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28 de mar. de 2013

Cruise review: Sun Boat IV, Sanctuary Retreats

 Meu cruzeiro pelo Nilo foi à bordo do Sun Boat IV, um dos 3 barcos da Sanctuary Retreats, parte também dos roteiros da AbercrombieKent.
 O barco tem uma reputação excelente, com capacidade para um máximo de 44 passageiros e uma interessante proporção de membros do staff para hóspedes. Mas, com a crise no turismo egípcio, alguns roteiros estão saindo mais vazios do que o planejado - como o meu, que embarcou com apenas 16 passageiros a bordo, incluindo duas famílias com crianças. Apesar de sermos em número tão reduzido, eramos praticamente um ONU lá dentro: Brasil, Egito, Irã, Líbano, EUA, Reino Unido, Sérvia...
 Apesar dos banheiros diminutos, as cabines têm bom tamanho e decoração bem charmosa. O restaurante poderia servir mais refeições à la carte que buffet, mas a cozinha típica egípcia é bem caprichada, das entradas às sobremesas (bebidas sempre cobradas à parte).
 Todos os dias eram servidos em horários pré-definidos café da manhã, almoço e jantar - e havia sempre um chá com biscoitinhos no final da tarde, quando retornávamos dos passeios.  A tripulação 100% masculina era muito atenta e delicada, uns queridos durante todo o tempo.
Para os almoços ao ar livre, como o churrasco que rolou durante o meu itinerário
 Durante o itinerário, os passeios guiados (dois ao dia, manhã e tarde) estão todos incluídos, sejam em van, barco ou até charrete. O nível de organização e pontualidade dos passeios chamou mesmo minha atenção positivamente; e nosso guia também era excelente tanto no conhecimento quanto na paciência (me esperava fotografar tudinho sempre :D)

 Alguns passageiros sentiram falta de palestras à bordo, mas as atividades de entretenimento eram bem satisfatórias, de aulas de culinária egípcia a show de dervixes e dança do ventre à bordo. Um dos almoços foi servido na varanda externa, com direito a churrasco.
O lounge da recepção
O restaurante
 Na segunda noite, fizeram a galabeya party e todos os passageiros foram convidados a vestir as longas túnicas egípcias e dançar bailes típicos locais (com direito a um cover hilário de belly dance da tripulação ao final). E o barco tem também loja e um belo solário com piscina.
Aula de culinária egípcia bem bacaninha (aprendi tudo :D)
 O wifi à bordo é cobrado separado mas muuuuito instável e nem sempre funciona pela questão satelital; achei que nem compensava comprar e, pelo que vi de outros hóspedes, fiz bem.
A tripulação em coreografia ensaiada de danças típicas egípcias durante a "galabeya party"
Adorei. Fiz o roteiro de quatro dias, de Aswan a Luxor, mas aconselho fortemente que se faça o de 5 dias, de Luxor a Aswan (o de quatro dias passa muito, muito rápido e,desembarcando em Aswan como final do passeio, sobra mais tempo e mais tranquilidade para fazer a extensão a Abu Simbel). Dizem que vai rolar esse ano um roteiro de 10 noites do Cairo a Aswan e vice-versa. Isso sim seria show de bola!!!
Dervixe e passageiros durante o mini show da última noite
Em tempo: dá pra ver os preços avulsos no site, mas vale lembrar que o cruzeiro incorporado ao pacote sai ainda mais em conta. Para quem compra avulso, vira e mexe estão rolando promoções do tipo 3 noites com uma grátis. 

4 de mar. de 2013

Luxor: Templo de Luxor

 Do Templo de Karnak tomamos a vanzinha do cruzeiro para dar uma volta na cidade e chegar, do outro lado da "avenida das esfinges", ao Templo de Luxor (uma pena que a dita avenida não esteja totalmente "desenterrada", senão poderíamos ter dado uma de faraó e ter atravessado diretinho por ali :D)

 Chegando lá, o Ehab, nosso guia, nos mostrou uma reprodução colorida de como teria sido o templo antes (ainda mais impressionante, já que a maioria das cores se perdeu com o desgaste do tempo), numa imagem que simulava uma festividade.


 O Templo de Luxor (50 libras egípcias para entrar) foi iniciado por Amenhotep III e depois largamente aumentado por Ramsés II, cujas estátuas gigantes estão visíveis em várias partes. Tem uma importância especial na arqueologia e na História por ser o único monumento do mundo a ter referências de épocas tão distintas quanto faraônica, greco-romana, copta e islâmica - tem até uma Mesquita ali dentro.





 Também dedicado a Amon, entre outras divindades, é menor que o templo de Karnak, chegou a ser ocupado pelos romanos no século II e também passou séculos cobertos pelas areias do deserto (foi "descoberto" só lá no final do século XIX).

Uma das alas chegou a ser igreja - os afrescos ainda estão lá
O membro ereto "faraônico" está todo desgastado porque a superstição diz que esfregá-lo traria fertilidade o.O



 Depois de visitar Karnak (65 libras egícias), o templo já não impressionou taaaanto assim. Mas, conforme as horas foram passando, ficamos cada vez mais encantados: chegamos no final da tarde, vimos o templo com o céu claro, depois no crespúsculo e depois já noite, todinho iluminado, uma beleza.



Até a parte da avenida das esfinges que vemos dali se ilumina com o cair da noite, linda, linda, linda.

3 de mar. de 2013

Luxor: Templo de Karnak

 Os dois templos mais  famosos de Luxor costumam ser visitados num mesmo tour. E foi assim mesmo que conheci os templos de Karnak e Luxor no tour incluído no cruzeiro pelo Nilo.
 O Templo de Karnak (que ganhou esse nome por causa de uma aldeia vizinha) era o principal templo dedicado a Amon-Rá e sua construção total levou mais de dois mil anos (até hoje está conectado ao Templo de Luxor por uma avenida de quase 3km repleta de esfinges).



  Contou o nosso guia que Karnak foi o centro religioso do Império e ali chegaram a trabalhar 80 mil pessoas simultaneamente; com o passar do tempo, depois ficou submerso nas areias do deserto por séculos a fio. Muitas de suas construções desapareceram não por essa submersão mas sim pelo efeito de pilhagens seculares.

O guia ficou pequenininho, pequenininho em meio ao pátio das colunas






O lago reúne superstições locais: para "escolher" o sexo do bebê vindouro, é preciso dar o número de voltas corretas nele



 A mais importante delas, o grande templo de Amon-Ra, continua lá, repleto de pátios e colunas gigantescas (134, segundo o guia). Anais de Tutmés II nas paredes falam dos 20 anos de conquistas do faraó. O local é imenso e foi um dos poucos em que achei que o tempo destinado ao tour não foi suficiente - tinha tanta, mas TANTA coisa para ver, entrar, espiar que daria para passar um dia inteirinho dentro do templo.




À noite, rolam espetáculos de luz e som em alguns dias da semana. Belíssimo templo.