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16 de fev. de 2012

Swakopmund Museum: a história da Namíbia todinha num mesmo lugar

A fachada acanhada e sem graça
 De Walvis Bay é muito fácil chegar a Swakopmund: além das excursões oferecidas e do aluguel de carros (vale lembrar que a mão é inglesa), do próprio porto saem também ao longo do dia ônibus com destino à essa cidade de colonização alemã por cerca de US$35. Do aeroporto também rolam ônibus semelhantes, por praticamente o mesmo preço.
Acervo pouco protegido e mal conservado, mas muito vasto
 Uma vez em Swakopmund, as distâncias não são assim tão grandes e dá pra fazer tudo a pé, ainda mais se a ideia for como a minha: só um bate-e-volta. Entre praia, uma infinidade de lojas e cafés, restaurantes, vendedores de rua e casas de inspiração alemã por todo canto, uma das coisas mais legais pra se fazer na cidade é visitar o Swakopmund Museum.
O ser humano que aparece nessa foto não faz parte do acervo ;-)
 Apesar de bem pouco tentador por fora e mal organizado por dentro, reúne um acervo precioso: um pouquinho de toda a história da Namíbia, desde a pré-colonização, está guardada lá. E tem de tudo mesmo: plantas, animais empalhados, cerâmicas com séculos de história, objetos dos primeiros povos do país, um maquinário impressionante (de máquinas do campo até impressoras do começo do séc XX) e até cômodos fielmente reproduzidos, como um interessante consultório odontológico de meados do século passado. Miniaturas tipo "General Custer" contam as histórias de disputas de terra e colonização.
O consultório é um dos quase dez cômodos reproduzidos no museu
Objetos tribais estão por toda a parte
Animais empalhados aos montes
Fica bem à beira-mar, numa prainha fofa, e são apenas 2,5 euros para entrar.

10 de fev. de 2012

O deserto da Namíbia

O cenário é assim, desolador, durante grande parte do passeio...

 Quase um quinto da Namíbia é deserto - isso a gente vê de bem longe, quando o navio ainda nem alcançou a costa, numa imensidão sem fim de areia e dunas. Especialistas garantem que trata-se do deserto mais antigo do mundo.
... e igualmente fascinante.
 Por isso mesmo, uma das coisas que eu mais queria ver na Namíbia era seu deserto, e bem de pertinho. Então no nosso segundo dia aportados em Walvis Bay, eu saí bem cedinho num passeio de 4x4 pelo deserto.
As Moon Mountains
 Tomamos - yes! - parte da Calahari Highway, a gigante estrada que atravessa vários países africanos, e alcançamos o Parque Nacional Naukluft. A estrada toda é tomada por avisos em forma de ponto de exclamação para alertar o motorista sobre o perigo de tempestades de areia na área (mais comuns de maio a julho).

As plantinhas disfarçadas de musgo...

... e começando a ficar verdinhas enquanto caem gotinhas de água nelas
 Entre muitas andanças ao longo do dia, vimos de pertinho a Wilwitschia, uma planta gigante que pode viver até 1500 anos bem no meio do deserto, longe de tudo;  cervos, kudus e outros animais comuns à região; e as plantas Lichen que, de cor preta, ao receberem um pouquinho de água, ficam verdonas de imediato.
A gigante Wilwitschia em close...

... e servindo de referência proporcional ;-)

Não é o bichinho mais curioso ever??? #momentoNatGeomodeon
 Mas nada foi tão legal quanto atravessar as Moon Mountains que, obviamente, realmente fazem a gente se sentir numa paisagem lunar - nenhum verde, nenhum movimento, nem uma gota, nem um som além do sacolejar do carro.
Outro bichinho curiosíssimo

Um veadinho aqui...

... umas eminhas ali.

 E deserto que é deserto tem que ter oásis, né? Por isso mesmo, antes de terminar o passeio, demos uma passadinha básica pelo Goanikontes, um dos principais da região.
Show.

9 de fev. de 2012

Swakopmund: a herança alemã em terras namibianas

 Reza a lenda que a Namíbia - que, btw, até poucas décadas atrás era parte da África do Sul - foi primeiramente "descoberta" pelos portugueses e depois dominada por ingleses e alemães
 A mais óbvia herança alemã no país é, sem dúvidas, a cidadezinha de Swakopmund: suas ruas, lojas, parques, praças, moradores, todos têm nomes claramente alemães. Sem contar que as placas, fachadas e nomes de lojas também mantém essa tendência.
 A bem da verdade, Swakopmund entrou mesmo para o mapa mundi de muita gente quando Angelina Jolie e Brad Pitt se mudaram de mala e cuia pra lá com seus muitos filhos e ali ficaram até que Angelina desse à luz à primeira filha biológica do casal no hospital local - os guias fazem questão de mostrar onde fica a casa deles, num mega condomínio à la Miami, durante qualquer passeio.

 Com arquitetura Art Noveau e grande parte das construções originárias do século XIX, suas principais atrações são a Igreja Luterana e o belo prédio da antiga estação de trens (hoje recepção do Swakopmund Hotel).


 Seu fofo museu tem um acervo impressionante da história da cidade: a formação da flora e da fauna (com direito a animais empalhados e tudo), o mobiliário e as cerâmicas locais ao longo dos séculos e, principalmente, as heranças étnicas em seu povo - com destaque especial para os Khoikhoi, um dos primeiros povos a habitar a região.




 E a Kristall Gallery é um museu subterrâneo bem bacana (embora pequenininho) de cristais, que guarda também o maior cristal do mundo, com mais de 14 toneladas.
O centrinho gira em torno da Brauhaus Gallery, uma área para pedestres, de clima super alemão, tomada por lojinhas mil e cafés que servem kuchen e strudel ;-)

8 de fev. de 2012

E em pleno deserto da Namíbia...


Num dos dois dias que o Silver Whisper ficou ancorado em Walvis Bay, na Namíbia, rolou uma coisa especialíssima: todos os hóspedes do navio foram convidados a, gratuitamente, curtir um jantar literalmente no meio do deserto namibiano. 
O sol se pondo atrás das dunas do deserto da Namíbia
 A experiência foi incrível, com direito ao por-do-sol mais lindo de toda a viagem, que eu tive o prazer de ver do alto de uma duna antes do jantar. 
A estrutura montada no meio do deserto para o evento
 E o mais legal é que fomos recepcionados por esse grupo fofíssimo de jovens cantores namibianos, que nos derem também o prazer de cantar durante nosso jantar sob o céu da Namíbia. A canção de boas vindas vocês podem ver clicando no videozinho que abre esse post. Tirando a má qualidade do vídeo (e da cinegrafista :-P), posso garantir que foi lindo. 

3 de fev. de 2012

Fotolog: Namibia rocks

 Tá difícil blogar e subir fotos com tanta coisa pra fazer a bordo e ashore e, sobretudo, com  a internet satelital bem, bem instável. Mas vou deixar aqui, no estilo pra-não-dizer-que-não-falei-das-flores :-D, um breve fotolog das belezas que encontrei nos meus (curtos) dias na Namíbia.  A fofa cidade alemã de Swakopmund, a surpresa de encontrar cidades tão limpas e com todos os letreiros e infos escritos em inglês (heranças da colonização, of course), a beleza ímpar do deserto, a simpatia do povo.
 Hope you enjoy. E, por supuesto, posts decentes e completinhos virão na sequência, que tem mesmo muita coisa bacana pra contar.










Enquanto isso vou curtindo meus últimos dias a bordo desse de-li-ci-o-so cruzeiro, chacoalhando aqui no embalo da corrente de Benguela.
Next stop: Cape Town ;-)