27 de dez de 2011

Patagônia Chilena: para quando você for

Se a Patagônia Chilena está nos seus planos de viagem, pode ser útil saber algumas coisinhas antes de ir:

- Antes de escolher exatamente a hospedagem, escolha sua "base" para explorar a região. Minhas recomendações são ou ficar hospedado em Puerto Natales (tem MUITA opção diferente, de albergues a cinco estrelas) ou ficar hospedado o mais próximo possível de uma das "portarias" do Parque Nacional Torres del Paine. Ficar no parque é muito mais interessante, é claro, já que a maioria das atrações vai estar ali, a muito menos tempo de transfer: mas só vale a pena se você escolher um hotel com sistema tudo incluído, já que estará afastado de todo comércio. Nesse sentido, ficar em Puerto Natales é mais mão na roda se você quer ter várias opções de restaurantes, cafeterias e mercadinhos nos arredores.

- Mesmo que você escolha ficar em Torres del Paine, não deixe de visitar Puerto Natales: a cidade é uma gracinha, ultra hospitaleira e interessante, da pracinha onde todos vão aos dois museus.

- Não é à toa que chamam a Patagônia Chilena também de fim do mundo; afinal, chegar ali nos toma quase tanto tempo de viagem quanto viajar para a Europa ocidental, por exemplo. São 4h de voo até Santiago, mais conexão, e outras 4h de voo até Punta Arenas (às vezes 5h, já que grande parte dos voos SCL-PUQ contam com escala em Puerto Montt). De Punta Arenas, são mais duas horas e meia em van até Puerto Natales ou mais 4h em van até Torres del Paine. Tem que estar mesmo preparado para enfrentar a maratona.

- Muitos hotéis, restaurantes e afins fecham suas portas de maio a outubro - a temporada na patagônia chilena funciona mesmo do comecinho de novembro a final de abril ou meados de maio. Já estive lá uma vez em maio, uma vez em novembro e duas em dezembro, e posso dizer que o cenário muda bastante do verão para o outono. A paisagem em novembro e dezembro é bem mais verdinha e florida; mas em maio as cores queimadas da vegetação são absolutamente divinas, inesquecíveis.

-O vento forte rola o ano inteiro - mas mais intensamente em janeiro; em compensação, nessa época as temperaturas são mais amenas e uma camiseta de manga comprida costuma ser suficiente para os mais acalorados - ou um casaco fininho para os mais friorentos. Em maio faz frio e o vento é gelado, gelado; então a mala precisa estar mais caprichadinha no quesito térmico.

- Na hora de fazer a mala, seja verão ou outono, lembre-se da máxima que os guias vão repetir toda hora (e você vai testemunhar ao vivo e a cores): "na patagônia, temos as quatro estações todos os dias". E é mesmo. Tem horas que a gente faz trekking só de camiseta porque saiu um solão, tem horas que chove forte de repente, tem trechos geladissimos na base nevada ou nos glaciares, e tem momentos que o vento arrasta tudo. Então é bom ter uma blusa fininha e fresca por baixo (camiseta mesmo) e um bom casaco, forrado ou com fleece, pra proteger do frio - assim, quando bater o calor, é só colocar o casaco na cintura. Um corta-vento também é interessante porque também serve como capa de chuva. No mais, roupas bem esporte e confortáveis e botas de trekking ou bons tênis de caminhada para os passeios. Beber muita água e levar produtinhos para proteger lábios e pele do vento também é essencial.  Os mais friorentos devem levar também luvas e gorro, sobretudo se pretenderem andar a cavalo.

5 comentários:

Bóia Paulista disse...

Oi, Mari! Tudo bem?

Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.

Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

Beijos e Feliz Ano Novo,
Bóia Paulista

Mari Campos - Pelo Mundo disse...

gracias, Boinha! Montes de viagens pra nós em 2012 ;-)

Majô disse...

Uia, todas as dicas juntas para este cenário belíssimo !!! Só a Marizinha pra nos dar as dicas tim tim por tim tim

Mari Campos - Pelo Mundo disse...

Majozinha, beijo!

ana disse...

Olá Mari!!
2012 com muita saúde, alegrias e principalmente viagens mundo a fora (ou será adentro?!!)!
Ganhei o seu livro no sorteio,, estou doida para ler. E que venha 2013 para que eu possa ir a Patagônia (com suas dicas claro!!)
Um abraço, Ana.