de entrar nas trevas...

... e a alegria de ver a fresta de luz, enfim. 
Não há uma rota pré-definida, não; o guia vai na hora vendo onde "dá mais pé" e a gente segue - entre um gemido e um xingamento, é claro :-))))
Esse foi o lugar mais complicado de descer, pra mim; mas lindo de tudo
 O caminho não é fácil-fácil, não, e claustrofóbicos devem mesmo ficar de fora - tem horas que a gente não vê absolutamente nada e fica meio "preso", agachado, enquanto o grupo não se move.
Fila indiana na entrada das cavernas pra ninguém se perder
Quando as cavernas terminam, começa o sobe e desce nos cânions do vale
 Mas até os mais sedentários como eu podem enfrentar de boa, que é bem razoável. Nas horas mais trash, precisei mesmo da ajuda dos universitários; ainda mais com a câmera e o medão de bater a lente na subida ou descida.
E na descida final...
...vale fazer a fotinho da superação :-)))))))
Passeio lindo, viu?