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5 de fev. de 2013

Felicidad em Buenos Aires

Sorry pelo trocadilho no título do post, mas foi irresistível :-)
Eu já tinha lido sobre esse restô/ café porteño em alguns blogs de viajantes, inclusive brasileiros; mas é tanto lugar legal que vai aparecendo quando pesquisamos novidades em Buenos Aires que acabou ficando sempre pra depois. Foi a querida Mari Pereira, do fofo Hotel Querido, quem sugeriu que nos encontrássemos lá para nosso bate-papo na minha última visita à cidade.
Felicidad já tinha uma unidade em Las Cañitas - que, dizem, é menorzinha e mais gostosa mesmo - mas tinha acabado de abrir esta nova em Palermo, bem na esquina da Gurruchaga com a Salvador. Maior, tem um mezzanino que, honestamente, eu não curti. Mas o térreo, com mesas na calçada e salãozinho interno de frente para o balcão, é uma graça.
 Cheguei antes e fui pedindo o suco de abacaxi com menta e gengibre da casa (achei carinho, 18 pesos, mas suco ótimo, mega refrescante pro calorão que fazia naquela tarde).
 O cardápio tem de tudo: desde sucos a cafés a opções para almoço e jantar mais rapidinhas, além de menus prontinhos de café da manhã e merienda.
Enquanto nosso papo rolou solto por - literalmente - horas, pedi o combinadinho Vanilla scons, que traz dois scons de baunilha com cream cheese e geleia, acompanhado de café com leite e um (micro) suco de laranja.

Tava bem bom. Comidinha e ambiente, todo cool, meio retrô. Só podiam deixar o ar condicionado dentro mais fortinho, porque fazia muito calor mesmo. E falta simpatia nos funcionários em geral, também.
Mas paradinha perfeita para quem planeja bater pernocas em Palermo ;)

22 de jan. de 2013

Um lugarzinho chamado Carmelo


 Cismei com Carmelo no Uruguai há uns bons anos, desde que li a primeira vez sobre o Four Seasons Carmelo. Depois amigos se hospedaram lá ao longo dos anos e sempre me diziam o quão incrível e romântico era o hotel (que vale uma review separadinha num próximo post, claro) e que valia cada centavo do preço que cobrava. Ficou na wish list, claro. Mas, honestamente, achava que Carmelo era o hotel e ponto final. 
 Foi uma gostosa surpresa ver que Carmelo, apesar de pequenininha e acanhada, pode ser por si um destino. Vizinha à fofa Colonia del Sacramento, a mais ou menos 50 minutos de distância, Carmelo é perfeita para uma escapada romântica ou uns dias naquela vibe do dolce-far-niente-mesmo.
 O centrinho, que gira em torno da plaza central, onde fica a igreja matriz, é sossegadíssimo, seja domingo de manhã ou pleno meio da semana - e não existe hora do rush nem por decreto. Ao redor da praça, num raio de umas cinco qudras, desenvolveram-se lojinhas com carinha bem interiorana, um outro barzinho e esparsos restaurantes. Mas também guarda alguns cafés bem bonitinhos e uma grande loja de vinhos.
 Um pouco mais afastado do centrinho, depois que a região passa a ser tomada por muita mata e vinhedos, ficam os campos de golf, os hotéis e B&B´s, os bairros residenciais e o bucólico Puerto Camacho, antes um importante portinho para a região que hoje funciona como píer/atracadeiro para barcos de veranistas.
 Quem vai a Carmelo em geral quer muito sossego e curtir bons dias de praia de rio - ali o Plata é menos barrento e até entrar na água é gostoso. Alugar caiaques ou comprar tours em lancha pela "orla" também estão entre as atividades mais comuns - não é raro vc estar na "prainha" e ver passar alguém em caiaque na sua frente.
 Programão é emprestar uma bicileta e pedalar pelas ruelas ultra vazias desse entorno, de preferência terminando com um almoço no Basta Pedro, em Puerto Camacho (a comida é simples, o atendimento é sequinho, mas a vista é fofura). O solo não é dos mais fáceis mas o movimento é quase zero, então é uma delícia. 
 O enoturismo é super forte por ali, então todos os hotéis e B&Bs oferecem tours pelas vinícolas; as mais famosas (e maiores) são a Irurtia, a Narbona e a Bernardi. 
 Agora no verão, com o sol se pondo lá pelas 21h, o movimento nos (poucos) restaurantes de Carmelo seguia uma lógica meio Punta: só depois das 22h30 começam a encher e lá pela 1h esvaziam. Vida noturna é praticamente nula e a vida diurna começa mesmo depois das dez.  E TODO MUNDO PARA para ver o por-do-sol, espetacular, todos os dias.
 Para uma escapada de Buenos Aires, no melhor estilo Al Otro lado del Rio, perfeito.
Como eu fui: tomei o Buquebus desde Buenos Aires a Carmelo (1h) e de lá acertei ida ao hotel em Carmelo com um transporte compartilhado (50 min). Dá para ir também de carro desde Montevidéu (3h) ou Punta (4h).

Em tempo 1: se você quiser uma receitinha da felicidade refrescante (o pessoal do hotel que me ensinou, porque pirei no suquinho), anote aí: 1/2 litro de suco de limão, 1/2 litro de almíbar (água com açúcar para conserva), 2 punhados de hortelã fresca e 1 de capim limão, 1 litro de agua, gelo => tá prontinha a limonada carmelita ;)

Em tempo 2: para ler sobre o lindo Four Seasons Carmelo, clique aqui

17 de jan. de 2013

O novo Four Seasons Buenos Aires está mesmo lindo

O novo lobby, super contemporâneo
Como a maioria dos leitores desse bloguito já sabe, resolvi aproveitar essa oferta dos novos voos a Buenos Aires com a Turkish para atravessar o Plata e realizar o sonho antigo de me hospedar em Carmelo, no Uruguai. Só que, nesse processo, recebi um convite do Four Seasons no Brasil para aproveitar minha ida para a capital porteña e conferir o que mudou no Four Seasons Buenos Aires, reinaugurado há um mês depois de uma reforma literalmente milionária.
O novo restaurante Elena nem de longe lembra o ambiente do antigo Le Dome 
 Embora nunca tivesse me hospedado ali antes, eu já conhecia o hotel de (vários) outros carnavais: já tinha ido com amigas várias vezes tomar o clássico chá da tarde no Le Dome e almoçar no Le Mistral, além do famoso brunch que havia no La Mansión. Por isso mesmo foi um choque (no bom sentido) chegar ao hotel dessa vez: a mudança já está evidente até do lado de fora, com o novo jardim do hotel tomado por cinco enormes esculturas de cavalos e a fachada do antigo restaurante totalmente transformada, sem os antigos vitrais.
Os cristais no balcão lindão da recepção
Apenas os 3 últimos andares de quartos estão completamente reformados - e, é claro, em plena alta temporada, estavam totalmente ocupados (o novo decor tem muito mais couro, madeira e objetos que remetem a cavalos e ao pólo). Mas as mudanças nas áreas comuns - fachada, lobby, bar, restaurante, mais bonitos, contemporâneos e sexy) - são mesmo impressionantes e, mais importante ainda, acessíveis a quem visita a cidade, mesmo que não tenha a intenção de se hospedar ali.
O buffet do café da manhã no Elena
 Até o staff segue esse linha, refletindo um serviço muito mais informal e cálido - o que eu acho excelente (rococós em excesso me cansam). A ideia central foi dar ao hotel uma cara o mais argentina e porteña possível e isso está óbvio na clara alusão ao pólo e aos vinhos em vários aspectos e também na utlização constante de couro, madeira e outros materiais tradicionalmente associados ao país.
Tererê-alcóolico no novo Pony Line ;)
 No lobby, muito mais amplo após a remoção das antigas colunas, chamam a atenção de cara as luminárias suspensas, cheias de movimento, em tom azul, numa alusão aos céus portenhos, e a linda bancada de cristais sul-americanos também na mesma cor - e tudo perfumado com o aroma Bayo, criado exclusivamente para o hotel pela Fueguia 1833, a mais tradicional perfumaria argentina.

Mas vamos ao que mais interessa à maioria dos brasileiros que viaja a Buenos Aires: comer e beber bem :)  O novo restaurante Elena ficou um escândalo. Sérião. Aposto que todo mundo que esteve no antigo Le Dome para o afternoon tea em anos anteriores vai ficar tão chocado quanto eu fiquei ao ver o que conseguiram fazer ali; é como se tivessem derrubado o prédio e construído outro no lugar - ferro (incluindo peças de antiquários), madeira e couro em toda parte, mas numa mescla bem legal com muitos detalhes vermelhos, e agora com o toque cool, cool, cool da cozinha, grandona, aberta para o restaurante.
O Elena by night do alto...
... em close nas entradinhas (tábua de frios e brie grelhado) ... 
... e na irreverente carta de sobremesas
 O tradicionalismo da cozinha argentina está cheio de intervenções irreverentes no menu do chef Juan Gaffuri - tem de um impecável ojo de bife a um curioso brie assado, sem mencionar as dry meats produzidas pelo próprio hotel, que andam saindo em várias publicações gastronômica. Não importa o que você peça para a refeição, aconselho MUITO guardar um lugarzinho para a sobremesa: além do irreverente menu de sobremesas da casa, há também um menu de helados da casa, batizados de Dulce Muerte - o sorvete Dulce de Leche Vauquita é o melhor que eu já tomei (Freddo e Volta caíram posições no ato depois dele pra mim). Garçons jovens e descontraídos (super informais, sem nem plaquinha com o nome, sabe?) e ótima trilha sonora completam a coisa.

Os preços são decentes e, vale dizer, o ambiente muda muito ao longo do dia - super claro e com jeito "divertido" no café da manhã e almoço e muito mais sexy e intimista, escurinho, no jantar.
(parênteses #Maricotatambémécultura: o nome do restaurante é uma homenagem a Elena Peña Unzué, que foi quem ganhou a lendária La Mansión nos anos 20 como presente de casamento).
As esculturas de cavalos e a entrada independente do Pony Line na fachada do hotel 
A adega aberta, logo atrás do hall dos elevadores
 Quem não quiser ou não puder ficar para jantar, pode passar no novo bar, Pony Line, para fazer o "esquenta" - fica cheio, cheio, cheio no horário do nosso happy hour. Decorado com a temática do pólo - mesas feitas de troncos revestidos, cadeiras revestidas de couro, arreios decorando o teto, estribos - ficou bem casual e ocupa o lugar do antigo restaurante do hotel (agora tem entrada separada e área externa, bem legal).
Amei esse lustre do hall dos elevadores
A baita área da piscina, que tem serviço cheio de mimos para os hóspedes (smothies, águinha , frutas etc cortesia) 
E, ó, importantíssimo: free wifi em todas as áreas comuns do hotel.
Lindão.

15 de jan. de 2013

Buenos Aires e Carmelo, "ao vivo", também fora do blog ;)

O por do sol com direito aos vinhedos e ao Plata em Carmelo nessa segundona 
 Quem me segue também no twitter, no Facebook e no Instagram, sabe que desde 6a. feira passada estou visitando nuestros hermanos, fazendo a dobradinha que os gringos fazem desde mais de uma década - Buenos Aires, na Argentina, e Carmelo, no Uruguai, pertinho de Colonia - e que ainda não é tão comum entre brasileiros (embora tenha encontrado vários aqui no hotel uruguaio)
Elena Restaurante: apenas uma das deliciosas novidades do Four Seasons Buenos Aires reinaugurado 
 Os dias estão cheios de trabalho de campo e também trabalho de escritório, já que tenho uma outra matéria nada ver com esses destinos para entregar essa semana; então a subida de posts aqui tá mais lentinha ;)
Emprestar bike no hotel e ir almoçar ao ar livre, à beira do rio, 20 minutinhos depois - em Carmelo é assim 
 Tem muita novidade boa pra contar, dos atrativos bucolicamente encantadores daqui de Carmelo (dá pra vir também de Montevidéu e Punta pra cá, é claro) às ótimas novidades gastronômicas porteñas e o novo shape do Four Seasons Buenos Aires, que foi reinaugurado mês passado depois de uma reforma milionária e está mais elegante, contemporâneo e sexy do que nunca.
Bangalôs lindos e super românticos compõem o belo Four Seasons Carmelo 
Mas as fotinhos instantâneas, os tuítes e até as atualizações facebookianas estão indo de vento em popa, com várias novidades, impressões e imagens postadas ao longo do dia.
Passa lá também pra xeretear que já já ponho tudo em detalhes por aqui.
Hasta prontito ;)

14 de mai. de 2012

Tem bate-papo novo hoje no twitter

Olha que legal: lembra que eu contei que o grupo Four Seasons tinha lançado uma conta no twitter em português, numa iniciativa bem ousada pra uma rede de hotéis de luxo? Pois o grupo, que há tempos faz um chat bem bacana no twitter com a tag #bestofthecity e dicas preciosas de seus concierges, hoje promove seu primeiro chat em português!
O assunto dessa vez é Buenos Aires, a queridona dos brasileiros para escapadas nas quatro estações. Recém vindas da cidade, eu e as queridas Sylvia e Majô fomos convidadas para sermos co-hosts desse primeiro chat, junto com o Four Seasons Buenos Aires, que vai responder perguntas, dúvidas e dar dicas insider nesse bate-papo (btw, tem várias diquinhas no site do hotel em português).
Então é isso: acompanhe hoje a tag #melhordacidade, siga o perfil @FourSeasons_BR e junte-se a nós nesse chat das 21h às 22h para descobrir novidades da capital porteña. Eu vou ;-)

8 de mai. de 2012

Hotel review: Dazzler Recoleta

Meu quartão 
Como a LAN mudou meus voos (aeroporto, horários, tudo), acabei tendo que ficar uma noite a mais em Buenos Aires, meio de última hora. Essa última noite eu passei no Dazzler Tower Recoleta, que é um dos hotéis mais procurados pelos brasileiros que viajam com pacote para lá. Aliás, só dá brasileiro: na recepção, no lobby, nos elevadores, no café da manhã, a gente só escuta português ;-)
De outro ângulo
 O Dazzler, que é parte da Fen Hoteles, fica bem na avenida Las Heras, quase esquina com a Azcuénaga, bem no miolinho da Recoleta - dá pra fazer muita coisa a pé dali, com agradáveis caminhadas. O lobby do hotel é bem bonitão, mas estava sempre tão cheio que eu acabei nem fotografando, sorry.
Um teco do banheiro
Todo modernoso, bem minimalista, tem quartos bem espaçosos e banheiros grandes também. São 3 elevadores funcionando, já que são vários quartos nos 11 andares do hotel, bem grandinho. A vista dos quartos pode ser para a Las Heras ou para a Libertador e a parede toda envidraçada é bem legal - mas as varandinhas são só de enfeite, não dá para usar.
A varandinha-fake ;-)
 A internet é wifi e funciona muito bem, tanto no lobby quanto no quarto. E ainda tem um Mac bonitão escondidinho no mezanino, pra quem precisar - eu usei, por exemplo, para fazer meu check in e imprimir meu cartão de embarque, bem bom.
O computer no mezanino
O café da manhã, incluído, tem frutas, vários tipos de pães, ovos e cereais. Tem mesas grandes, comunitárias, que são uma iniciativa que eu particularmente aprecio. Mas achei a limpeza das mesas e reposição dos itens do café confusa e demorada.
Pra quem vai nos dias quentes, tem um diferencial legal: uma piscina bem joinha.


7 de mai. de 2012

Outlets em Buenos Aires

 Mesmo eu dizendo que o mar já não está mais tão favorável para o real em Buenos Aires, o post sobre comprinhas na cidade de ontem já entrou no ar causando ;-)  E os pedidos vieram de monte pelo twitter: "mas, Mari, por que vc não falou mais sobre os outlets? estão só na Córdoba? onde é melhor?"
Então bora lá.
 A meca dos outlets em Buenos Aires é o bairro de Villa Crespo, vizinho a Palermo. A coisa começa na av. Córdoba, que em teoria divide dos dois bairros, e se estende até a Corrientes. O pedacinho mais legal, chamado por muita gente de "quadrilátero dos outlets", fica compreendido entre Ramirez de Velasco, Jufré, Serrano e Malabia. Na Malabia com a Corrientes, aliás, é onde fica uma estação de metrô que funciona muito para quem quer explorar essa área e não está hospedado nos arredores (a linha vai até o centrão, com paradas na Florida e no Obelisco, inclusive); quem está em Palermo ou no próprio bairro, vai caminhando numa boa por entre aquelas ruas bem gostosinhas.
 Esse pedacinho de Villa Crespo vive lotadinho de brasileiros atrás de ofertas da Nike, da Adidas, da Brooksfield, da Lacoste, da Tommy, da Puma e da Levi´s, sobretudo. A gente ouve português o tempo todo e não estranhe se um(a) brasileiro(a) que você nem conhece te perguntar no meio da loja se você gosta, acha que fica bom ou, principalmente, se acha que está barato :-))))
Quem tem paciência para fuçar araras e caixotes (muitas vezes, sobras de outras coleções e peças com pequenos defeitos estão literalmente em caixotes de papelão nas lojas) costuma achar boas coisas. Para os homens, ternos e camisas sociais costumam valer bem a pena tanto nas lojas locais quanto nos outlets das big brands, como Yves Saint Laurent.
Aliás, falando em marcas locais, as coisas mais legais que eu achei por lá em diferentes viagens estavam justamente nas lojas das marcas menos conhecidas no Brasil, cujas lojas não são tão fáceis de achar por aí - e os preços são bem, bem interessantes. Pessoalmente, curto muito Cacharel, Chocolate e Paula Cahen d´Anvers (ótimas pro dia a dia) Caro Cuore (para lingeries), Agarrate Catalina (meio teen, mas com achadinhos fashion legais), Rapsodia (bem vintage, adoro!).
E tem de tudo: masculino, feminino, moooontes de lojas de roupitas para crianças e bebês e também coisas pra casa, de enfeitinhos mil em lojinhas bem simpáticas aos lençóis de trocentos mil fios da Arredo.
A vantagem de zanzar pelas lojinhas que estão concentradas no "quadrilátero dos outlets" da Villa Crespo é que a gente topa com uns cafezinhos legais entre elas; porque até fanáticos por compras devem querer fazer uma pausinha para descansar as pernocas, não? ;-)

Anote aí: a Mari Pereira Mason tem um post ge-ni-al que lista todas, eu disse TODAS, as lojas de outlets do bairro, para alegria dos shopaholics ;-)

6 de mai. de 2012

Compras em Buenos Aires

Queridona dos brasileiros, a Farmacity já não é mais tão sedutora quanto antes
Eu falei num post de ontem e também na 5a. lá no Saia pelo Mundo que, pessoalmente, não acho que Buenos Aires ainda valha para compras por compras. Os preços subiram muito por lá e, transformando os pesos em reais, já não é mais tão atraente quanto há uns 2 ou 3 anos.
Mas, ainda assim, um monte de gente me escreveu pedindo dicas de compras em Buenos Aires. Dos outlets na Córdoba e em Villa Crespo (que vão muito além da Nike, btw), das lojas espalhadas em Palermo e dos grandes shoppings (em Buenos Aires são vários, como Paseo Alcorta, Alto Palermo, Patio Bullrich etc, e o meu preferido, Buenos Aires Design), para os fanáticos por compras tem de tudo. A Calle Florida é que,   inflacionadíssima, está cada vez mais vazia - ok, abriria uma exceção para as compritas de casa da Falabella.
O que eu curto mesmo em Buenos Aires são as coisinhas de design. As papelarias, as livrarias, as lojinhas de estilistas mais desconhecidos para nós que guardam adoráveis surpresas para quem gosta de coisinhas de escritório e enfeites para a casa como eu. A papelada colorida da Papelaria Palermo, os apetrechos divertidos da Calma Chicha, os achadaços da Bond Street, isso eu curto muito.
A Farmacity tem preços menores que no Brasil para os cosméticos importados; mas mais caros que os mesmos produtos em farmacinhas da Europa e dos Estados Unidos. Não vale mais a pena ir com muita sede ao pote ali, não.
Para alfajores e vinhos, no fundo, o melhor lugar para comprar hoje são os supermercados - e em Buenos Aires sempre haverá um Coto perto de você :-)))) Aproveite para experimentar, no quesito alfajores, marcas menos conhecidas no Brasil, mais baratas e igualmente deliciosas - como os ultra populares Jorgito. Para os vinhos, a vantagem da Winery é ter os rótulos mais tchans, que os supermercados não têm, e entregar tudo direitinho no seu hotel, trabalho zero. Um adendo: na viagem de agora, encontrei todos os preços de vinhos e alfajores no free shop em Ezeiza mais caros que nas lojas da cidade.
Para quem procura comprinhas diferentes, coisinhas bem porteñas e interessantes, recomendo checar sempre o blog My Villa Crespo, que tá sempre atualizadíssimo.

Fuudis: o tour gastronômico de Buenos Aires

Todo mundo acomodado, prontinho para começar a experiência gastronômica
 Eu já tinha falado do Fuudis antes, quando a Mari do Querido me contou que tinha participado da experiência e adorado, no ano passado. Depois vários outros amigos foram me contando de experiências seguintes e ficou decidido que, sim, eu ia me juntar ao Fuudis na próxima visita a Buenos Aires e ponto final.
Pra quem não lembra, o Fuudis é o tour gastronômico de Buenos Aires: durante uma noite, os inscritos no grupo percorrem pelo menos 3 restaurantes de um bairro pré-definido, comendo em cada um uma das etapas da refeição, da entrada à sobremesa.
A entradinha eu curti
 Papo vai, papo vem, o Fuudis acabou entrando justamente na programação da #BUE2012; e, como éramos muito (25!!!) não tinha como agregar outras pessoas a esse grupo já tão grandão e tivemos um tour exclusivo, só pra nós. O bairro escolhido pelas organizadores foi San Telmo, que vive um bom momento de "reabilitação", com hotéis, cafés e restaurantes abrindo suas portas por lá com desenvoltura - alguns dizem que San Telmo será o "próximo Palermo" em dois anos.
A saladinha de rúcula e Parma, para mim, estava excelente
 Well, vocês sabem que eu ADORO os tapas tours espanhóis, em que a gente passa a noite zanzando de bar em bar, com um pincho e una copita em cada um. Mas foi a primeira vez que "reparti" uma refeição formal desse jeito.
Animação não faltou. Vários de nós não nos víamos há meses, foi uma festança só e falação, falação, falação do começo ao fim, uma delícia. Gostei muito do ambiente do primeiro restaurante, apesar do serviço um pouco confuso; e achei as entradinhas uma delícia (polentinha al pomodoro, mozzarela à milanesa e rúcula com parma). 
Todos de olho nos pratos no El Baqueano
 O Baqueano, destino do prato principal (Harumaki de jacaré com molho de tamarindo, Brochette de bufalo al estilo madrás + Mini ciabatta de vicunha com vegetais),  foi a grande decepção da noite: eu tinha gostado tanto, mas taaaanto das outras vezes, e as carnes que nos serviram estavam bem, bem fraquinhas - tinha um espetinho super passado, que ninguém conseguiu comer. Acho que é o tipo de restaurante que não funciona mesmo pra grupo, só para pedidos individuais, uma pena. Foi bem frustrante.
O trio à base de carne de caças do Baqueano decepcionou... 
 Achei o ambiente do La Tertulia de Tilde, o último da noite, para a sobremesa, uma graça também; mas, como eramos muito e chegamos para a sobremesa já no final da noite, fomos acomodados num salão de eventos no subsolo, bem sem charme. Serviu-se um trio de sobremesas e estavam boas, mas nada fenomenal.
...mas o trio de sobremesas do Tilde estava bom
O valor da aventura gastronômica não é nenhuma pechincha: 270 pesos argentinos para os 3 passos mais água e vinho nos 3 locais. Um casal jantando sozinho num restaurante provavelmente terá um atendimento bem melhor pelo mesmo valor. Mas a ideia do tour como experiência é o que conta, sobretudo para provar de uma tacada só 3 restaurantes diferentes e pela possibilidade de interagir com tantas pessoas numa mesma noite (a ideia é em cada restaurante sentar ao redor de pessoas distintas, claro). E acho que vale principalmente pra quem viaja sozinho que conhece, numa noite só, um monte de gente e tem um jantar com direito a muitos papos.
Mais de duas dúzias de intrépidos comilões posando para a foto no final do tour  (crédito: Fuudis)
Os tours acontecem umas duas vezes ao mês, não mas há frequência exata;é bom sempre checar na página deles qual o próximo. E eu sugeri também às organizadoras que elas criem um Driiinkis, pra fazer uns tours legais pelos bares mais bacanas de Buenos Aires :-))))

5 de mai. de 2012

Hotel Review: Hotel Querido, Buenos Aires

Meu quartinho dessa vez
 Eu falo do Querido aqui e em todas as matérias que escrevo sobre Buenos Aires desde que bati na porta do hotel, em 2010, sem agendar nem nada (feio, muito feio, eu sei #shameonme), e pedi pra visitar e ver como eram os quartos. A Mariana Mason, a brasileiríssima e baianíssima proprietária, me recebeu com um sorrisão no rosto e com a maior boa vontade - e foi assim que eu me encantei pelo hotel à primeira vista.
O fofo restaurante onde é servido o café da manhã
 E não fui só eu: o Querido é o bed&breakfast número um no Trip Advisor e aparece recomendado também em tudo quanto é revista e jornal gringo que fala sobre os grandes achados de Buenos Aires.
Banheiro novinho, novinho
 Nessa última incursão porteña, tive o grande prazer de ficar hospedada ali. A Mariana e o Ali - o também simpaticíssimo marido e sócio do Mari no Querido - cuidam de cada hóspede como se fosse da família: recepção ultra cálida, nada de frescuras, explicações detalhadíssimas de tudo. E o melhor serviço de conciergerie EVER: encheram meu mapinha (e minha cabeça) de ideias acertadíssimas, personalizadas, que eu chequei, amei e recomendei para outros amigos que também amaram. Show, milongas, compras, comes, bebes, tours, livros, endereços escondidinhos: não importa o que você procura, eles sabem onde fica. Aliás, eles não só conhecem Buenos Aires (e os hábitos porteños, vale dizer) como a palma da mão como conhecem Villa Crespo, o adorável bairro vizinho a Palermo, onde o Querido fica localizado, como poucos. Foram eles também que me recomendaram um taxista show de bola, o sr. Miguel (1566812803) para os transfers in&out de e para Ezeiza (ele trabalha como taxista de calle também, uma graça).
Meu quarto em outro ângulo
 Dali dá pra ir à pé para ótimos restaurantes e bares dos arredores e fica bem pertinho do quadrilátero dos outlets, que os brasileiros tanto amam.
A fachada colorida do casarão...
... e a inconfundível árvore "vestida" de filé logo em frente
 O hotel é pequeno: são apenas sete quartos instalados nos 3 andares do casarão que ocupa. Cada quarto tem uma carinha, uma decoração, e podem ou não ter simpáticas varandinhas; mas todos contam com as mesmas facilidades: wifi grátis, LCD, cama fofona, banheiro novinho. E tem elevador, que fique bem claro.
 A decoração dos espaços comuns é ultra colorida e animada, da sala que funciona como recepção e ponto de encontro dos hóspedes ao a-do-rá-vel quintalzinho, com direito a rede para a preguiça e tudo.
O mural vem com recadinhos bem humorados (e inteligentes :-D)
Detalhes em toda parte
 O café da manhã é simpático, com direito a pães, medialunas, facturas, cereais, frutinhas etc - e um iogurte caseiro delicioso -, servido numa cozinha animadíssima, em que os hóspedes batem o maior papo cruzado entre as mesas. E funcionários gracinha.
Agora, confesso, gosto mais ainda do Querido. Pra ir, voltar e voltar.