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6 de jul. de 2013

Curaçao: uma autêntica ilhota caribenha

Fim de tarde em Otra Banda
Depois da estadia em Aruba, a convite do Renaissance Aruba e da Copa Airlines (como contei aqui), fiz uma pausa rapidex de uma noite na Cidade do Panamá e estiquei até Curaçao, outra ilha caribenha e herança holandesa que eu também não conhecia.
Poesia nas ruas do centro colonial em Curaçao
Essa ilhotinha, sim, achei adorável e autêntica. Bem menos americanizada que sua vizinha Aruba (até porque recebe uma quantidade significativa de turistas europeus), Curaçao me encantou, com uma mescla cultural aparentemente tão ampla quanto o próprio papiamento que lemos e ouvimos em toda parte.
As casinhas históricas de Curaçao, pintadas e restauradas anualmente, abrigam de tudo
Curação é a maior ilha do arquipélago das chamadas Antilhas Holandesas. Autônoma, faz parte dos Países Baixos hoje - o holandês é a língua oficial nas escolas e quase 80% dos jovens faz faculdade na Holanda. 
De dominação espanhola antes da holandesa, tem mesmo uma bossa meio latina aqui e ali; e a forte herança africana pela dura escravidão que rolou por ali.  Eles mesmos definem, o tempo todo, seu patrimônio cultural como "europeu e africano". O colorido papiamento (a mistura criola que envolve português, espanhol, francês, inglês e uma larga porção de holandês por ali) é amplamente falado em toda parte - do adorável Bon bini que ouvimos ao entrar em cada novo lugar a expressões tão aparentemente "aportuguesadas" do dia-a-dia, como bon dia, bon tardi, di nada etc.
Dizem, aliás, que seu nome Curaçao teria vindo do ato de curar, quando navegadores portugueses testemunharam na ilha a cura de doentes com escorbuto (valeu, pai! :D)

Na capital Willemstad a gente circula entre Punda, o centrinho onde ficam o casario colonial, o mercado e a zona comercial, e Otrabanda, que hoje tem boa vida noturna, ligados por uma ponte móvel. A maioria dos hotéis fica na Baía de Piscadeira, mais ao norte de Willemstad.

A ponte móvel que liga Punda e Otrabanda
O centro histórico é adorável, com edifícios holaneses cheios de história e muito bem preservados. Tem até a mais antiga sinagoga em funcionamento no continente americano.
Nas antigas salinas da ilha hoje encontramos...
... flamingos! :D
Dizem que em Curaçao faz bom tempo sempre. Vários moradores me falaram que só tomam conhecimento de weather channel e afins quando viajam para outros lugares, já que na ilha chove pouco, e nunca por longos períodos (a estação mais chuvosa - ou menos seca, na verdade, porque ainda chove pouco - acontece de outubro a dezembro).
Um dos símbolos da luta contra a escravidão na ilha...
... e a mais antiga Igreja de Curaçao
Fora da alta temporada - que vai das festas de fim de ano à Páscoa - os preços na ilha costumam ser bem razoáveis, inclusive para aluguel de carro. Aliás, o aluguel de carro é tão comum por ali que há um saguão do aeroporto exclusivo para isso - e é recomendável mesmo, já que as praias mais legais são afastadas da zona hoteleira (embora existam, é claro, empresas de tours e receptivo na ilha). E o aeroporto conta com wifi grátis \o/

Histórias de escravidão, liberdade e influências africanas mil estão pintadas nos muros das ruas...
...e nas paredes do museu
Para conhecer mais sobre as histórias de colonização e escravidão da ilha, vale a visita ao Museu Tula, próximo à praia de Kenepa. A visita é guiada e bastante completa.
A guia Jansen lidera uma visita incrível pelo museu, com direito a muita história e musicalidade
Escravos anotados, literalmente, como mercadoria adquirida, junto com farinha, açúcar e outros
Em termos de belezas naturais, vale seguir a Boka Tabla, uma formação rochosa tipo falésia impressionante, onde as escuras águas do mar arrebentam com extrema força e violência - muito diferentemente das águas calmas e clarinhas das praias do restante da ilha.
Uma fresta nas rochas mostra a força com que as ondas quebram em Boca Tabla

A comida local é boa, e muito boa. Ampla oferta de peixes e frutos do mar, geralmente acompanhados de banana assada (semelhante à nossa banana da terra, mas mais firme) e tutu - mas, vale ressaltar, o tutu da ilha é bem diferente, e bastante adocicado, já que leva canela e açúcar mascavo no preparo (eu adorei).
Comida típica na ilha envolve sempre tutu adocicado e banana assada (esse é do Komedor Krioyo)
Outra visita histórica bacana (mas mais rapidinha que o Museu Tula) é a Kas di Pal´i Maishi (também chamada de Kas di Yerba), que data do metade do século XIX e é conservada como protótipo das habitações comumente construídas pelos descendentes de escravos nos arredores das "plantation houses", com mobiliário da época e simulação do modo de viver do período.

Quem não quiser viajar entre Aruba e Curaçao como eu fiz, via conexão (e pernoite, por causa do horário dos voos) na Cidade do Panamá também pode tomar um dos muitos aviõezinhos que voam várias vezes ao dia entre as duas ilhas. Mas, vale lembrar, esses voos entre as ilhas têm limite de peso razoavelmente inferior (em alguns casos, apenas 12kg por passageiro) ao de quem compra tudo embutido no mesmo ticket com saída do Brasil.
No quesito praia... ah, as praias de Curaçao! As praias são pequenas, e também em número reduzido - e, o melhor de tudo, ainda guardam aquela carinha meio "selvagem" em muitos casos, sem hotelões em sua orla (resorts beira-mar na ilha fizeram sua própria prainha artificial, como o Renaissance Curaçao, onde fiquei hospedada - que eu gostei muito, por sinal). Aquele mar turquesa-Caribe em toda parte, do avião mesmo a gente já vê. Água transparente, limpinha, tomada de peixinhos e corais, temperatura divina. A praia mais popular - e, portanto, mais muvucada - é a Seaquarium; mas nem por isso a mais bonita; me encantei por Cas Abou, Port Marie e Kenepa.
Só que isso já é assunto para o próximo post ;)

9 de mai. de 2013

Hotel review: JW Marriott Hotel Buenaventura, Panamá

 A viagem ao Panamá no começo de abril rendeu não apenas uns belos dias na capital panamenha como também uma escapadinha a Buenaventura, um loteamento litorâneo em Cocle, a mais ou menos 2h30 de carro dali. O pretexto para conhecer essa praia (queridinha dos gringos no verão e amadinha pelos próprios panamenhos nos finais de semana) era trabalho: conhecer o novo JW Marriott Hotel Buenaventura, o primeiro JW Marriott do Panamá, inaugurado no finalzinho do ano passado.

 A readequação do antigo hotel Buenaventura para se tornar um JW Marriott ficou mesmo bem legal: a propriedade, imensa, tem suítes tradicionais mas também quartos em estilo vila - e todos, todos eles, têm vista para o mar e varanda ou jardim privativo. Das suítes tradicionais a gente vê não só o mar como a propriedade inteira, entre canais, dois conjuntos de piscinas bem grandes e distintos (incluindo piscina só para adultos que querem um sossego) e uma quantidade de flores impressionantes.

 Os quartos são decorados com móveis coloniais, que casam super bem com a arquitetura colonial espanhola dos edifícios principais - tem até ladrilho hidráulico em vários lugares, uma graça. Para comer, o hotel conta com cinco restaurantes para tentar agradar todo mundo: Tamarindo (onde também é servido o café da manhã em verão buffet e à la carte), Solera Pool Bar (para lanches rápidos na piscina), Tagua Grill, El Faro Casa Club (perfeito para o almoço, à beira-mar) e Tai Kai (uma sushi house que foi para mim a melhor surpresa gastronômica da estadia ali).


 Para os amantes do golfe, há um campo de 18 buracos by Jack Nicklaus que virou a grande vedete nacional, recebendo mensalmente campeonatos importantes e fanáticos pelo esporte (incluindo vários brasileiros, como me contou o gerente do campo). Mas se você, como eu, não manja nada desse esporte mas que curtir a linda vista do campo e a vibe do local, programão é ficar para comer as carnes imensas e suculentas do Prime 19.


 Mas, no fundo, tenho que dizer que o mais gostei do hotel foi que ele sabe ser flexível a diferentes públicos. Assim como vi no excelente Four Seasons Carmelo, esse JW Marriott Buenaventura também é capaz de manter espaços distintos e bem estruturados tanto para famílias com crianças (tem kids club, monitores e piscinas dedicadas aos pimpolhos) como também para casais em lua-de-mel ou escapadas românticas que só querem sossego e privacidade (a separação dos dois conjuntos de piscina, na minha opinião, desempenha um papel primordial nesse sucesso). Aliás, falando em lua-de-mel, o hotel anda sendo também procurado por gente que quer casar ali, na fofa capelinha espanhola que faz parte da propriedade.




Ainda tem um belo spa (o Corotu Spa, com jacuzzi, saunas com cromoterapia e outros mimos disponíveis for free para os hóspedes e massagens pagas à parte), fitness center, quadras de tênis e esportes aquáticos na praia em frente ao hotel.
Bela opção para relaxar pós dias "big city style" na capital panamenha. 

4 de mai. de 2013

Panamá vale a visita (e como aproveitar uma conexão na Cidade do Panamá)


 O Panamá acabou entrando no roteiro de muitos brasileiros como ponto de conexão para destinos no Caribe, México e EUA. Com conexões muitas vezes longas, muita gente começou a propagandear como o aeroporto da Cidade do Panamá tinha lojas interessantes para compras. Depois, algumas pessoas passaram – felizmente! - a descobrir que a capital panamenha ia muito além disso e começaram a sair do aeroporto durante as longas horas de espera para conhecer o Canal, o Casco Antiguo, o Panama Viejo e outras bandas da cidade.
 Com cada vez mais brasileiros por ali – não apenas turistas, mas também muitíssimos moradores – era mesmo natural que passássemos a expandir nossos horizontes por ali também. Muita gente passou a ficar na Cidade do Panamá por alguns dias e não apenas curtir roteiros de compras mas também avançar a Boca del Toro, Buenaventura e outros destinos de praia do país.
Estive por uma semana  no país agora no começo do abril e me dividi entre a capital e as praias de Buenaventura. Em Buenaventura fui conhecer o novíssimo JWMarriott Hotel Buenaventura e passei dias agradabilíssimos nesse resort beira-mar. A propriedade é muito grande, com áreas de piscina distintas e também área pé-na-areia e uma variedade louvável de restaurantes, incluindo até um sushi bar.  Bom serviço, quartos muito confortáveis com vista ao mar, gastronomia caprichada e um spa simplesmente maravilhoso – e fica a cerca de 2h do aeroporto da capital panamenha.
 Para explorar a cidade, o bom é visitar de tudo um pouco: o Panamá Viejo (onde surgiu a cidade, na colonização espanhola), o fofo Casco Antiguo, o  genial Canal do Panamá e também a parte moderna, cosmopolita, lotada de largas avenidas e shopping center imensos. Para quem tem apenas horas de conexão na cidade, aconselho muito usar os ótimos serviços do brasileiro Riolando Fajardo (do Conexão Panamá) para um day tour pela cidade. Ele faz excelentes tours customizados/personalizados para brasileiros; assim você consegue um passeio que tenha exatamente a sua cara, o seu jeito, e que “caiba” no seu tempo disponível por ali.


 Com ele, em apenas um dia, consegui passear pelas ruínas do Panamá Viejo, rodar a costa litorânea da cidade, ver o mirante da Puente de las Americas, dar um passeio pela área da Calzada do Armador, conhecer o fofo o Casco Antiguo (o centro histórico da cidade, cheio de casinhas coloniais e museus) e, é claro, o impressionante Canal do Panamá, cujo local conta também com um interessante museu (dá pra acertar os serviços com o Riolando através dos emails conexaopanama@yahoo.com ou riolando.fajardo@yahoo.com ou do telefone 507 65784858; um tour privativo de 8h para até duas pessoas vale desde US$100,00).
Passei dias lindos no país. Único senão por ali? O trânsito da Cidade do Panamá: para apenas 3 milhões de habitantes, tem uma quantidade impressionante de congestionamentos. Mas definitivamente vale a visita (e é para lá que eu volto esse final de semana para ver também o sobrinho mais lindo do mundo :D )

28 de out. de 2011

Panamá: o que eu vi da janelinha

 Fiz duas viagens pela Copa Airlines nos últimos dois meses, uma para a Jamaica e outra agora para Miami. Tenho um irmão morando no Panamá e, obviamente, nas duas vezes solicitei um stopover na Cidade do Panamá (ponto de conexão obrigatória para quem viaja pela companhia) para uma visitinha e, claro, para conhecer as belezas do pais (meu irmão e minha cunhada estão curtindo muito morar lá e viajaram para umas ilhas divinas, paradisíacas).

 Infelizmente, das duas vezes a Copa não me atendeu e me negou os pedidos de stop, uma pena :-(((((


 Então tudo o que eu vi do Panamá foi o aeroporto (bem feinho, por sinal) e as imensas áreas verdes e o marzão vistos da janelinha, nas fotos que ilustram esse post.

Tomara que eu possa visitar o Panamá rapidinho (principalmente enquanto tenho meu irmão pra me dar hospedagem free por lá :-D)