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30 de dez. de 2012

Pelo Mundo retrô: onde eu dormi feliz em 2012

Espreguiçadeiras na areia para ver o por-do-sol de camarote...
Foram mais de 60 voos, mais de 180 dias por aí e mais de 55 hotéis diferentes que fizeram meu ano-viajante de 2012, ufa. E foi tudo tão variado e democrático esse ano, em todos os sentidos, que até review de albergue apareceu pela primeira vez aqui no blog. 
Vale ressaltar que a maioria dos hotéis nos quais me hospedei foram tão bons que superaram minha expectativa – e hotéis nos quais já tinha me hospedado antes continuaram me agradando muito, dos business aos luxury, passando até pelos hotéis de aeroporto, que continuam quebrando um galhão quando temos horários bizarros de embarque e desembarque. Mas teve hotel-furada, também, é claro, porque nem tudo pode ser perfeito.
... e serviço de praia fantástico no Four Seasons Punta Mita
Mas como as grandes e deliciosas experiências em hotelaria do ano continuam sendo muuuuito mais marcantes que as más, posso elencar entre os meus the winners a cabine inesquecível do Silver Whisper e quartos dos quais dava vontade de nem sair no Four Seasons Amman, no Kempinski IshtarThe Singular, JW Marriott BogotáTigerlilySt. Ermin´s, Mandarin Oriental ParisRitz Carlton Cancun, Four Seasons LondonL´AndanaMashpi LodgePalazzo Seneca e The Aubrey.
Mas, sem dúvidas, foi o Four Seasons Punta Mita, no México, o melhor hotel no qual me hospedei durante todo o ano - e também um dos melhores hotéis da minha vida.  Tremeeeeendo hotel, baita serviço, daquele tipo de lugar que é gostoso sozinho, em escapada romântica, em viagem familiar, em férias com amigos. Amei mesmo. 
Então quer viajar um tiquinho sem sair do lugar antes do ano acabar?  Começa pelos links acima ;) 

16 de fev. de 2012

Travessia Brasil-Africa: um resumão

Desde o dia 23 de janeiro, eu comecei a postar aqui sobre a deliciosa travessia Brasil-África que eu fiz a bordo do navio Silver Whisper, da Silversea. Mas, depois de tanto tempo, embora ainda tenha coisinhas da viagem por contar, tá na hora de virar o disco, né?
Então se você perdeu algum capítulo dessa epopéia transatlântica, é só clicar aqui ou no ícone Travessia Brasil-Africa do menu da direita, lá no final, pra ler todos os posts da viagem reunidos.
Para encerrar essa série - ao menos por enquanto :-D - deixo aqui um videozito ultra mega super hiper amador que eu fiz da minha cabine do navio, com direito ao marzão quebrando nos decks inferiores.
Brigadão pela companhia fofa de vcs em mais essa viagem ;-)

13 de fev. de 2012

Instacruise: flashes de um cruzeiro

Pre-cruise voucher
 Antes de começar a contar as aventuras sul-africanas, pós-desembarque no cruzeiro, há uma semana, deixo aqui registrados uns flashzinhos instagramáticos feitos durante a linda travessia Brasil-África a bordo do Silver Whisper. Have fun ;-)
Check-in ;-)

Pre-sailing 

Tripulação também tem que participar

Tchau, cidade maravilhooooosa

Life on board

I <3 Santa Helena

Deserto da Namíbia, enfim <3 <3 <3 

The Big Four ;-)

11 de fev. de 2012

Cruise Review: Silver Whisper

O check in com champagne: imbatível
Não escondo de ninguém que a Silversea se tornou minha armadora favorita desde o primeiro cruzeiro que fiz em um de seus navios, em 2007. A preferência continua firme e forte até hoje e posso dizer que absolutamente todas as minhas expectativas foram atendidas agora, na minha primeira viagem no Silver Whisper, meu terceiro cruzeiro com eles.
 É claro que o valor de uma cabine num dos navios da companhia é sensivelmente mais alto em comparação à maioria das armadoras do mercado; mas eu continuo achando que o custoXbenefício é super dooper. Ali tudo está incluído: refeições, room service 24h, open bar 24h, vasta carta internacional de vinhos, serviço de butler, entretenimento, lavanderia self-service, shuttle bus nas escalas até o centro etc.
As cabines-padrão sempre ultra espaçosas, todas externas e com vista (90% com varanda)
Só não estão incluídas as excursões em cada porto de escala e, minha grande birra, a internet a bordo (humpf). Mas o serviço é irrepreensível: desde o momento em que a gente embarca, é chamado pelo nome por cada membro do staff. 
Aulas de culinária local a bordo (aqui a head-chef Anne-Marie cozinhando pratos sul-africanos)
 A rota por si só já era mais que tentadora: do Brasil à África do Sul, com escalas em Santa Helena e Namíbia.  E o diretor de cruzeiro, o português ultra gente fina Fernando de Oliveira, soube fazer cada dia em alto mar valer a pena (e olha que, em 14 dias, tivemos vários; só do Rio a Santa Helena foram 5 inteirinhos), com zilhões de atividades diárias, de palestras e aulas de culinária típica de cada escala a jogos de trívia e competições mil, sempre ultra bem humorado.
O kit-viagem enviado à domicílio antes da data de embarque
 A gastronomia a bordo foi impecável da primeira à última noite - além do menu que mudava a cada refeição e a cada dia, avisando com 24h de antecedência era possível pedir individualmente o que se desejasse.  Ao longo do dia, são 4 restaurantes disponíveis: o principal, The Restaurant, com a carta mais variada e requintada, sempre a la carte; o Le Champagne, com chancela Relais&Chateaux e aberto só para jantar (o único com reserva paga - US$30 - do navio); o italiano La Terraza, buffet durante o dia e a la carte no jantar; e o Pool Deck, mais informal, à beira da piscina.
Os banheiros com banheira e ducha separadas e amenities Bulgari ou Ferragamo (ou ainda hipoalergênicas)
 Os bares - também quatro, no total - são um capítulo à parte. Além da extensa carta de vinhos, com rótulos de toda sorte e de tudo quanto é continente, e dos destilados de boas marcas, os barmen sabiam preparar todos os drinks clássicos com perfeição e viviam inventando novos coquetéis para fazer graça com os hóspedes (inventaram, por exemplo, um tal de "cucumber martini" pra uma hóspede que pediu um drink diferente e refrescante como pepinos :-P).
Agenda de palestras todos os dias
A agenda de palestras diária foi bem boa, mas poderia ter sido melhor na minha opinião. Tivemos um especialista nos destinos, um astrônomo e um embaixador como palestrantes, mas acho que faltou alguém mais entendido nessa rota (um Amyr Klink, que tal? :-D) para encantar todos os apaixonados pelas navegações que estavam a bordo. No finalzinho da viagem rolou também um especialista em vinhos africanos.
A tranquila vida a bordo, com baita serviço de piscina
O mais bacana dessa série foi  que o astrônomo, além das palestras, promoveu em 3 noites uma observação noturna do céu, lá pela meia-noite, nos decks externos do navio. Coisa linda mesmo.
Um dos 4 restaurantes a bordo
Alta gastronomia todos os dias
Mimo de boas-vindas
Circulei muito pouco por esses ambientes, mas boutiques, cassino, spa e salão de beleza também completam as instalações, é claro. Equipe de recepção ok e equipe do deck de excursões muito gracinha.
O hall das boutiques
Os oficiais entram na brincadeira e são postos para cozinhar massas no deck da piscina ;-)
Mas o imbatível de verdade na Silversea, na minha opinião, é o staff em geral. O serviço é louvável, da rapidez com que preparam sua cadeira na piscina assim que você encosta ao lado de uma à gentileza com que te servem um simples copo d´agua (os garçons todos sempre lembram que água você gosta, como você gosta do seu café, se sua bebida vem com gelo ou não etc).  E eles respondem com a mesma simpatia por mais chato que seja o hóspede. Claro que todo mundo se afeiçoa rapidinho a todos eles.

Sem contar que a Silversea sabe tratar os solo travelers como ninguém: logo na primeira noite, rola um "solo travelers get together" pra todo mundo que viaja sozinho já se conhecer de cara (eramos 41 nessa viagem!) e se enturmar. E também tem hosts e hostesses pra garantir que todo mundo esteja socializando e se divertindo na viagem.
Café da manhã servido na cabine
Silversea experience: um jantar em pleno deserto da Namíbia para todos os hóspedes
O fofo capitão Angelo Corsaro à frente de sua equipe na Farewell night
O capitão, o italiano Angelo Corsaro, estava sempre acessível. Todo dia dava uma circulada pelo deck da piscina para bater um papo com os hóspedes na hora do almoço e toda noite convidava alguns passageiros para jantarem com ele.
Staff 100% fofo e eficiente (aqui o barman Oliver que todas as noites preparava meu White Lady com esmero :-D)
O Silver Whisper ancorado em Santa Helena
No saldo final, meu melhor cruzeiro até hoje.  Pela rota, pelo navio, pelo staff e, claro, pelos ótimos companheiros de viagem que tive.

Citysightseeing Bus: uma boa em Cape Town

De camarote ;-)
 Cheguei na Cidade do Cabo (Cape Town) com o termômetro batendo nos 40 graus. E uma secura alucinógena.  No primeiro dia, como o navio tinha aportado logo depois do almoço, saí com alguns companheiros de viagem para dar uma volta mas não conseguimos ir muito além do Waterfront, não - era tanto calor e um sol tão forte que um quilômetro caminhado pareciam dez. E, convenhamos, a tarde no V&A Waterfront é sempre gostosa, né? E a paisagem ao redor, com um céu azulaço, tava linda que só.
Linda como só ela, quente como nunca
 No dia seguinte, partimos outra vez, agora pra explorar a cidade como se deve. Só que o solão e o calor (agora nos 41 graus) continuavam uma doideira - ao contrário da minha visita anterior à cidade, há dois anos, não havia nem uma brisinha dessa vez. Então montamos num daqueles ônibus de dois andares, o City Sightseeing e, ó, vou confessar pra vocês que, apesar do meu big preconceito inicial, foi bem bom, viu?
Vai uma prainha aí?
 Os ônibus têm a parte de baixo fechada e com ar condicionado (uma bênção incrível naquelas circunstâncias) e a parte de cima aberta (que, apesar do solão, funciona quando a gente quer tirar umas fotinhos). São duas rotas disponíveis, vermelha (pelas principais atrações de Cape Town, do District Six à Table Mountain) e azul (que vai pras praias, pra Kirstenbosch, vinícolas de Constantia e arredores).
No busão, chegando em Groot Constantia
  Se você comprar o ticket de 48h, pode pular de uma linha pra outra quantas vezes quiser e ainda fazer um passeio de barco de 30 minutos no Waterfront e um tour noturno de bus com quase 3 horas de duração (sorry, mas esses dois últimos eu não consegui testar).
Dúvida cruel: qual a praia mais legal?
 Então passamos o tempo pulando de um tour pra outro. Fomos até Constantia, visitamos vinícola, passeamos, curtimos Camps Bay, Sea Point e Hout Bay lotaaaaaaadas e fizemos outras várias visitas pela cidade, da Long Street ao Museu do Ouro.
Visu de babar

O barquinho para quem faz o passeio de 30 minutos no V&A
Pra mim, foi mais que mão na roda inclusive depois de sair do navio: uma das paradas da rota vermelha era EXATAMENTE em frente ao hotel onde me hospedei :-D

10 de fev. de 2012

O deserto da Namíbia

O cenário é assim, desolador, durante grande parte do passeio...

 Quase um quinto da Namíbia é deserto - isso a gente vê de bem longe, quando o navio ainda nem alcançou a costa, numa imensidão sem fim de areia e dunas. Especialistas garantem que trata-se do deserto mais antigo do mundo.
... e igualmente fascinante.
 Por isso mesmo, uma das coisas que eu mais queria ver na Namíbia era seu deserto, e bem de pertinho. Então no nosso segundo dia aportados em Walvis Bay, eu saí bem cedinho num passeio de 4x4 pelo deserto.
As Moon Mountains
 Tomamos - yes! - parte da Calahari Highway, a gigante estrada que atravessa vários países africanos, e alcançamos o Parque Nacional Naukluft. A estrada toda é tomada por avisos em forma de ponto de exclamação para alertar o motorista sobre o perigo de tempestades de areia na área (mais comuns de maio a julho).

As plantinhas disfarçadas de musgo...

... e começando a ficar verdinhas enquanto caem gotinhas de água nelas
 Entre muitas andanças ao longo do dia, vimos de pertinho a Wilwitschia, uma planta gigante que pode viver até 1500 anos bem no meio do deserto, longe de tudo;  cervos, kudus e outros animais comuns à região; e as plantas Lichen que, de cor preta, ao receberem um pouquinho de água, ficam verdonas de imediato.
A gigante Wilwitschia em close...

... e servindo de referência proporcional ;-)

Não é o bichinho mais curioso ever??? #momentoNatGeomodeon
 Mas nada foi tão legal quanto atravessar as Moon Mountains que, obviamente, realmente fazem a gente se sentir numa paisagem lunar - nenhum verde, nenhum movimento, nem uma gota, nem um som além do sacolejar do carro.
Outro bichinho curiosíssimo

Um veadinho aqui...

... umas eminhas ali.

 E deserto que é deserto tem que ter oásis, né? Por isso mesmo, antes de terminar o passeio, demos uma passadinha básica pelo Goanikontes, um dos principais da região.
Show.