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29 de jul. de 2012

The Singular reabre no segundo semestre com novidades


E pensar que isso tudo era um frigorífico abandonado...

 Lembra que eu contei em maio passado sobre a linda (e corridíssima) viagem que fiz à Patagônia Chilena e como tinha ficado en-can-ta-da com o hotel The Singular, construído cheio de bossa e design no antigo Frigorífico Bories? 
Pois esse hotelaço de Puerto Natales, principal porta de entrada para o desbunde natural chamado Parque Nacional Torres del Paine, no sul do Chile, está com tudo e, sim, também está prosa: recebeu o Certificado de Excelência 2012 doTripAdvisor e, fechado até agosto agora, está, apesar de novinho em folha (abriu em dezembro de 2011), promovendo ampliações nas suas instalações. Os investimentos de cerca de US$ 300 mil prevêm novidades como lareira no (lindo!!!) living bar e novo sistema de aquecimento no corredor que liga o museu privativo das máquinas ao hotel - além de novidades também nos programas do hotel, como  degustação de vinhos chilenos e sistema de meia-pensão (para quem não quiser o sistema all inclusive), por exemplo.
O simpático Laurent compenetradíssimo na montagem de prato
E mais: o bacanudo (e tímido!) chef do The Singular, o francês Laurent Pasqualetto criou um novo cardápio para o hotel cheio de sabores fortes - como as carnes de caça de cordeiro, guanaco (semelhante à lhama) e lebre, além de frutos do mar como a centolla e o clássico ceviche (di-vi-no!) -  preparados sempre com ingredientes orgânicos, produzidos localmente. “É o conceito de uma cozinha simples e de qualidade,” diz ele.
Se melhorar, estraga ;-)

10 de jun. de 2012

Puerto Natales: o belo "muelle" de pescadores

 Puerto Natales, como o próprio nome da cidade já diz, sempre há sido um importante porto para a região patagônia. Até hoje, para cargas e pessoas; afinal, o barcos da Navimag e da Skorpios continuam fazendo também suas rotas por lá.
 Mas há um programaço que eu super recomendo para quem vai à região e que não custa nada, nem um centavinho: ir até o píer (muelle) de pescadores da cidade e acompanhar a chegada dos barcos de pescadores, carregados de ouriços e peixes de todo tipo.
 Para dar certo, o negócio é checar de véspera qual o horário previsto de retorno das embarcações e... voilá! Aparecer lá, nariz preparadão para o cheiro, olhos preparadões para a verdadeira dança dos marujos e câmera em mãos ;-)




 Bom, mas mesmo que você não chegar a tempo, o porto vale a visita; em dias de ceu azul, fica coloridíssimo e, em dias cinzas que só, os barcos ficam lindões refletidos na água.
E todo fim de tarde ainda aparecem flamingos por lá.

8 de jun. de 2012

Hotel review: The Singular, Puerto Natales

Todos os quartos têm esse paredão de vidro com a mesma vista
 Quando eu estive na Patagônia chilena pela primeira vez, há cinco anos, eu visitei o Frigorífico Bories. O frigorífico teve importância fundamental no desenvolvimento de Puerto Natales e foi fator decisivo na consolidação da economia local. Mas, mesmo quando eu visitei, já estava todo abandonado, peças enferrujadas, sujo, uma judiação - a gente ia mesmo visitar pela importância histórica e porque acabava sempre rendendo umas fotos legais ;-)
O contemporâneo e o vintage ali, lado a lado, o tempo todo
 E então eu li, no comecinho do ano passado, que uma família tinha comprado o local com o intuito de transformá-lo num hotel boutique. Achei a ideia simplesmente genial, mas não entendia muito como isso seria possível, com a lembrança do frigorífico decadente que eu ainda tinha em mente. Óbvio que voltando agora para Puerto Natales, com o hotel finalmente pronto e inaugurado, eu nem cogitaria deixar de conhecer o The Singular. O convite veio em ótima hora. E vou dizer pra vocês logo de cara: poucos nomes de hotéis me parecem tão supremamente adequados quanto esse.
O hotel é todo feito nos detalhes
 É impressionante o que eles conseguiram fazer ali: mantendo toda a estrutura original do patrimônio tomado, eles conseguiram introduzir elementos de design que se encaixam perfeitamente com a utilização inicial do prédio. Os quartos, é claro, ficam num novo anexo, construído especificamente para esse fim - mas totalmente integrado à paisagem, é claro. E recepção, restaurantes, áreas comuns estão todas ali, magistralmente instaladas no que era o frigorífico antes.
Os móveis do lobby/lounge dividem espaço com as vigas gigantes da estrutura original do edifício
O belo bar é decorado com material reaproveitado do frigorífico
A mesa grandona, para grupos ou big families separa o lounge do restaurante
Os corredores ultra modernos servem de passarela para os hóspedes em meio ao maquinário do frigorífico, totalmente preservado
 Eu lembrei o tempo todo do meu irmão Rafa, que é arquiteto, e dos meus amigos que lidam com design, como a Helô Righetto - a gente anda o tempo todo pelo hotel como se estivesse num museu. Aliás, tem tanto maquinário original do frigorífico ali que o hotel em si É realmente um grande museu - poderia falar sobre ele, em aspectos distintos, nuns 20 posts diferentes (bela pauta para uma revista de design, ahn? :D)
Por fora, segue sendo o velho frigorífico de sempre...
... e por dentro o maquinário ainda está todinho lá...
... mas dividindo espaço com a contemporaneidade da recepção, por exemplo
 Os quartos são super peculiares: mesclam itens ultra contemporâneos, como camas arrojadas e big LCDs com mobiliário típico da época áurea do Bories, como as divinas escrivaninhas. Os banheiros são grandes, com banheiras divinas, e a vista... ah, a vista! todos os quartos (à exceção de 3 suítes, são todos iguaizinhos) possuem vista divina, aberta para a península Última Esperança. Para dormir e acordar feliz da vida, né?
Não é fenomenal o design da cadeira-calefação???
Os dois barcos do hotel ficam em seu píer próprio
O café da manhã é servido no restaurante do mezanino
A piscina 2/3 interna, 1/3 externa, quentinha
e os detalhes, que estão em cada cantinho

 Dois restaurantes - um para o café da manhã e outro para as refeições -, bar, um belo spa e um farto menu de excursões completam o menu (o hotel tem, inclusive, dois barcos fenomenais para fazer as visitas aos glaciares). O The Singular também trabalha em sistema tudo incluído, com refeições, bebidas e passeios fazendo parte do programa de qualquer hóspede - e wifi grátis também, é claro.
A vista comum a todos os quartos




Até a boutique do hotel é cool ;-)
Não dá pra disfarçar aqui no texto que eu fiquei encantada com o hotel. Passaria dias e dias lá, se pudesse - e planejo mesmo voltar exatamente para ali numa próxima visita à região (não canso nunca de lá!). Cozinha caprichadíssima, ótimos drinks (o melhor Calafate Sour ever!), equipe fenomenal de guias. Só não curti o serviço de recepção, muito seco, formal e antipático - que não combina nada com o povo fofo de Natales.
O melhor calafate sour ever
Do estacionamento à recepção, a gente desce essa escadinha só se quiser; olha o trilho do funicular logo ao lado <3
A parte antiga, no corredor que leva à recepção...
... e a parte nova, no corredor que leva aos quartos
Banheiros show de bola
HOTELAÇO. Assim, com todas as letras maiúsculas. Zero frescuras, máximo conforto, show de serviço no saldo final. E, para os amantes do design e da arquitetura, simplesmente singular ;-)

7 de jun. de 2012

Puerto Natales: gracinha de cidade

O muelle de los pescadores no fim de tarde
 Puerto Natales é a base de hospedagem para a maioria das pessoas que visitam a Patagônia Chilena. É claro que existem as hospedagens dentro do parque - de hostais aos ótimos Patagonia Camp e Tierra Patagonia, sobre os quais já contei aqui no blog - mas Natales acaba sendo o grande coração de mãe que recebe os viajantes do mundo inteiro que se aventuram pela região.
 Natales é uma gracinha. Não pode ser chamado de pueblo porque sua população flutuante é impressionante, sobretudo nos meses de verão. Mas também não chega a ser uma cidaaaaade. E tá aí o grande barato.
A arquitetura é a típica arquitetura colonial do sul do Chile, com casas construídas em madeira ou, mais comum ainda, com chapas de ferro; afinal, sempre foi um porto de pescadores.
 A maior fofura de Puerto Natales são suas cores: as casas - das paredes aos telhados - são sempre muito coloridas, e geralmente em cores bem fortes e vivas.
 A coisa teria começado a muitos anos, como uma forma não só de distinguir as casas parecidinhas e construídas com os mesmos materiais, mas também para "aquecer" um pouco as paredes para enfrentar o frio rigoroso que faz por ali.
 Para nós, turistas, que hoje contamos com eficientíssima calefação em qualquer hotel dali, ficou o colírio para os olhos: esse show de cores capaz de alegrar até um dia cinzento assim, debaixo de chuvinha congelada.
 A cidade é pequena e ali dá pra fazer tudo a pé, facinho, mesmo com tantas subidas e descidas - as ruas são todas sinalizadas e as quadras super bem demarcadas.
 Segura que só ela, deixa a gente à vontade para passear mesmo de noite. O comércio fecha as portas bem cedinho, em torno das 18h (no verão as lojas costumam ficar abertas até mais tarde); mas logo depois desse horário são os bares e restaurantes que dão vida ao local, sobretudo nas proximidades da pracinha central, da Igreja Matriz.
O Milodón está não apenas em todas as placas de ruas, mas também assim, gigantão, em frente a algumas lojas
A igrejinha matriz
Um footing básico no comecinho da noite
 Como os hotéis de Natalaes não têm nada de vida noturna - depois do jantar, até os bares dos mesmos costumam fechar - quem faz questão de umas saidinhas noturnas tem mesmo que se aventurar pelo centro, dos barzinhos à tradicional cervejaria artesanal local.
 Além das casas multicoloridas, o centro tem uns murais incríveis, em geral contando a história dos povos indígenas que deram origem a Natales, como abaixo.
 Quem quer fazer comprinhas, de lãs e souvenirs, o centrinho é o canal; lojinhas (algumas até bem grandes e variadas), barracas e feirinha de artesanato, está tudo lá.
 E ainda tem um povo quietinho mas simpático pra caramba. Mesmo os mais pequerruchos :)
Fofura.