Mostrando postagens com marcador solo travelers. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador solo travelers. Mostrar todas as postagens

8 de mar. de 2013

Mulheres

São muitos, muitos mesmo, felizmente, os leitores masculinos desse blog. Mas, como a maioria do público do Pelo Mundo, desde o princípio, sempre foi composta por mulheres, e falamos vira e mexe nessas páginas sobre mulheres saracoteando por aí sozinhas, nada mais justo que deixar uma mensagenzinha aqui parabenizando todas vocês pelo dia de hoje, dia internacional da mulher.
Que a liberdade e o respeito sejam garantias essenciais em toda parte para podermos também continuar viajando por aí, felizes e contentes, com ou sem companhia. 
Feliz dia para todas vcs, chicas. 

P.s.1: a foto que ilustra esse post foi tirada hoje mesmo na Grand Bassin, no lago sagrado de Maurício, durante o maior festival religioso que acontece por aqui; uma experiência bacaníssima que vivi há poucas horas, como mulher, como ser humano, como viajante. 

P.s.2: para aquelas que ainda precisam de um empurrãozinho para se aventurarem solo por aí, aqui vai mais uma "pílula" de incentivo ;)

21 de fev. de 2013

Viajar ao Egito agora: dá pé?


 Quando eu comentei no twitter que tinha decidido ir para o Egito agora, muita gente me enviou replies e DMs dizendo que eu estava “louca”, que não aceitariam ir “nem de graça”, que era “muito perigoso”, que o país estava “em guerra”.  Amigos e familiares também ficaram super apreensivos e me encheram de mensagens preocupadas, inclusive durante os primeiros dias da viagem.
 Adiei minha ida ao Egito por muitos anos porque, face aos relatos tristes de algumas solo travelers que já tinha ouvido e lido, não queria ir sozinha; e nesses anos todos ninguém se animou muito a ir comigo. A decisão de ir agora teve um motivo determinante: os preços.  Com a crise generalizada no turismo nacional frente à bad reputation que a mídia está dando ao Egito ultimamente, os preços ali simplesmente despencaram: o que já era barato ficou muito barato e os hotelaços de luxo e os melhores cruzeiros pelo Nilo baixaram seus preços a valores antes inimagináveis (só a parte aérea que continua carinha, sobretudo se comprada de última hora, como foi a minha).
 Minha maior preocupação em ir agora era a questão de ser uma mulher viajando sozinha por lá e não a famigerada primavera árabe.  Quanto às manifestações político-sociais na cidade, é claro que eu pesquisei muito e troquei zilhões de emails sobre o assunto com a operadora local e até com o hotel em Cairo, que pesquisa nunca é demais. Todos me tranquilizaram muito, explicando em detalhes porque achavam que os piores dias tinham ficado para trás e que a situação atual não afetava o turista (acho que poderíamos fazer aqui um paralelo com a má reputação que o Rio de Janeiro vira e mexe recebe da mídia estrangeira, mas isso seria assunto para outro post ;D).
  Então, como contei no post do Saia pelo Mundo, vim para cá numa viagem da excelente AbercrombieKent, a maior operadora de turismo local e que me foi muitíssimo bem recomendada (tenho amigos que já viajaram com eles tanto no Egito quanto em outras partes do mundo) para estar de alguma maneira bem acompanhada durante a maior parte da viagem. E deu certo, muito certo. A viagem foi linda, conheci gente bacana o tempo inteiro, meu cruzeiro pelo Nilo foi muito curto mas maravilhoso, me apaixonei pelo caos vibrante do Cairo. Estou deixando o país agora e já estou com saudades.
Se o Cairo está perigoso? Não está. É claro que eu não dei bobeira zanzando sozinha por lugares ermos. Mas passei pela praça Tahrir, fui ao maravilhoso Museu ali mesmo, fiquei hospedada na mesma região e até saí sozinha à noite (sabendo exatamente onde ia, é claro, e com as devidas precauções). Em todos os dias que fiquei na cidade, não vi nem sinal de manifestações – elas acontecem agora de maneira mezzo organizada às sextas-feiras na praça, e sexta cedinho eu já estava a caminho do aeroporto para pegar meu voo a Aswan. O único incômodo que senti na cidade foi o trânsito maluco e sempre congestionando - muito semelhante ao de São Paulo, btw :D  
 Ao sul do país, durante o cruzeiro, a gente só se dá conta da crise politica em seu triste efeito econômico: o desespero dos vendedores, as atrações/locais/barcos todos com pouquíssimos turistas (meu barco tinha apenas dezesseis passageiros, dá pra imaginar?), várias lojas fechadas, os animais esqueléticos.
 O que acontece ali agora é que todo mundo fala de política o tempo todo; “Mubarak” ainda é pronunciado com a voz meio baixa, mas “revolução”, “mudanças”, "novo governo" e palavras afins estão no cardápio o tempo todo nos restaurantes, nos hotéis, nas rodas de amigos e até nas conversas dos guias com seus turistas (me questionaram várias vezes, em vários locais, sobre o que eu pensava da situação atual do Egito, como avaliava a revolução, o que via para o futuro etc). 
 Para as mulheres, o assédio é grande, incisivo e constante como na maioria dos países árabes; a gente sente menos no Cairo e muito mais conforme vai entrando em cidades menores, mais interioranas (farei outros posts especificamente sobre isso, que várias meninas já andaram pedindo). Mas tomando as devidas precauções foi tudo muito bem, obrigada, em todos os lugares - às vezes eles são tão bem humorados que a gente até ri ao invés de se sentir ofendida. 
 A melhor parte de estar com uma operadora foi essa: como me sentia segura, pude ser eu mesma, despreocupadamente, e conversar, rir e conhecer a parte festeira, amistosa e divertida dos egípcios – que, por sinal, adoram o Brasil e os brasileiros, do “Ronaldo” ao “Lula da Silva”.  Assim entendi bem os limites que deveriam ser estabelecidos e pude aproveitar minha viagem, sem estresse, também nas vezes que saí sozinha no Cairo (aliás, me arrependi muito de não ter entrado num tour assim quando fui com minha irmã ao Marrocos).
 Então, resumindo: dá para ir ao Egito agora? Sim, sim, sim. O país é tão genial e fascinante quanto as aulas de História sempre nos mostraram, os egípcios são amistosos e, mais do que nunca, eles PRECISAM de turistas agora. O país vive majoritariamente disso e estão todos, comerciantes, guias e empresas do ramo turístico, perdendo muito com toda essa situação.
  Viajar ao Egito com uma operadora acho recomendável, para nos dar a confortável sensação de segurança todo o tempo – no meu caso, só tenho elogios à Abercrombie e a todos da equipe que me atenderam em diferentes pontos do país (com menção especial aos dedicados Mahmoud e Sayed, que me cobriram de atenções, e ainda falam português).
Ir agorinha ainda trará o maravilhoso benefício adicional de belíssimas hospedagens e grande serviço muito mais baratos e as atrações vazias, tranquilas, com aquele jeitinho de “só suas” nas fotos - inclusive nas pirâmides ;)
P.S.1: as viagens longas por terra me foram desaconselhadas nesse momento, então tirei do roteiro que eu originalmente queria fazer Alexandria e a península do Sinai. Mas acabei me arrependendo porque encontrei vários turistas que tinham ido à Alexandria super tranquilamente e amaram a cidade. De qualquer maneira, viajantes independentes estão sendo constantemente aconselhados, no país todo, a se juntarem a tours em grupo (mesmo que somente day tours e não necessariamente pacotes/excursões) por enquanto.

P.S.2: sorry pela proporção farônica do tamanho desse post :P

2 de ago. de 2012

Amigos de viagem

Vocês sabem que eu gosto mesmo de viajar sozinha e vivo estimulando (ou encorajando, sei lá) quem ainda tem receios de sair desacompanhado por aí - devo falar tanto sobre isso que tem muita gente que me associa muito mais com essa coisa do solo travel que com o mundo das viagens e turismo em geral ;-)
Mas, por mais que eu realmente goste e me sinta confortável rodando o mundo sem companhia várias vezes ao ano, eu também gosto, e muito, de viajar bem acompanhada de vez em quando. Bem acompanhada a gente vai a qualquer lugar, pela própria companhia, não é?
Afinal, viajar sozinho, eu sempre defendi, não tem nada a ver (ao menos não necessariamente) com virar ermitão e fazer um isolamento espiritual por aí. Acho que o mundo só é um lugar incrível porque tem GENTE nele. Por isso mesmo, dentre as coisas mais bacanas e importantes das minhas viagens, esteja eu sozinha ou acompanhada, estão os amigos que eu fiz na estrada - dos amigos que conheci ao acaso por aí às amizades que se estreitaram de fato ao dividir a jornada com alguém. Não tem uma célebre frase que diz "se quiser conhecer alguém de verdade, viaje com ele"?  Pois então.

Há algum tempo, fiz um post exatamente sobre isso lá no Saia pelo Mundo. Falei lá como sou sortuda em voltar de quase toda viagem com um bom amigo na mala - uns mais amigos, outros menos, é claro, mas é raríssimo eu voltar de um destino sem um novo. E isso não quer dizer só colocar um contatinho a mais no meu Facebook, não! É ter um laço com alguém, cultivar o contato frequente, bater papo, trocar ideias, planejar outras viagens, visitar se moram em outra cidade/país.
Aliás, até das viagens a trabalho eu volto com novos amigos; amigos jornalistas, em geral, que deliciosamente eu acabo reencontrando em eventos da área ou, com muita sorte, em outras viagens. Essa última, a Santiago, por exemplo, éramos quatro jornalistas que só nos conhecíamos de nome. E foi praticamente amor à primeira vista o que rolou entre nós todos - na verdade, amor à primeira taça de Malbec na longa conexão que tivemos em Buenos Aires na ida. Já chegamos a Santiago como BFFs (é que foram várias taças de vinho, porque a conexão era MUITO longa mesmo, gentche :P  ), rimos como velhos conhecidos do colégio em todos os cinco dias que passamos juntos (com óbvia menção honrosa para um membro específico do quarteto nesse quesito :D ), descobrimos mil afinidades (e outras mil diferenças entre nós, é claro) e trouxemos a amizade para o dia-a-dia em São Paulo mesmo (desculpaê, mas somos tão afinados que já estamos conhecidos por aí como FabFour)
Se estamos abertos para o novo, a gente pode fazer um novo amigo de viagem no lounge do hotel/hostel, na paradinha para o café, na fila do museu, na espera no aeroporto, no assento ao lado no avião. Tem gente que encontra até o amor da sua vida em viagem, não é mesmo? Porque, sim, as melhores coisas de se viajar são as pessoas que conhecemos pelo caminho, as histórias que ouvimos, as experiências que vivemos e os amigos que trazemos.
Então, se você é daquele tipo que vive receoso em sair por aí desacompanhado com medo de se sentir sozinho, esse post é pra você: pode ir sem medo que a vida on the road é sempre cheia de pessoas incríveis. "Ficar sozinho" a gente só fica numa viagem (e antes e depois dela também) como, quando, onde e SE a gente quiser.

26 de abr. de 2012

Promo Querido+Sozinha Mundo Afora: ainda dá tempo

Pausinha nos relatos parisienses que o mundo já rodou e eu já voei pra Argentina :-D Tô feliz e contente em Buenos Aires, devidamente instalada no sempre adorável Hotel Querido. E aproveito para lembrar quem tem viagem marcada pra lá ou quer aproveitar essas ótimas promos de voos que andam rolando nos finais de semana que ainda dá para aproveitar a promo-fofa do Querido para as solo travelers brasileiras. 


Pra quem não lembra, eu refresco a memória: as leitoras (sorry, boys, mas é just for girls :-P) do meu último livro, o Sozinha Mundo Afora, ganham nada mais, nada menos, que 15% de desconto - assim, na lata - ao se hospedarem sozinhas por pelo menos duas noites no Querido em maio desse ano, a contar a partir do dia 3. Isso mesmo. Sem sorteio, sem pegadinhas, sem nada. 15% de desconto e ponto final, pra sobrar mais dindim pra você gastar com alfajores, empanadas e outras delícias argentinas, sejam elas gastronômicas ou não ;-)


Vale lembrar que maio é um excelente mês pra curtir a cidade, com o friozinho característico do outono portenho e a programação cultural da cidade bombando.  


Bora? ;-)

24 de abr. de 2012

Programa #brioches: uma tarde no spa do George V

A decoração vai mudando...
 No twitter, uma das tags mais divertidas é justamente a #brioches, que a gente usa pra designar esses mimos e cuidados que a gente adora ter com a gente mesma, de cosméticos a spa (quem lançou a moda foi a Flávia Penido, aka @ladyrasta). É por isso mesmo que #brioches aparece aqui no título desse post; e também porque brioches lembram França, França lembra Paris, Paris lembra delícias e assim por diante. Então nada mais apropriado, estando eu solita em Paris, que tirar um tempinho da última visita à cidade-luz para cuidar de mim mesma comme il fault: com uma bela tarde de massagem no spa do George V.
... dos vestiários...
 O spa é lindo, lindo, lindo. Mulherzinha até. Inspirado em Maria Antonieta, tem o toque das flores, frufrus e cores pastéis geralmente associados a ela nos móveis, nos papéis de parede e até na pintura que reproduz o Petit Trianon na área da piscina.
...aos corredores
A minha sala prontinha pra me receber para o meu tratamento
 O menu de tratamentos é bem legal e completo e tem desde tratamentos expressos, de meia horinha, até tardes inteiras de mimos ou day use. Banheiros super bem organizados, massagista delicada e paciente e copeiras gente finíssima - num silêncio adorável, com as músicas que Maria Antonieta ouvia servindo de levíssimo pano de fundo.
O relax pós-tratamento acontece assim, como num salão de chá, com o bufezinho de petiscos à esquerda
Pra mim, chazinho de gengibre e macarrons
Na saída do tratamento, você tem à sua disposição água, chás, sucos, frutas frescas e secas. E, dependendo do tratamento, deliciosos macarrons pra fechar sua tarde de mimos com chave de ouro. <3 <3 <3

(em tempo: tem uma série de tratamentos também para homens, tá, meninos?)

20 de abr. de 2012

The Connaught Bar: meu preferido em Londres

O bom de voltar para um lugar que a gente já conhece bem, além da tranquilidade de não ter que "bater cartão" em nenhuma atração turística, é saber que sempre descobrimos lugares novos bacanas. Ainda mais numa cidade como Londres. E foi justamente nessas andanças despreocupadas que eu entrei pela primeira vez na vida no The Connaught, um hotel cinco estrelas todo tradicional em Mayfair que me tinha sido super bem recomendado.
Ao chegar, todo mundo recebe o "cocktail of the day" complimentary
 Além do hotel ser queridinho de celebrities que buscam anonimato e full privacy, o grande segredo ele esconde, literalmente, nos fundos: o The Connaught Bar, que, paixão à primeira vista, já se tornou meu bar predileto em Londres :-D (e o mais bonito, na minha opinião)
 O bar é pequeno mas a decoração by David Collins é incrível: inspirada no cubismo, suas paredes são todas texturizadas, com toques prateados mesclados com lilás e verde-pistache; os móveis mesclam poltronas clássicas com mesas e pufes super contemporâneos (eles mesmos definem o estilo como "ultra-stylish" :-D)
Agostino começa a preparação do meu martini, com o carrinho bem à minha frente, com direito a luva branca e tudo ;-)
 Apareci por lá às seis, que é o horário que o bar começa a encher com quem sai do trabalho - e a hora para conseguir também uma mesinha, já que o balcão é pequenininho e só pra quem encosta em pé mesmo, sem cadeiras (pode também fazer reserva; e é recomendável se for em mais gente, porque o pessoal tem mesmo o hábito de reservar ali). Às 18h30, o bar LOTA: engravatados aos montes aparecem por lá afrouxando os colarinhos já desde a porta de entrada.
Todo mundo dá uma olhadinha enquanto um martini é preparado
Preparação científica ;-)
Uma misturadinha...
... uma mescladinha teatral e...
...VOILÀ! Assim nasce um Cardamom Martini
  A julgar pelas pessoas com as quais conversei, a maioria ali frequenta o The Connaught  pelo menos uma vez por semana depois do trabalho; o povo chamava o bartender principal (o italianíssimo Agostino Perrone) pelo nome e ele sabia exatamente o que cada um ia beber. Acho que uns 10% apenas eram turistas ou executivos em passagem pela cidade, atmosfera excelente. A música é ótima e, como o ambiente é pequeno, é simplesmente perfeito para quem vai sozinho: em dois minutos ali você já está entrosado.
O balcão super sossegado na hora que eu cheguei, com o dia ainda claro lá fora
Nas mesas ao lado, martinis também
As luzes ficam mais intensas conforme vai escurendo lá fora
 A carta de drinks tem todos os coquetéis tradicionais mas também várias criações da casa. Mas o forte da casa mesmo são os martinis: quando você pede um, Agostino vem até sua mesa com um carrinho que virou marca registrada da casa e ali você pode "cheirar" todas as essências que podem ser acrescentadas ao drink, de gengibre a cardamomo (o grande must da casa), e foi nesse último que eu apostei. Fortíssimo, mas delicioso, é servido em taças exclusivas do The Connaught - e assistir a preparação toda meticulosa à sua frente é mesmo muito legal.
E 19h já não dá nem mais pra ver o balcão ;-)
Atendimento excelente, tremendo bar e a noite mais divertida dessa viagem.

7 de mar. de 2012

Amã: sedutora, encantadora

A região do 5th Circle
 Minha viagem pela Jordânia começou como para a maioria dos viajantes: por Amã, sua adorável capital. O processo de entrada é rápido, com a obtenção do visto logo na chegada no aeroporto (20JD, ou +ou- US$30, pagos em cash, em moeda local, na hora) e o desembarque também é zero complicação. Do lado de fora, vários homens oferecem táxis e shuttles para os hotéis - pessoalmente, acho recomendável reservar o seu previamente para evitar o stress das negociações
Comida e serviço caprichadíssimo em lugares como o ótimo Fakher el-Din
 A cidade é grande (são mais de dois milhões de habitantes) e está espalhada sobre várias colinas - se considerarmos a "grande Amã", são 20 no total; as sete centrais são as principais. A Amã antiga guarda ruínas romanas e bizantinas, como um adorável teatro romano bem no centro da cidade e a intrigante Citadel, a poucos passos de Downtown, a principal rua do comércio popular da cidade, onde você acha de tudo um pouco.
Os dinares jordanianos (normalmente sinalizados por JD) valem mais ou menos a mesma coisa que a libra britânica 
 As áreas mais movimentadas do trânsito contornam os "circles" (oito no total), que são "balões", "rotondas", "rotatórias" ou whatever you call it ;-) As melhores áreas para se hospedar são o circle 1 - que fica perto dos muitos bares, cafés, restaurantes e afins da Rainbow Street - ou o circle 5, que reúne os hotéis mais bacanas e as boutiques e restaurantes mais hypadinhos.
O 1st Circle tem de tudo, de McDonalds a bons restaurantes
A cidade espalhada pelas colinas, com o anfiteatro romano à esquerda
 Segura e super bem policiada, Amã é ultra acolhedora, inclusive para mulheres viajando sozinhas (sobretudo na região central e nos bairros mais tchans). E super sofisticada também, dos novíssimos e modernérrimos malls como o TAJ Mall à nightlife vibrante como em qualquer capital européia. Hotelaços e excelentes restaurantes estão por toda parte, assim como as principais grifes internacionais. No fundo, foi uma das cidades que mais me surpreendeu, de verdade; eu imaginava encontrar no máximo uma Túnis ou algo do gênero. Mas acho que Amã mistura com uma perfeição impressionante todo o exotismo do Oriente Médio, o climão das mil e uma noites da história milenar que está em cada esquina, com a big contemporaneidade dos arranha céus e da arquitetura da parte mais moderna.
O marco principal da Citadel, parte da antiga Philadelfia
O novo e o antigo se misturando
 Amã só peca num quesito: o transporte público é praticamente nulo. Por outro lado, os táxis são ultra abundantes e baratos - com o único porém de ter que quase sempre negociar direitinho a tarifa com o taxista antes de partir.
O teatro romano visto de pertinho
Hotelaria super caprichada, como no quartaço do Four Seasons Amman
No fundo, acho que Amã não se revela à primeira vista para os turistas apressados. Tanto que eu conheço gente que não gostou tanto da cidade e gente que, como eu, se apaixonou por ela. É do tipo que tem que olhar duas vezes pra ver bem os tesouros escondidos, as surpresas, o brilho.
Pra mim, tremenda cidade. Pra voltar.

11 de fev. de 2012

Cruise Review: Silver Whisper

O check in com champagne: imbatível
Não escondo de ninguém que a Silversea se tornou minha armadora favorita desde o primeiro cruzeiro que fiz em um de seus navios, em 2007. A preferência continua firme e forte até hoje e posso dizer que absolutamente todas as minhas expectativas foram atendidas agora, na minha primeira viagem no Silver Whisper, meu terceiro cruzeiro com eles.
 É claro que o valor de uma cabine num dos navios da companhia é sensivelmente mais alto em comparação à maioria das armadoras do mercado; mas eu continuo achando que o custoXbenefício é super dooper. Ali tudo está incluído: refeições, room service 24h, open bar 24h, vasta carta internacional de vinhos, serviço de butler, entretenimento, lavanderia self-service, shuttle bus nas escalas até o centro etc.
As cabines-padrão sempre ultra espaçosas, todas externas e com vista (90% com varanda)
Só não estão incluídas as excursões em cada porto de escala e, minha grande birra, a internet a bordo (humpf). Mas o serviço é irrepreensível: desde o momento em que a gente embarca, é chamado pelo nome por cada membro do staff. 
Aulas de culinária local a bordo (aqui a head-chef Anne-Marie cozinhando pratos sul-africanos)
 A rota por si só já era mais que tentadora: do Brasil à África do Sul, com escalas em Santa Helena e Namíbia.  E o diretor de cruzeiro, o português ultra gente fina Fernando de Oliveira, soube fazer cada dia em alto mar valer a pena (e olha que, em 14 dias, tivemos vários; só do Rio a Santa Helena foram 5 inteirinhos), com zilhões de atividades diárias, de palestras e aulas de culinária típica de cada escala a jogos de trívia e competições mil, sempre ultra bem humorado.
O kit-viagem enviado à domicílio antes da data de embarque
 A gastronomia a bordo foi impecável da primeira à última noite - além do menu que mudava a cada refeição e a cada dia, avisando com 24h de antecedência era possível pedir individualmente o que se desejasse.  Ao longo do dia, são 4 restaurantes disponíveis: o principal, The Restaurant, com a carta mais variada e requintada, sempre a la carte; o Le Champagne, com chancela Relais&Chateaux e aberto só para jantar (o único com reserva paga - US$30 - do navio); o italiano La Terraza, buffet durante o dia e a la carte no jantar; e o Pool Deck, mais informal, à beira da piscina.
Os banheiros com banheira e ducha separadas e amenities Bulgari ou Ferragamo (ou ainda hipoalergênicas)
 Os bares - também quatro, no total - são um capítulo à parte. Além da extensa carta de vinhos, com rótulos de toda sorte e de tudo quanto é continente, e dos destilados de boas marcas, os barmen sabiam preparar todos os drinks clássicos com perfeição e viviam inventando novos coquetéis para fazer graça com os hóspedes (inventaram, por exemplo, um tal de "cucumber martini" pra uma hóspede que pediu um drink diferente e refrescante como pepinos :-P).
Agenda de palestras todos os dias
A agenda de palestras diária foi bem boa, mas poderia ter sido melhor na minha opinião. Tivemos um especialista nos destinos, um astrônomo e um embaixador como palestrantes, mas acho que faltou alguém mais entendido nessa rota (um Amyr Klink, que tal? :-D) para encantar todos os apaixonados pelas navegações que estavam a bordo. No finalzinho da viagem rolou também um especialista em vinhos africanos.
A tranquila vida a bordo, com baita serviço de piscina
O mais bacana dessa série foi  que o astrônomo, além das palestras, promoveu em 3 noites uma observação noturna do céu, lá pela meia-noite, nos decks externos do navio. Coisa linda mesmo.
Um dos 4 restaurantes a bordo
Alta gastronomia todos os dias
Mimo de boas-vindas
Circulei muito pouco por esses ambientes, mas boutiques, cassino, spa e salão de beleza também completam as instalações, é claro. Equipe de recepção ok e equipe do deck de excursões muito gracinha.
O hall das boutiques
Os oficiais entram na brincadeira e são postos para cozinhar massas no deck da piscina ;-)
Mas o imbatível de verdade na Silversea, na minha opinião, é o staff em geral. O serviço é louvável, da rapidez com que preparam sua cadeira na piscina assim que você encosta ao lado de uma à gentileza com que te servem um simples copo d´agua (os garçons todos sempre lembram que água você gosta, como você gosta do seu café, se sua bebida vem com gelo ou não etc).  E eles respondem com a mesma simpatia por mais chato que seja o hóspede. Claro que todo mundo se afeiçoa rapidinho a todos eles.

Sem contar que a Silversea sabe tratar os solo travelers como ninguém: logo na primeira noite, rola um "solo travelers get together" pra todo mundo que viaja sozinho já se conhecer de cara (eramos 41 nessa viagem!) e se enturmar. E também tem hosts e hostesses pra garantir que todo mundo esteja socializando e se divertindo na viagem.
Café da manhã servido na cabine
Silversea experience: um jantar em pleno deserto da Namíbia para todos os hóspedes
O fofo capitão Angelo Corsaro à frente de sua equipe na Farewell night
O capitão, o italiano Angelo Corsaro, estava sempre acessível. Todo dia dava uma circulada pelo deck da piscina para bater um papo com os hóspedes na hora do almoço e toda noite convidava alguns passageiros para jantarem com ele.
Staff 100% fofo e eficiente (aqui o barman Oliver que todas as noites preparava meu White Lady com esmero :-D)
O Silver Whisper ancorado em Santa Helena
No saldo final, meu melhor cruzeiro até hoje.  Pela rota, pelo navio, pelo staff e, claro, pelos ótimos companheiros de viagem que tive.