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11 de jun. de 2013

A caminho de Ketchikan, Alasca

 Não andei blogando a viagem nos últimos dias por 3 motivos diferentes: internet cara a bordo, trabalho atrasado para colocar em dia em plena viagem (como sempre) e escalas curtas em dias tão tão tão lindos que aproveitei mesmo todos eles para passear e aproveitar ao máximo cada escala aqui no Alasca.
As fotos, sim, andam subindo aos montes no Instagram e uma ou outra têm entrado também no twitter e no Facebook. Mas como andaram pedindo mais notícias e detalhes, subo hoje este post rapidinho, navegando a caminho de Ketchikan.
 Temos tido muita sorte a bordo do Silver Shadow: dias lindos de morrer, por do sol maravilhoso diariamente, fiordes incríveis desfilando continuamente através das nossas janelas, varandas e decks  e um mar tão tranquilo que nem de longe lembra o agito marítimo da nossa primeira noite a bordo.  Minha única frustração é a alegria da maioria dos passageiros: a temperatura não para de subir e, apesar dos picos e fiordes nevados, já parece mesmo verão (só usei minha jaqueta em Anchorage e Segway, nos dois primeiros dias da viagem).
 Adorei Sitka, pirei com a beleza durante a passagem pelos glaciares (como o Hubbard) e o Tracy´s Arm, me encantei com Juneau, passeei por uma Skagway que parecia saída de um cenário de Playmobil (ou daquela série "Men in Trees" :P), vi baleias, ursos, focas, lontras e uma infinidade de pássaros, sobrevoei o campo de gelo de Juneau (in-crí-vel), fiz a rota de trem White Pass até Frasier, no Canadá, andei de trenó puxado por huskies do Alasca e mais um monte de coisas bacanérrimas. Sem contar as belas refeições à bordo, os mimos, as palestras e os bons papos.
 Então até o final da viagem por aqui (que já tá chegando, infelizmente :( ) os relatos continuarão chegando em forma curtinha e breve via Instagram e, vez ou outra, via outras redes sociais, até eu chegar a Vancouver, no Canadá, e desembarcar do navio.  Prometo posts detalhadinhos e completinhos sobre a viagem quando eu tiver internet mais estável (e gratuita, de preferência :D)

Tks pela companhia, alaskan kisses procêis  ;)

8 de jun. de 2013

Direto de Sitka, Alasca

 Saí de Anchorage, no Alasca, na hora do almoço da quinta-feira.  No terminal rodoviário, todos os quase 300 passageiros que embarcariam nesse cruzeiro do Silver Shadow pela região foram reunidos no saguão, antes de embarcarmos a Seward. O trem que nos levou de Anchorage a Seward, no estilo do Vistadome do Peru, estava incluído na tarifa do cruzeiro para todos e revelou-se uma viagem tão linda quanto eu esperava.
Foram 4h30 de belezas desfilando pelas imensas janelas e teto de vidro do trem enquanto viajamos por entre montanhas e campos cobertos de neve, cascatas, desfiladeiros, daquelas viagens de trem lindas de morrer mesmo. Chegamos a Seward já no final da tarde, mas fazia tanto sol como quanto em Anchorage (afinal, já é quase verão aqui no Alasca e tenho visto a luz do sol mais ou menos das 4h da manhã até onze e pouco da noite diariamente).
O bom do "transfer" em trem a Seward é que já deu pra conhecer vários dos passageiros nesse trajeto e, logo ao embarcarmos no Silver Shadow, já me reuni com uma outra solo traveler e um casal para um drink no bar e depois o jantar.
 Tivemos um começo de cruzeiro duro. Se, por um lado, o conforto da cabine estava perfeito como sempre aconteceu em todos os cruzeiros que fiz com a Silversea, pegamos um mar agitado e até 15h do dia seguinte muitos passageiros nem tinham deixado suas cabines, sofrendo de seasickness.  Eu mesma só deixei a minha lá pelas 10h30 da manhã. Antes do almoço, fizeram um get together para os solo travelers e encontrei aqui outros 14 passageiros viajando desacompanhados como eu, e já saímos dali todos direto para um big almoço.
 À tarde, o mar acalmou e entramos, enfim, na rota dos glaciares. Ninguém reclamou de frio nem de vento: ficamos todos empoleirados nos decks externos ou nas varandas individuais das cabines fotografando e soltando "ohs" e "ahs"  enquanto o navio atravessava um mar tomado de gelo, com imensos glaciares à frente (o Hubbard é o mais famoso deles), num cenário que me lembrou muito, muito mesmo, a viagem à Antártida em dezembro passado. Uma tarde simplesmente perfeita depois de tanto chacoalhar pelos  mares pela noite e manhã anteriores.
 Hoje nossa parada aconteceu em Sitka, depois de mais de 36h de navegação. A cidade é uma graça, tomada por casinhas de madeira colorida pré-fabricada daquele tipo que encanta os fãs de Playmobil :D  Museu, lojinhas e cafés e uma linda igreja russa estão entre as principais atrações do diminuto centro.
Tomei um tour em barco para circular por entre os (lindos!) fiordes da região, com os picos cobertos de neve. Foram 3h de vistas lindíssimas, que me lembraram minha adorável viagem pelos fiordes norugueses há cinco anos.  Ainda vimos montes de lontras, castores e até focas e baleias, uma lindeza. E flagramos ursos, para delírio da galera a bordo!
Depois voltei ao centro da cidade e tomei um ônibus até a Fortress of the Bears. São 10 dólares para entrar no centro de acolhimento de ursos machucados  ou em perigo. Atualmente são mantidos cinco ali e passei longos momentos observando-os dormir, brincar, nadar, comer.

Agora rumamos para a Inside Passage e, com mais alguns glaciares e fiordes pelo caminho, devemos chegar a Juneau amanhã pela hora do almoço. Stay tunned ;)

5 de jun. de 2013

Alasca!

O itinerário do cruzeiraço que vem por aí
Então, após passar literalmente o DIA de ontem atravessando os States em dois voos, e tendo voado de SP à Miami entre segunda e terça antes disso, cheguei ontem no comecinho da noite (noite, pra efeito do relógio; porque às 19h30 o sol estava a pino!) a Anchorage, minha primeira parada numa tão esperada viagem pelo Alasca.

Escolhi o itinerário aéreo mais longo e irracional porque a passagem era mais barata, mas não recomendo! De qualquer maneira, chegar ao Alaska de avião foi lindo - passei a última hora do último voo literalmente com o nariz grudado na janelinha do avião!

Anchorage é uma graça mas bem quietinha - ontem à noite não foi fácil achar lugar para jantar, tudo fecha cedo, mesmo com o solão brilhando lá fora (pra vcs terem uma ideia, meia-noite tinha cara de cinco da tarde). E agora estou cinco horas atrás do fuso de Brasília.
Depois de Anchorage, ainda rolam agora outras cidades do destino em viagens em trem, um cruzeiraço com a Silversea que começa hoje, tour para ver geleiras, caminhadas etc, terminando a jornada só em Vancouver, já no Canadá. Já-já embarco num trem a Seward, numa viagem que dizem ser lindíssima, para entrar la no meu navio.
Se Nossa Senhora do Wifi (e o preço da internet à bordo) ajudar, vou subindo diariamente relatos dessa viagem (solo!) ao Alasca por aqui; atualizações via twitter e no Facebook e fotinhos no Instagram também devem pintar para contar o dia-a-dia de mais essa aventura na vibe #MariNumaFria 2, a missão :D
Dedinhos cruzados, please! Fui ;)

21 de abr. de 2013

Marrakech


Esse ritmo maluquete de viagens que estou fazendo desde que entrou março, somado aos deadlines vencendo o tempo todo, deixou muita coisa atrasada para contar aqui no blog, eu sei. Ainda tem mais África, Alpes Franceses, Panamá e Canadá na fila. Logo, logo, Milão. Então, para agradar o povo "desredesocializado" (:P) que andou "reclamando" que não consegue acompanhar minhas andanças via twitter, facebook e instagram, aproveito para blogar "ao vivo" daqui de Marrakech, no Marrocos. 
Fiz as pazes com Marrakech. Como já tinha acontecido com Milão em outros tempos, foi preciso uma segunda visita à cidade para entendê-la. No fundo, com tantos expatriados de tudo quanto é canto vivendo na cidade, o clima aqui hoje parece ser "cada um no seu quadrado" - bem como nessa foto no abre do post, em que um marroquino vestido muito contemporaneamente espera ganhar um dindim com turistas em frente aos jardins de Menara com seus dromedários raquíticos e, ao fundo, desfocado, um senhorzinho vestido todo tradicionalmente se concentra em suas orações alheio a tudo que o rodeia. E vale dizer também que acho que Marrakech mudou muito nesses quatro anos entre as duas visitas; parece que o atentado de 2011 mexeu com todo mundo, em vários sentidos. 

No souk, infelizmente, tem mais made in China na zona comercial que artesanato autêntico e a típica pechincha árabe perdeu muito sua força; mas há bem mais segurança (ao menos no feeling), com mais policiamento em várias partes e montes de câmeras de vigilância espalhadas pela medina. O assédio masculino, descobri, vai rolar com qualquer tipo de roupa que você vista, por mais coberta que esteja - somos ocidentais e ponto, franguinhos rodando na TV de cachorro (aliás, nessas noites que saí pra ver a night local, toda marroquina que encontrei levava muito menos roupa posta que eu). Paciência. O negócio é escolher bem seus caminhos, sempre andar por ruas movimentadas, só tomar táxi chamado pelo hotel ou restaurante de confiança e bola pra frente.
Ver o tempo todo o contemporâneo e o tradiconal se confrontando, o clima de little village na medina e o jeitão jetsetter na cidade nova, ver como os marroquinos sabem muito mais sobre o Brasil (tem música brasileira, da melhor e da pior, na trilha sonora de quase todo lugar), sentir tantos perfumes e ver tantas cores ao mesmo tempo, a cidade rosada no final da tarde, o chá, o boom de gastronomia e vida noturna que os hotelaços trouxeram, o chamado sempre emocionante para oração nas mesquitas, os novos amigos feitos em tão pouco tempo... tudo tem sido muito, muito bom. E ainda dizem a toda voz por aqui que até o final do ano sai, sim, voo direto de São Paulo pra cá. Inshallah.

6 de mar. de 2013

Mais África

Pessoal, enquanto aqui no blog continuam subindo relatos dos meus (lindos) dias no Egito, já cheguei mais ao sul do continente africano: estou nas ilhas Maurício, já passei por Joanesburgo e ainda vai ter mais África do Sul na semana que vem. Quem quiser ir acompanhando essas andanças "ao vivo", se liga no twitter, no Instagram, na página do Pelo Mundo no Facebook ou assina também meu perfil do FB que fotinhos e relatos estão subindo todos os dias.
E, claro, logo, logo, os relatos dessas aventuras entrarão em detalhes por aqui ;)

18 de fev. de 2013

Lembranças do Nilo

 A internet não funcionou direito a bordo, é verdade; mas meu cruzeiro pelo Nilo foi fenomenal. Afinal, hellooooou, até a mais viciada em internet das pessoas há de convir comigo que, well, com tudo aquilo de atrações impressionantes ao nosso redor o tempo todo, emails, postagens e redes sociais podiam esperar um tiquinho, né?


 Já digo de antemão que 3 noites/4 dias de cruzeiro é pouco, muito pouco. Acabo de deixar o barco (o Sun Boat IV, da Sanctuary Retreats, pro povo que andou perguntando no twitter; tripulação 100% masculina e 100% gente fina, por sinal), parte do itinerário da AbercrombieKent, com muita relutâcia. E adianto para os interessados que, também para os cruzeiros, e mais ainda que para o Cairo, esse é um mesmo BIG timing para vir: além de estarem muito, mas muuuito mais baratos que o tradicional, os cruzeiros pelo Nilo estão vindo com o "valor" adicional de pouquísimos passageiros a bordo e atrações bem vazias (para os padrões locais) durante todo o percurso. E zero, eu repito, ZERO distúrbio ou vestígio de qualquer inconveniente no trecho Aswan-Luxor - jupurdeus.
 Já, já eu posto aqui com mais detalhes; por enquanto, estou dando a esse blog uma carinha de Instagram ao postar aqui algumas das imagens que levo como lembrança dessa navegação que desejei fazer por tanto tempo.

A viagem está sendo linda! 

14 de fev. de 2013

Cairo: Gizé, pirâmides, esfinge, museu

 Não vou fazer um post extenso que o dia foi puxadaço e amanhã madrugo para ir ao aeroporto pegar meu voo para Aswan \o/  Depois conto tudo em detalhes nos postzinhos tipo be-a-bá.
Mas PRECISO dizer que o dia foi lindo e que a cidade vai bem. Tudo bem que passei raros momentos desacompanhada, mas não houve nadinha que me incomodasse ou me fizesse sentir insegura. Passei até pela praça Tahrir (que estava vazia e cercada com aquelas grades típicas de show) para ir ao museu e tudo bem.
 A cidade parece bem, as pessoas falam muito de política, mas a vida corre normalmente. Nem sinal hj ou ontem de manifestações e afins (dizem que é às sextas que rolam os protestos na praça). No mais, em todo lugar me contaram como o país está sofrendo com a queda brusca no turismo, com muitos guias desempregados, redução de pessoal nos pontos turísticos etc (a parte boa para quem, como eu, se animar a vir, é que os preços estão MUITO melhores: hotelaços por quase metade do preço, cruzeiros de 3 noites com 1 grátis ou de 7 noites com 2 grátis etc).
 O que dá pra ver que pega aqui são os níveis PAULISTANOS de congestionamento o dia todo.  Sério mesmo. E mais direção-arriscada nível ITALIA e buzinas, buzinas, buzinas, num nível LIMA :D Dei graças a Deus de estar o tempo todo no traslado do passeio (era um full day tour incluído), que se tivesse de táxi teria pirado na batatinha.  Sinto falta de ter aquela sensação de poder fazer o que eu quiser, na hora que quiser de quando viajo independente, mas por outro lado tá bem bom me sentir cuidada o tempo todo ;) E já aviso as meninas que a mulherada aqui tá vestida super normal, cabelos soltos, roupitchas da moda (só não rolam, é claro, decotões e mini-shorts ou saias, pelamor).
 Os serviços da operadora continuaram ótimos, super pontuais, tô curtindo muito (já falei que o guia se arrisca também no português, né?). No programa de hoje, visitei Gizé, pirâmides e esfinge (até entrei numa das pirâmides :D), almocei num dos barcos-restaurante do Nilo bem bom e passei a tarde no ótimo Museu do Cairo (ainda dá pra ver partes q foram danificadas nas manifestações da primavera árabe e o museu todo pareceu bem pouco cuidado e abandonadinho, mas amei tudo; só achei também bem overpriced as 100EL cobradas pra ver a sessão de múmias, meio frustrante pra quem já viu no Louvre, British Museum etc). Dia lindo mesmo.
No saldo final, gente simpática em quase todos os lugares, corações vermelhos everywhere para celebrar o Valentine´s Day e um final de tarde ESPETACULAR para fechar com chave de ouro o começo da viagem.
Bora pro cruzeiro, então, que na volta tem mais Cairo ;)


p.s.: no mais, vcs já sabem: relatos e fotinhos mil rolando lá no Instagram e twitter. Passa lá :P

13 de fev. de 2013

Do Cairo

 Pronto, cheguei. Já estou devidamente instalada no Cairo, sã e salva. Uma pena que escureça cedo aqui nessa época: cheguei e, mesmo do avião, a cidade já aparecia tomada pelo breu. Imensa, por sinal. Chegar de avião nela parece chegar em São Paulo, esparramadona, uma loucura. E o caminho do aeroporto até o hotel levou quase uma hora - outro aspecto que me lembrou São Paulo ;)
No percurso, vias expressas, avenidas muito largas, montes de prédios bem altos (uma infinidade de hotéis, btw) e uma mesquita aqui, um palácio acolá... e vi o Nilo, o claro \o/  .... mas na escuridão. Não vejo a hora de amanhecer para ver direito a cidade e o rio, dá até friozinho na barriga ;)
Na chegada foi tudo ótimo: o guia (falando inglês, espanhol e PORTUGUES!) já estava esperando logo à saída do avião, nos acompanhou ao pagamento do visto (US$15) e na passagem pela imigração (nem uma única pergunta, por sinal; o cara só pega o passaporte, carimba, devolve). As malas saíram rapidérrimo, tudo beleza (aliás, um alivio já sair no desembarque acompanhados do guia - fica uma multidão impressionante de taxistas assediando quem chega. Lembrei do sufoco de chegar com minha irmã em Marrakech há alguns anos, affe).
O hotel está próximo da praça Tahrir que, por sinal, tava sussa quando passamos com o carro. Disse o guia que só mesmo as sextas-feiras que tem muvuca ali por causa das manifestações. Amanhã iremos pra lá para visitar o museu #oremos  Mas do lado de fora a cidade parece bem viva, muitos carros, buzinhas, música alta, as felucas cruzando o rio pra lá e pra cá cheias de luzinhas coloridas.
O wifi do hotel parece bem bom, então amanhã devo ter montes de novidades e (espero) montes de fotinhos legais para colocar aqui, no twitter e no Instagram.
Shukran pela companhia ;)

15 de jan. de 2013

Buenos Aires e Carmelo, "ao vivo", também fora do blog ;)

O por do sol com direito aos vinhedos e ao Plata em Carmelo nessa segundona 
 Quem me segue também no twitter, no Facebook e no Instagram, sabe que desde 6a. feira passada estou visitando nuestros hermanos, fazendo a dobradinha que os gringos fazem desde mais de uma década - Buenos Aires, na Argentina, e Carmelo, no Uruguai, pertinho de Colonia - e que ainda não é tão comum entre brasileiros (embora tenha encontrado vários aqui no hotel uruguaio)
Elena Restaurante: apenas uma das deliciosas novidades do Four Seasons Buenos Aires reinaugurado 
 Os dias estão cheios de trabalho de campo e também trabalho de escritório, já que tenho uma outra matéria nada ver com esses destinos para entregar essa semana; então a subida de posts aqui tá mais lentinha ;)
Emprestar bike no hotel e ir almoçar ao ar livre, à beira do rio, 20 minutinhos depois - em Carmelo é assim 
 Tem muita novidade boa pra contar, dos atrativos bucolicamente encantadores daqui de Carmelo (dá pra vir também de Montevidéu e Punta pra cá, é claro) às ótimas novidades gastronômicas porteñas e o novo shape do Four Seasons Buenos Aires, que foi reinaugurado mês passado depois de uma reforma milionária e está mais elegante, contemporâneo e sexy do que nunca.
Bangalôs lindos e super românticos compõem o belo Four Seasons Carmelo 
Mas as fotinhos instantâneas, os tuítes e até as atualizações facebookianas estão indo de vento em popa, com várias novidades, impressões e imagens postadas ao longo do dia.
Passa lá também pra xeretear que já já ponho tudo em detalhes por aqui.
Hasta prontito ;)

23 de dez. de 2012

Antártida: ilha King George e o voo de volta

 Chegamos à ilha King George ainda de madrugada e ali dormimos, com o navio ancorado. O tempo tinha ficado mais cinza ainda e o navio passou a noite envolto numa névoa no melhor estilo Avalon ;)
De manhã as névoas já tinham desaparecido, mas o tempo curioso e instável teve reflexos mais diretos na nossa viagem: nosso voo fretado de King George a Punta Arenas, no Chile, que traria passageiros pra Antártida logo cedo e estava previsto para nos levar de volta ao continente às 10h da manhã, foi remarcado para 15h justamente pelas questões meteorológicas.
 Então, ao contrário do que esperávamos - ter que desembarcar cedinho - passamos a manhã no navio e pudemos visitar, em grupos pequenos, a sala de máquinas - velhinha, do começo dos anos 80, mas muito interessante em vários aspectos.




Oi?

ahá! flagramos o hot spot da casa de máquinas utilizado pela tripulação para secar suas roupas e galochas :)
Lá pelo meio dia e meia, nos foi servido um almoço light - salada, pão e frios - e então ficamos sabendo que o avião charter ainda não tinha saído de Punta Arenas com destino à Antártida (como tudo em King George é manual, sem nada de torre de controle ou aparelhos sofisticados, o tempo tem que estar muito bom para voar - e isso, não posso reclamar, me foi informado VÁRIAS vezes ao longo do processo de reserva do cruzeiro e emissão do ticket).
Lá pelas duas e meia, nosso voo foi confirmado para 17h - e então desembarcamos, nós e nossas malas, com destino à ilha e sua pista de pouso.
Cada um com sua bagagem de mão, prontinhos para embarcar nos zodiacs
Desembarcando dos zodiacs já na prainha de King George Island
Pinguins fofuchos foram até lá para dizer adeus :))))))
Vimos as malas serem desembarcadas dos zodiacs...
... embarcadas nos veículos transportadores de bagagens...
.... e esperamos, cada um de um jeito
Ficamos uma hora na prainha de King George esperando autorização para irmos em direção à pista de voo porque necas de pitibiribas do nosso avião chegar - mas o tempo parecia cada vez melhor e mais estável.  Até que nos avisaram que, yes!, podíamos seguir para o local de embarque.

Olha a prainha onde desembarcamos dos zodiac láaaa no fundo

Well, e depois a gente reclama quando tem que rodar o aeroporto até o portão correto, né? :))))))
As galochas emprestadas pelo Polar Pioneer enfileiradinhas para devolução no lounge
 Ficamos esperando num lounge - beeeeeem básico, sem cafezinho, água nem nada - até o nosso avião chegar.
 Só aí que fomos autorizados a nos dirigirmos, de fato, à pista de pouso e decolagem.
As nossas malas esperando para serem embarcadas...
... no charter que nos levaria ao extremo sul do Chile, de volta às Américas
 Ainda tivemos que esperar o avião ser reabastecido antes de podermos embarcar.
Sistema suuuuuper avançado de abastecimento. Só que não o.O
Passageiros trazidos ao avião, já que - apesar de termos caminhado UMA VIDA da prainha ao lounge - não tinhamos autorização para circularmos à pé nas proximidades da pista
 No final, por atrasos e burocracias da própria ilha e da companhia fretada - a chilena DAS - acabamos decolando já mais de oito da noite. O avião era grande, o voo foi suave e tranquilo, sem grandes agitos - e até do avião aquela terra incrível nos deixava belas lembranças.
Levantando voo de King George...
... com direito a uma sombra-estilo-arco-íris nos acompanhando por quase uma hora!
Tá vendo o aviãozinho-sombra bem no meio do arco-íris?
Tchau, Antártida. Foi lindo demais. E quero muito muito muito muito muito voltar.