12 de mai de 2007

ENTREVISTA: Bárbara Conti, publicitária e viajante


“Nem tudo são flores, mas vale muito a pena”

Bárbara Conti, 23, é profissional de marketing formada no Brasil mas desde o começo do ano vive na cidade de Salamanca, na Espanha, onde estuda e trabalha. Nos finais de semana, aproveita para viajar pelo continente europeu. Aqui ela fala ao Pelo Mundo um pouquinho sobre a vida dos brasileiros no exterior, seus desafios e conquistas.
Para saber mais sobre o dia-a-dia da Bárbara na Espanha, confira seu blog: www.publicitariaeviajante.blogspot.com

Pelo Mundo - Você tinha um emprego fixo na sua área no Brasil e deixou-o para estudar e trabalhar na Espanha. O que pesou mais nessa sua decisão? Que fatores levou em consideração?
Bárbara Conti - Em primeiro lugar, sempre tive muito interesse em conhecer outros países e culturas diferentes, acho que como experiência de vida já é uma coisa sensacional, e também porque teria uma oportunidade grande de aprimorar meu conhecimento de línguas nos países em que são faladas, o que é um plus interessante para o currículo. Além disso, acho que todo profissional de Comunicação é um pouco inquieto, sempre curioso para conhecer novos lugares e pessoas, viver situações inéditas em culturas ainda pouco conhecidas por nós... É totalmente diferente estar em um país como turista, passeando, do que estar como uma pessoa comum, trabalhando e vivendo como um nativo daquele país - aprendemos muito mais com a segunda opção. Outro fator que me impulsionou a ir é porque comecei a trabalhar logo no começo da faculdade, tenho alguns anos de experiência na profissão mas ainda sou jovem, tenho tempo suficiente para construir uma carreira sólida no Brasil - e na Europa também, quem sabe?
Pelo Mundo - Como é o mercado de trabalho para brasileiros já graduados na europa?
Bárbara Conti - Há muitos brasileiros que vem para o "velho continente" (principalmente para Londres) em busca de subempregos, ainda que sejam graduados, o que, ainda que seja uma experiência enriquecedora, é um pouco triste, pois ninguém sonha estudar por quatro ou cinco anos em uma universidade para se tornar faxineiro de um restaurante... Apesar disso, existe sim um mercado com grande possibilidade de inserção de profissionais brasileiros graduados, mas é muito importante que tenha fluência ou pelo menos um grande conhecimento da língua do país que vai viver (se não for inglês, é um adicional muito relevante ter conhecimento desse idioma também). Assim, podemos competir de igual para igual com os nativos do país, que em geral tem uma formação universitária menos ampla que os brasileiros.
Pelo Mundo - Para quem pensa em morar, estudar e trabalhar na europa, que conselhos você dá? Como é a adaptação a um outro país, outra língua, outra cultura? E o que você aconselha mais: mudar-se antes ou depois da faculdade?
Bárbara Conti - A dificuldade da adaptação depende um pouco do país e das pessoas com quem convive; por exemplo, acredito que seja muito mais fácil se adaptar à Espanha do que à Inglaterra, pelo estilo de vida e de pensamento das pessoas, mas isso depende também do jeito de ser de cada um. O que não podemos pensar é que vá ser uma vida totalmente diferente: assim como todos nós, os europeus estudam, trabalham, vão ao supermercado, comem, dormem e saem pra balada - sua vida acaba ficando bem parecida com a que tinha no Brasil, mas com uma dose extra de independência. Depois de algumas semanas, você se acostuma tanto a pensar em outra língua que até vai começar a sonhar nesse idioma!Quanto a ir antes ou depois da faculdade, depende do seu objetivo: para quem quer fluência em um idioma por um tempo determinado mas pretende trabalhar na nossa terra, um intercâmbio durante a faculdade é uma boa pedida - e muito comum entre os europeus, através de um programa que se chama Erasmus. Mas, se sua intenção é viver uma cultura de uma forma mais intensa, vale mais terminar seu curso no Brasil e se mudar de mala e cuia, disposto a começar uma vida profissional em outro continente, pois você fica mais livre e disponível para agarrar novas oportunidades que possam surgir.Meus conselhos são: - esteja preparado. Nem sempre tudo são flores, às vezes pode ser um pouco difícil entender alguns aspectos da cultura da qual agora você faz parte, e algo que é extremamente óbvio para você pode não ser para um alemão ou um inglês. - seja aberto: conheça gente, converse, faça amizade. Quando bater saudade de casa, até vale ir a um bar brasileiro e conversar em português, mas evite ao máximo fazer isso porque dificulta o seu aprendizado e fluência na língua.- seja curioso: conheça tudo o que puder conhecer e pergunte tudo o que nao comprender - melhor do que dar uma de entendido e não fazer idéia do que está acontecendo.De qualquer forma, a partir da minha experiência, meu principal conselho é: venha! Vale muito a pena.
translated by Google
“Nor everything is ok, but it worths”
Bárbara Conti , 23, is a professional of marketing formed in Brazil but since the start of the year she lives in the city of Salamanca, in Spain, where she studies and works. In the weekends, she travels for the European continent. Here she speaks to the For the World a bit on the life of the Brazilians in a foreign country, its challenges and conquests.
For the World - You had a fixed job in your area in Brazil and left it to study and to work in Spain. What decision weighed more in this? Which factors do you take in consideration?
Bárbara Conti - In first place, I always had much interest in knowing other different countries and cultures, I find that as life experience already is a sensational thing, and also because it would have a great chance to improve my knowledge of languages in the countries where they are spoken. Moreover, I find that all professional of Communication it is a little uneasy, always curious to know new places and people, life unknown situations in cultures still little known by us… It is total different to be in a country as tourist, taking a walk, of what to be as a common person, working and living as a native of that country - we learn much more with the second option. Another factor that stimulated me to go is because I started to work soon in the start of the college, has some years of experience in the profession but still I am young, I have time enough to construct a solid career in Brazil - and in the Europe also, who knows?
For the World - How is the market of work for Brazilians already graduated the Europe?
Bárbara Conti - there are many Brazilians who come to the “old continent” (mainly for London) in search of under employment, despite they are graduated, what, despite is a enriquecedora experience, he is a little sad, therefore nobody dreams to study per four or five years in a university to become faxineiro of a restaurant… Although this, exists yes a market with great possibility of insertion of graduated Brazilian professionals, but it is very important that it has fluency or at least a great knowledge of the language of the country that goes to live (if he will not be English, is additional a very excellent one to also have knowledge of this language). Thus, we can compete of equal for equal with the natives of the country, that in general has a university formation less ample than the Brazilians.
For the World - For those who think about living, studying and working in the Europe, which advice you give? How it is the adaptation to one another country, another language, another culture? And what do you advise more: go before or after the college?
Bárbara Conti - the difficulty of the adaptation depends a little on the country and of the people with who it coexists; for example, I believe that it is much more easy if to adapt Spain of what to England, for the style of life and thought of the people, but this also depends 0f the sort to be on each one. What we cannot think is that it goes to be a total different life: as well as all we, the Europeans study, work, go to the supermarket, eat, sleep and leave pra ballad - its life finishes being well similar to the one that had in Brazil, but to an extra dose of independence. After some weeks, you if it in such a way accustoms to think about another language that until goes to start to dream in this language! How much to go before or after the college, it depends on its objective: for who it wants fluency in a language for a definitive time but it intends to work in our land, an interchange during the college good is asked for - and a very common one between the Europeans, through a program that if calls Erasmus. But, if its intention is to live a culture of a more intense form, valley more to finish its course in Brazil and if to change of luggage and cuia, made use to start a professional life in another continent, therefore you are freer and available to grasp new chances that can appear. My advice are: - he is prepared. Nor always everything is flowers, to the times it can be a little difficult to understand some aspects of the culture of which now you it is part, and something that is extremely obvious for you can not be for a German or an English. - either opened: people know, talk, make friendship. When to beat house homesickness, until valley to go to a Brazilian bar and to talk in Portuguese, but prevents to the maximum to make this because it makes it difficult its learning and fluency in the language. - either curious: it knows everything what it will be able to know and it asks to everything what nao to comprender better - of what giving one of understood and not to make idea of what is happening. Anyway, from my experience, my main advice is: come! It really worths.

2 comentários:

Rodrigo disse...

Legal ter o depoimento de quem está lá. Boa referência pra gente avaliar se vale mesmo a pena; concordo que só vale se o emprego tiver alguma conexão com a sua área. Ficar trabalhando de faxineiro depois de formado não rola, só se estiver desempregado mesmo há um tempáo.

Anônimo disse...

Hello there,

This is a inquiry for the webmaster/admin here at pelo-mundo.blogspot.com.

May I use some of the information from your post above if I give a link back to your site?

Thanks,
Harry