5 de jul. de 2013

Aruba e o Day of Discovery do Renaissance

 Quem me acompanha também pelo Instagram, Twitter e Facebook, sabe que no final de junho eu embarquei numa viagem a Aruba, a convite do Renaissance Aruba e da Copa Airlines.  A proposta dessa viagem era cobrir o Renaissance Global Day of Discovery (que aconteceu em 19 de junho), uma celebração simultânea em todos os 155 hotéis Renaissance (em 35 países diferentes, incluindo o Brasil) com eventos gratuitos para o público em geral, de workshops culinários a apresentações musicais, sempre ressaltando aspectos bem locais dos destinos de cada um dos hotéis em questão (além de dar o pontapé inicial das atividades da temporada de verão no hemisfério norte).


 O evento no hotel (parte da rede Marriott) contou com a cobertura de jornalistas de distintos países enquanto o DJ Chuckie (ou Dirty Dutch, como preferirem :P) comandava uma noite de festa e música eletrônica na ilha. Para quem não sabe, Chuckie nasceu no Suriname e é também cidadão holandês (foi na Holanda que viveu a maior parte de sua vida) e há cerca de um ano e meio mudou-se com a família para Aruba, que virou uma espécie de meca dos festivais de música eletrônica nos últimos anos.
Boa praça, Chuckie levou o filho no jantar com a imprensa 
 O show de Chuckie aconteceu no bar/piscina do hotel, com acesso vip para os hóspedes, mas também acompanhado por muitos outros turistas e moradores que se aglomeraram na marina em frente ao hotel.
Foi minha primeira vez em Aruba e encontrei ali um destino muito semelhante ao que eu tinha imaginado. Com o slogan “One Happy Island” espalhado por hotéis, restaurantes e avenidas, a ilha caribenha colonizada pelos holandeses hoje tem um sabor muito menos holandês e muito mais americanizado, com sua costa tomada de grandes resorts bem ao gosto norte-americano. Por isso mesmo o inglês, impulsionador do turismo local, é ouvido em toda parte, misturado ao espanhol, ao holandês (língua oficial nas escolas) ou ao papiamento, falado pela maioria da população.
À exceção desse morro, Aruba é planinha
 Aruba é considerada um destino "seguro" pelos gringos por ficar de fora da chamada "rota dos furacões" - por isso mesmo, tem uma taxa de retorno de turistas das mais altas de todo o Caribe. A capital Oranjestad ainda guarda algumas casinhas multicoloridas no centro (que estava em franca reforma e repavimentação de ruas durante a minha estadia) e costuma ser para onde todo turista ruma para fazer comprinhas - de lojinhas de rum e artesanato a lojonas de grife internacional. Dizem também que por lá acontece um Carnaval bacanudo.
Em Oranjestad, casinhas coloridas...
...malls...
...americanização...
...papiamento...
... e calangos por toda parte :D
 As praias mais procuradas são Palm Beach (onde estão quase todos os big resorts e também perto de onde fica concentrada a maior parte da vida noturna da ilha), Eagle Beach e Machebo Beach. Rodger Beach e Baby Beach, na parte sul, também andaram ganhando certa fama entre turistas. As águas são em geral bastante limpas e transparentes e o uso de uma simples máscara de snorkel faz a festa de quem curte ver peixes multicoloridos e corais aos montes. Para os mais fanáticos, há ampla oferta de mergulho em alto-mar, inclusive para exploração de relíquias de naufrágios (como o navio Antilla), além de passeios em barcos para ver as piscinas naturais. Cavernas com inscrições pictográficas, ruínas de minas de ouro e o parque ecológico de Arikok (uma área de preservação desértica de mais de 30 km²) também estão entre as atrações mais famosas.



O Renaissance Aruba fica numa localização bem diferente dos demais resorts da ilha e não beira a praia; fica em frente a marina, mais pertinho de downtown. Mas driblou - e muito bem - a ausência do pé na areia com a ilhotinha artificial que bolou logo em frente: durante todo o dia lanchas rápidas saem literalmente de dentro do lobby do hotel (isso mesmo!) e levam e trazem os hóspedes para a ilha num trajeto lindão de 8 minutos.

 A ilhota tem 3 prainhas diferentes - duas de mar tipo piscina e outra de mar com ondas - e boa infra de praia, com espreguiçadeiras, redes, guarda-sóis, toalhas etc, além de um bar e restaurante. A água ali é impressionantemente azul-esverdeado e a praia na parte direita de ilha ainda guarda uma colônia de flamingos (que geralmente zanzam entre os turistas na areia e na água sem a menor cerimônia).






Os quartos do hotel no prédio principal (Marina Hotel, onde fiquei hospedada e é que exclusivo para adultos, desde US$168 por noite) são bastante espaçosos mas nem todos têm vista para o mar - alguns têm vista para a parte interna do próprio hotel, que é "oca" e dá vista para o laguinho onde chega a lancha que leva à ilhota. Estão sendo reformados e ganhando muito mais bossa com a nova decoração em azul e branco que deve estar concluída até o final do ano.
O quarto do Renaissance em que fiquei...
... e como ficarão todos até o final do ano
Tem piscina, wifi grátis no lobby e ali funcionam o signature restaurant do hotel, a L.G.Smith´s Steak House, e o restaurante buffet Aquarius (que, por sinal, tem um interessante buffet de frutos do mar à vontade no jantar, incluindo vieiras e lagostas), além do Blue Bar e de uma filial da Starbucks. É também no Marina Hotel que funciona o pequeno mas bem bom Okeanos Spa.
A piscina do Marina Hotel
O prédio estava cheio de brasileiros durante a minha estadia: alguns deles hospedados ali mesmo e outros visitando o Renaissance Mall, o shopping que ocupa o piso inferior do hotel com lojas de marcas internacionais, de Calvin Klein a Bulgari (de acordo com a gerência do hotel, o público brasileiro é o maior "gastador" do mall).
Já o Ocean Suites é o braço do resort que é family-friend, localizado do outro lado da marina e que conta com sua própria prainha artificial e outros dois restaurantes, além de quartos com terraço e vista para o mar.
A prainha exclusiva do Ocean Suites
Porto de escala comum para algumas companhias de cruzeiros, Aruba não solicita visto de brasileiros. Não temos voos diretos para a ilha; quem faz conexão na Cidade do Panamá (cerca de 7h de voo distante dos aeroportos de São Paulo e Rio) o voo final até a ilha dura cerca de 1h30.

4 de jul. de 2013

Voando com a Delta

Belas poltronas reclináveis na executiva da Delta
Já que no último post falei sobre novidade do mundinho da aviação, aproveito para mencionar aqui como foi voar com a Delta pela primeira vez nessa viagem ao Alasca em junho.
Comprei (através da minha agente de viagens, dessa vez) com a Delta porque eles tinham mesmo o melhor preço dentre as opções que apareceram na época (para quem não lembra, me decidi por essa viagem ao Alasca dez dias antes, uma correria, voos lotados etc) e porque, voando Delta, juntaria boas milhas no Flying Blue, que é meu programa de fidelidade aéreo predileto.
Poltronas individuais nas laterais da executiva: bem bolado
 O bilhete (em econômica) envolveu várias conexões diferentes (já que meu cruzeiro chegava e saía de pontos distintos, e sem voos diretos ao Brasil) mas tive também a sorte de conseguir um providencialíssimo upgrade para a classe executiva bem no primeiro voo, saindo do Brasil - o que me permitiu fazer uma avaliação mais completinha do serviço em geral para deixar aqui.
Necessaire Tumi...
... e jogo USB e tomada completinha: só na executiva
 O voo SP-Atlanta em classe executiva foi excelente: bastante espaço, poltronas individuais nas duas fileiras laterais (o que é ótimo para quem viaja sozinho, seja a trabalho ou lazer), assento com bastante reclinação (vira quase uma caminha), entretenimento individual bem completo, belo jogo de cobertor e travesseiro, serviço simpático, boa comida e bons vinhos. E ainda uma necessaire gracinha da Tumi para os passageiros.
Na executiva de ida, SP-Atlanta: jantar...
... e café da manhã
 Depois, fiz outros 3 trechos na América do Norte (dois deles longos e um bem curtinho) e a volta para o Brasil (desde NY) em econômica. Nos voos domésticos, houve serviço de bordo, com bebidas não alcoólicas e petisquinhos gratuitos (ao contrário do que acontece em muita companhia norte-americana), mas sem entretenimento individual.
No voo internacional, cerveja e vinho incluídos na classe econômica, boa comida, entretenimento individual bastante bom; só o café da manhã servido na chegada ao Brasil achei frugal demais. O espaço entre poltronas e a reclinação delas é sem novidades, o mesmo padrão da maioria das aeronaves que faz a rota Brasil-EUA. Mas gostei bastante do serviço de um modo geral, em todos os voos, cortês e eficiente (beeeem diferente da concorrência americana).
Na econômica da volta: jantar...
... e café da manhã
Só tive problemas com o atendimento em terra em Seattle, quando meu voo para Detroit (somente de lá eu seguiria para o Brasil) foi cancelado e a funcionária não conseguia encontrar uma solução alternativa (nem tinha muita vontade para tal). Mas o atendimento no call center (havia telefones para ligar gratuitamente para eles no saguão do aeroporto) foi eficiente e conseguiu me encaixar em outro voo, via NY, e fiz tudinho a tempo.

O bacana da confusão dos voos foi que, ao ser levada ao JFK para tomar meu voo de volta ao Brasil, acabei conhecendo de lambuja o novo Terminal 4, da própria Delta, inaugurado recentemente. Ficou lindão mesmo e bem organizado - só falta ali um free wifi ;)

Com a troca de voos, cheguei em Guarulhos sem minha mala; mas ela chegou inteirinha no final do dia seguinte, thanks God. Prontinha para voar de novo ;)

3 de jul. de 2013

Ethiopian Airlines agora tem Dreamliner no Brasil


O 787 Dreamliner da Ethiopian recém-chegado ao aeroporto do Galeão antes de voar para Guarulhos, São Paulo
 Nessa última segunda-feira, o Brasil recebeu, enfim, o primeiro voo de um Dreamliner (Boeing 787). Para quem curte e/ou acompanha notícias da aviação, sabe que esse foi um grande feito: apesar de recentes controvérsias, o Dreamliner está no dream team (oops, sorry pelo trocadilho :D) da aviação contemporânea, entre os grandes e revolucionários aviões que andam mudando a cara do mercado.
Enquanto ouvíamos promessas de outras companhias que já operam por aqui trazerem seus novíssimos Dreamliners para operar nas rotas envolvendo o Brasil (inclusive a LAN), qual não foi a surpresa geral ao tomarmos conhecimento de que a Ethiopian Airlines, que começa agora a voar para São Paulo e Rio, seria a primeira (enfim!) a trazer a aeronave para cá.
Aceitei o convite da Ethiopian, feito pela AVIAREPS, para participar da primeira coletiva a bordo do Boeing 787 Dreamliner como parte das atividades de divulgação do voo inaugural da Rota Addis Ababa (ou Adis Abeba) para Rio de Janeiro e São Paulo. Infelizmente, não voamos até a Etiópia, mas bem que gostaríamos :D
A coletiva aconteceu no voo inaugural, mas só no trechinho entre Rio de Janeiro (Galeão) e São Paulo (Guarullhos) - o voo vinha de Addis Ababa, Etiópia (com escala técnica em Lomé, no Togo) e seguiria para Addis Ababa novamente.
A classe executiva...
... e a classe econômica da Ethiopian Airlines
 Batizado debaixo de muita chuva ao chegar ao aeroporto do Galeão, o avião já atrai as atenções por fora mesmo, grandão quando comparado às aeronaves que estão ao lado nos outros fingers. Por dentro, ele não parece grande; apenas comprido, longo. E estava novinho, é claro, tinindo. Desenho bonito dos compartimentos de bagagem e composto de materiais que mesclam substâncias como fibra de carbono e plástico na estrutura principal (a Boeing garante, segundo Donna Hrinak, presidente da empresa no Brasil, que ele consome 20% menos combustível que outras aeronaves do mesmo porte e maior umidade do ar a bordo).
Janelinhas com redução gradual de luminiosidade por acionamento eletrônico em todas as classes
Chamam a atenção de cara suas janelinhas (que são as maiores da aviação comercial mundial atualmente) que não se abrem e fecham com os flips de sempre - são acionadas eletronicamente por botões na parte inferior de cada uma delas que escurecem o vidro através da redução gradual de passagem de luz.
Design bonitón para os compartimentos de bagagem
 Durante o voo Rio-São Paulo que fizemos (na classe econômica, bien compris), a decolagem silenciosa e sem trancos foi o que mais chamou minha atenção. O 787 Dreamliner da Ethiopian que fica nessa rota Etiópia-Brasil (a companhia possui cinco aeronaves desse modelo no total) tem 24 assentos na classe executiva e 246 na econômica (na econômica, o espaço entre os assentos é o mesmo da maioria das demais aeronaves que fazem voos intercontinentais). Na executiva as comissárias usam uniforme diferente, inspirado nos trajes típicos etíopes (e comissários brasileiros devem integrar o staff da rota a curto prazo) e os voos de e para o Brasil contarão também com opção de prato típico etíope dentre as opções de menu disponíveis.
A comissária Hilena com o traje especial de serviço da classe executiva
 Os 787 Dreamliner tiveram que permanecer em solo de janeiro a abril por dois incidentes consecutivos com suas baterias de íon-lítio. "Mas nós nunca tivemos quaisquer problemas com essa aeronave e a companhia foi a primeira a estar pronta para voltar a utilizá-lo no final desse período", frisou Tewolde Gebremariam, CEO da Ethiopian que veio no voo inaugural.
 A coletiva da Ethiopian à bordo do Dreamliner
O simpático Gebremariam, aliás, fez questão de cumprimentar os brasileiros pela conquista da Copa das Confederações (disse que viu o jogo no aeroporto etíope, e torceu ;D) e frisou que a nova rota não quer apenas ligar Addis Ababa ao Rio e SP mas sim conectar a África Oriental com a América do Sul como um todo, e mais rapidamente - além de promover o turismo etíope, é claro, e conectar os BRICS.  "É importante destacar também que somos atualmente a única companhia aérea africana rentável", completou.
A lindona cabine do 787...
... e detalhe do sistema de entretenimento da econômica (com entradinha USB)
De Addis Ababa é possível fazer conexão para diversos destinos da África, Oriente Médio e Ásia.  Num ano em que a Etiópia apareceu nas hot lists de destinos a se visitar das mais influentes publicações de turismo do planeta, taí um grande feito. 

2 de jul. de 2013

Bal Harbour: a Miami mais descolada

 Aproveitei o fato de não conseguir bons voos para uma viagem de última hora ao Alasca para fazer da minha parada forçada em Miami (na ida) algo diferente. Após já ter me hospedado em South Beach, Biscayne Bay e Downtown Miami em visitas anteriores, fui, enfim, conhecer a fundo o distrito mais hypado dessa região da Flórida: Bal Harbour.
Bal Harbour Shops: o shopping mais bem-sucedido do mundo em faturamentoXmetro quadrado
 Bal Harbour não para de atrair os holofotes, sobretudo quando o assunto é consumo (a Chanel Concept Store dos EUA, considerada a mais inovadora loja da marca em todo o mundo, acaba de ser inaugurada ali, por exemplo). E, inclusive por isso, a cidadezinha distante de Miami Beach meros 15 minutos de carro anda sendo literalmente invadida pelos brasileiros: somos não apenas um dos maiores públicos dos principais hotéis dali como também já somos os maiores compradores de flats, apartamentos e residências por lá.  Destino de compras para fãs de marcas de luxo há muitos anos, Bal Harbour virou agora também um belo destino para comer muito bem, apreciar boa arte e hospedar-se com estilo.
Areia e água clarinhas, cabanas, yoga e pilates na praia
  São cerca de 2 km de areias bem branquinhas na faixa de praia praticamente privativa da “costa” de Bal Harbour e explorar o balneário, esteja o turista hospedado ali ou apenas visitando por um dia, é muito fácil:  as distâncias são sempre curtas e a caminhada pelas ruas e avenidas largas e arborizadas é sempre agradável. Snorkeling em Haulover Beach,  aulas de Pilates e Ioga by Nomi Pilates em plena areia, pista de corrida  de U$3 milhões e até golfe à beira-mar também aparecem na programação local.
O belíssimo hall do St Regis Bal Harbour
Além disso, há um serviço gratuito de shuttle ligando diversos hotéis em Miami Beach a Bal Harbour durante a semana, das 11 às 21h – um belo convite para quem quiser fazer compras no Bal Harbour Shops ou comer num dos ótimos restaurantes de Bal Harbour, por exemplo (outro serviço de shuttle, esse pago, liga Bal Harbour ao gigante shopping Aventura Mall, tão queridinho dos brasileiros).
As varandas mega relax que todos os quartos do St Regis Bal Harbour têm
 Além das compras, que sempre atraíram os brasileiros para lá (choquei ao saber que Bal Harbour Shops é o mais bem sucedido shopping center do mundo em volume de vendas por metro quadrado), a arte sempre foi um dos grandes pilares de Bal Harbour. Seu recém-lançado Festival Cultural Bal Harbour apresenta diferentes eventos  realizados semanalmente e exposições de artes plásticas também acontecem ao longo do ano na cidade - atualmente,  obras de Christy Gast estão expostas publicamente, incluindo uma escultura de fibra de vidro de 3 metros de altura metade enterrada pelas areias. 

A bela vista da baía de Bal Harbour
 Durante os meses do verão norte-americano rolarão sessões de cinema ao ar livre,  com direito a sofás de veludo e pipoca.  Quem se hospeda ali ganha um bônus: a partir deste mês de julho, hóspedes ganham um passe especial para visitar gratuitamente os principais museus e centros de arte de Miami.
Para entender a ligação Miami/Bal Harbour
Comidinha e ambiente deliciosos no Makoto
E como Bal Harbour também é boa no quesito gastronômico, vale dizer que gostei muito do que provei no ótimo JG Grill, do cultuado Jean-Georges Vongerichten e localizado dentro do (também ótimo e novinho) hotel St. RegisBal Harbour, e do japa modernoso Makoto, de Stephen Starr, dentro do Bal Harbour Shops. Na hora do café, gracinha o Lea´s Tea Room & Café e fofura o The Newsstand, dentro da igualmente fofa (e old school) livraria Books´n Books.