Inauguro hoje uma nova seçãozinha aqui no blog, as cruise reviews. Já que as hotel reviews são as páginas de maior sucesso do Pelo Mundo, e levando em consideração que eu adoro cruzeiros e já fiz alguns, de diferentes armadoras, nada mais justo que ter uma parte do blog avaliando também esse setor, né?
Nos posts anteriores, vocês acompanharam minha viagem no Silver Spirit, da Silversea, pelo Mediterrâneo. A viagem foi excelente, posso dizer com segurança. Cruzeiro que faz jus ao título de cruzeiro de luxo, em sistema all inclusive com marcas e produtos que realmente valem a pena consumir.
Não houve nem check in no excelente porto de Barcelona (excelente mesmo, limpo, funcional, organizadíssimo, um terminal diferente para cada navio ancorado!) - você só passa pelo raio-X de segurança do porto apresentando seu voucher, mas o check in é todo feito dentro do navio. Aí vai minha única crítica à viagem em geral: talvez por não ser um dia tradicional de embarque (o navio dormiu uma noite em Barcelona e a maioria dos check ins aconteceu no dia seguinte ao meu, antes do barco zarpar), não havia ninguém da companhia no porto. Eu mesma levei minha mala do táxi ao navio - o que não combina com um cruzeiro de luxo, certo? Mas dos males o menor.
Ao fazer o check in na recepção do navio, o mordomo responsável pela minha ala de cabines veio ao meu encontro, me levou até a cabine (chamada a bordo de suite) e me apresentou todas as funcionalidades e serviços da mesma - não sem antes me entregar uma taça de champagne :-)
A cabine é maravilhosa, muito parecida àquela na qual eu já tinha viajado em 2007 em outro barco da mesma companhia, o Silver Wind (ter uma cabine com varanda na Silversea é facílimo, já que seus barcos têm mais de 95% das cabines com varanda :-D). Espaçoso, elegante, funcional - eu só deixaria mais espaço entre a cama e a "penteadeira", que é local de passagem. No fundo, tem até espaço de sobra, mas é que levam em consideração os passageiros que fazem o World Cruise durante 4 meses e realmente precisam de espaço extra.
Prateleiras para acomodar seus livros e objetos pessoais e que também fazem às vezes de cristaleira, já que o minibar também está incluído. ipod doc, controles independentes de temperatura, rádio, TV interativa de LCD embutida no espelho na sala de estar E em frente à cama, binóculos para empréstimo, mesa de trabalho, orquídeas naturais, ótimo.
Walk in closet, com espaço realmente suficiente para duas pessoas guardarem suas roupas, seja penduradas, seja nas gavetas.
Banheiro moderno e ultra-funcional, com banheira e ducha separadas - tremendo chuveiro por sinal, delicioso.
As amenities você escolhe: ou Bulgari ou Ferragamo.
E a programação diária, como de costume, você fica sabendo pelo jornal de bordo, uma gracinha.
O que eu achava mais legal é que, dentro do jornalzinho, sempre vinha encartado o menu a la carte do restaurante principal para almoço e jantar, caso você desejasse pedi-lo na cabine.
A boa gastronomia é realmente uma marca da companhia; não é à toa que possuem restaurantes Relais&Chateaux em seus navios. Eu ainda lembrava muito bem dos pratos excelentes que comi em 2007 e nessa viagem comi pratos excelentes outra vez. Seja das saladas rápidas à beira da piscina...
... aos pratos esmeirados dos restaurantes ou do serviço de quarto.
O serviço na piscina também era super cuidadoso, fosse para oferecer drinks e coquetéis ou na rapidez para providenciar novos jogos de toalhas para as cadeiras recém-desocupadas. E tudo muito limpo, sempre.
As atividades à bordo eram muitas, fosse dia de escala ou dia no mar. Dos tradicionais bingos a aulas básicas de alguns idiomas, todo mundo encontrava seu lugar. Eu, claro, me inscrevi em todas as atividades ligadas à gastronomia que pude e participei de excelentes workshops da École des chefs, como o Lunch and Learn da foto.
O serviço foi muito atencioso. A bem da verdade, bem menos atencioso que na viagem em 2007, quando todos me chamavam sempre pelo nome (todos os tripulantes recebem um arquivo com foto - feita no check-in - e nome de todos os passageiros). Mas ainda assim muito gentil e solícito, como se espera num hotel do gênero.
O serviço de quarto é um detalhe à parte. Não bastasse a história dos mordomos para as cabines - tem gente que os utiliza até para fazer e desfazer malas, pra buscar um petisco assim, um negocinho assado - o room service também está incluído na tarifa, 24h. Ou seja: você pode pedir o que quiser durante as 24h do dia na sua cabine que será servido com o maior esmero.
A estrutura para embarque e desembarque também era organizadíssima. Em todos os portos - à exceção de Guernsey, que a gente realmente desembarca e míseros passos do centro - colocam shuttle do navio a algum local chave da cidade de escala (como a Plaza Catalunha em Barcelona, por exemplo) para levar e trazer aos passageiros, com saídas a cada 30 minutos, sem nenhum custo extra.
As excursões, overpriced como em qualquer cruzeiro, também são super bem executadas: tomei duas, uma em Málaga, para ir a Granada e a Alhambra, e outra em Bilbao, para ir à costa basca, e fiquei muito satisfeita. Mesmo em Granada, que tinhamos almoço incluído por ser uma excursão de dia inteiro, o almoço foi exatamente nos mesmos moldes do navio, num restaurante excelente.
E o navio é cheio de cantinhos interessantes: cyber (mas internet caríssima, infelizmente), duas bibliotecas, sala de jogos, terraços mil, vários salões, big spa (pago à parte). São cinco restaurantes e quase uma dezena de bares para você curtir o prazer da navegação saboreando pratos, petiscos, vinhos e drinks de ótima qualidade.
O melhor french martini EVAH, por sinal :-)))))
Música DJ ou ao vivo em todos os bares, todas as noites, e shows também todas as noites à bordo, de espetáculos musicais a shows de jazz no Teatro. Teve até show de flamenco em pleno deck da piscina na Espanha.
No fim da noite (vale lembrar que o entretenimento termina lá pela uma, uma e meia da manhã, simplesmente porque o navio inteiro dorme), vira e mexe rolavam atividades como uma excelente degustação de portos e jerez que fizemos.
Destaque para a Silversea Experience - uma atividade que acontece em alguns dos roteiros da companhia, aberta e gratuita para todos os hóspedes. No meu roteiro, foi uma visita em plena segunda-feira ao Guggenheim de Bilbao, exclusiva para os passageiros, com direito a mini coquetel, uma delícia.
Excelente viagem. Taí uma companhia de cruzeiros que eu continuo recomendando, porque acho que sua propaganda é totalmente compatível com seu serviço.
Em tempo: apesar de ter roteiros com preços elevados, já que são viagens de luxo com tudo incluído, vale ficar de olho no site da companhia; vários roteiros vira e mexe são oferecidos com chamadas "super savings", com descontos de até 60%.
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29 de mai. de 2011
22 de mai. de 2011
Guernica e Costa Basca
Aproveitei a escala do navio em Bilbao para fazer um tour de meio dia a Guernica e outros vilarejos da Costa Basca. Como vocês sabem, Guernica (Guernika, em euskera, dialeto basco) virou o símbolo da bárbarie militar ao ser destruída pela força aérea nazista e posteriormente inspirar a obra-prima homônima de Picasso.
Mas mais até que Guernica, eu adorei as outras passagens que fizemos pelo caminho, sobretudo a simpaticíssima cidade de Bermeo, com seus balcões impagáveis e ruelitas estreitas no centro.
É engraçado: estar no País Basco é como estar na Catalunha - você sabe que está na Espanha mas sente que, no fundo, não está; muda não só a língua, mas o jeito da cidade, a arquitetura, não sei.
Bermeo dá praia e ainda tem uma vista linda para o porto, ao redor do qual montes de bares de tapas e cafeterias fazem a festa dos turistas e moradores.
Da janela do ônibus,as imagens acabaram ficando muito ruins; mas a paisagem era linda o tempo todo, acompanhando o mar e as muitas formações rochosas que surgiam de dentro dele aqui e ali.
Claro que rolaram tapas. Não tão lindas e delicadas como se espera do País Basco (San Sebastian ficou super famosa por isso), mas estavam deliciosas.
Acompanhadas de um tinto Rioja (bom) e um branco Basco (que eu achei ruim):
Guernica tem paisagens fortes em todo canto, das construções em pedra muito antigas às ruas de casas super contemporâneas - e o Museu da Paz é, óbvio, um must see emocionante.Baita passeio.
As bandeiras da Espanha e do País Basco lado a lado...
De um lado, grafismos caóticos; de outro, pontecitas bucólicas...
Não deu praia, que fazia friozinho; mas taí uma bela ideia pruma próxima viagem ;-)
Mas mais até que Guernica, eu adorei as outras passagens que fizemos pelo caminho, sobretudo a simpaticíssima cidade de Bermeo, com seus balcões impagáveis e ruelitas estreitas no centro.
É engraçado: estar no País Basco é como estar na Catalunha - você sabe que está na Espanha mas sente que, no fundo, não está; muda não só a língua, mas o jeito da cidade, a arquitetura, não sei.
Bermeo dá praia e ainda tem uma vista linda para o porto, ao redor do qual montes de bares de tapas e cafeterias fazem a festa dos turistas e moradores.
Da janela do ônibus,as imagens acabaram ficando muito ruins; mas a paisagem era linda o tempo todo, acompanhando o mar e as muitas formações rochosas que surgiam de dentro dele aqui e ali.
Claro que rolaram tapas. Não tão lindas e delicadas como se espera do País Basco (San Sebastian ficou super famosa por isso), mas estavam deliciosas.
Acompanhadas de um tinto Rioja (bom) e um branco Basco (que eu achei ruim):
Guernica tem paisagens fortes em todo canto, das construções em pedra muito antigas às ruas de casas super contemporâneas - e o Museu da Paz é, óbvio, um must see emocionante.Baita passeio.
As bandeiras da Espanha e do País Basco lado a lado...
De um lado, grafismos caóticos; de outro, pontecitas bucólicas...
Não deu praia, que fazia friozinho; mas taí uma bela ideia pruma próxima viagem ;-)
19 de mai. de 2011
Guernsey
A última escala do cruzeiro no Silver Spirit aconteceu na mítica ilhota de Guernsey, nas Channel Islands. Eu tava muito a fim de visita-la desde que estive na Normandia pela primeira vez, em julho do ano passado, e via todo dia os turistas saindo de Carteret de ferry com destino à ilha, famosa por sua suposta soberania e isenção fiscal.
Na verdade, a minha curiosidade sobre a ilha ficou mesmo aguçada depois de ler The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society - se ainda não leu, leia, interessantíssimo. E curti muito chegar nessa ilhota de língua e mão inglesas, arquitetura francesa (muito similar à da Normandia), libra própria (mas a esterlina é aceita everywhere) e curiosas cabines telefônicas de amarelo gritante (reza a lenda que já foram também azul royal).
A ilha tem o tour mais barato EVAH: com uma mera libra, você toma, ali pertinho do porto, o ônibus 7 ou 7A - ambos fazem a volta completa da ilha (um no sentido horário, outro no anti-horário), durante 1h30 e meia, num passeio interessantíssimo - ainda mais se você chegar lá num dia de chuva como o meu.
Chegar em Guernsey, aliás, foi meio mítico mesmo. Havia tanta, mas TANTA fog, que o navio demorou para chegar e eu tinha a nítida sensação de estar entrando em Avalon. A chuvinha o dia todo foi chata, mas não atrapalhou o passeio, não.
Agora... o lance das ótimas compras que todo mundo fala por lá... well, não achei nada, não. Alguns produtos, como bebidas, não são taxados de impostos, então custam um pouquinho mais barato. Os eletrônicos só eram baratos mesmo nas lojas de indianos, igualzinho em Londres. E o resto achei bem normal.
Os barcos estão espalhados pela ilha inteira, entre casinhas fofas, marés super flutuantes e bunkers da 2a. guerra.
Os fortes também são interessantíssimos e as igrejas muito bonitas. Se o dia estivesse claro, teria sido uma BAITA escala.
E reza a lenda que no verãozão (que é verãozão tipo Normandia mesmo, com a máxima batendo nos 20 graus centígrados) essas areias ficam lotadinhas.
Na verdade, a minha curiosidade sobre a ilha ficou mesmo aguçada depois de ler The Guernsey Literary and Potato Peel Pie Society - se ainda não leu, leia, interessantíssimo. E curti muito chegar nessa ilhota de língua e mão inglesas, arquitetura francesa (muito similar à da Normandia), libra própria (mas a esterlina é aceita everywhere) e curiosas cabines telefônicas de amarelo gritante (reza a lenda que já foram também azul royal).
A ilha tem o tour mais barato EVAH: com uma mera libra, você toma, ali pertinho do porto, o ônibus 7 ou 7A - ambos fazem a volta completa da ilha (um no sentido horário, outro no anti-horário), durante 1h30 e meia, num passeio interessantíssimo - ainda mais se você chegar lá num dia de chuva como o meu.
Chegar em Guernsey, aliás, foi meio mítico mesmo. Havia tanta, mas TANTA fog, que o navio demorou para chegar e eu tinha a nítida sensação de estar entrando em Avalon. A chuvinha o dia todo foi chata, mas não atrapalhou o passeio, não.
Agora... o lance das ótimas compras que todo mundo fala por lá... well, não achei nada, não. Alguns produtos, como bebidas, não são taxados de impostos, então custam um pouquinho mais barato. Os eletrônicos só eram baratos mesmo nas lojas de indianos, igualzinho em Londres. E o resto achei bem normal.
Os barcos estão espalhados pela ilha inteira, entre casinhas fofas, marés super flutuantes e bunkers da 2a. guerra.
Os fortes também são interessantíssimos e as igrejas muito bonitas. Se o dia estivesse claro, teria sido uma BAITA escala.
E reza a lenda que no verãozão (que é verãozão tipo Normandia mesmo, com a máxima batendo nos 20 graus centígrados) essas areias ficam lotadinhas.
16 de mai. de 2011
Bilbao: paxonei
Apesar do atraso pelo mau tempo que enfrentamos nos últimos dois dias no mar, chegamos a Bilbao num fabuloso dia de primavera. E que linda cidade! Me encantó ;-)))))
Tomei um tour até Guernica e a costa basca, uma graça. Mas, com o atraso na chegada do navio pelo mau tempo, acabou sobrando pouco tempo para curtir a cidade de verdade, principalmente o lindo centro antigo, uma pena.
Amei a arquitetura da cidade, com uns toques meio ingleses, sei lá. Parece muito pouco Espanha, na verdade, mas fiquei contente de ouvir muito mais espanhol que basco nas ruas. Aliás, gente linda na cidade, viu? E as espanholas mais elegantes EVAH.
E o Guggenheim, então???? Não, definitivamente não é meu tipo de museu. Mas PIREI, literalmente, com ums dos edifícios mais impressionantes que eu já vi ao vivo e a cores.
Hoje, segundona, o museu fica fechado. Mas abriu à noite especialmente para os passageiros da Silversea, com direito a visita guiada para todos, acompanhados de providencialíssimas taças de champagne ;-)))))
Esse prédio não é lindo???? Eu AMEI. Mesmo.
E, na volta pro barco, essa BAITA lua cheia e parte do staff do hotel segurando plaquinhas de welcome home, pura fofura.
Quero MUITO, muito mesmo, voltar pra Bilbao, pra passear por essa linda cidade como se deve.
Que agora o cruzeiro já tá perto do fim; amanhã, another day at sea ;-)
Tomei um tour até Guernica e a costa basca, uma graça. Mas, com o atraso na chegada do navio pelo mau tempo, acabou sobrando pouco tempo para curtir a cidade de verdade, principalmente o lindo centro antigo, uma pena.
Amei a arquitetura da cidade, com uns toques meio ingleses, sei lá. Parece muito pouco Espanha, na verdade, mas fiquei contente de ouvir muito mais espanhol que basco nas ruas. Aliás, gente linda na cidade, viu? E as espanholas mais elegantes EVAH.
E o Guggenheim, então???? Não, definitivamente não é meu tipo de museu. Mas PIREI, literalmente, com ums dos edifícios mais impressionantes que eu já vi ao vivo e a cores.
Hoje, segundona, o museu fica fechado. Mas abriu à noite especialmente para os passageiros da Silversea, com direito a visita guiada para todos, acompanhados de providencialíssimas taças de champagne ;-)))))
Esse prédio não é lindo???? Eu AMEI. Mesmo.
E, na volta pro barco, essa BAITA lua cheia e parte do staff do hotel segurando plaquinhas de welcome home, pura fofura.
Quero MUITO, muito mesmo, voltar pra Bilbao, pra passear por essa linda cidade como se deve.
Que agora o cruzeiro já tá perto do fim; amanhã, another day at sea ;-)
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