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10 de dez. de 2011

Salas VIP nos aeroportos: como entrar/utilizar?

 Resolvi retomar o tema das salas vip porque, nessa fase pré-ferias, sempre me chegam vários emails sobre o assunto, com as mesmas dúvidas em geral. É que, não importa se você, assim como eu, curte a atmosfera dos aeroportos, das chegadas e partidas da vida. Sejamos francos:  horas gastas em salas de espera, em frente ao portão de embarque, apesar do people watching, são vira e mexe horas perdidas, não? E quando a gente chega cedo no aeroporto, preocupado com o trânsito, e o tem que ficar esperando à toa porque o check in ainda não está aberto?

Por essas e outras que, há muitos anos, desde muito antes de eu começar a viajar profissionalmente, quando eu viajava somente umas duas ou três vezes ao ano, nas minhas férias, eu optei por ter um cartão de crédito que me desse acesso às salas vip dos aeroportos. E, sendo bem honesta, como eu costumo viajar em classe econômica (conhecida também entre os viajantes como fish class), nunca me arrependi: não é o cartão que mais uso, não é o que mais pontos me dá no programa de recompensas, mas cada vez que chego num aeroporto com a certeza de que poderei esperar pelo meu voo numa sala com ar condicionado, com refreshments, internet de boa qualidade e banheiros bem cuidados, acho que o investimento na anuidade definitivamente compensa. Eu, normalmente, aproveito o wifi das salas para colocar o trabalho em dia durante a espera; mas posso decidir bater papo com alguém pelo skype também. De qualquer maneira, faz o tempo passar rapidinho.
Várias dessas salas contam com banheiros completos para banho (mão na rodíssima em conexões mais longas), comidinhas (tem de tudo, de snacks a buffets), e revistas e jornais. Hoje em dia, também é cada vez mais comum uma sala vip ter uma salinha separada para quem quer tirar um cochilo e cantinhos para games. Tem até sala com serviços de vans para determinado ponto na cidade.

Então, pra todo esse pessoal que vira e mexe me escreve pedindo dicas sobre “como conseguir usar as salas vips dos aeroportos com uma passagem em classe econômica”, minha resposta mais comum é: escolha um cartão de crédito que te dê direito a elas!  O Diners Club e todos os que vêm com o selo do Priority Pass são os melhores, na minha opinião, porque possuem uma oferta gigante de salas vip em aeroportos espalhados em vários continentes  – mas existem também algumas salas para outros tipos de cartões.  Vale se informar antes como funciona a sala vip do destino em questão: algumas oferecem também acesso livre a um convidado do titular do cartão, outras permitem a entrada do convidado mediante pagamento de taxa e outras não permitem convidados.

Ainda assim, portando ou não um cartão desse tipo, existem outras maneiras de utilizar uma sala vip num aeroporto sem estar portando uma passagem em classe executiva ou primeira classe, como:

Ser membro anual de uma rede de salas: muitas salas vip, sejam por brand ou por companhia aérea, vendem “títulos” anuais para os interessados. Não são pechinchas, não; as anuidades giram em torno de 500 dólares. Mas podem ser úteis para quem viaja muito ao longo do ano. E salas vip de companhias aéreas também podem trocar a anuidade por milhas acumuladas no programa de fidelidade. Em tempo: o próprio Priority Pass também vende “títulos” específicos para os lounges de aeroportos, por cerca de 350 dólares o ano. E vale ficar de olho que algumas companhias, sobretudo as americanas, também promovem sales de seus títulos anuais.

Comprar um day pass: grande parte das salas de marca própria – e algumas de companhias específicas também – permitem um day use de suas salas, cobrando, em geral, entre 30 e 50 dólares pela utilização.  Isso pode ser útil quando a gente tem uma conexão muito grande entre dois voos – eu já peguei conexão de 10 horas que não me permitia sair do aeroporto para passear na cidade nesse meio tempo, por exemplo. A rede Premier, dos aeroportos mexicanos, é uma dessas salas que vende day pass: por cerca de 40 dólares, você tem acesso a um uso único, num mesmo dia, na sala mais próxima do seu portão de embarque, com acesso a todas as facilidades do lounge. O pagamento é feito no ato, direto na sala vip. E aqui também vale ficar de olho nas sales promovidas pelas próprias companhias aéreas: vira e mexe, entram na liquidação day passes para os lounges. Em tempo: se você estiver disposto a pagar um day use, cheque antes em sites como o Lounge Guide se vale mesmo a pena pagar pela sala que você planeja usar. O sempre ótimo Rodrigo Purisch, do Aquela Passagem, também anda fazendo excelentes reviews de várias salas.

Fazer um upgrade de classe na hora H: para muitos voos, você pode fazer um upgrade da sua passagem da econômica para a executiva na hora do check in, havendo disponibilidade de assentos. Em alguns casos, você tem que pagar em cash a diferença de valor entre os dois tickets; mas em outros você pode “pagar” essa diferença utilizando pontos acumulados no programa de fidelidade.

31 de jul. de 2011

Sala vip nos aeroportos: você usa?

"A partir do momento q vc começa a achar que é VIP, vc não é mais", já dizia la reina Carolina Herrera. Mas mimo é bom e a gente gosta, claro. Faz uns dez anos que mantenho meu cartão que começa com D (pra não fazer propaganda, vá :-P) por um simples motivo: porque ele me dá salas vip em N aeroportos no mundo. Ele nem é tão aceito assim mundo afora, junta só um ponto ou milha por dólar gasto, mas me proporciona momentos relax com conforto, comidinhas, bebidinhas e internet disponível enquanto espero meu voo aqui e ali.
Eu acabo comprando minhas passagens aéreas ou em função da “escala” que eu quero aproveitar ou em função do preço e não tenho status Gold nos meus programas de fidelidade para usar as salas vip das companhias aéreas. E, a bem da verdade, viajo mesmo em business quando emito passagens-prêmio com pontos. Então é esse meu querido cartãozinho que me leva para o mundo das chamadas salas vip.
Claro que hoje, que voo trocentas vezes por ano, atribuo ainda mais valor a esse benefício que ele me dá. Mas desde a época em que viajava apenas em férias, três ou quatro vezes ao ano, já utilizava bem o dito cujo; e tenho vários amigos que também mantém esse cartão por essa mesma razão. E estamos mais contentes ainda com a parceria recentemente firmada entre ele e as salas vip do Smiles, o que representou um upgrade bem razoável para as salas brasileiras, consideradas dentre as mais “fraquinhas” do mundo.
Vale ressaltar que, além desse cartão específico, vários bancos lançaram nos últimos anos também seus cartões de outras bandeiras com Priority Pass, que também dá acesso gratuito a cada vez mais salas vip no mundo inteiro, e é uma mão na roda pra muita gente. O Mastercard Black também abriu uma sala ótima, exclusivamente no Brasil, no aeroporto de Guarulhos, pra seus clientes. E o próprio Itaú também começa a lançar salas – domésticas apenas, por enquanto – em alguns aeroportos nacionais para seus clientes platinum.
No fundo, seja qual for a sala, acho uma mão na roda pra suportar numa boa as longas horas que passamos nos aeroportos hoje em dia, com toda essa antecedência que nos é exigida para chegar. E acho que os cartões de crédito com esse diferencial são a maneira mais simples de desfrutar desse beneficio, não importa a frequência com que você voe.
E você? Também tá adepto dessa história das salas vip? Como usa?