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3 de set. de 2012

Sobre malas, maletas, mochilas e malices

Mala é um assunto muito delicado. Para mim, por exemplo, malas sempre despertaram um fascínio tão grande quanto bolsas (e eu gosto de bolsa pra caramba!). Por outro lado, fazer as malas sempre foi para mim, de longe, a pior parte de qualquer viagem - pior até que desfazer as ditas cujas na volta.
E esse assunto vira e mexe volta ao noticiário e blogs de viagem. Já perdi a conta de quantas vezes fui entrevistada sobre "como fazer malas para viajar", ou "o que levar numa mala de viagem inteligente". Porque fazer mala não é mesmo tarefa fácil. A questão não é levar "pouca" ou "muita coisa" - até porque, vira e mexe, defensores ferrenhos de malas de bordo viajam só com mala de bordo mas despacham mil e uma coisas na mala do cônjunge, humpf! - mas levar coisas práticas, úteis, que resolvam nossa vida (ao invés de atrapalhar).
Enquanto eu acho ótimo fazer mala em "rolinhos" e simplesmente não consigo mais empacotar minhas coisas de outro jeito (minhas malas já têm "lugar cativo" para encaixar necessaire, sapatos, roupas etc), tem gente que acha o fiiiiiiiim da picada enrolar as roupas e quer colocar tudo aberto, dobrando as extremidades. Normal. Cada mala, uma sentença. Não tem jeito "certo" ou errado de fazer; tem o jeito que dá certo PRA VOCÊ ;)
O resto você já cansou de ler: roupas que amassem pouco, peças que combinem entre si, acessórios bacanas, peças curinga etc etc etc. Rola ainda a velha questà que divide o mundo entre "pessoas que não desfazem a mala no destino" e "pessoas que desfazem a mala e penduram as peças no cabide", das grandes dicotomias da sociedade moderna.  E, óbvio, sem nem chegar na pedra filosofal daqueles que julgam a "qualidade" e "confiabilidade" dos viajantes pelo fato de levarem mala, mala de bordo ou mochila em suas viagens. AFFE.
Agora, uma coisa que eu sempre quis saber: quando você faz a sua mala? é do time do uma semana antes, que deixa a dita cuja como um altar num canto da sala, prontinha, esperando derreter a vela de sete dias para embarcar? é do time da véspera, com listinha ao lado, para não esquecer de nada? curte fazer a mala na madruga (como eu), quando a casa - e o mundo - estão em silêncio e você se concentra? Ou tá mais na vibe do Calvin, do turbilhão da última hora, jogando tudo na mala às pressas antes de sair correndo pro aeroporto?
Conta aí para eu ir lendo enquanto faço a minha nessa madrugada, vai ;))))

23 de mar. de 2012

Enquete: que "amenidade" é essencial num voo longo pra você?

"Extra legroom" nos aviões: o grande desejo da maioria dos viajantes
Semana passada li na versão eletrônica de um caderno de viagem gringo um pesquisa com seus leitores sobre qual(is) a(s) "amenidade"(S) que eles consideravam essencial num voo de longa duração na classe econômica. Mais de sessenta por cento optava em primeiro lugar disparadão por mais espaço para as pernas. Depois, com percentuais em torno dos trinta, tinham praticamente os mesmos votos as opções: ter tela individual para o entretenimento, ter wifi a bordo, ter boas refeições e ter bebidas alcoolicas grátis (esse último reflexo de um trauma compreensível dos americanos, que geralmente têm que pagar por elas). 
Mas me chamou atenção que opções como friendly staff (algo que eu, pessoalmente, considero bem importante) e power supply (eu dou suuuuper valor a assentos que têm tomadinha individual) tivessem absolutamente 0 votos. Comentei com uma amiga e ela disse "que adianta um staff amigável se você mal consegue caber no assento?". Fez sentido. 
No fundo, todas as amenities mencionadas pelo jornal são importantes. Seria incrível poder ter tudo isso na fish class. Afinal, pagando o dindim razoável que pagamos para passar 10, 12, 15 horas fechado numa aeronave, a gente queria mais era poder ter um assento confortável, esticar as pernocas, comer decentemente, ser bem atendido, poder usar internet e carregar seus gadgets, essas coisas. 
Bom, e a gente também sabe que gosto é gosto, não adianta: enquanto uns acham que, sei lá, deveriam servir caviar belga na classe econômica, certeza que outros vão achar que pontualidade é algo muito mais necessário (e eu me incluo nesse segundo grupo, é claro).
Então vou lançar a perguntinha aqui, pra quem se animar a discutir o assunto: quais seriam, pra você, as amenidades/serviços mais essenciais num voo de longa duração para que ele fosse o menos desconfortável possível? Valem tanto as coisas que foram citadas na tal pesquisa do jornal quanto qualquer outra coisa que vc julgar importante, é claro.

6 de jan. de 2012

Com que roupa você vai?

 Mais um post da série #brioches :-D
É que foi batata: bastou eu colocar no ar o último postzinho sobre “como fazer as malas” para virem montes de tuítes pedindo para eu fazer um post sobre roupas adequadas para viajar. Como aqui no Pelo Mundo trabalhamos no esquema seu-pedido-é-uma-ordem : -)))))), eis aqui uma reflexão sobre o assunto.
Na verdade, não se trata do que levar para vestir numa viagem, mas sim do que se usa/veste durante os deslocamentos de viagem em si. Já tive essa conversa N vezes, com várias pessoas diferentes (até porque sempre fico chocada ao ver gente embarcando para voos de mais de 10h de duração com sapatos de salto agulha e botas justíssimas até o joelho) e o tema sempre rende; então nada mais justo mesmo que discutir isso aqui.
Um dia, conversando com a @Marcie14 sobre viagens, chegamos à conclusão que nós, que viajamos muito não só por paixão mas também pelo trabalho, temos como regra na hora dos deslocamentos, acima de tudo, o conforto. Sapato bom pra viajar é aquele sapato ultra amolecido e confortável; a roupa tem que ser ultra confortável, que não marque, não aperte, não incomode nunca e não tenha restrições – tipo saias, que não deixam a gente sentar em qualquer posição. E acabamos ficando cada vez menos criativas na hora de se vestir para a viagem e até de encher a mala: as peças, de roupa íntima a ocasiões sociais, que sempre deram certo em viagens anteriores, acabam sendo sempre as eleitas, até ficarem tão gastas que viram proibitivas :-D. Vou confessar aqui pra vocês que, nesses últimos tempos, vario quase que invariavelmente entre 3 "looks" na hora de subir no avião (#shameonme)

Para mim, tem que se ser assim:
- roupas na cor preta (eu AMO preto, gente, sorry; e ainda por cima se rolar sujeirinha no voo, não aparece!): calças de tecidos molinhos, bem maleáveis, e blusas com manguinhas, porque geralmente rola um ar condicionado friozinho
- nos pés, rasteirinha ou sapatilha folgadinha: porque a primeira coisa que eu faço no avião é tirar o sapato e calçar uma meinha-sapatilha (e meus pés incham que é uma loucura durante a viagem)
- o mínimo de bijoux possível
- pashmina sempre à mão, porque nem sempre o cobertorzinho do avião quebra o galho – e ajuda super a dar uma ajeitada no visual na chegada :-P

Munida pelo espírito blogueiro, soltei uma twittenquetezinha básica sobre o tema também. As respostas foram bacanérrimas - e me identifiquei muito com várias delas, inclusive porque o preto, minha cor “oficial”, parece ser mesmo a escolha da maioria para as viagens em carro, ônibus, trem e, sobretudo, avião (adorei a justificativa da @lenamaxi: “vai que alguém derruba vinho!”). A @LuBetenson é outra ultra do meu time: além de escolher o preto, tem tipo um “uniforme” de viagem longa de avião; aquelas roupas já testadas e aprovadíssimas que a gente sabe que funcionam pra esse tipo de trajeto e viram as eleitas sempre.

De todo mundo que respondeu a enquetezinha, pra quem quiser se inspirar aqui, os eleitos no quesito “roupa para viajar” parecem ser:
- nos pés, tênis.  Campeão entre homens e mulheres. E, ao que parece, quanto mais velhinhos, amaciados e confortáveis, melhor. A sapatilha feminina vem logo em segundo lugar.
- no corpo, roupa escura ou preta, que amasse o mínimo possível. Para a maioria, o conforto é muito mais importante que “estar bonitinho”.
- a calça predileta da maioria – homens e mulheres - é um jeans molinho; mas o legging também apareceu bastantão no lado feminino. Camisetas ou blusinhas básicas e confortáveis completam o set.
- casaquinho e/ou pashimina foram apontados como obrigatórios (!) pelas mulheres e a jaqueta e o suéter também apareceram bastante para os meninos
- os brincos e bijoux parecem ser evitados pela maioria das mulheres durante os voos

Em tempo: em comum, a maioria afirmou que, para viagens curtinhas, não liga muito para o que veste ou calça. Essa preocupação é mais para deslocamentos longos, seja em ônibus, trem ou avião.

Eu poderia falar aqui sobre as muuuuitas OUTRAS coisas que vão comigo dentro do avião (de minibásicos de necessárie a livros e eletrônicos), mas a lista é grande, e renderia bem um outro post : -))))))))
E você? Tem algum “uniforme” ou “regrinha” para roupa para viajar?

4 de set. de 2011

City packages valem a pena?

Paris: a campeã de vendas nos city packages
São cada vez mais comuns as ofertas de pacotinhos que incluem passagem aérea e 3 ou 4 noites de hotéis.  Até uns quatro ou cinco anos atrás, eram poucas as operadoras que ofereciam esses chamados “city packages” por aqui, mas hoje em dia quase todas têm essa opção que parece andar fazendo mesmo sucesso por aqui – das grandes operadoras aos sites de compras coletivas.
Viajar a Buenos Aires ou Santiago nesse esquema, tudo ótEmo! Afinal, pra essas dá até pra ir na sexta e voltar no domingo, né? Mas... Paris?
Sim, eu sei que costumam ser bem “em conta”. Mas a minha grande dúvida é: vale a pena investir esse montante em dólares/euros pra ficar tão pouco em outro continente? Ou, mais simples ainda, vale a pena investir todas essas horas de voo para chegar, por exemplo, a Lisboa ou Miami (as opções mais próximas) e ficar tão pouquinho por lá?
Só fiz esse tipo de viagem – voo longo + 4 noites de hospedagem – a trabalho; viajei aos EUA e voltei moída. Pra mim, encarar um long haul flight (mais de 8 horas de duração) e seus efeitos em mim(corpo doído, sono em falta, pés e pernas inchadérrimos) por vontade própria tem que ser pra ficar pelo menos uma semaninha fora. Nessa duração, eu acho que compensa. Melhor ainda se puder ficar pelo menos 10 dias. Bão mesmo se puder ficar 15 (esse foi meu modelo de férias por muitos anos, nos meus tempos de CLT – dois períodos de 15 dias ao ano, que ainda eram sempre somados com jeitinho a um Carnaval aqui, um feriadinho ali, uma emenda acolá :-D). E fabuloso se puder ficar um mês, claro. Acho que quanto mais tempo a gente fica num destino, melhor aproveita, melhor o corpo se recupera e melhor se distribuem os gastos grandes da viagem.
Então, resumindo, a minha respostinha pra pergunta do título do post é: se for destino que envolva voos longos, não. Eu, particularmente, só vejo sentido se for América do Sul. Mas cada um é cada um, né? Então, se vc tiver ideias diferentes ou complementares, manda ver aí. :-D

1 de set. de 2011

Comida de avião: você encara?

Meu jantar na econômica da SAA no voo GRU-Joanesburgo: simples e honesta
Ninguém nunca foi apaixonado por comida de avião. Afinal, comer comidinha pré-pronta e requentada a muchos milhares de pés de altura não tem mesmo como ser um experiência gastronômica. E muito também já foi dito, aqui e ali, sobre como a comida e os serviços de bordo em geral pioraram nas áreas após o 11 de setembro e blá blá blá. Até porque nem na classe executiva hoje em dia se tem garantia de comer uma refeição interessante. 
Tenho conversado com alguns amigos jornalistas que viajam muito o ano inteiro como eu e a maioria tem me contado que simplesmente não come mais à bordo. Nada. Que toma um lanchinho em casa, no aeroporto ou na sala vip antes de embarcar e a única coisa que consome a bordo é água e ponto final.
Tenho outros amigos não jornalistas que sempre pedem alimentação especial. Nem são vegetarianos ou diabéticos ou judeus mas acabam pedindo às companhias aéreas por pratos vegan, diet ou kosher porque, como diz uma delas, “é a única garantia de que eu terei uma refeição menos insossa e pasteurizada que a do serviço padrão”.
Ok, eu não sou tão radical assim.  Acho que, até pela nossa saúde, a gente tem que ser moderado no quesito alimentação nas alturas: moderado no álcool, moderado nos alimentos, sempre. Se eu estou voando no horário do jantar, eu sou do time que aceita o jantar à bordo, sim; peço sempre a massa, que costuma ser a opção mais segura no quesito bem-estar e também no quesito sabor. Não acho que role enfrentar um voo de dez, onze horas de duração sem comer – ainda mais que eu não durmo em aviões. E minha médica também concorda: nada de grandes períodos sem se alimentar. Durante o voo, eu fico tomando bastante água – bom, bastante na medida o máximo que eu me lembro de tomar, né? #shameonme
E, sendo bem franca, entre tantas comidinhas insossas, como a da Air China, por exemplo, eu até andei tendo surpresas agradáveis em refeições noturnas da TAM e South African.
O café da manhã, sim, eu costumo dispensar, ou comer só a frutinha ou o queijinho e o suco, até porque quando a gente está prestes a pousar, depois de trocentas horas amassado em voo, o apetite nem tchuns, né? E também porque eu sei que dali a pouco estarei deixando as malas no hotel e liberadíssima pra sair e tomar um bom café da manhã, como se deve.
E você? Encara comida de bordo numa boa? E, se encara, qual costuma ser sua opção?



P.S.: Aproveita e lê esse texto BEM bacana do meu amigo Eduardo Maia, do Globo, sobre o universo das refeições a bordo e a big diferença  entre o que se serve na econômica e na executiva.

31 de jul. de 2011

Sala vip nos aeroportos: você usa?

"A partir do momento q vc começa a achar que é VIP, vc não é mais", já dizia la reina Carolina Herrera. Mas mimo é bom e a gente gosta, claro. Faz uns dez anos que mantenho meu cartão que começa com D (pra não fazer propaganda, vá :-P) por um simples motivo: porque ele me dá salas vip em N aeroportos no mundo. Ele nem é tão aceito assim mundo afora, junta só um ponto ou milha por dólar gasto, mas me proporciona momentos relax com conforto, comidinhas, bebidinhas e internet disponível enquanto espero meu voo aqui e ali.
Eu acabo comprando minhas passagens aéreas ou em função da “escala” que eu quero aproveitar ou em função do preço e não tenho status Gold nos meus programas de fidelidade para usar as salas vip das companhias aéreas. E, a bem da verdade, viajo mesmo em business quando emito passagens-prêmio com pontos. Então é esse meu querido cartãozinho que me leva para o mundo das chamadas salas vip.
Claro que hoje, que voo trocentas vezes por ano, atribuo ainda mais valor a esse benefício que ele me dá. Mas desde a época em que viajava apenas em férias, três ou quatro vezes ao ano, já utilizava bem o dito cujo; e tenho vários amigos que também mantém esse cartão por essa mesma razão. E estamos mais contentes ainda com a parceria recentemente firmada entre ele e as salas vip do Smiles, o que representou um upgrade bem razoável para as salas brasileiras, consideradas dentre as mais “fraquinhas” do mundo.
Vale ressaltar que, além desse cartão específico, vários bancos lançaram nos últimos anos também seus cartões de outras bandeiras com Priority Pass, que também dá acesso gratuito a cada vez mais salas vip no mundo inteiro, e é uma mão na roda pra muita gente. O Mastercard Black também abriu uma sala ótima, exclusivamente no Brasil, no aeroporto de Guarulhos, pra seus clientes. E o próprio Itaú também começa a lançar salas – domésticas apenas, por enquanto – em alguns aeroportos nacionais para seus clientes platinum.
No fundo, seja qual for a sala, acho uma mão na roda pra suportar numa boa as longas horas que passamos nos aeroportos hoje em dia, com toda essa antecedência que nos é exigida para chegar. E acho que os cartões de crédito com esse diferencial são a maneira mais simples de desfrutar desse beneficio, não importa a frequência com que você voe.
E você? Também tá adepto dessa história das salas vip? Como usa?

11 de jul. de 2011

Me ajuda na enquete Pelo Mundo? Só até 4a!

 Pipols, há uma semana eu vim aqui num post pedir procêis me daram um help numa enquetezinha pra conhecer melhor os leitores do Pelo Mundo.
Antes de mais nada, quero agradecer, muitão, todo mundo que já respondeu as DUAS partes da enquete. Obrigada mesmo!
Se você ainda não respondeu e topo me ajudar nessa, vai lá: a enquete em duas partes está dividida aqui  E aqui . Pra fazer sentido, tem que responder as duas partes mesmo, porque são complementares, tá? A pesquisa rola até essa quarta, dia 13 - depois os resultados serão compilados e ela sai do ar.
Passa lá, vai ;-)))))

4 de jul. de 2011

Vai uma enquetezinha aí?

Las Ventanas al Paraiso, crédito divulgação
Eu sei, eu sei. É tanta pesquisa online que a gente responde hoje em dia que tem gente que já tá até achando chato. Mas não tem jeito: blogueiro tem que fazer pesquisa, e já estava mesmo da hora de uma nova pesquisita pro Pelo Mundo - uptodate é a regra mínima em se tratando de internet. Mas não, infelizmente não tem como prêmio uma estadia num hotelaço como o da foto. Ainda não :-)
Como qualquer veículo de comunicação, a gente tem que saber o mais especificamente possível pra quem a gente escreve, com quem a gente fala, quem viaja com a gente todo dia.  E só a pesquisa pra dar uma panorama mais preciso.
Tô com a pesquisa pronta há um tempinho, mas me faltava uma ferramenta fácil, prática, bacaninha pra colocar em prática. Mas agora vai!
Então mãos à obra: a pesquisa está divida em duas partes, e é importante que você responda as duas partes para fazer sentido. Mas, juntando tudo, tudo, tudo, você não vai gastar mais que 3 minutos no total com isso, prometo. É bem rapidinho mesmo.
Topas? Então, plisss, clique aqui e aqui também e ajude a gente a deixar o Pelo Mundo o mais a sua cara possível ;-)
Brigadú!

6 de jun. de 2011

Os brasileiros e suas panelinhas

Eu reparo nisso há mais de uma década e esse assunto sempre vem à tona nas rodas de amigos. Mas a ideia de transformar isso num post veio da constatação na minha amiga Lucia Malla no twitter nessa segunda-feira, enquanto participa de um congresso em Boston, EUA: “é muito interessante ver os brasucas em congresso. Com raras exceções,pouco interagem com estrangeiros”. Pois é. E não é só nos congressos, não; vejo isso acontecer com MUITOS brasileiros em viagem, sobretudo quando viajam para fazer intercâmbio.
Juro que não entendo. A ideia principal de fazer intercâmbio não é justamente a imersão para aprender outra língua e se entrosar com outra cultura? Conhecer estudantes do mundo inteiro? Então como é que tanta gente ainda gasta esse dindim todo pra viver num grupinho de brasileiros no destino escolhido?
Vou além: não entendo como é que alguém que vai passar 20 ou 30 dias em férias num outro país quer procurar os restaurantes de comida brasileira, os bares frequentados por brasileiros e tal. Um chofer indiano de um transfer que eu peguei em Londres me perguntou se eu queria saber onde comprava cerveja brasileira e os supermercados que tinham seções brazucas, porque os clientes brasileiros sempre pediam isso a ele.
Que a gente fique homesick quando VIVE fora, é uma coisa. Você tá lá, há milhares de milhas distante de casa, da família, falando outra língua, vivendo outros hábitos, e sente aquele prazer imenso ao ouvir gente falando em português ou quando um amigo vai te visitar e leva, por exemplo, sonho de valsa - ou qualquer outra coisa que você ame muito e que não encontra lá fora. Normal. Mas numa viagem... sei não.
Eu, quando viajo, o que quero mesmo é CONHECER o outro país: me esforçar pra falar um tiquinho da outra língua (ao menos por favor, desculpa, bom dia, boa noite e obrigado eu sempre aprendo antes de embarcar), experimentar os sabores locais (mesmo pra depois eu poder dizer que aquele não é meu tipo de comida), ouvir as músicas locais, me adaptar aos costumes etc. Será que eu sou muito estranha?

2 de jun. de 2011

Precisando de ideias pra viajar: me ajuda?

 De vez em quando eu uso esse blog às avessas e venho aqui pedir dicas, conselhos e ajuda. Agora trata-se de uma dessas vezes : - ))))))))))
Seguinte: como costuma acontecer, em julho vou me mandar mais uma vez para a Espanha sob o sempre doce pretexto de visitar minha irmã :-D  Nesse ano, ficarei 20 dias de férias (se é que travel writer tira férias de verdade alguma vez na vida... ) num dos meus países prediletos do mundo, pra encontrar a maninha querida. Vinte dias nem é muito tempo; mas, claro, não quero passar a viagem toda no apê dela, nem na mesma cidade (que eu já conheço como a palma da mão), ainda mais que ela não estará de férias no mesmo período e teremos só as noites e finais de semana pra fofocar.
 Então, ó dúvida cruel, eu preciso decidir o que fazer da vida nesse, digamos, ínterim, entre os beijos, abraços e risadas com a maninha e me afogar nas rebajas espanholas antes de voltar pra casa no começo de agosto. Andei pesquisando montes da internet, vivo de olho no Travelzoo e também fuçando voos para N lugares (ando com uma vontade de Itália imensa, querendo, sobretudo, algo tipo Sardenha ou Sicília, mas estou sempre aberta a novidades), mas a verdade é que no verão europeu é muito difícil encontrar um voo cujo cost seja mesmo low seja para onde for.
Cantinhos da Espanha que ainda não conheço, tipo a Rioja? Bem que poderia ser. Cruzar o país até Barcelona, que eu adoro?  Sempre bela opção. Continuar fuçando os voos até achar uma ofertinha pra me mandar para outro país europeu?  Boa, também.
Não quero gastar muito, plisss, que esse ano já viajei e gastei muitão. Então pergunto: você viu alguma oferta legal? Tem sugestões de lugares, hotelitos, passeios pra eu fazer? A caixa de comentários agradece ;)

19 de abr. de 2011

New York, New York

"These streets will make you feel brand new,
Big lights will inspire you,
Let's hear it for New York, New York, New York"


Como eu já contei, vim passar a semana do feriadaço da Páscoa (poderia dizer Spring Break, se eu fosse bem teen :mrgreen: ) na sempre boa e velha Nova York numa girls escape + work work work. Aproveitei que tinha milhas suficientes para emitir minha passagem, juntei a ideia de novas pautas pela cidade com o pretexto de reunir a tchurma e... voilá! Cá estou outra vez nessa cidade que, literalmente, é um mundo.
E vou dizer pra vcs que a cidade está bombando (e brasileiros, MUITOS brasileiros por toda parte, cheios de sacolas). No meu itinerário, almoços e jantares demorados com os queridos, algumas happy hours, visitas a museus que adoro e novas expo, programetes just for girls com AZAMIGA e uma lista interminável de hotéis que ando visitando todo santo dia pra depois contar aqui pra vocês o que vi de mais legal.
Maaaaaas, como sempre dá pra encontrar uma brechinha na agenda e tenho uns diazitos aqui pela frente (com direito a uma escapada a Boston, inclusive!), eu pergunto: você tem alguma dica muito bacana da cidade? Ou tá sabendo de uma novidade bombástica? Não de lerês nos pontos turísticos, que eu já conheço todos decor e salteados. Nem grandes lojas e outlets, plissss. Mas restaurantezinhos, bares, galerias, mostras itinerantes ou temporárias, cantinhos secretos everywhere, padocas, lojinhas descoladas, lugarzinhos do Brooklyn e outras coisinhas do gênero, são todas MUITÍSSIMO bem vindas. Se tiver sugestões, mande ver na caixa de comentários, plisss.
Que Nova York simplesmente não para, vocês sabem ;)

16 de abr. de 2011

Compras no exterior: você sempre pede o seu VAT/Tax Refund em suas viagens?

Eu não sou, salvo raras exceções, do tipo que se mata de fazer compras em viagem. Por isso mesmo, não sou uma grande expert em políticas de VAT/Tax Refund (a devolução em espécie ou crédito no cartão de crédito do percentual imposto pago nas mercadorias adquiridas que você pode solicitar em quase todos os países para os quais viaja) - vira e mexe tem leitor que me pergunta quanto tem que gastar no mínimo em tal país para ter direito (sim, você tem que ultrapassar um montante mínimo NUMA MESMA COMPRA para ter direito), e eu dificilmente sei. Mas, em quase todas as vezes em que gastei mais que o mínimo para solicitar - e isso inclui big compras de caixas de alfajores Havanna em Buenos Aires, #shameonme - , eu solicitei. Não era grande coisa, mas era uma graninha  que me alegrava quando vinha em crédito no cartão de crédito no mês seguinte :-))))
A Practical Traveler, do NYT, levantou uma questão interessantíssima na coluna dela dessa semana: vale mesmo a pena, em termos de tempo e transtornos, ir atrás o Tax Refund? Depois de ler tudo... eu confesso que não sei mais ao certo. Mas tendo muito a continuar achando interessante. Até porque nunca enfrentei grandes perrengues pra conseguir a restituição - bastava chegar mais cedo ao aeroporto, ficar um tempinho na fila e pronto. No big deal. E é dinheiro que volta pra nós, certo?
Então me fala: você acha válido? SEMPRE pede nas suas viagens? Tks a lot ;-)

7 de jan. de 2011

Dicas de Lima, Cuzco e Ilha de Páscoa? Deposite aqui, por favor ;-)

Semana que vem eu embarco pra primeira trip de 2011: ilha de Páscoa, Lima, Cuzco e Machu Picchu. Sim, eu sei que essa não é a melhor época para ir ao Peru, sobretudo a Machu Picchu; mas é que, como eu sairia de Lima para a Ilha de Páscoa anyway, não tinha como deixar de passear pelo país, aproveitando a oportunidade, certo?
Então, se você tiver dicas dos passeios mais legais, atrações mais bacanas, onde comer, onde sair, o que ver e tal, por favor, fique à vontade: deposite suas preciosas dicas na caixa de comentários. Serão todas muito, muito bem vindas.
Gracias :-D

16 de jun. de 2010

O melhor e o pior dos cruzeiros

Interrompemos esse diário de viagem pra Ilhabela pra blogueira pedir socorro: preciso super de um helpzinho de vcs para um material sobre cruzeiros.
Já contei aqui que eu odiei profundamente o primeiro cruzeiro que fiz mas a partir do segundo entendi que era um problema da armadora (companhia de cruzeiros) e não desse tipo de viagem em si. Acabei virando fã e sei que, infelizmente, existem muitas diferenças entre o tipo de cruzeiro que se pratica aqui na nossa costa e o que se pratica em outras partes do globo.
Também sei que tem leitor que ama cruzeiro, que curte, que tolera e que odeia o dito cujo. Por isso, gostaria de saber: quais as MELHORES e as PIORES coisas de se fazer cruzeiro tanto no Brasil quanto no exterior?
Causos interessantes também serão muitíssimo bem-vindos!
Plissss, deixem suas valiosas contribuições na caixinha de comentários e grazie mille, arigatô, danke, merci, gracias, brigadinha :-)

10 de mai. de 2010

Best wedding locations

Maio... mês das noivas… e logo, logo, vem dia dos namorados por aí... Fazendo notinhas e pesquisas sobre pacotes para dia dos namorados e noite de núpcias para duas revistas, me lembrei que nunca vi tanta gente casando em tão poucos dias como enquanto eu estava na Jamaica (havia hotéis com dois ou três casamentos no mesmo dia!). Enquanto visitava as ilhas Maurício também conheci casais que haviam se casado ali mesmo. E tem ainda histórias fofas de casamento pelo mundo, como a da Lucia Malla.

A National Geographic listou seu Top 10 dos melhores destinos para lua de mel no planeta:
1. Paris
2. Roma
3. Veneza
4. Bahamas
5. Florença
6. Sydney
7. Londres
8. Tahiti
9. Riviera Francesa
10. Fiji

E o The Independent fez um Top 10 com os melhores lugares (não destinos) para se casar:
1. The Westminster Register Office, Londres
2. London Eye, Londres
3. The Balmoral, Edimburgo
4. Skibo Castle, Dornoch
5. Ice Hotel, Quebec
6. Castelo Rushen, Isle of Man
7. The Queen´s Stand, Epsom downs Racecourse
8. HMS Belfast, Londres
9. Torre Palazzone, Toscana
10. One&Only Palmilla, Costa Mexicana

Da série curiosidade pura, pergunto: você já pensou em se casar – pela primeira, segunda ou enésima vez, não importa – em algum lugar do mundo? Tirando loucuras embriagadas em Las Vegas, onde seria bacana casar? O que faz um destino perfeito para casamento e lua-de-mel pra você? Seria algo do tipo “só nós dois” ou repleto de amigos e familiares? Conta, conta.

16 de fev. de 2010

Sites ou guias de viagem? Ou os dois?

Today's Travel Quote: A good traveler has no fixed plans and is not intent on arriving – Lao Tzu

O NYT postou hoje um tema interessante, que ja anda mesmo ha um tempo permeando o imaginario e as enquetes de sites de viagem: quando vc viaja, o que te acompanha? guias impressos de viagem ou informacoes que vc coletou em blogs, sites de viagem ou revistas eletronicas? Do Trip Advisor aos nossos amados blogs de viagem, 'e verdade que as informacoes de viagem e turismo on line dominam mesmo nosso cenario na hora de planejar a trip: nada como poder ler um depoimento detalhado de alguem que realmente se hospedou naquele hotel, que realmente comeu naquele restaurante, que visitou aquela atracao X num dia chuvoso e ainda assim achou legal...

Mas, por outro lado, sinto pessoalmente um prazer imenso em entrar numa livraria e folhear guias de viagem, "namorar" bastante alguns deles ate me decidir por um e leva-lo comigo, nem uque seja em informacoes copiadas para meu precioso caderninho ou paginas xerocadas no meio da minha papelada de viagem.

E vc? Planeja sua viagem utilizando somente elementos online ou ainda valoriza bastante elementos impressos, de revistas a guias?

Pra ler a materia toda e refletir, aqui.

3 de fev. de 2010

Enquete: vc viaja sozinho(a)?

Comecei mais uma enquete la no twitter, mas vou pedir o help de voces aqui tambem. Plissss, me digam:

- vc viaja ou ja viajou sozinho? sim ou nao?

- independente do sim ou nao, por que? quais seriam as maiores vantagens ou desvantagens?

- vc tem medo de viajar sozinho? por que?


Suas opinioes seram MUITISSIMO bem vindas em tuites, DMs, emails ou comentarios aqui no blog. E agradeco super desde ja pela colaboracao ;-)