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27 de mai. de 2013

Orlando, enfim

Disney, é claro!
 Finalzinho de abril passado, pisei em Orlando pela primeira vez. Sim, causa estranheza à maioria das pessoas que eu, que viajo tanto mundo afora, e que já estive algumas vezes na vizinha Miami, inclusive, nunca tenha visitado Orlando antes disso.
Então corrigi esse “lapso”  numa viagem a trabalho (organizada pelo Visit Orlando, mas com direito a umas belas fugas pós-trabalho também :D): fiz visitas (técnicas e expressas, rapidérrimas mesmo) a parques da Disney (Magic Kingom e Hollywood Studios), Universal (Universal Studios e Islands of Adventures) e SeaWorld (Sea World e Discovery Cove) e dei giros por 3 dos shoppings/outlets mais visitados pelos brasileiros na cidade. Mas já confesso aqui, de antemão, que o que mais curti foram a atividades “off parks”, de passeio de barco a visita a museu e degustação de vinhos - voltei en-can-ta-da com o bairro de Winterpark! Fucei também a vida noturna (de Downtown Disney a Orlando Downton) e as novidades gastronômicas para quem não quer nem ouvir falar em hamburguer e batata frita.

Passeio bucólico de barco por canais e lagos: isso também é Orlando
Os dias nos parques, apesar de muito corridos (foram dois parques por dia, uma loucura, só para conhecer mesmo) foram divertidos, é claro. Choveu a cântaros diariamente e mesmo assim eu curti (como disse na época no instagram, viramos todos crianças de 7 anos em parques de diversão, não é? :P). Vi ali muito mais grupos compostos apenas por jovens e adultos - incluindo vários da terceira idade! - do que imaginava. Mas fiquei mesmo surpresa em ver que Orlando vai muito além deles. Assim, mesmo uma pessoa não afeita a montanhas-russas, simuladores ou shows de animais, luzes e afins pode encontrar em Orlando muito com o que se entreter, dia e noite.
Bairro das artes? tem em Orlando também!
Nos próximos posts (já estava há dias sendo "cobrada" via twitter por leitores que têm viagem programada para lá nas férias de julho :P), você encontrará aqui os relatos do que vi e fiz por lá e minhas diquinhas, do básico ao off the beaten, para curtir ao máximo sua visita à cidade.

23 de mai. de 2013

Pra lá de Marrakech: sugestões de escapadas para quem tem tempo na cidade

A cadeia do Atlas ao fundo
 Quem tem mais tempo em Marrakech (tem muita gente indo em lua-de-mel para lá e também existem pacotes ba-ra-tér-ri-mos saindo de Madri para uma semana na cidade), pode - e deve - programar também umas escapadas da cidade para ver lugares lindos e diferentes. Sendo assim, duas escapadinhas desde Marrakech que eu continuo achando imperdíveis são a linda, linda Essaouira, já na costa, e o adorável vale de Ourika.
 Os passeios a Ourika geralmente incluem, além da linda paisagem da viagem pelo vale (na primavera, as árvores do caminho estão lotadinhas de roas, amêndoas e até cerejas), com vistas para as montanhas do Atlas (o que, na minha opinião, por si só já valeria o passeio), paradinhas em jardins de especiarias, produtores de azeite e cooperativas femininas que produzem cositas à base de Argan. Na metade do passeio, na "base" (a.k.a. restaurante) escolhida para almoço, costumam oferecer um opcional de hiking em Setti Fatma para ver as três cachoeiras mais famosas dali. Ter um tempinho para explorar um pouco a vila onde fizerem a parada de almoço é essencial: são sempre lugares bem pequenos, pouco turísticos e bem tradicionalistas - é interessante observar até a própria reação aos turistas.
Um dos jardins de especiarias do vale
O começo da trilha para as cachoeiras
O clima sossegado das vilas do caminho
Muita água, verde e montanhas durante todo o programa em Ourika
Marroquina simpática dando duro para produzir óleo de argan
  No caso de Essaouira eu recomendo muito que se durma ali por uma noite ao menos porque a cidade tem aquela vibe francesa que todo mundo adora mas mantém mais a essência árabe que Marrakech, até porque tem menos turistas. O centro histórico é pequeno, dá bem para explorar em pouco tempo, e tem ótimos restaurantes e excelentes hotéis, de riads econômicos cheios de charme a hotelaços cinco estrelas - tem um Sofitel incrível na Medina que vale a visita mesmo para quem não está hospedado (um café, um chá, almoço, um relax no hamman). O souk da Medina é mais barato que o de Marrakech e ainda mais agradável, já que pega sombra em boa parte do dia mas é todo ao ar livre.
As muralhas da Medina de Essaouira
A vibe hitchcockiana ("oooooos pássaros!) que sempre rola no cais
Detalhe do cais
Os cafés de herança francesa
As casas da Medina, ao contrário de Marrakech, são quase todas branquinhas, branquinhas
Essaouira dá praia!
O souq ao ar livre
O bom é que tanto o vale de Ourika quanto Essaouira estão bem próximos de Marrakech e dá também para fazer um bate-e-volta de um dia para qualquer um dos dois destinos. Os passeios de um dia são amplamente vendidos em todas as recepções de hotel e até em alguns restaurantes (incluindo aquele terraço da Praça Djeema el-Fna em todo mundo vai para tirar fotos da praça lá de cima).
Outro passeio bastante vendido é o que vai Oukaimeden - mas esse é um day trip comum durante o inverno, já que a cidade é famosa por seu centro de ski. 

12 de mai. de 2013

Toronto, Canadá

A fachada sensacional do ROM

 No mês passado eu coloquei, enfim, meus pezinhos em terras canadenses. A viagem, a trabalho, foi  (bem) mais curta do que eu gostaria, mas extremamente produtiva: uma semana entre Toronto e Niagara visitando atrações, museus, galerias, hotéis e, é claro, diversas vinícolas ;)
A CN Tower ao longe
 Para começo de conversa, adorei Toronto! Fiquei encantada com os bairros tão diferentes entre si, a beira do lago, as compras, os museus sensacionais. Toronto é daquelas cidades fascinantes que dão vontade da gente fazer as malas e ir morar lá, sabe? Belíssima infra-estrutura de transporte, ótima oferta hoteleira e gastronômica e, o melhor, gente muito, mas MUITO simpática e atenciosa em toda parte.
A Toronto old school ;)
 Para se ter uma ideia como Toronto está na crista da onda, a cidade sedia, em 2015, os Jogos Panamericanos e os preparativos estão em polvorosa!  Diversos hotéis estão abrindo suas portas (o ubber e contemporaníssimo  Four Seasons Toronto mal abriu as portas e já foi parar na Hot List da Condé Nast como um dos melhores do mundo) e a oferta gastronômica também é cada vez maior e melhor (gostei muito do fofo italiano Nota Bene , do sempre bom Café Boulud e do descolado Canoe).
 Para curtir as atrações da cidade, acho uma boa comprar o Toronto City Pass que dá admissão a lugares imperdíveis como CN Tower, o excelente Royal Ontario Museum e a linda Casa Loma, e é mais barato se adquirindo online.  Toronto respira cultura e vale mesmo investir nesse lado da cidade, das adoráveis galerias de arte da Queen Street (ali vale passar também pelos hotéis com status de arte, como o adorável Drake´s) aos incontornáveis  AGO (Art Gallery of Ontario, que amei, amei, amei!) e Bata Shoe Museum (divertidíssimo!).


Toronto vista do alto da CN Tower, sob chuva
 Se você é shopaholic, Toronto também é cidade certa para você: o apelo às compras está em todo canto, das lojas mil da Yonge Street e adjacências ao Toronto Eaton Centre, o shopping queridinho dos brasileiros. Para levar para casa um autêntico Maple Syrup, mostardas e outras delícias tipicamente canadenses, o St Lawrence Market é O lugar. E para compras de todo jeito, de lojas mais populares às top brands do mundinho fashion, o Yorkdale Mall é perfeitinho (e ainda tem uma praça de alimentação para ninguém botar defeito, com mais de 20 nacionalidades envolvidas na oferta gastronômica dali).
A CN Tower em dois momentos aqui...
... e aqui, entre chuva, brumas e reflexos
Deleite para fãs de arte e arquitetura, Toronto ainda tem uma fascinante “cidade subterrânea” para os dias de inverno muito rígido, praças lindonas (Queen´s Park, por exemplo), a sempre divertida Chinatown e região da Spadina e nightlife bacanuda (a região revitalizada de The Distillery é a-do-rá-vel!), incluindo até muitos musicais estilo Broadway sempre em cartaz. Até para ir e voltar do aeroporto é fácil: o Toronto Airport Express é uma alternativa menos cara aos táxis e para em frente (ou muito próximo) de vários hotéis da cidade dia e noite. 
A "cidade subterrânea" no meio da semana...
... e uma das surpresas maravilhosas que a gente encontra logo ao sair dela
A dupla de prédios folhada a ouro: das extravagâncias da cidade

St Lawrence Market: imperdível para os foodies

Para não dizer que minha semana foi perfeita, choveu. Choveu, choveu, choveu MUITO. Não deu pra ver muita coisa do alto da CN Tower e tinha dia que a própria torre sumia no horizonte, encoberta pelas espessas nuvens; só no meu último dia que a chuva deu uma trégua. E, a bem da verdade, peguei um dia de bastante neve em Toronto, em pleno abril. Mas foram dias excelentes.  Já pode voltar? ;) 

4 de abr. de 2013

Cidade do Cabo express: o que fazer em poucas horas

Se seus planos são ficar vários dias na Cidade do Cabo (o que eu, particularmente, aconselho MUITO!), é só usar o menu à direita aqui do blog (ou aqui) para encontrar várias sugestões de passeios para explorar bem essa cidade, que eu considero uma das mais lindas do mundo. Fiquei uma semana da primeira vez, quatro dias da segunda e não consigo me cansar dela, da Table Mountain onipresente aos museus.
Mas nessa última viagem agora em março, à trabalho, fizemos praticamente uma conexão na cidade. Nosso voo chegou quase meia-noite e às sete da manhã já deixavamos o hotel para explorar a cidade rapidamente antes de rumar para Hermanus, que era nosso destino de fato.
Então, se você terá apenas poucas horas ali antes de rumar para outro destino, vou deixar aqui um itinerário básico e eficiente para você aproveitar seu tempo por lá, seja pela primeira, segunda ou enésima vez, para ver a cidade num roteirinho rapidex:


- Table Mountain. Vá. Nem pense em não ir. Tudo bem que de quase todo canto da cidade a gente vê seu formato quadradão onipresente, geralmente contrastando com um céu azul de doer. Mas, ao contrário de outras atrações famosas - tipo a Torre Eiffel, em Paris - a Table Mountain não é linda só de longe, não. A vista lá de cima é linda tipo ver o Rio do alto do Corcovado, com a Baía de Guanabara escandalosamente linda lá embaixo, sabe? Estive três vezes na cidade, subi as 3 vezes ali e subiria de novo numa próxima visita. Mas, se você tem pressa, compre antes o ticket pela internet - assim você poupa a gigante fila para compra de ingresso e pega só a outra fila - chatinha e grande também - para entrar no teleférico giratório que leva ao topo.

- Waterfront. Além da beleza óbvia do lugar - oceano de um lado, Table Mountain do outro - é animado, cheio de vida, dia e noite. Tem sempre uma musiquinha ao vivo rolando em algum canto, montes de lojinhas, garotada mostrando seus talentos no skate, ambiente delicioso. Ainda tem ali o Victoria Albert Mall, um big shopping que os brasileiros costumam adorar (dentro tem feirinha de artesanato). Para as crianças, tem o aquário logo ali. Do Waterfront também saem os barcos para Robben Island e os ônibus turísticos. E tem vários restaurantes e cafés para uma pausinha.

- Green Market Square. Para mim, o melhor lugar da cidade para comprar bugigangas a preços bacanas. Miniaturas, bijoux, roupas, acessórios, objetos de decor, ali tem de tudo. A maioria das bancas é de namibianos super boa gente que adoram bater papo com brasileiros - mas tem que pechinchar tudinho. Os preços finais costumam ser incríveis.

- Bo Kaap. Adoro o bairro malaio da Cidade do Cabo, tão cativante, colorido, e tão pertinho de tudo. Gosto tanto que ano passado me hospedei ali mesmo. Autêntico pra caramba, tem restaurantes que valem a tentativa e um museu homônimo ao bairro interessantíssimo.

De Bo Kaap, vale uma bela caminhada pelo  centrinho todo. A famosa Long Street fica a 3 quadras e logo depois o Green Market Square e as demais atrações mais famosas do bairro. Se tiver mais tempo, sugiro muito passar pelo District Six Museum, um dos museus mais emocionantes que já visitei. Fãs de museu também devem gostar do museu do Ouro, bem próximo ao Bo Kaap. Fanáticos por futebol ainda podem, ao menos, passar em frente ao belo Green Point Stadium, que recebe visitas diárias (e fica bonitão mesmo visto lá do alto da Table Mountain).

Agora, se você tiver mesmo apenas o tempo de uma conexão por ali - umas cinco horas, por exemplo - acho mais viável (e menos arriscado, já que tem que computar ida e volta para o aeroporto a tempo do seu voo seguinte), sugiro pegar o City Sightseeing Bus que tem dois roteiros bem legais na Cidade do Cabo, incluindo as praias, a Table Mountain, atrações turísticas (da Table Mountain ao District Six) e até as vinícolas de Constantia. E o tour completo da linha mais longa dura aproximadamente duas horas. É só um tira-gosto; mas um tira-gosto eficiente e bem pontual para quem tem muita-muita pressa ficar ma-lu-co planejando uma volta com bastante tempo para poder curtir tudo o que a cidade tem.

22 de fev. de 2013

Chariot ride em Edfu

 Quando desci do Sun Boat IV (o navio em que fiz o cruzeiro pelo Nilo) em Edfu fomos todos avisados que o caminho do píer até o templo de Horus seria feito nas típicas "carruagens egípcias" que circulam pela cidade.
 Cada carruagem (ou carroça, como vocês preferirem :P) leva até 3 pessoas e foi determinado que cada "cabine" do navio viajaria numa. Como eu estava sozinha, a carruagem era BEM velhinha e o condutor abriu um sorriso gigante quando viu que levaria uma mulher desacompanhada, pedi pro (excelente) guia Ehad, que nos acompanhou durante todo o cruzeiro, ir comigo - segurança, né, sabe cumé?
 Então lá fomos nós em menos de 15 minutinhos de viagem no que mais parecia uma corrida de bigas com as carruagens se esgueirando enfileiradas entre o trânsito local da cidade e depois ultrapassando umas as outras.

 De vez em quando eles se xingavam entre eles, outras vezes cumprimentavam as pessoas na rua.
Quando chegamos ao souk, ficou meio hora do rush (e era mesmo fim de tarde já):





No caminho ao templo ainda cruzamos com trocentas carrocinhas de vendedores e - oh-oh - um trator:
 Até chegarmos ao "estacionamento de carruagens" à entrada do templo, onde as carruagens foram todas estacionadas enfileiradinhas (e nós praticamente sufocados pelos vendedores das lojinhas do local).
 Na volta, já de noitão, o guia teve que ficar por último para esperar uma família que não aparecia no ponto de encontro e eu tive que tomar minha "carruagem" sozinha mesmo.
 O condutor foi simpático, me encheu de perguntas sobre o Brasil, me explicou o que era cada lugar por onde passavamos e perguntou, é claro, se podia tirar foto comigo (algo super comum por lá, btw). Já estava muito escuro mas foi super interessante ver as pessoas na rua, a maioria passando pelo mercado antes de voltar para casa (fora do Cairo, as cidades são muito mais tradicionais e mulheres totalmente cobertas e homens usando suas galabeyas são muito mais comuns).

Só deu medinho porque, na metade da corrida, ele me pediu para esperar "1 minute, miss, 1 minute, miss, please" e me deixou montadinha na carruagem esperando, sem prender o cavalo nem nada, enquanto ele desceu e andou uma quadra para buscar um... saco com pão! ha ha ha ha
Cheguei sã e salva, é claro ;)

p.s.: a corrida, assim como os demais passeios ao longo da viagem, já estava incluída no valor pago pelo cruzeiro; só nos foi recomendado que, ao final, se tudo corresse bem, dessemos alguma gratificação (o famoso bakshish, a gorjeta que os egípcios esperam dos turistas o tempo todo) simples ao condutor.