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27 de ago. de 2012
Segurança em viagem: nunca é demais
Ontem à noite, a twittosfera viajante foi surpreendida com a triste notícia de que o Riq Freire tinha sido furtado num ônibus que seguiria de Goiânia para Pirinópolis: aproveitou para usar o notebook na praça de alimentação da rodoviária e acabou sendo seguido por um cara que, mesmo sem passagem, subiu ao ônibus e furtou duas mochilas que estavam armazenadas no compartimento superior de bagagem sem que ele notasse (ele conta o perrengue aqui).
À parte o roubo dos bens materiais – notebook, câmera, iPad, HDs externos etc -, que já seria de chorar para qualquer turista, some-se a isso o agravante de que esse era também todo seu material de trabalho; atrapalhou tanto que ele teve que voltar para São Paulo para dar um jeito de arrumar novo material para seguir viagem de maneira adequada novamente mais para o final de semana (isso porque ele é muito equilibrado e civilizado, é claro; fosse eu, que costumo dizer que meu note e minha câmera – e meu celular – são minha vida, já teria chorado os dois pulmões e estaria arrancando os cabelos até agora :/ ).
O triste e lamentável incidente com o Riq, no mínimo, nos serve de alerta: não importa onde, nem quando, nem com quem, segurança em viagem nunca é demais. Nunca. E, por mais que seja um contrasenso dizer isso para quem está em férias, não dá pra RELAXAR nesse quesito, não, e em momento nenhum – seja no Brasil, na Europa ou wherever.
A bolsa, a mulherada brasileira já aprendeu desde cedo que não dá pra usar sem ser bem segurinha debaixo do braço, certo? Na rua, no trem, no ônibus, no avião, no metrô, o tempo todo. Os meninos precisam lembrar sempre que a carteira tem que estar igualmente segura, de preferência num bolso o mais “inacessível” possível; e, quanto mais “magrinha” ela for, menos bandeira dá dentro do bolso. Na espera nos aeroportos também, olho vivo e volumes sempre com você; são cada vez mais comuns, rápidos e imperceptíveis os furtos de malas nas salas de embarque e lounges. Isso sem falar em deixar bens bem trancadinhos, no cofre ou na mala com cadeado, também no quarto do hotel.
E a mala de mão? Hoje não é mais só quem viaja a trabalho que está cheio de aparatos tecnológicos dentro dela – então olho nela, sempre, sempre, sempre. No avião, se tem objetos de valor dentro, passe o cadeado nela também; no ônibus ou trem, deixe ela com você ou, pelo menos, à sua vista o tempo todo. No meu caso, por exemplo, no avião ou no ônibus, meu note (ou iPad), câmera e lentes vão na bolsa no chão, debaixo do assento da frente, presa nos meus pés – perco conforto nisso, é claro, mas ganho no sossego, na segurança (ou, pelo menos, na sensação de) de saber que eles estão sempre “comigo”.
Como diria minha vó (e provavelmente a sua também), precaução nunca é demais. Ou: melhor prevenir que remediar, né, não?
19 de jan. de 2012
Sobre brasileiros e efeitos das catástrofres na indústria do turismo por aqui
Eu voo muito durante o ano; e cada vez mais. E, como vocês sabem, não curto voos e aviões. É óbvio que desastres aéreos aumentam a sensação de frio na barriga mas, para minha felicidade e pelo bem da minha paixão por viagens, meu medo de avião nunca me impediu de sair por aí em nenhum período(cheguei a decolar rumo a Buenos Aires horas depois do acidente da TAM em 2008, com a tripulação do meu voo, da mesma companhia, praticamente aos prantos, e não foi nada, nada legal – mas eu fui).
É notório que as grandes catástrofes – e até as pequenas, sejamos bem francos – têm um efeito particularmente devastador na indústria do turismo no que se refere ao público brasileiro. É fato numericamente comprovado que após desastres aéreos inúmeros bilhetes já emitidos são cancelados aqui, principalmente na companhia acidentada em questão. Em 2009, Argentina, Chile e México sofreram um impacto negativo terrível, ainda não recuperado, com o cancelamento em massa de viagens de brasileiros para seus destinos devido à gripe suína. O Chile viu, em 2010, seu turismo de brasileiros despencar abruptamente pós terremoto do começo do ano – e a sua região patagônica está sofrendo na pele agora a “evasão de brasileiros” pós incêndio em Torres del Paine (já controlado há dias, por sinal) em plena alta temporada.
A bola da vez nessa história é o trágico acidente do navio Costa Concórdia no litoral da Itália no último final de semana. Bastaram as primeiras notícias sobre o ocorrido para pipocarem mensagens no Facebook e no Twitter do tipo “sempre tive o pé atrás com essa companhia”, “é por isso que não viajo com essa companhia”, “cruzeiros sempre foram um perigo” etc. Ok, é fato que houve vítimas fatais, pânico, perdas irreparáveis e que o fato expôs uma fragilidade e falta de preparo da tripulação que viajante nenhum gostaria de ver. Nenhum acidente desse tipo deveria ocorrer. Mas a gente sabe que acidentes e catástrofes naturais, infelizmente, acontecem; e o que a gente espera é contar com profissionais qualificados e bem preparados para nos assistir numa – toc, toc, toc – eventualidade.
No último sábado mesmo, e mais ainda na segunda de manhã – como me contaram amigos agentes de viagem – vários tickets de cruzeiros foram cancelados por aqui, para essa temporada, para destinos diferentes, por passageiros ultra impactados pelo acidente italiano. E desde sábado tenho amigos me questionando se vou mesmo embarcar num cruzeiro na semana que vem, como já venho planejando há tempos.
Espero, sinceramente, que as providências mais justas e corretas possíveis sejam tomadas nesse caso da Costa. E, claro, que o acontecimento sirva ao menos como alerta para as armadoras de cruzeiros reverem suas políticas de treinamento, contratação e fiscalização de conduta de staff, para evitar ao máximo que novos acidentes do gênero aconteçam. Muitos especialistas têm escrito sobre os possíveis impactos do acidente na indústria de cruzeiros no mundo, sob vários prismas diferentes; mas ainda não consegui entender porque os brasileiros são, tradicionalmente, tão mais impressionáveis nesse tipo de acontecimento no que se refere ao universo das viagens do que a média de outras nacionalidades. Não mesmo.
Meu cruzeiro na semana que vem? Está mantidíssimo. Sem a menor sombra de dúvida.
É notório que as grandes catástrofes – e até as pequenas, sejamos bem francos – têm um efeito particularmente devastador na indústria do turismo no que se refere ao público brasileiro. É fato numericamente comprovado que após desastres aéreos inúmeros bilhetes já emitidos são cancelados aqui, principalmente na companhia acidentada em questão. Em 2009, Argentina, Chile e México sofreram um impacto negativo terrível, ainda não recuperado, com o cancelamento em massa de viagens de brasileiros para seus destinos devido à gripe suína. O Chile viu, em 2010, seu turismo de brasileiros despencar abruptamente pós terremoto do começo do ano – e a sua região patagônica está sofrendo na pele agora a “evasão de brasileiros” pós incêndio em Torres del Paine (já controlado há dias, por sinal) em plena alta temporada.
A bola da vez nessa história é o trágico acidente do navio Costa Concórdia no litoral da Itália no último final de semana. Bastaram as primeiras notícias sobre o ocorrido para pipocarem mensagens no Facebook e no Twitter do tipo “sempre tive o pé atrás com essa companhia”, “é por isso que não viajo com essa companhia”, “cruzeiros sempre foram um perigo” etc. Ok, é fato que houve vítimas fatais, pânico, perdas irreparáveis e que o fato expôs uma fragilidade e falta de preparo da tripulação que viajante nenhum gostaria de ver. Nenhum acidente desse tipo deveria ocorrer. Mas a gente sabe que acidentes e catástrofes naturais, infelizmente, acontecem; e o que a gente espera é contar com profissionais qualificados e bem preparados para nos assistir numa – toc, toc, toc – eventualidade.
No último sábado mesmo, e mais ainda na segunda de manhã – como me contaram amigos agentes de viagem – vários tickets de cruzeiros foram cancelados por aqui, para essa temporada, para destinos diferentes, por passageiros ultra impactados pelo acidente italiano. E desde sábado tenho amigos me questionando se vou mesmo embarcar num cruzeiro na semana que vem, como já venho planejando há tempos.
Espero, sinceramente, que as providências mais justas e corretas possíveis sejam tomadas nesse caso da Costa. E, claro, que o acontecimento sirva ao menos como alerta para as armadoras de cruzeiros reverem suas políticas de treinamento, contratação e fiscalização de conduta de staff, para evitar ao máximo que novos acidentes do gênero aconteçam. Muitos especialistas têm escrito sobre os possíveis impactos do acidente na indústria de cruzeiros no mundo, sob vários prismas diferentes; mas ainda não consegui entender porque os brasileiros são, tradicionalmente, tão mais impressionáveis nesse tipo de acontecimento no que se refere ao universo das viagens do que a média de outras nacionalidades. Não mesmo.
Meu cruzeiro na semana que vem? Está mantidíssimo. Sem a menor sombra de dúvida.
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