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12 de fev. de 2013

De Paris

G´Bar do Renaissance Le Parc Trocadero: para amantes de gin 
 Pois é: cá estou eu numa paradinha rapidérrima na minha amada Paris, a caminho do Egito. Os posts aqui ficarão assim mais falhadinhos por enquanto porque os dias estão cheios e agitados.
George V Four Seasons: fenomenal
 Aqui em Paris continua tudo lindo e maravilhoso como eu sempre acho tudo nessa cidade, em dias bem típicos de inverno, mas sem neve nem frio em excesso. Aproveitei para conferir restaurantes e bares bacanas, rever amigas queridas e realizar o sonho antigo de me hospedar no ubber George V. Pena que foi tão rapidinho.
Doces do Pierre Hermé fazem parte do chá da tarde do Le Royal Monceau
 Para acompanhar tudo, tudo dessa viagem é bom ficar ligado no twitter, no Instagram (quem não tem conta no Instagram pode conferir as fotos na web, utilizando este link), na página do Pelo Mundo no Facebook e ou na minha página no Facebook (que vc pode assinar). Montes de fotinhos estão subindo todos os dias, sobretudo no Instagram, para quem já quer ficar sabendo de antemão o que está rolando de mais legal.
Restaurante efêmero? Sim, e o 180 vale mesmo (baita vista, boa comida, preços decentes, bom serviço)
Então stay tunned; amanhã o cenário muda para a terra dos faraós ;)

16 de dez. de 2012

Cruzeiro à Antártida: o começo

Velhote mas valente (e seguro, é claro)
 Embarquei no cruzeiro à Antártida em Ushuaia. Como manda o bom senso, cheguei de véspera, depois de uma noite em Buenos Aires (SEMPRE chegue para cruzeiros com no mínimo um dia de antecedência; aprendi isso a duras penas quando cheguei para meu cruzeiro pela Terra do Fogo em 2008 algumas horas antes do embarque no navio e minha mala, não).
 Da última vez que voeei a Ushuaia, há exatos quatro anos, eu era uma das pouquíssimas pessoas a bordo que não ia para a Antártida. Dessa vez, eu era uma das felizes sortudas que ia ;)  E, chegando em Ushuaia, conheci um monte de gente que também ia, sobretudo em outros navios maiores; todo mundo numa vibe incrível, festejando, celebrando, empolgadíssimos.
 No dia do embarque, acabei conhecendo, enfim, alguns dos passageiros que iam embarcar no meu navio - assim, ao acaso (e, veja só, foram essas as pessoas com as quais mais interagi durante toda a viagem ;D).
Cupcakes e cookies para o lanchinho de boas-vindas
 Na hora H, ao chegar no porto, confesso que tive uma pontinha de arrependimento ao ver o Polar Pioneer tãaaaao pequenininho ao lado dos outros navios no porto. Eu sabia que ele era o menor navio a operar Antártida (e velhote, da década de 80), mas deu até um medinho ao vê-lo no porto, pensando no Drake que começaríamos a enfrentar algumas horas depois (ele se mostrou fortão e valente, tks God, o caminho inteiro).
A simpática mensagem inicial do staff
 No porto, zero fiscalização de entrada de passageiros e bagagens, estranhamente. Dois navios para a Antártida saíam do porto naquela tarde: o meu e um outro, da Quark. Às quatro da tarde, pontualmente, fomos autorizados a entrar no navio - o staff (Austrália/Nova Zelândia/Canadá) recebeu pessoalmente todos os passageiros, bem simpáticos, mas já deu pra perceber que a tripulação (Rússia) não era de sorrisos.
Treinamento emergencial de fuga nos tenders
 O quadro branco de avisos à entrada do refeitório dava as coordenadas: ir à cabine checar se a bagagem estava ok, fazer um lanchinho e conhecer os demais passageiros. Aos pouquinhos, fomos nos descobrindo: majoritariamente australianos, mas também britânicos, canadenses, sul-africanos, malaios, russos, chineses, um norueguês, uma japonesa e eu a única latino-americana ;)
Don, o expedition leader, faz a apresentação do staff e dá as coordenadas gerais sobre a viagem 
 Fomos apresentados ao staff todo oficialmente na ponte de comando (que se tornou um baita ponto de encontro do navio, sobretudo de manhã bem cedinho, quando muita gente batia cartão lá para observar baleias e pássaros durante a navegação) e fizemos o treinamento oficial de fuga nos tenders para o caso de (toc, toc, toc) incidentes de navegação antártica o.O
 E então, às 18h em ponto, partimos. Todos empoleirados na proa do navio, tomados pelo vento gelado de Ushuaia, olhos vidrados no horizonte, coração aceleradinho.


Estava só começando.

6 de out. de 2012

Da Toscana para a Escócia

 Pois é, os posts aqui andam bem atrasados, eu sei. Mas é que tá bem corrido com esse monte de viagens emendadas e os deadlines (tks God!) gritando junto. Eu nem contei aqui sobre a Colômbia (já publiquei um postzinho sobre lá no Saia pelo Mundo) mas começo a contar hoje sobre a Escócia, onde estou agora, pra aquele povo todo que andou reclamando que eu tava "blogando pouco ao vivo" :P
O castelo visto de Grassmarket
 Estou em Edimburgo desde ontem. E já dá pra dizer BAITA cidade. Todo mundo me avisava: "vc vai amar Edimburgo", "Edimburgo é sensacional", "eu amo essa cidade" e coisa e tal. Bom, já estou perdidamente apaixonada.
O whisky experience é feito por muita gente que, como eu, nem bebe o dito cujo
 Sim, eu sei, eu me apaixono muito fácil pelos lugares (diz uma editora minha que meu defeito nos textos é me encantar demais pelos destinos visitados ;D), mas Edimburgo é mesmo muito gostosa, fácil, acolhedora. E, mesmo com toda a previsão de chuva para agora, hoje peguei um dia lindo de morrer.
Full scottish breakfast: para os bravos e valentes
 Visitei museus bem legais, bati perna, comi muitíssimo bem. Quem tem Instagram tá sendo literalmente floodado desde ontem (desculpaê!) com todas as coisas legais que tenho visto e feito - passa lá ;)
A cidade vista do Castelo, a atração mais visitada de toda a Escócia
 No twitter também estão entrando fotinhos instagramadas, mas em número bem menor.
Camisetinhas bem humoradas
 Ontem eu cheguei morta depois de 48h sem dormir e com trabalho atrasado. Mas a partir de agora, se tudo der certo, vou contando um pouquinho da Escócia "ao vivo" por aqui também.
luzes se acendem no fim de tarde no centro da cidade
Vem, gente! :D

7 de set. de 2012

Firenze mia

Sinagoga? Tem em Florença também!
Então cá estou eu aqui na Toscana, feliz da vida, outra vez. Em Firenze (ou Florença, dá ~literalmente~ no mesmo :D), e dessa vez acompanhada do meu irmãoo mais novo que está num mochilão pela Itália e visitando a região pela primeira vez.
Apesar de eu já conhecer a cidade molto bene, é sempre uma delícia revisitá-la - e gosto tanto de achar coisinhas novas pra fazer como adoro também ir de novo nos meus lugares prediletos, agora com o pretexto de "apresenta-los" ao Rafa. Em três dias, já zanzamos monte pela cidade de um lado a outro do Arno - incluindo a primeira vez num free walking tour (florencefreetour.com) aqui na cidade, até bem decentezinho.
A cidade continua linda e encantadora igual, movimentadíssima e cheia de gente igual e quente igual, embora o verão já esteja claramente chegando ao final. Vinhos excelentes, comidas maravilhosas - do clássico "aperitivo con buffet" italiano à "minha" sempre adorada Trattoria Ponte Vecchio - , gelattos simplesmente divinos. Si, mi piace molto cosi ;)
Meu irmão é também o responsável por me fazer viver nova experiência aqui ao voltar a um hostel depois de tanto tempo - mas um belíssimo hostel, a propósito, que eu já tinha até visitado em outra vez por aqui para cita-lo numa matéria (e continuo recomendando): o PLUS Florence - e estamos num quarto duplo com banheiro privativo, é claro, porque eu continuo chatinha igual :))))
O único senão é que a internet aqui não anda tão constante. Mas, na medida do possível,  vou contando o dia-a-dia da viagem aqui pra vcs - além de Florença, rola também um baita giro pela região, inclusive por cantinhos toscanos nos quais nunca estive antes.
Ah! E vc sabe, né? As atualizações no twitter, FB e Instagram também continuam a todo vapor.
Baci mille!

31 de ago. de 2012

Quando as letras inspiram grandes viagens

Eu viajo muito – e tenho mais vontade ainda de viajar – através dos livros. Desde a infância sou assim. E um livro não precisa ser “de viagem” para me despertar coceirinhas de sair por aí. Pode ser uma cidade que simplesmente serve como pano de fundo, seja para uma história policial ou uma história de amor, e eu já estou pensando quando poderei ir lá. Ou obras-primas, como Don Quijote de la Mancha, que me despertou paixão pela Espanha desde a adolescência.  Ou lembrar de algum livro do Jorge Amado em toda viagem a Bahia. Ou, ainda, podem ser livrinhos escritos unicamente com esse puro pretexto de ‘inspirar’ mesmo, como A arte de viajar de Alain de Bottom, On the Road do Kerouac, Planisfério Pessoal do Cadilhe, O grande bazar ferroviário do Theroux ou até o 1001 lugares para conhecer antes de morrer da Patricia Schulz. Para mim, vale tudo.
Foi por isso mesmo que achei super bacana a ideia (surgida num grupo do Facebook) de rolar uma blogagem coletiva hoje sobre livros que nos inspiram a viajar ou inspiraram grandes viagens. Well, eu poderia aqui fazer uma semana de postagens sobre isso que não seria suficiente para citar cada livro do qual eu lembrei muito num destino ou que me inspirou muito a ir para um determinado lugar. Mas, resumidinho, deixo aqui registradinho o seguinte:

1)Livros que inspiraram grandes viagens minhas
* Sob o sol da Toscana, Frances Mayes: estou falando do LIVRO e não daquele filme bobo e meloso homônimo que praticamente nada tem a ver com ele, hein? Pode me chamar de óbvia, mas as páginas das descobertas de Frances e seu marido quando resolveram comprar uma propriedade na Toscana e viver quatro meses ao ano na Itália me acompanham desde a primeira vez que pisei na região. E tiveram sabor especial quando voltei pra lá em 2009, de apartamento alugado, disposta apenas a viver o dolce far niente toscano como eles: passeando descompromissadamente, curtindo ao máximo cada feira e mercado, cozinhando, aprendendo receitas locais etc. E foi unindo trechos do livro aos meus próprios relatos que fiz uma das matérias das quais mais me orgulho até hoje, btw (para a Viagem e Turismo, abril de 2010)

* O safári da estrela negra, de Paul Theroux. Gosto muito dos livros do Theroux; não é meu gênero de viagem, mas admiro todo mundo que tem espírito desbravador por natureza – e que é bom de narrativa também, é claro. Antes de partir para o continente africano, sobretudo a África sub-saariana, acho uma baita leitura: ele conta sobre a genial viagem que fez do Cairo à Cidade do Cabo, atravessando o continente, entre perrengues e descobertas. Teve especial sabor relê-lo antes de minha primeira viagem à África do Sul, em 2010. Aliás, recomendo muito ler também O coração das trevas de Joseph Conrad, que também reli na mesma época.

* O Beagle na Amperica do Sul, Charles Darwin. Quem é fã de navegações como eu certamente já leu esse livrinho minúsculo e adorável. Fiquei aaaaaanos com ele ecoando na minha cabeça até, enfim, em 2008, entrar num cruzeiro da Australis para cruzar o Estreito de Magalhães – com ele na bagagem de mão, é claro. Uma das viagens mais inesquecíveis para mim até hoje.

*Cem dias entre céu e mar, Amyr Klink. Li esse livro quando era pré-adolescente. E reli de novo umas quatro vezes até que, enfim, em janeiro desse ano, realizei parte da ousada travessia do Amyr, mas no sentido contrário, do Brasil à Namíbia, e com uma boa dose de conforto – que viajar num barquito a remo é o tipo de coisa que só é divinamente permitida aos Klink, é claro ;)

2) Viagens que estão na wish list suuuuper inspiradas por alguma obra 
De Um ano na Provence, de Peter Mayle, ao Paratii, do Amyr Klink (que seguramente será relido pela enésima vez quando eu, enfim, embarcar na minha tão sonhada viagem à Antártica), são dezenas e dezenas de livros que poderiam figurar aqui como grandes inspiradores de futuras viagens.  Até O Assassinato no Expresso do Oriente, da Agatha Christie, entra nessa lista: não só instaurou em mim o desejo de fazer esse trajeto nesse super trem quando eu não tinha nem dez anos de idade como também sempre me vem à mente quando visito Istambul.  Sem falar de livros que não são "travel inspiring" por natureza mas despertaram em mim vontade IMENSA de viajar para alguns lugares: como o i-nes-que-cí-vel Meu inimigo sou eu, do jornalista Yoram Binur, que me levou através de suas duras páginas para Israel e a Palestina, ou 101 dias em Bagdá, da também jornalista Asne Seierstad, que, mesmo retratando a crueldade da guerra, colocou a cidade definitivamente no meu mapa de desejos viajantes.

Bom, ambas listas estão resumidíssimas, é claro. Até porque senão esse post ficaria tão gigante quanto meus desejos de viagem :D  É bom também, porque assim também podemos retomar o assunto mais pra frente, em outro post. Com o desejo, é claro, de que meus próprios livritos e matérias também inspirem grandes viagens por aí  ;) 

P.S.: também estão participando dessa blogagem coletiva sobre livros que inspiram grandes viagens outros blogs legais, como o Rosmarino e Outros Temperos, da Lu Betenson; o Mi Blogito, da Helô Righetto; o Viaggiando, da Camila Navarro; o Por onde andei, da Mô Gribel; o Caderno da Tia Helô, da Karina Fontes; e o Direto de Paris, da Renata Inforzato. Passa lá pra ver os livros que marcaram as meninas também ;)

20 de ago. de 2012

Pré-Viagem: que tal fazer dela um hábito?

Uma das trocentas coisas que eu reli antes de atravessar o Atlântico Sul no começo desse ano

Hoje o Gustavo Belli publicou mais um post sobre a TREMENDA viagem que ele fez agora com o irmão pela Transiberiana. Nesse post, ao invés de falar sobre a viagem em si, ele ressalta quão importante é que o viajante se informe oreviamente sobre a história dos destinos envolvidos na rota para entender direito tudo que vai ver e ouvir ao longo do périplo. Devia ser algo básico ler e se informar sobre um destino antes da viagem, certo? Mas não é.
Comentei lá no post como eu ando chocada com essa falta de conhecimento generalizado em viagens - e justo hoje, que temos um acesso tão amplo (ainda que tão superficial em alguns casos) e tão democrático à informação, e acabei resolvendo rascunhar essa ideia aqui também. Porque já faz mesmo algum tempo que reparo como as pessoas simplesmente não lêem mais sobre países, cidades e destinos em geral antes de rumar para o aeroporto. E isso nem é falha grave só dos viajantes comuns não; tenho visto também jornalistas e blogueiros de viagem que embarcam em press-trips sem saber bulhufas sobre o lugar para o qual viajam – o que eu considero ainda pior. Bem pior.
Particularmente, como fã das aulas de História desde criança e de leitura em geral, sempre encontrei um prazer imenso em começar a viajar muito antes de entrar no avião: ler sobre a cultura, a história, os hábitos, a culinária, as curiosidades de uma cidade, região ou país para o qual viajarei; para mim, isso sempre foi parte da viagem tanto quanto reservar passagens e hotéis ou fazer a mala. É a chamada pré-viagem: a gente já começa a “viajar” por aqueles lugares através das letras, sem nem mesmo ter saído do lugar. Ou, como disse o Gabe Britto, parte fundamental da filosofia de "viajar na viagem".
Chegar num lugar sobre o qual a gente já leu é como chegar num local que já vimos num filme: você já tem informação prévia sobre ele, sabe do que se trata, sabe mais ou menos como é, só que nada substitui o prazer e a emoção de ver ao vivo e a cores. Mas você olha para ele de modo diferente. Você o entende. Afinal, de que adianta fotografar a cúpula dos Invalides de Paris de mil e duzentas formas distintas se você nem faz ideia do que aquele prédio já significou em distintos perídos? Ou ficar abobado com a paisagem surreal do deserto do Atacama sem saber que se trata do deserto mais árido do mundo ou do porquê ele é assim?
Ler guias, blogs, revistas, suplementos de jornais, tudo vale a pena. E ler também obras literárias que retratam ou fazem referência a um determinado país, região, cidade ou continente antes de vê-los com seus próprios olhos. Saber da África de Theroux mas também da África de Joseph Conrad antes de embarcar para lá ou entender o que passaram Shackleton, Darwin e tantos outros antes de fazer um cruzeiro no “fim do mundo” com toda a segurança e conforto, por exemplo.
Como eu disse pro Gus, claro que num destino como a Rússia, inclusive com o cirílico e tal, isso se faz ainda mais necessário; mas sou old school e acho mesmo que estudar um destino antes de viajar deveria ser prerrogativa báscia de qualquer viajante. Como diria o Riq Freire, “vai por mim”. Aposto que o hábito da “pré-viagem” vai deixar sua experiência muito mais gostosa – no antes, no durante e no depois.

12 de jun. de 2012

Em Fortaleza, no Beach Park

 E eis que logo depois da nevasca e do friozaço da patagônia chilena eu vim parar aqui, no solzão e calorão de Fortaleza, Ceará - mais especificamente no Beach Park, que gentilmente me fez esse fofo convite.




Nos próximos posts conto detalhes dessa viagem - que agora tô concentrada na árdua decisão: desço amanhã no Insano ou não? That´s the question ;-)

13 de mai. de 2012

Em Punta Mita

 Punta Mita é um pedacinho de paraíso mexicano que pouca gente descobriu. Fica bem pertinho de Puerto Vallarta (uns 50 minutos do aeroporto), mas toda reservada, arborizada, escondidinha, com prainhas que vão de calhetas desertas a pontas cheias de ondas gigantes que fazem a alegria dos surfistas. Divina, maravilhosa.
 Não, não acabou Cancun aqui no blog, de jeito nenhum! Tem muita coisa pra contar aqui no Pelo Mundo sobre os dias lá. Mas as fotinhos e comments no twitter e no Facebook nesses próximos dias serão daqui - só para efeito de geolocalização, como diria o Ricardo Freire ;-)
besitos y hasta prontito ;-)

12 de mai. de 2012

Excursão a Tulum é assim

 Eu já contei aqui, no Saia pelo Mundo e também em duas matérias para a Viagem e Turismo (a última, um mini guia encartado na edição de fevereiro desse ano) como fazer os passeios pelos arredores de Cancun por conta própria, sem precisar alugar carro ou entrar numa excursão, o que eu recomendo muito.
E ir pra Tulum nesse esquema é bem simples: basta tomar os ônbus da ADO que saem diariamente no terminal de autobuses do centrinho de Cancun e voilá: funciona bem, com dois horários para ir e dois para voltar, e é bem baratinho.
Todo mundo desce do busão no centro de conexão até ficar sabendo em que bus vai embarcar 
 Ir de carro também é fácil, que a infra para estacionar lá é bem, bem, bem organizada, e o acesso é tranquilo, por estradas bem sinalizadas e em bom estado.
quer fotinho com os "maias"? 5 doletas
 E em excursão, well, o que não faltam são opções: trocentos receptivos locais oferecem esse passeio, de ônibus a carros privativos, e você pode compra-los de véspera na própria recepção do seu hotel, seja ele qual for. E, first time ever, eu entrei numa excursão pra lá. Na verdade, resolvi testar aquele que é o passeio mais comprado pelos brasileiros em Cancun: a excursão de um dia a Tulum+Xel ha.
Na excursão, o providencial trenzinho até o parque das ruínas está incluído
 Bom, excursão é sempre a mesma coisa, né? Passaram 7:05 (pontualmente, como combinado) na recepção do meu hotel; mas dali ainda passamos em outros vários e fomos para o centro de conexão da empresa - é a Xcaret Experiences, que faz passeios para todos os parques do grupo. Só saímos mesmo para Tulum quando eram quase nove horas da manhã.
Caminhando bajo en sol o tempo todo
 O atendimento foi bem gentil sempre e a guia era bem educadinha. Mas tivemos menos de duas horas no total para curtir Tulum - e, acredite, vários brasileiros (eram maioria absoluta no meu ônibus) queriam encurtar esse tempo para poder "aproveitar bem Xel ha". Cada cabeça, uma sentença, né?
 Tulum é divina. Aquele mar incrível, aqueles rochedos, aquelas ruínas, aquilo tudo. Por isso mesmo eu recomendo fortemente que se faça um passeio de um dia só pra lá, pra poder aproveitar tudo: todo o parque de ruínas e, claro, também a praia, que é maravilhosa (embora abertona para o sol, zero sombra, haja filtro solar).








Acho, pessoalmente, que Tulum tem muito a oferecer pra ser só uma paradinha a caminho de Xel ha - vc pode deixar o parque para outro dia numa boa, sobretudo pra quem passa uma semana lá, que é o caso da maioria dos brasileiros.
Com sorte, seu horário de chegada ou saída ainda coincide  com uma belezura dessas
Tulum é menos interessante que Chichen Itza do ponto de vista arqueológico, com muito menos pirâmides e ruínas; mas quando você soma ruínas+marzão turquesa+ praia delícia, a equação fica difícil de bater ;-)